
domingo, 31 de Agosto de 2008
Nice Ticket

sábado, 30 de Agosto de 2008
Neo-Socialismo

sexta-feira, 29 de Agosto de 2008
Vocês sabem do que ele está a falar?
Agora que as férias estão a acabar, fica aqui um conselho para uma leitura interessante para quem gosta desta coisas.Linha do Tua

- A culpa foi de alguma alheira transviada
- O Padre Fontes pode ter informações relevantes do Além
Menos Estado, Pior Estado - Os liberais socialistas

quinta-feira, 28 de Agosto de 2008
É sempre bom saber
E a concretizar-se, será que este senhor, natural de S. Bernardo de lá, poderá vir a ser embaixador do acto?
Jogos Olímpicos - 4
Achei que houve demasiada gente a falar quando não devia.
A começar no simpático rapaz que não recuperou do jetlag e queria estar na caminha, a continuar na Vanessa que, de medalha no bolso, disse o que não devia apesar de estar cheia de razão, passando pelo Presidente da Federação de Natação que não deveria ter lavado a roupa suja no magnífico Cubo de Água e a acabar no Presidente do Comité Olímpico, autor da rábula "vou-me embora mas quero cá continuar", todos estiveram mal.
Julgo que dos 14 milhões de euros que custou a nossa participação, valor que acredito seja insuficiente, se se tivessem gasto 100 mil euros numas noções básicas de comunicação, talvez estas "conversas" não tivessem existido.
Finalmente, o investimento em desporto, seja no pagamento das bolsas aos atletas - e deixemo-nos de lirismos olímpicos - profissionais, que são aqueles que podem obter resultados de destaque, seja na construção e manutenção de infraestruturas devidamente disseminadas pelo país, é largamente compensado pela notoriedade dos resultados e pela possibilidade de cada vez mais jovens poderem ter acesso ao desporto.
Agora um profissional de topo a nível mundial receber do Estado 1000 euros mensais que não são actualizados há mais de 12 anos, é rídículo. Será que o Secretário do Estado e o Presidente do IND ganham o mesmo que ganhavam os que ocupavam aqueles lugares em 1996?
Certamente que não, mas, como não lhes toca directamente este problema, nem vale a pena falar no assunto.
"Just a regular guy"

Como disse o RA, no post anterior, a Vanity Fair deste mês está soberba, uma obra prima do bom gosto e da qualidade jornalística. Só pelas fotografias, vale a pena ser vista; a começar pelo portfolio do fotografo Mark Seliger; Carla Bruni, fotografada por Annie Leibovitz; as fotografias das supermodelos Naomi Campbell, Cindy Crawford, Linda Evangelista; Claudia Schiffer, Stephanie Seymour e Christy Turlington; as fotografias do vale de Katmandu pelo fotografo Robert Polidori.... Mas, as peças jornalísticas também merecem uma leitura atenta. Destaco, aqui, a reportagem de Patricia Bosworth sobre o actor Paul Newman: fala da pessoa, do homem, na sua essência, e do porque da sua longevidade como actor. Paul Newman, em fim de vida (diz-se que veio para casa para morrer de cancro), foi mais do que um actor premiado e sex-simbol. O respeito que granjeou ao longo décadas deve-se a uma nobreza de carácter que conquistou milhões de pessoas. Paul Newman é um homem multifacetado; acima de tudo, um homem de família empenhado em preservar a sua privacidade; corredor de automóveis; realizador e argumentista; activista político; empresário de sucesso; e um empenhado filantropo. É desta faceta do seu carácter que gostaria de falar, de seguida.
Na vida real, Paul Newman tem desempenhado o papel do "Bom Rapaz", usando a sua notoriedade para apoiar causas nas quais acredita.
Em 1980, uma semana antes do Natal, Paul Newman decidiu fazer o seu famoso molho de saladas para oferecer aos seus amigos como presentes de Natal. A ajudá-lo estava o seu amigo Hotch. De repente, Paul teve a ideia de começar a comercializar os seus molhos de saladas. Com a ajuda do seu amigo Hotch fundou um império que vale milhões. Hoje em dia, comercializam molhos para saladas, molhos para esparguete, limonadas, bolachas… Todos os lucros deste negócio são canalizados para ajudar instituições de caridade. Vinte e cinco anos depois, as doações para diversas organizações excedem os 250 milhões de dólares. Mas, Paul Newman, queria fazer mais: queria criar a sua própria instituição de caridade. Em 1985 criou um campo de férias para crianças com doenças terminais: cancro, Sida...Um campo onde as crianças possam usufruir das alegrias da infância sem comprometer as suas necessidades médicas; um campo que seja "um mundo de possibilidades e não de limitações". Neste Campo, as crianças não pagam nada. Newman chamou a este campo de férias:"Hole in the Wall Gang Camp". Até hoje, mais de 114.000 crianças frequentaram este campo.
“Michael Brockman, colega nas corridas de carros, define Paul Newman desta forma: "one of the best guys I ever met."... "He’s just a regular guy".
Quo vadis, futebol?
Se no jogo em Guimarães já havia algumas razões de queixa da arbitragem, se bem que em lances que poderiam ser de alguma forma de duvidosa interpretação, aquilo a que se assitiu ontem em Basileia foi um completo roubo de esquadra.
Uma decisão errada com influência directa nas aspirações desportivas e nas finanças de um clube.
Alguém virá a ser responsabilizado? Certamente que não.
O problema, para mim, é a dificuldade de adaptar algumas regras do futebol à tecnologia. Para quem não sabe, há um organismo, o International Board, que detém o poder de alterar qualquer regra. Fazem parte do IB 4 representantes da FIFA e um de cada um dos países britânicos, o que significa que só se podem fazer alterações se os britânicos estiverem de acordo. A isto chama-se a universalidade do futebol.
Parece que no mundo do futebol há um grande problema em assumir que o árbitro pode errar ou que o árbitro pode não ver tudo em detalhe.
Comparem com o que se passa no râguebi ou no ténis.
No primeiro caso existe um árbitro que está num local em que tem acesso a todas as imagens televisivas. Em caso de dúvida, o árbitro de campo consulta o árbitro auxiliar e este transmiti-lhe o que viu. Em directo e através do sistema de som do estádio. Para que ninguém tenha dúvidas. Foi com este sistema que Portugal conseguiu marcar um ensaio contra a Nova Zelândia no Mundial do ano passado.
No ténis, são os jogadores que têm um número limitado de pedidos de verificação electrónica de jogadas duvidosas. Se tiverem razão na sua reclamação, o ponto é corrigido ou repetido, consoante a situação, e o jogador mantém o número de pedidos de verificação. Se não tiver razão, é-lhe descontado o pedido ao número de pedidos disponíveis. Quem tiver oportunidade de seguir algum jogo do Open dos Estados Unidos que está a passar exaustivamente na Eurosport, pode verificar como o sistema funciona.
Alega a FIFA que o facto de o futebol ser conservador é um dos seus atractivos. Mas será que o râguebi ou o ténis deixaram de ser atractivos por passarem a incorpar mais tecnologia? Certamente que não, diria mesmo que, por as respectivas federações terem tido essa clarividência, terão conseguido aumentar o interesse sobre as suas modalidades.
Finalmente, e ainda em relação ao jogo de ontem. Será que o árbitro vai ser responsabilizado pelo prejuízo objectivo causado a terceiros? Ou será que que nada de anormal se vai passar we nos próximos jogos europeus lá estará ele novamente a apitar como se nada se tivesse passado?
VF

Tudo normal...

quarta-feira, 27 de Agosto de 2008
Jogos Olímpicos - 3
Muito se falou dos fatos de natação Speedo LZR fabricados em Paços de Ferreira, que conseguem claramente melhorar as performances dos nadadores..
Falou-se menos do Nelo, o fabricante de canoas de Vila do Conde, que conseguiu "apenas" 20 medalhas.
E, porque não, falar também da Profato, igualmente de Paços de Ferreira, que equipou 9 selecções de equitação.
Certamente que terá havido outros exemplos de empresas portuguesas ou unidades produtivas sediadas em Portugal terem contribuídos para o sucesso dos Jogos Olímpicos.
E a participação económica, pelo que se sabe destes exemplos, superou claramente a participação desportiva.
Ecológicos á força .... que remédio
Tal não significa, porém, uma maior consciência ecológica nacional. A explicação reside unicamente no baixo poder de compra dos portugueses, que compram carros mais pequenos e de baixa cilindrada. Ou seja, como o poder de compra não permite mais, os portugueses optam por modelos de baixo consumo, que são menos poluentes e mais baratos.
A escolha dos portugueses tem tudo a ver com aspectos de natureza económica - só. Não fora isso, a tendência nacional para exibir status através de carros novos colocar-nos-ia no fundo da lista. ....
Jogos Olímpicos - 2
Em Barcelona houve uma experiência com o hóquei em patins, mas que não voltou a ter repetição. Seria por não ter dimensão global?
E então o que acham do softball e baseball? Serão desportos globais?
E, já agora, o porquê de ausência do futsal, futebol de praia e râguebi?
Com alguns destes desportos, sempre teríamos mais algumas possibilidades de ganhar umas medalhitas...
Manelinho de Anissó

Já cá faltava!

O Movimento Mérito e Sociedade propôs hoje onze medidas para criar mais segurança em Portugal. Para o partido é importante que as penas passem a ser cumulativas, que a polícia possa actuar de forma mais firme e com maior recurso a armas de fogo, que haja uma fusão das principais forças de segurança e que as vítimas tenham um papel mais activo nos processos.
terça-feira, 26 de Agosto de 2008
Do melhor que tenho lido....
Agora é: união de fato.
Se forem mulheres diz-se união de vestido.
Jogos Olímpicos 2008 - 1
Em primeiro lugar, tivemos uns jogos sem casos, sem atentados, praticamente sem doping e com resultados desportivos e umas cerimónias de abertura e de encerramento fantásticas.
Tivemos também os heróis, naturalmente aqueles atletas cujo comportamento desportivo se destacou dos restantes. Michael Phelps acima de todos com as suas 8 medalhas de ouro, mas também muitos outros que conseguiram mais do que uma medalha.
E destaco também a final de basquetebol masculina. Um jogo fantástico entre os Estados Unidos e a Espanha, em que o Dream Team ganhou como se previa, mas onde teve de demonstrar a sua valia. E onde um jogador de 17 anos, Ricky Rubio, a jogar contra aqueles atletas que há não muito tempo só conhecia das transmissões da NBA e das cadernetas de cromos, fez um jogo fabuloso.
Descubra as semelhanças
Ao ver esta fotografia, lembrei-me daqueles passatempos habituais nos jornais em que é preciso descobrir as diferenças entre duas imagens semelhantes.Aqui, funciona ao contrário.
É necessário descobrir as semelhanças entre dois tipos diferentes.
Se alguém descobrir alguma, tem direito a dar um mergulho numa piscina do Allgarve, cortesia do Pinho.
Partilhar é bom.

Uma revisão das pesquisas sobre a mudança nos papéis familiares preparada por pesquisadores americanos sugere que as mulheres sentem-se mais atraídas pelos homens que ajudam nas tarefas domésticas.
A pesquisa analisou os diversos estudos sobre as mudanças no papel masculino nas tarefas domésticas e concluiu que a contribuição dos homens nas actividades da casa aumentou em 15% nos últimos 40 anos. No entanto, em Portugal, continua a verificar-se uma tendência global para uma divisão assimétrica, com "inclinação tradicional". Isto quer dizer que, no geral, as tarefas domésticas recaem, sobretudo, sobre a mulher.
Segundo o psicólogo Joshua Coleman, autores de um dos estudos analisados, a divisão do trabalho doméstico está associada com um aumento no nível de satisfação nos casamentos.
"As mulheres dos maridos que participam das tarefas domésticas sentem mais interesse sexual e afeição pelos maridos", afirma Coleman.
Ora, aqui está um bom conselho para maridos "muito ocupados".Partilhar as tarefas domésticas reduz o nível de incidência das "dores de cabeça".
A vergonha pública ainda funciona....
A lista de devedores ao fisco já conta com quase 13 mil nomes, entre particulares e empresas.
Se houvesse um Serviço Nacional de Saúde ...
Os portugueses estão a celebrar mais seguros de saúde privados e a recorrer mais às clínicas de saúde privadas. Segundo a Associação Portuguesa de Seguradores (APS), cerca de 1 700 000 portugueses já têm seguros de saúde, e a breve prazo este número vai ultrapassar os dois milhões.
No que toca a prémios, o seguro de doença cresceu 9,2% no primeiro semestre de 2008 face ao mesmo período de 2007.
As unidades de saúde privadas facturaram 690 milhões de euros em 2007, um crescimento de 8% em relação ao ano anterior.
A análise recente do sector da saúde em Portugal dá conta também de um grande concentração, já que os cinco principais operadores - José de Mello Saúde, Grupo Espírito Santo Saúde, HPP, Grupo Português de Saúde e Clisa - reuniam, em 2007, uma quota de mercado da ordem dos 80%.
Também as seguradoras estão a facturar mais: 440 milhões de euros em 2007, mais 7,8% que no ano anterior.
De novo?
O Efeito Enguia - Boing!

segunda-feira, 25 de Agosto de 2008
“É na recessão que se prepara o período novo”

«A minha imagem pública foi marcada por ter dito em 1992, com licença poética, que a economia portuguesa podia escapar à recessão. Para explicar, recordo o verso de Fernando Pessoa:
Há um oásis no incerto;
É como uma suspeita;
De luz por não-há-frinchas;
Passa uma caravana .
Primeiro, a incerteza que havia naquela altura de uma recessão que chegou subitamente com o não dinamarquês ao tratado de Maastricht. Depois uma suspeita de luz por não-há-frinchas e uma caravana que passa, quer dizer: uma situação melhor do que as outras mas certamente não ideal. Aquela poesia tocou num ponto da psique portuguesa - que eu se calhar deveria ter antecipado que podia tornar-se motivo de chacota. Começaram a brincar com a parte turística, com a desertificação e os camelos. Parecia que não era preciso fazer nada, quando era exactamente o inverso: nas recessões é que se preparam as políticas e reformas para o período novo. »
«Por isso é tão relevante o actual momento. Há uma onda reformista neste Governo isso é indesmentível, mas é muita parra e pouca uva. São reformas que demoram tempo, por isso não se pode esperar mudanças imediatas. Mas às vezes temos dificuldade em medir resultados, até porque reformas adiadas durante 15 anos não podem ter resultados depois de três. E estamos a aproximar-nos de uma eleição. O que vai acontecer em 2009? Aprender numa recessão, tomar medidas, continuar como se devia ter feito na recessão anterior, ou, pelo contrário, parar, interromper as reformas porque agora há que ganhar as eleições?
Mas há reformas que só passam com convergência de posições dos partidos de governo, por isso chamadas bipartisan nos EUA. Nesse contexto, a recessão internacional pode ser uma oportunidade extraordinária para criar condições e aprofundar as reformas.»
«Mais grave do que as invasões napoleónicas e a guerra civil, mais grave do que as sucessivas revoluções do século XX, foi que, há trinta e poucos anos, a classe empresarial portuguesa levou uma grande marretada. Não se cria uma elite industrial de imediato e a exclusão do chamado old money durou até 1989. Voltamos à grande medida conjunta do PS e do PSD: a revisão constitucional que permitiu privatizar, mesmo na véspera da queda do muro de Berlim! Esta reforma estrutural foi seguida pela entrada no sistema monetário europeu e pela liberalização dos movimentos de capitais mas, depois, as reformas pararam.
Boing!!!

domingo, 24 de Agosto de 2008
O silêncio de MFL

Manuela Ferreira Leite (MFL) mantém, de há de muito, uma coluna de opinião no semanário Expresso.
Vamos por partes.
Mas, MFL anunciou logo de ínicio que não falaria, no sentido de que, ao contrário de outros antecessores, não se deixaria enredar na teia de anúncios, réplicas, e contraditas mesquinhas do cenário político dos últimos tempos. Percebe-se a sua estratégia de, a cerca de um ano de distância das eleições, deixar o governo PS desgastar-se sozinho.
Por outro lado, MFL foi eleita sem programa e sem equipa: ao longo deste tempo congregou o seu team, e vem preparando o seu projecto. E percebe-se que a esta distância MFL não queira ainda apresentar soluções e propostas para as questões da actualidade. Esse é o papel do Governo, que claramente o vem desempenhando mal. E MFL não quer dar soluções e oferecer respostas ao PS.
Sobretudo, MFL não quer que as atenções do eleitorado se desviem da crise e das insuficiências do Governo PS para se focarem no debate PSD-PS. Ainda não é o momento para tal.
O momento actual é propício a deixar o governo PS sozinho na arena numa pega de caras ao touro da crise económica e da vaga de crimes… e com MFL a assistir na primeira fila da bancada….. esfíngica.
Mas, digo eu, assistir de bancada só, não pode ser. Não basta. É preciso vaiar o toureiro.
Até porque há razões de sobra.
Restart

Governadores não trazem a experiência nacional e internacional. Jovens reforçam a imagem de inexperiência. Biden complementa Obama nos seus pontos fracos. Fecha o argumentário.
O Grande Baiano
sábado, 23 de Agosto de 2008
As Razões do Veto ao Divórcio

Começando por uma declaração de interesses, afirmo já que simpatizo com Cavaco Silva. Creio que teve méritos enquanto Primeiro Ministro e sempre me pareceu que seria bom Presidente da República. Não me desiludi.
Tal, porém, não tolda a minha visão crítica, nem me impede de discordar dele pontualmente, como agora discordo da argumentação com que justificou o seu veto político á nova lei do divórcio.
É certo que não consultei o texto do novo articulado legal, mas parecem-me excessivamente erradas e distorcidas as motivações apresentadas pelo Sr. Presidente da Republica para a recusa da nova lei.
Confesso que não entendo que se um dos cônjuges quer o divórcio, o outro possa pretender obrigá-lo a continuar casado, mantendo a vida conjugal contra a vontade.
Não percebo tal coisa.
Menos entendo e aceito que um pretenda exercer sobre o outro cônjuge um "poder negocial" para obter vantagens patrimoniais em troca de dar o divórcio. Isso é vender ao outro o divórcio.
E acho profundamente errado que o PR defenda a manutenção desse "poder negocial" de consentir ou não com o divórcio para efeitos da divisão dos bens do casal. O casamento não é um seguro patrimonial, nem pode servir para obter do outro cônjuge mais do que cabe a cada um segundo o regime de bens que escolheram livremente ao contrair casamento.
É que, Cavaco Silva parece esquecer-se que há um regime de bens do casamento – comunhão geral, comunhão de adquiridos ou separação de bens – que os nubentes convencionam livremente quando casam, e que esse regime serve precisamente para estabelecer os modos de dispor e de partilhar os bens adquiridos antes e durante o casamento.
Discordo veementemente do PR nas supostas vantagens de manter, ainda que residualmente, o regime da culpa no divórcio. Não colhe minimanente a alegação de desprotecção da mulher vítima de violência doméstica: é geralmente conhecido que em semelhantes situações quem quer o divórcio é precisamente a mulher agredida, e quem não o concede é o marido agressor que deseja manter a vida em comum.
É manifesto que o regime do divórcio baseado na prova da culpa do outro cônjuge só serve para dificultar a obtenção do divórcio, prolongando a conflitualidade e o contencioso entre o casal. Para mal deles e dos filhos. Sobretudo dos filhos, que sofrem muito quando existe "guerra" entre os pais.
O divórcio a pedido de um dos cônjuges deve fundar-se em requisitos o mais simples e objectivos possível, de prova fácil, que agilizem o processo de declaração do divórcio e a partilha dos bens do casal.
A responsabilidade parental pelos filhos deve ser cometida a ambos os progenitores o mais igualmente possível, de modo a que tendencialmente as crianças passem igual tempo com o pai e a mãe. Só assim se mantêm laços fortes e sentimentos familiares de pertença entre o pai e os filhos – que são impossíveis de criar e manter nos actuais regimes de visitas de fim de semana a cada 15 dias com o pai.
Aspecto muito importante: se as crianças passarem igual período de tempo com o pai e com a mãe ao longo do ano, isso significa que cada um dos progenitores terá por igual medida o dispendio económico com o sustento quotidiano dos filhos, mas também igualitária necessidade de conciliação dos tempos de trabalho com a assistência diária aos seus filhos. O que me parece sumamente justo e o meio óptimo de resolução de boa parte dos actuais problemas laborais e conflitos familiares conexos.
Já as despesas escolares e circum-escolares dos filhos deveriam ser suportadas por ambos os pais na medidas dos respectivos rendimentos e possibilidades materiais.
Dirão os conservadores e católicos mais acérrimos que o casamento é para sempre, não pode ser dissolvido assim tão facilmente por divórcio, e que assim se quebra e destrói a familia. Aos que assim falam, contraponho:
Que me perdoem, mas tal não é verdade.
O casamento só pode durar para sempre se e enquanto os dois conjuges assim o quiserem.
Se um deles quer divorciar-se, que sentido faz manter á força um casamento contra a vontade de um dos membros do casal? Que casamento será esse? E que vida familiar haverá nessa casa? Como crescem e vivem os filhos desse casal que não se ama, não se gosta, e não se dão bem um com o outro?
Não entendo a posição daqueles que, por motivo religioso, pretendem impor a todos uma proibição do divórcio, ou, ao menos, um divórcio díficil e custoso. Os motivos e crenças religiosas de cada um são do foro intímo de cada um. O Estado não pode atentar contra elas, mas também não deve impô-las a todos. E por isso o Estado não deve impedir nem dificultar o divórcio.
Por isso, não concordo com a argumentação do Cavaco Silva para não promulgar a nova lei. Acho que o Parlamento deve rever o projecto legislativo, mas deverá manter e sustentar as linhas essenciais que aqui mencionei: consagrar o divórcio unilateral, impor a partilha de bens do casal segundo o regime matrimonial por ele escolhido ao casar, extinção do divórcio culposo, responsabilidade parental partilhada igualmente entre os progenitores incluindo a convivência quotidiana com os filhos.
Português Excelentíssimo!

sexta-feira, 22 de Agosto de 2008
Produções Fictícias

Divórcio

quinta-feira, 21 de Agosto de 2008
Londres 2012

- Levar apenas atletas do SLB (são os que ganham medalhas)
- Levar vários porta-bandeiras (são os que ganham medalhas de ouro)
Deplorável
O comentador, Jorge Lopes, limitou-se a acompanhar a transmissão pelas imagens da televisão. Mas ele não está em Pequim? A fazer o quê?
Só um exemplo.
Quando Nelson Évora fez o 4º salto, que lhe viria a dar a medalha de ouro, estava a ser transmitida uma cerimónia protocolar. Mas era possível ver a pista do triplo-salto e o marcador que estavam por trás do pódio. Viu-se o nome de Nelson Évora, viu-se a corrida dele e depois viu-se Rk. 1, ou seja, 1º lugar.
Na RTP, só quando foram passadas as imagens em diferido é que houve comentários.
E depois, aquando do último salto, sabendo-se já que a medalha de ouro era de Nelson Évora, o entusiasmo do comentário era semelhante ao da transmissão em directo do funeral da Princesa Diana. Nem um bocadinho de exaltação, de contentamento. Nada.
É pena que assim seja.
Quem tem oportunidade de ver transmissões de eventos deste género na televisão espanhola vê algo diametralmente oposto. Além de interromperem as transmissões oficiais para darem provas ou entrevistas de atletas espanhóis, nota-se a emoção e o orgulho dos comentadores com os resultados obtidos pelos seus atletas.
Penso que já é altura, passados que foram 34 anos do 25 de Abril, de a televisão pública passar a ser de Portugueses para Portugueses. E de mostrarem orgulho e contentamento com os feitos dos Portugueses.
Quanto ao Jogos Olímpicos, vou esperar pelo fim para também eu poder dar uns bitaites sobre o assunto.
Está explicado!

Selecção Nacional
- O magnífico perfume com que a ERSUC decidiu brindar todos os presentes no estádio, demonstra um magnífico sentido de marketing e talvez uma nova forma de publicidade.
- A clarividência da FPF ao escolher este adversário, um verdadeiro 2 em 1. Reparem que os próximos adversários de Portugal são Malta, uma pequena ilha e a Dinamarca, terra em que quase todos os apelidos terminam em ...sen. Com as Ilhas Faroé tivemos como adversário uma ilha e jogadores cujos nomes terminam quase todos em ...sen.
- A razão de ser do patrocínio da Galp à FPF. Quase uma hora para sair do parque de estacionamento é uma boa contrapartida dada pela FPF à Galp. Esperamos mais jogos em Aveiro.
- Uma nova forma de equilibrar jogos de futebol que, à partida, parece que irão ser muito desiquilibrados. Jogam 10 contra 12. Andava lá um rapaz vestido de vermelho (teoricamente da nossa selecção) que, além de falhar golos incrivéis, ainda conseguia atrapalhar os outros rapazes de vermelho e até mesmo desviar os remates que eles faziam à baliza adversária.
- O estádio quase cheio. Afinal em Aveiro sempre se gosta de ver futebol.
Pra rua me levar
Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho aonde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você
É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...
Ana Carolina
quarta-feira, 20 de Agosto de 2008
Enguia ao vivo

Amar ou odiar: ou tudo ou nada.
O meio termo é que não pode ser.
A alma tem de estar sobressaltada
P'ra o nosso barro se sentir viver.
Não é uma cruz a que não for pesada,
metade de um prazer não é um prazer;
e quem quiser a alma sossegada
fuja do mundo e deixe-se morrer.
Vive-se tanto mais quanto se sente:
todo o valor está no que sofremos.
Que nenhum homem seja indiferente!
Amemos muito como odiamos já:
a verdade está sempre nos extremos,
porque é no sentimento que ela está.
Fay

terça-feira, 19 de Agosto de 2008
A vida é como uma bicicleta

In a letter to his son, Einstein wrote, "Life is like a bicycle, to keep your balance you must keep on moving."
Em carta ao seu filho, Einstein escreveu, "A vida é como uma bicicleta, para manter o equilíbrio tens de continuar a pedalar".
Estad(i)o de Férias
Nem a mim nem a outros.
É o que se passa, por exemplo, com o nosso leitor Raul Martins, que, depois deste "naco de prosa" sobre o estádio cá do burgo, se esqueceu de nos brindar com outra peça semelhante sobre este outro estádio.
Infelizmente parece que as dores são exactamente as mesmas, a Norte ou a Sul, com Câmaras de direita ou de esquerda.
Ficamos à espera que os PS's do Algarve contratem Raul Martins para "treinar" aquela equipa e passem a apresentar resultados económico-financeiros em condições.
Chávez, O Invejoso

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez Frías, instou, segunda-feira, os seus simpatizantes a "erradicarem o capitalismo" para fazerem avançar o processo "revolucionário" de implementação de um regime de "socialismo do século XXI" e precisou que as terras são propriedade da nação."A terra não é propriedade privada, a terra é propriedade da nação", disse o Chefe de Estado, que sublinhou ainda que as pessoas compram o direito à terra mas o Estado deve garantir que "a utilizem bem".
Estas afirmações vêm confirmar mais uma vez a estreita visão política de Chávez. Talvez ele devesse olhar, com atenção, para o seu parceiro ideológico: a China. Ao impor uma economia de mercado com características socialistas, em 3 décadas a China tornou-se a quarta maior economia do mundo. Uma sociedade formalmente comunista é hoje a quarta maior economia capitalista do mundo.
Talvez o recado que Hugo Chávez envia, não seja para o mundo Ocidental, mas para a China. Chávez , bem sabe que não seria capaz, apesar da riqueza e dos recursos naturais do seu país, de transformar a Venezuela numa das maiores potências económicas do mundo. A estratégia para esconder as suas limitações é o Bota-abaixo.
A inveja é uma coisa muito feia!
Vida simples

Ainda de Férias, mudei de ares, mais para norte. Acordamos cedo, tomamos o pequeno - almoço, com calma, e fomos fazer compras ao mercado: peixe fresco, legumes e fruta. Acompanhadas pela estonteante paisagem do Rio Minho, seguimos até Cerveira para passear pelas suas ruas. De volta a casa, tiramos a sesta e depois, porque o tempo estava demasiado instável para se tentar a praia, ficamos deitadas junto à piscina. Depois de um chá foi altura de uma caminhada pelas campestres estradas de Vilar de Mouros, acompanhadas de um final de tarde ensolarado e de uma brisa refrescante. Para terminar em beleza, o jantar foi peixe grelhado na brasa, ao ar livre.
É tão bom apreciar, com calma, as coisas simples da vida. E, porque não há muitos dias assim,vale a pena disfrutar e saborear como se fosse o último dia.
Medalhistica


Vanessa Fernandes entende que há atletas portugueses que desconhecem o significado de viver em desporto de alta competição e lembrou que a «alta competição não é brincadeira nenhuma»
- «Não é fazer meia dúzia de provas, andar a receber uma bolsa e está feito. Muitos não vêm bem a realidade das coisas. Não têm a noção do que isto significa. Se calhar por termos facilidade a mais», - explicou em Changqing, na China. (…)
A medalha de prata no triatlo dos Jogos Olímpicos acrescentou que «nunca na vida vinha para aqui para viajar e ver os Jogos» e que o seu «pensamento nunca foi esse», tendo, ao mesmo tempo acusado alguns atletas nacionais de falta de ambição: «É que há pessoas a quem lhes é igual ficar em 50º ou 20º ou o que quer que seja. Nunca pensaria assim. Até ficava desiludida se pensasse dessa maneira. Os resultados é que me dão ambição para fazer melhor para a próxima. E nunca estou satisfeita», adiantou.
Muito bem, Vanessa Fernandes! Lutou e conseguiu! Está de parabéns, pela prata que ganhou, fruto do seu trabalho e esforço continuado e persistente.
Só não gostei da linguagem da vitória ("fogo é pá fogo é pá fogo") – para a próxima Vanessa, (sim, vai haver próxima), p.f. prepare outras interjeições portuguesas menos vernáculas….. Não é por mim, é por si ….
segunda-feira, 18 de Agosto de 2008
Que nem uma luva, acho eu!
Passava os olhos nos jornais, hoje de manhãzinha e fui, mais uma vez, surpreendido por uma "peça de teatro" ao melhor nível de um ensaísta e encenador de segunda (vai por extenso, de propósito).Clara Ferreira Alves e a irrelevância cavaquista

Clara Ferreira Alves terá razão quando diz que Cavaco não tem mundo, que é ostensivamente inculto, que não foi o bom governante que quis fazer parecer. Faltou-lhe ir buscar D. Maria Cavaco; de facto, a imensa piroseira do quadro, quase legitima todas as barbaridades que apeteçam dizer. Quase.

O espanto foi a minha primeira reacção ao ler este post de Yoani Sanchez, sobre uma excursão turística em Cuba.
No século XXI, não há agências de viagens para cubanos, e as excursões turísticas organizadas para cubanos são uma actividade ilícita, mas persistente apesar dos controles de estrada e das camionetas decrépitas e calorentas que alugam por um dia.
Depois, detenho-me a admirar a força e inteireza de Yoani Sanchez que tendo emigrado para a Europa, regressou para viver no seu país, suportando estas iniquidades do regime comunista.
E penso na sorte que tenho, que temos todos nós aqui, vivendo em liberdade plena, gozando férias anualmente onde queremos e como queremos. E na maior parte do tempo nem nos damos conta.
É bem verdade que não há aqui espaço nem motivo para ressentimentos e depressões; só temos de nos sentir gratos todos nós aqui, e valorizar tudo e tanto o que de bom recebemos.
Valorizar a infinita liberdade que desfrutamos no nosso país, a paz em que vivemos há tanto tempo, o ordenado ao fim do mês, os nossos amigos, os dias de sol, os fins de tarde de Verão, as noites de lua cheia. .... you name it.
El viento en la isla

El viento es un caballo:
Quiere llevarme: escucha
Escóndeme en tus brazos
Escucha como el viento
Con tu frente en mi frente,
Deja que el viento corra
domingo, 17 de Agosto de 2008
Ontem foi o regresso do Algarve, o fim das férias de Verão … para variar viemos por Monchique a almoçar n’ A Charrrete, por anterior recomendação.Huum, revelou-se uma boa surpresa e uma excelente opção.
Numa vilazinha pequena encarrapitada no verde da serra algarvia, deparámos com um restaurante muito bem arranjado em duas salas de uma antiga mercearia: a sala de entrada tem belos armários e prateleiras da velha mercearia, e a segunda sala tem um ambiente muito familiar sobressaindo belos pratos antigos nas paredes.
E serve o melhor da comida da serra algarvia. Simples e simultaneamente excelente.
Azeitonas à Monchique, chouriça e farinheira como entradas. Depois lulas recheadas, couve à Monchique com enchidos regionais. Sobremesas, uma deliciosa torta de laranja e um dom rodrigo divinal.
A repetir a visita para o ano, seguramente, a provar estas e outras especialidades.
Depois continuamos pela estrada que atravessa a serra algarvia, observando a mudança gradual da paisagem, do verde da mata para os tons palha do montado …
E, num instante chegamos a S. Marcos da Serra e logo adiante já estamos no Alentejo.
E em menos de nada eis-nos de volta a casa.
É muito bom voltar a casa.
There’s no place like home.
A MADEIRA DAS ETERNAS SURPRESAS...
"Líder do PSD-Madeira acusa partidos de “rame-rame”Alberto João Jardim defende novo partido para fazer oposição a sério e mudar Portugal "
Como podemos ler aqui e aqui, o Dr. Jardim continua em grande forma. Farão estas declarações "bombásticas" parte de estratégia concertada com o Eng. Ângelo Correia, de que o RA fala no post abaixo? Ou tudo isto será, mesmo e só, bota-abaixo?
A Senhora Dra. Manuela que se cuide; parece que os tem todos à perna e não haverá Borges que lhe valha, a ir por este caminho.
O mais triste de tudo isto é que ao Eng. Sócrates basta estar caladinho...
O Pontal do descontentamento

sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
Ao vivo e a cores
O poema de hoje de manhã deixou-me a matutar, pedindo que o completasse. Aqui vai, ao vivo e a cores!

Durante, quase 15 dias, algumas enguias abandonaram as águas escuras e lodosas das rias do norte e rumaram a Sul para as águas azul turquesa da praia do Ancão.Deitadas ao sol escaldante, tornaram-se pouco esguias e abandonaram as suas profundas dissertações críticas sobre o estado do nosso "Pântano plantado à beira mar". Neste penúltimo dia de praia, junto a um "Mar que não tem tamanho" e "ao sol que arde", lembrei-me desta belissima música do Vinicius. Não é a praia de Itapuã, eu sei, mas também é boa. Neste "encontro de céu e de mar", "Foi bom sentir a preguiça no Corpo". Saio daqui,com um ar de enguia grelhada, bem tostada, mas pronta para enfrentar as águas lodosas do próximo ano.
BOAS FÉRIAS, fiquem com este belissimo poema:
Um velho calção de banho
O dia pra vadiar
Um mar que não tem tamanho
E um arco-íris no ar
Depois na praça Caymmi
Sentir preguiça no corpo
E numa esteira de vime
Beber uma água de coco
É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã
Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doçura
Com uma cachaça de rolha
E com o olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar ir sentindo
A terra toda a rodar
É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã
Depois sentir o arrepio
Do vento que a noite traz
E o diz-que-diz-que macio
Que brota dos coqueirais
E nos espaços serenos
Sem ontem nem amanhã
Dormir nos braços morenos
Da lua de Itapuã
É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã
Olimpiadas a partir do Ancão
- O Fernando Mamede foi morto durante o sequestro!
- Quantas taças é que já ganhamos?
Nada como o sol de verão numa moleirinha desprevenida...
Têmênê III
quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
George Orwell em blog

Os diários de George Orwell estão a ser publicados desde 9 de Agosto p.p. em blog, no blog de George Orwell.
As entradas nos diários pessoal e político (escritos desde 9 de Agosto 1938 a Outubro de 1942) serão postadas nas datas correspondentes, exactamente 70 anos depois de terem sido escritas por George Orwell.
A acompanhar com interesse.
Michael Phelps: o record absoluto de 11 medalhas de ouro

O nadador norte-americano Michael Phelps alcançou o record absoluto de 11 medalhas de ouro na história dos Jogos Olímpicos, tornando-se no atleta mais "medalhado" de sempre.
"It's time to be the best ever." - foram as palavras de um amigo num sms recebido antes da última prova de natação. E Phepls cumpriu.
O atleta ganhou já 5 medalhas de ouro nestes Jogos Olimpicos, e 11 na sua carreira, ultrapassando no total a lenda Mark Spitz. A lenda húngara mantém – por ora - o record de mais medalhas de ouro (7) numa só edição dos Jogos.
Na sua comunicação às televisões, Phelps mostrou-se satisfeito, mas salientou que o sucesso atingido é fruto de um longo trabalho de preparação, do seu esforço continuado e consistente.
- "Não sou invencível" – disse. Foi modesto, mas falou com muita segurança. A plena segurança que quem sabe que o sucesso não é sorte nem acaso, mas compensação do trabalho, do esforço.
Uma boa máxima, no desporto e na vida.
quarta-feira, 13 de Agosto de 2008
Mudam-se os tempos, mudam-se os argumentos
RIP Isaac Hayes
O Zé faz falta!

terça-feira, 12 de Agosto de 2008
Ainda a propósito de sapos

"É sempre prudente olhar em frente, mas é difícil olhar para mais longe do que pode ver-se" 
A enguia nada na ria, escolhe a margem onde descansa, mergulha livre; o velho sapo gordo não sai do pântano e, imaginando-se mais além, até onde o pântano acaba, inventa (procura?) uma margem esquerda onde pára a coaxar, tentando inefavelmente caçar a sua mosca com a língua mais comprida de que há memória.
O sapo é que não descansa, e do seu pântano insiste em coaxar aos quatro ventos coisas que ninguém ouve, ou a que ninguém presta atenção, nem mesmo os outros sapos, que lhe comem as moscas mais suculentas, ocupam a melhor parte do pântano e dele se riem zombeteiros!
Moral da história (porque tem sempre de haver uma, uma história e uma moral): quem nasceu sapo, não chegará nunca a enguia!
Romance Sonânbulo

Verde que te quero verde.
(…)
Sobre o rosto da cisterna
Agitava-se a cigana.
Verde carne, trança verde,
E olhos de fria prata.
Agosto em Moledo
Falei já aqui do Allgarve, não seria justo ignorar Moledo. Como me disse um dia o meu amigo LP, "Moledo é a praia onde o Inverno vai passar o Verão", mas isso é para um lisboeta ignorante das maravilhas minhotas ou para um parolo, como eu, que ainda não atingiu a essência da coisa. Moledo é um fenómeno muito particular, paraíso do antes quebrar, que torcer. segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
Ainda sobre o assalto ao BES
Será que este fulano já alguma vez teve uma arma apontada à sua "brilhante" mona?
Será que ele já alguma vez ouviu balas a assobiar por perto ou baterem num raio pequeno relativamente ao sítio onde está?
Talvez fosse bom experimentar.
Caro Miranda, sente-se calmamente numa explanada, peça um cafézinho e puxe do seu jornal.
Combine com um amigo seu que tenha uma vulgar espingarda pressão de ar, calibre 4.5mm, daquelas que há 30 anos atrás se usavam para atirar ao pardais, e peça-lha para ele atirar dois ou três chumbos na sua direcção, suficientemente afastados para não o magoarem. E depois, venha à net contar a experiência.
Ficamos a aguardar!
Entrevista Imprevista ..
Isabel Pires de Lima deu uma interessantíssima "Entrevista Imprevista" ao Sol este fim de semana.Sei perfeitamente que é suposto que estas entrevistas da página 2 do semanário sejam "light", tanto mais que estamos na estação parva, dita silly season. Mesmo assim, diga-se que a Senhora ex ministra está em perfeita harmonia com o espírito da estação, quiçá excedendo até as expectativas próprias da época.
Ao lado de uma fotografia de corpo inteiro que realça a natural robustez entroncada da sua figura, há frases espantosas, dignas da (desta) ex ministra da Cultura.
Por exemplo, a Senhora proclama-se «… uma mulher feliz, não preciso de me depilar. (…) Só tenho alguns pêlos nos braços.». Dir-se-á que isso sucede frequentemente ás senhoras com a idade, por isso era escusado pormenorizar, sobretudo o onde. E se o facto a deixa assim tão feliz, deve ter padecido muito na juventude á custa da pilosidade…
Outra coisa: «Fui educada a prestar atenção ao corpo. (…) Por isso, habituei-me a cuidar do corpo e a ter atenção à alimentação.» É estranho, ninguém diria.
Mas vá lá, a senhora tem espelho em casa, porque mais adiante reconhece: «Apesar de tudo, isso não faz de mim uma mulher estilizada como mandam os figurinos de hoje, (…)».
Por fim, a ilustre Senhora informa a mulher portuguesa do seu ritual ao acordar: «Primeiro lavo a cara só com agua fria nunca com sabão; » - deve ser só para espantar o sono - « depois tomo banho,» - nem era preciso dizer, depois do seu ultimo artigo no Publico todos sabemos que despreza gente que não se lava, - «ponho um tónico; um creme hidratante, o ecrã total, uma base, para não andar completamente branca, um pouco de blush e pinto ou não os olhos conforme a disposição. Á noite limpo a cara com um leite de limpeza, uso de novo um tónico, e depois um creme de noite.» A mulher portuguesa agradece o exemplo, mas a maioria poderia indicar-lhe a falta do creme de contorno dos olhos e de outros detalhes de bom gosto…..
Edificante.
Novidades do mundo do desporto
Na ausência de resultados dos portugueses que já competiram nos Jogos Olímpicos que mereçam gastar uma linha de comentários, partilho duas novidades que fiquei a conhecer este fim-de-semana.
- No judo, um atleta qualificado para os quartos-de-final de uma prova (last eight em inglês), pode ficar classificado em nono lugar.
- Na Taça da Liga de Futebol foi estreado um sistema de desempate que não lembra a ninguém, até porque o que existe nas competições internacionais parece-me consensual. A primeira equipa a ser verdadeiramente penalizada por este sistema foi o Beira-Mar, clube do qual o Senhor Presidente da Liga é sócio. Nada melhor que o usar a nossa casa para experiências malucas...
E não se esqueçam que na quarta-feira temos o Diogo Carvalho a nadar e logo na mesma série do Michael Phelps.
A Rússia bombardeia a Geórgia que investira contra a região separatista da Óssétia do Sul
"É a guerra aquele monstro que se sustenta das fazendas, do sangue, das vidas, e quanto mais come e consome, tanto menos se farta. É a guerra aquela tempestade terrestre que leva os campos, as casas, as vilas, as cidades, os castelos, e talvez em um momento sorve os reinos e monarquias inteiras. É a guerra aquela calamidade composta de todas as calamidades, em que não há mal algum que ou não se padeça ou não se se tema, nem bem que se seja próprio e seguro: - o pai não tem seguro o filho; o rico não tem segura a fazenda; o pobre não tem seguro o seu suor; o nobre não tem segura a sua honra; o eclesiástico não tem segura a imunidade; o religioso não tem segura a sua cela; e até Deus, nos templos e nos sacrários, não está seguro."domingo, 10 de Agosto de 2008
US of A

Coisas que melhoram férias perfeitas
Mignon

Conheces o país onde floresce o limoeiro?
Por entre a rama escura ardem laranjas de ouro,
Do céu azul sopra um arzinho ligeiro,
Eis se ergue a murta calma, olha o altivo louro!
Conheces?
Oh! Partir! Partir
Pra lá contigo Amado! Oh! quem me dera ir!
E conheces a casa? - Tecto em pilares assente:
A sala resplandece, o quarto é reluzente;
E estátuas de mármore fixam em mim o olhar:
"Minha pobre menina, quem te fez chorar?"
Conheces?
Oh! Partir! Partir,
Meu Protector, contigo! Oh! quem me dera ir!
E conheces o monte e, entre nuvens, seu carreiro?
A mula busca o trilho por entre o nevoeiro:
Em grutas mora a velha raça dos dragões;
Despenham-se rochedos e torrentes em cachões.
Conheces?
Para lá quero ir
Nosso caminho! Ó Pai, vamos partir!
J. W. Goethe
(tradução de Paulo Quintela)
Frase da noite
sábado, 9 de Agosto de 2008
O mistério das coisas

O mistério das coisas, onde está ele?
Porque o único sentido oculto das coisas
Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: —
Alberto Caeiro
O Guardador de Rebanhos XXXIX
sexta-feira, 8 de Agosto de 2008
Espanto
O que é que esperavam? Que pedissem ao Gambrinus para servir uma lagosta e champanhe para que as negociações decorressem com tranquilidade?
Tivessem esses pensadores algum familiar ou amigo como refém com uma pistola apontada à cabeça e certamente que a opinião deles seria diferente.
Imagens olimpicas II
Imagens olimpicas
Jovem dissidente açoitada pela policia chinesa. Ah, afinal não, é a ginasta italiana Lia Parolari, favorita para o ouro, que se prepara árduamente para os jogos que começam.
quinta-feira, 7 de Agosto de 2008
Ele há cada uma...
Agora é o Sr. Presidente que proíbe os aviões de sobrevoarem a sua casa.
O que se seguirá naquela zona tão distante do nosso Portugall?
E aqui em Aveiro, será que ninguém tem assim unas ideias malucas para que a nossa zona também seja notícia?
Jogos Olímpicos
Faltam poucas horas para o início de mais uns Jogos Olímpicos.Penso ser consensual dizer que é o maior evento desportivo do Mundo e que proporciona a todos aqueles que gostam de desporto duas semanas com muitas horas extra de televisão e sempre a eterna questão de até onde pode chegar o ser humano, quais são os seus verdadeiros limites.
Quanto aos Portugueses, penso que todos temos esperança em bons resultados e nalgumas medalhas.
Reflexões de Praia

Sentada na toalha, frente ao mar, ouvindo o delicioso marulhar das ondas, fico a olhar quem passa.
Observando os biquinis e calções que passam, e os respectivos donos e donas. E pensando várias coisas, por exemplo, que envelhecer (não necessariamente ser velho) – no sentido da palavra inglesa "aging" – é ceder á força da gravidade.
A gravidade que puxa tudo para baixo, faz cair os frutos da arvores e nos impede de flutuar.
Á medida que a idade avança, "tudo" desce.
Tudo, excepto as gengivas. Desgraçadamente as gengivas sobem…
Terrível ironia do tempo, á qual nenhum de nós escapa ou escapará, cedo ou tarde….
Sic transit gloria mundi…..
Donde que, um dos significados de juventude é resistência, capacidade de enfrentar as forças da gravidade traduzidas em conformismo, resignação, em múltiplos sentidos…. E assim também a juventudo do espírito e da mente…..
Paolo Conte
Allgarve

Vilalisa

Têmênê II

Agradecimento

quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
terça-feira, 5 de Agosto de 2008
Diplomacia Económica

O interesse nacional nunca justifica semelhante coisa.
A visita mais desejada
Alexandre Soljenitsyne
O escritor russo e Nobel da Literatura Alexandre Soljenitsyne, falecido ontem em Moscovo "contribuiu como ninguém para a queda do comunismo ao denunciar a existência dos gulag [os campos de concentração soviéticos]" – disse hoje Zita Seabra.
- "Foi um dos grandes contributos exactamente por a denúncia dos gulag ter sido feita na primeira pessoa. Os livros do dissidente russo têm a força que têm por serem autobiográficos. Ele esteve no gulag. Os livros de Soljenitsyne têm a força que têm por serem escritos na primeira pessoa." - reforçou Zita Seabra, lembrando que um dos principais livros de Soljenitsyne ("Arquipélago Gulag"), relata a sua vivência enquanto prisioneiro de um campo de concentração do comunismo, contando o seu sofrimento, a vida que teve e a de todos os presos que viveram ou morreram nesses campos de concentração".
Tem razão Zita Seabra.
E ainda bem que o tempo e a história fizeram justiça a Soljenitsyne, porque depois de todo o sofrimento pessoal que suportou e de lhe terem tirado a nacionalidade russa, ainda assistiu á queda do muro de Berlim, viu acabar o regime comunista soviético que ele denunciou, e, por fim, pôde regressar ao seu país e morrer em solo russo.
segunda-feira, 4 de Agosto de 2008
Pensamento de fim do dia
Já refeita dos sustos da última viagem e com a água dos canais liberta dos ácidos dos últimos dias, sussurou-me um pensamento profundo.
"Com o que se tem passado na política Aveirense nos últimos dias, chego à conclusão que nela há dois tipos de pessoas: os que andam na política com espírito de missão e aqueles que já andam com a demissão no espírito."
Dito isto, despediu-se em espírito olímpico com um belo mortal encarpado e lá segui o seu caminho.
Têmênê

domingo, 3 de Agosto de 2008
Coincidências
Eu não acredito neste tipo de coincidências.Mas já repararam que desde o momento em que Vitor Constâncio falou em nuclear, começaram a ser noticiados incidentes em série com este tipo de energia?
Centrais nucleares com fugas radioactivas, um submarino com problemas e até no laboratório de uma agência que trata destes assuntos, é só azares.
Mas, antes de o assunto voltar à baila em Portugal, isto também não acontecia?
Ou será que "alguém" "sugeriu" à imprensa portuguesa que passasse a dar outro destaque a este tipo de situações?
Se alguém souber o que se passa, comente por favor.
Há metafísica bastante em não pensar em nada

O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.
Que ideia tenho eu das coisas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?
Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).
O mistério das coisas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas coisas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.
Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?
"Constituição íntima das coisas"...
"Sentido íntimo do Universo"...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em coisas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.
Pensar no sentido íntimo das coisas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.
O único sentido íntimo das coisas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!
(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as coisas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.
Alberto Caeiro
O Guardador de Rebanhos V
sábado, 2 de Agosto de 2008
Aveiro

Frase do dia

sexta-feira, 1 de Agosto de 2008
Fumo Branco

Andava a nossa enguia ali pela Fonte Nova a galar a Maria da Fonte, quando, de repente, começou a ouvir uma grande algazarra vinda do lado da Fábrica Campos.
Não percebeu muito bem o que se passava, mas só ouvia falar em fumo branco.
Como as chaminés daquela zona já estão desactivadas, não conseguiu comprovar visualmente se era isso que se dizia.
Entretanto chegou a hora da janta e a enguia teve de se deslocar para outro canal à procura de alimento.
Em má hora o fez pois, ali perto do Fórum estava um puto tão mal disposto, a vomitar para o canal algo branco e muito azedo, que a nossa enguia ia indo desta para melhor.
Felizmente safou-se.
Mais à frente, já perto do Rossio, outra descarga azeda, mas aqui parecia mais de alguém cuja vesícula não estava a carburar bem.
Uma vez mais a enguia safou-se, não sem dificuldades, e rumou a porto seguro para descansar de tanta aventura.
GG

Traduzindo

Comunicação Presidencial
É impressão minha ou o Presidente da República falou utilizando o mais cerrado sotaque Micaelense?
Estou a começar a perceber

Com tanta mudança que vai havendo no SLB, devia haver alguma razão para que isso acontecesse.
Acho que descobri.


































