quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Perry Mason


Sou da geração Perry Mason em reprise; bebia ávidamente cada episódio onde Raymond Burr, sério, astuto e duma agilidade mental impressionante, usava a lei para fezer justiça a quem dela precisava. Perry Mason defendia os casos mais difíceis, com base em convicções sérias, por imperativo moral. Ajudou muita gente a apaixonar-se pela advocacia, criou no imaginário colectivo uma imagem de altissimo padrão da classe. A ajudar, os advogados que conhecia eram homens de principios, profissionais sérios, gente em quem se podia confiar. Felizmente, ainda conheço bastantes assim.
Andei por direito uns anos até perceber que a realidade era, já na altura, bem diversa da que nos apresentava Erle Stanley Gardner e que ainda que fosse a mesma, definitivamente, eu não era o Perry Mason. Não foi tempo perdido, desfiz equivocos, fiz bons amigos e, melhor de tudo, conheci a minha mulher. Se nos anos oitenta senti na pele que já não havia lugar para Mason, hoje dou graças a Deus por não ser advogado.
É lastimável que, com tantos advogados sérios, credíveis e capazes, a classe tenha descido ao ponto de se fazer representar por quem faz. Lamento pelos meus amigos que, de qualidades intactas e sólidas, estão representados na sociedade portuguesa por tal criatura. Não vou, porque não tenho autoridade para tal, fazer considerações sobre a involução da classe e a crise em que mergulhou; mas sinto-me, como cidadão, com legitimidade para comentar afirmações públicas de uma figura pública. A sucessão de disparates públicos do Dr. Márinho (porque não Marinho???), que culmina hoje com a entrevista a Judite de Sousa, desafia a boa disposição e benevolência de qualquer português. O tom de impunidade e desafio permanente com que difama as instituições do estado de direito, da PJ ao Governo; a irresponsabilidade com que põe em causa casos já julgados e arquivados pelo sistema de justiça que integra os próprios advogados, tornam a criatura verdadeiramente insuportável.
O dr. Márinho (outra vez, porque não Marinho???), na sua cega ambição de protagonismo e notoriedade, escolheu a via da demagogia insolente e da calunia rasteira para atingir os seus pequeninos objectivos pessoais. Não passa a ser uma pessoa melhor nem respeitável, mas domina o espectro dos media protugueses e uma ou outra conversa de tasca em final de noite. Ser-lhe-á suficiente, entretanto o país paga por mais este ataque à credibilidade das suas instituições.
Que saudades de Perry Mason...

1000

Isto não tem estado a correr mal.
Ou seja, se não dermos grande atenção ao facto de os meus companheiros de escritório estarem todos a dormir e ainda não terem escrito nada hoje, e não terem reparado, como eu reparei, que chegámos às 1000 visitas.
Sem publicidade, com menos de mês de vida online, já atingimos aquele número redondinho.
Espero que os nossos visitantes continuem a passar por cá, que comentem as nossas maluqueiras ou as nossas preocupações e que nos ajudem a chegar rapidamente a mais um zero à direita (claro, porque zeros à esquerda já andam muitos por aí e, felizmente, nenhum por aqui).

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Breves notas de um dia agitado


"Não encerrarão mais serviços de urgência sem alternativas." - Não encerrarão mais, quer dizer que já encerraram alguns! E os que já encerraram sem alternativas? Só agora soube o PM que havia encerramentos sem alternativas? Foi enquanto esteve distraído na EU que o patifezinho do Campos fez a malandrice? Hello????

"Ministro da cultura quer fazer mais e melhor."- Banalidade ou falta de ambição? Mais fará sempre, exceptuando o negócio Berardo, nada foi feito. Melhor, claro que sim, pior é impossivel. Resta saber, fará o suficiente? Saberá fezê-lo bem?

Discute-se no meio juridico se a Bwin pode lançar no seu site apostas sobre a durabilidade de Mario Jamais Lino e Maria de Lurdes Rodrigues...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Centenário do Regicídio


No próximo dia 1 de Fevereiro de 2008 completam-se 100 anos sobre o assassinato do Rei D. Carlos I e do Príncipe D. Luis Filipe, no Terreiro do Paço.

Eu, que sou pela República e pelos seus valores, entendo que nós portugueses devemos reconhecer e honrar a memória daqueles que serviram Portugal devotamente e deram a vida pelo seu País, como D. Carlos e seu filho.
O Rei D. Carlos foi um estadista e um patriota, capaz de suportar a pressão dos momentos críticos e de tomar na altura própria as decisões em prol do melhor interesse nacional, segundo o que a sua consciência lhe ditava.

Numa brevíssima resenha, recorde-se que D. Carlos nasceu em Lisboa a 28 de Setembro de 1863, filho primogénito de D. Luís I e D. Maria Pia, que o baptizaram com o nome de Carlos Fernando Luís Maria Vítor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Sabóia Bourbon Saxe-Coburgo Gota.
Quando D. Carlos ascendeu ao trono, em 1889, todos os olhos nele se concentraram, esperando que inaugurasse um período de verdadeira regeneração que superasse o estado em que o país se encontrava em virtude da ineficácia governativa dos dois partidos monárquicos que se alternavam no poder – o Partido Progressista e o Partido Regenerador.
Figuras prestigiadas do reino exortaram então D. Carlos a agir com firmeza e, se necessário, a exercer o poder pessoal dentro do que previa a Carta Constitucional. Por exemplo, António Enes, jornalista, escritor e homem de Estado, aludindo ao que se esperava do jovem monarca, aconselhou-o a preparar-se para o governo «como para uma luta entrecortada de incertezas e aventuras em que o afrontarão mais adversidades do que o ajudarão os favores das circunstâncias e serviços dos homens, de dia para dia mais acanhados de estatura e mais falsos e egoístas de coração.» E, como se pressentisse a tragédia futura, acrescentaria enfaticamente: — «Espera-se do reinado novo uma política nova que conserve o bom e corrija o mau da política velha: mas, por isso mesmo, o Senhor D. Carlos há-de sentir a coroa de ouro cravar-lhe espinhos na fronte e o manto pesar-lhe nos ombros com todo o enorme peso da ventura e da honra de um país que tão pouco faz da sua parte para ser venturoso e conservar-se honrado.»
Igualmente, o historiador Oliveira Martins aconselhou-o a corrigir o «indefinido sentimento de tédio e desconsolação que tem invadido muitos dos que melhores serviços podiam prestar ao seu país.»

Contudo, a situação política nacional evoluiu para a desagregação do sistema rotativo. Em Maio de 1906, por causa da mais que comprovada falência do rotativismo entre os partidos Regenerador e Progressista, D. Carlos escolheu João Franco para formar governo, dizendo-lhe na carta em que o convida:
«Há muito a fazer e temos, para bem do País, que seguir por caminho diferente daquele trilhado até hoje; para isso conto contigo e com a tua lealdade e dedicação, como tu podes contar com o meu auxílio e com toda a força que te devo dar.»
Mais tarde, numa entrevista ao jornal Le Temps, o Rei explicava:
«Caminhávamos não sei para onde. Foi então que dei a João Franco os meios de governar. Fala-se da sua ditadura, mas os outros partidos, os que mais gritam, pediram-me, também, a ditadura. Para a conceber, exigia garantias de firmeza. Precisava de uma vontade sem fraqueza para levar as minhas ideias a bom fim. João Franco foi o homem que eu desejava.»

João Franco aceita e não tarda a entrar em ditadura, dissolvendo-se o Parlamento em Abril de 1907, como única maneira entendida para lograr a normalização do país, numa altura em a que a ordem pública entrava em colapso.
Mas, perante a encarniçada oposição à ditadura de João Franco, que minava seriamente a ordem pública, o governo decidiu intensificar a repressão e preparou um decreto que autorizava a expulsão do país ou o degredo dos inculpados em crime contra a segurança do Estado. O Rei D. Carlos assinou o decreto em 31 de Janeiro de 1908, em Vila Viçosa, na véspera do seu regresso a Lisboa, tendo pronunciado então ao ministro da justiça a célebre frase premonitória: “Tenho o palpite de que, assinando este decreto, assino a minha sentença de morte, mas vocês assim o querem”.

Do epílogo reza a História. No dia seguinte, D. Carlos foi assassinada por balas terroristas, que também não pouparam o principe herdeiro D. Luis Filipe.

Ao longo do seu reinado, numa conjuntura internacional difícil e ameaçadora dos interesses e territórios portugueses, foi meritória a acção diplomática do Rei D. Carlos:
«Em D. Carlos onde as suas notáveis qualidades de espírito mais brilhantemente se afirmaram, vincando de forma perdurável uma acção diplomática fértil e resultados para o paiz, foi na política estrangeira do seu reinado e na acção pessoal coroada d’êxito, que desenvolveu, e nos creou uma situação internacional como nos últimos tempos, nem antes nem depois d’elle, Portugal jamais teve.» (João Franco, 1924)

D. Carlos foi um dos monarcas mais válidos e bem preparados do seu tempo: Reformador, diplomata, poeta, pintor, cientista, músico, tão multifacetado era o seu espírito que difícil se torna atribuir-lhe um cognome apenas.

A Comissão D. Carlos 100 anos, constituída sob o alto patrocínio da Fundação D. Manuel II, tem como objectivo evocar a vida e obra do Rei D. Carlos, quando passam 100 anos sobre a sua morte. Para o efeito, promove já no próximo dia 1 Fevereiro cerimónias evocativas do regicidio:

- 1 de Fevereiro, 17h
Homenagem ao Rei D. Carlos e ao Príncipe Real D. Luís Filipe
Local: Terreiro do Paço, esquina com Rua do Arsenal, Lisboa
Participação: Colégio Militar, Regimento de Lanceiros, Regimento da Artilharia Anti-aérea nº 1
Organização: Comissão «D. Carlos – 100 anos»

-1 de Fevereiro, 19h
Missa pelo Rei D. Carlos e pelo Príncipe Real D. Luís Filipe
Presidida por Sua Eminência, o Cardeal-Patriarca de Lisboa D. José Policarpo
Coro Stella Vitae
Local: Igreja de S.Vicente de Fora
Comissão «D. Carlos – 100 anos»

- 1 de Fevereiro, 20h
Tributo nos túmulos del Rei D. Carlos e do Príncipe Real D. Luís Filipe
Duques de Bragança, Cardeal-Patriarca de Lisboa, Ordens
Local: Panteão dos Braganças / Mosteiro de S. Vicente de Fora

- Fevereiro:
Lançamento do Concurso «D. Carlos», nos três ciclos do Ensino Secundário de todas as escolas do País
(contos, trabalhos de estudo e artes plásticas).
Colaboração: Marcelo Rebelo de Sousa e Rui Ramos
Comissão «D. Carlos – 100 anos»


AINDA OS SALÁRIOS DOS GESTORES DE TOPO........


Sarkozy defende que administradores devem partilhar culpas na fraude do Société Générale

Sarkozy afirmou aos jornalistas que os administradores de topo da Société Générale, entre os quais se incluem o presidente, Daniel Bouton, e o vice-presidente, Philippe Citerne, devem enfrentar as "consequências" das perdas recorde que resultaram das operações ilícitas no banco, e partilhar a culpa pelo ocorrido.

"Quando alguém é muito bem pago, mesmo quando é provavelmente justificado, não se pode evitar a responsabilidade quando há um grande problema", referiu o presidente francês.

Sarkozy referiu, ainda, que "quando surge um evento desta natureza, não pode ficar sem consequências".

O porta-voz do banco não quis comentar estas declarações de Sarkozy, mas sabe-se que o presidente e o vice-presidente do banco já renunciaram aos salários dos primeiros seis meses deste ano e aos bónus referentes a 2007.
O papel decisivo na tomada de medidas para travar estes ganhos exagerados dos gestores de topo caberia aos accionistas, primeiros interessados em exigir que as remunerações dos administradores correspondam á performance da empresa, e não somente no curto prazo. Estranhamente, ou não, constata-se que os accionistas da Societé Genérale se mantêm num silêncio passivo ...
Bem faz Sarkozy em denunciar alto e bom e som a evidência que outros calam!

Demissão ou Exoneração? Contradição até ao Fim...

Li, creio que no DE on line, que o nosso amantíssimo PM teria solicitado ao nosso mais que estimado PR a exoneração (obviamente que a seu, do PM, pedido) do ministro da Saúde e da ministra da Cultura.
Nada que nos surpreenda, o pedido de exoneração, destes fantásticos personagens que só mesmo o Eng. Pinto de Sousa, vulgo, PM Sócrates, desencantou para o seu brilhante (des)governo.

Da Sra. da Cultura, nada a dizer; sobre quem nada fez, nada se pode dizer...

Li, também no mesmo local mas noutra notícia, que o agora ex-ministro Correia de Campos, afirmou que, sentindo que não estavam reunidas as condições para continuar, decidiu apresentar esta manhã o seu pedido de demissão...

Esta manhã, o "brilhante" ex-ministro estava em pleno desempenho de funções, visitando S. João da Madeira e assinando com a autarquia local um protocolo para a tentativa, digo bem, tentativa de manutenção das urgências hospitalares daquele concelho em funcionamento; lembrou-se entretanto que...não estavam reunidas as condições para continuar! Ó Correia, chega! Assim não pode ser. A saúde tem de conseguir estar muito mais perto do utente (CC dixit). E vai daí, toca de apresentar a sua demissão.
Confesso que a notícia não esclarecia se o fez por video conferência, e-mail, sms, ou se terá parado na estação de correios mais próxima para enviar um faxezito ao chefe...

O ridículo não tem limites, nem na hora da despedida; hora essa, em que o chefe do senhor informava o PR que estava firmemente decidido em exonerar o homem! Fantástico. Coerente e verdadeiramente digno de Homens de Estado.

Apesar de tudo, fica no ar a questão: será que a nova ministra sabe engrenar a marcha à ré? E o chefe, deixá-la-á?

Neste momento, creio até que ninguém terá motivos para estar satisfeito; exonera-se/demite-se, seja lá o que for, um inadaptado tiranete e nomeia-se quem, para fazer o quê, em nome de quem?

Chegados a este ponto, todos sabemos que já não podemos esperar mais para ver. Até o PM Sócrates. Será o início do fim?

Ministro da Cultura

Parece que o Ministério da Cultura vai ser comandado por um administrador da Fundação Berardo. Cheira-me, só um bocadinho, a lobby e promiscuidade.
Mas, e reportando-me ao meu post anterior, será que não haverá aqui uma pontinha de incompatibilidade quando o novo Ministro despachar a atribuição do subsídio?
Ou, como dizia o outro, jamais!

Finalmente!


Correia de Campos já foi, Isabel Pires de Lima também e Mário Lino não deve estar nada bem...

Amnésia

Andam por na blogosfera uns rapazes que sofrem de amnésia selectiva.
Será que eles já ouviram falar nestes exemplos de virtudes: Nicolae Ceausescu, Joseph Staline, Erich Honecker, Kim Jong-Il, apenas para citar alguns dos que figuraram no quadro de honra dos meninos bem comportados lá da paróquia

Bye Bye

O nosso Eng. Pinto de Sousa é de extremos. Despachou o Ministro que falava e fazia demais, e a Ministra de que já ninguém sabia o paradeiro nem os pensamentos. Só foi pena o Jamé não ter ido no mesmo pacote

Nos dias de aperto de Prodi escrevi sobre a oportunidade de Fini, hoje confirmo as minhas expectativas. O espectáculo da cena política italiana, entre a vitimização de Prodi e o folclore de Berlusconi, deixa o espectador em montanha russa entre o trágico e o cómico. Sabiamente, Fini tem sabido estar fora deste regabofe, resta saber se na política italiana compensa.

Lembro-me de em pequeno ver na televisão discursos de Mussolini, ainda hoje me fascina o estilo e a teatralidade, nada diferentes das dietribes dos irmãos Marx. Na mesma época, analisados em paralelo, Hitler falava com força e determinação para mobilizar um povo alemão ávido de progresso e afirmação no mundo, Franco mantinha em tom militar operacional a Espanha em reconstrução e a preparar um futuro sem horizontes definidos, Salazar em tom austero e monocórdico mantinha o povo manso com fé num mundo português prevísivel e certinho. Cada ditador falou para o seu povo e, controlando-o, foi também espelho das aspirações e desígnios do colectivo. Il Duce, Mussolini de seu nome, em qualquer outro país seria uma anedota, um louco á solta, nunca um líder. A pose, o gesto, o verbo, a encenação operática, o exagero demencial das suas aparições deixam perceber que se o seguiram é porque gostaram. Há povos assim. Pelo menos um.

Não estranhemos agora Berlusconi. Diz-se "o Jesus Cristo da política", alega que já fez mais do que Napoleão, com a vantagem de ser mais alto. No parlamento as moções fecham-se com deputados em cima das cadeiras e garrafas de champagne abrem-se com estrépito e euforia. Berlusconi é visto pelo resto do mundo como possivelmente os nossos avós terão visto Mussolini; Berlusconi, tal como Il Duce, são essencialmente homens de comunicação e conhecem o povo a que se dirigem.

E Prodi? Insistirá em arrastar o seu cadáver político por mais tempo? Por outro lado, a esquerda terá sucessor para o defunto? Terá investido durante esta prolongada agonia na formação de um novo acrobata ou ilusionista capaz de impressionar il popolo? A ver vamos.

Voltando ao principio, terá Fini, no seu estilo sério, racional e ponderado, possibilidades de seduzir tão exuberante povo? O mundo agradecia, mas o mundo é lá fora! Que será feito de Cicciolina?


Lego


Há 50 anos que a Lego ajuda os pais a ter uns momentos de sossego!

E também há 50 anos que a Lego ajuda a definir vocações.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

CICLISTA MÓRBIDO


Sábado, 19 de janeiro de 2008
O "artista" Dirkje Kuik pedala no seu triciclo-caixão pelas ruas do centro da cidade de Utreque, Holanda. O caixão serve para transportar os sacos de compras.....
Time

A President Like My Father


NY Times - January 27, 2008

A President Like My Father
By CAROLINE KENNEDY


OVER the years, I’ve been deeply moved by the people who’ve told me they wished they could feel inspired and hopeful about America the way people did when my father was president. This sense is even more profound today. That is why I am supporting a presidential candidate in the Democratic primaries, Barack Obama.
My reasons are patriotic, political and personal, and the three are intertwined. All my life, people have told me that my father changed their lives, that they got involved in public service or politics because he asked them to. And the generation he inspired has passed that spirit on to its children. I meet young people who were born long after John F. Kennedy was president, yet who ask me how to live out his ideals.
Sometimes it takes a while to recognize that someone has a special ability to get us to believe in ourselves, to tie that belief to our highest ideals and imagine that together we can do great things. In those rare moments, when such a person comes along, we need to put aside our plans and reach for what we know is possible.
We have that kind of opportunity with Senator Obama. It isn’t that the other candidates are not experienced or knowledgeable. But this year, that may not be enough. We need a change in the leadership of this country — just as we did in 1960.
Most of us would prefer to base our voting decision on policy differences. However, the candidates’ goals are similar. They have all laid out detailed plans on everything from strengthening our middle class to investing in early childhood education. So qualities of leadership, character and judgment play a larger role than usual.
Senator Obama has demonstrated these qualities throughout his more than two decades of public service, not just in the United States Senate but in Illinois, where he helped turn around struggling communities, taught constitutional law and was an elected state official for eight years. And Senator Obama is showing the same qualities today. He has built a movement that is changing the face of politics in this country, and he has demonstrated a special gift for inspiring young people — known for a willingness to volunteer, but an aversion to politics — to become engaged in the political process.
I have spent the past five years working in the New York City public schools and have three teenage children of my own. There is a generation coming of age that is hopeful, hard-working, innovative and imaginative. But too many of them are also hopeless, defeated and disengaged. As parents, we have a responsibility to help our children to believe in themselves and in their power to shape their future. Senator Obama is inspiring my children, my parents’ grandchildren, with that sense of possibility.
Senator Obama is running a dignified and honest campaign. He has spoken eloquently about the role of faith in his life, and opened a window into his character in two compelling books. And when it comes to judgment, Barack Obama made the right call on the most important issue of our time by opposing the war in Iraq from the beginning.
I want a president who understands that his responsibility is to articulate a vision and encourage others to achieve it; who holds himself, and those around him, to the highest ethical standards; who appeals to the hopes of those who still believe in the American Dream, and those around the world who still believe in the American ideal; and who can lift our spirits, and make us believe again that our country needs every one of us to get involved.
I have never had a president who inspired me the way people tell me that my father inspired them. But for the first time, I believe I have found the man who could be that president — not just for me, but for a new generation of Americans.

100 anos depois...




D. Duarte de Bragança evocou hoje, quando passam 100 anos sobre o regicídio, a vida e obra do Rei D. Carlos. Quem quiser voltar as costas aos equívocos da desinformação jacobina/maçónica e observar o último século da casa de Bragança, descobrirá que ancorada em séculos de história existe o que é para nós hoje, infelizmente, uma profunda novidade: o incondicional amor à Pátria. Numa época em que a percepção pública sobre a actividade política e governativa é muito negativa, vale a pena recordar que há quem aspire e persevere na esperança de liderar o país e o povo apenas na defesa dos seus mais altos interesses.


A história do século XX, recheada de Reis sem trono, mostrou-nos que estes homens e mulheres, nascidos com uma missão definida, educados para dar de si antes de pensar em si, passaram por privações, amargura, humilhações sem vergar nem desistir. A maior parte destes Reis sem trono tem a noção da dificuldade do regresso, contudo, sabendo-se símbolos vivos de uma história maior, honram-na e honram os povos e países a que pertencem. Hoje, mais distantes do exílio e fuga que o terrorismo revolucionário republicano impôs, participam de forma activa e construtiva nas sociedades onde reinariam por direito natural. Esta dádiva sem amargura, a capacidade de adaptação às novas realidades e a convivência pacifica e natural com sistemas políticos que lhes são hostis, só se explica com a priorização absoluta do interesse nacional e com um carácter de excepção.


Agora, 100 anos depois do terrorismo republicano ter ceifado a vida a D. Carlos, encontro em D. Duarte de Bragança todas as qualidades que acima referi. No seu discurso evocativo de D. Carlos, D. Duarte relembra a necessidade de amadurecimento do sistema democrático, bem lembrado, dada a confusão frequente entre amadurecimento e envelhecimento. Digo eu, tivesse havido em Salazar o rasgo final de inteligência de Franco, hoje a nossa democracia seria de facto madura.

Felicidade fugaz, mas, ainda assim, felicidade!


É meio-dia de segunda, fiz um enorme exercicio de contenção. Já não aguento mais! YESSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS!!!!!!!!

PLÁGIO DA INTERNET NAS ESCOLAS




É notícia deste fim de semana que o plágio de textos da internet para trabalhos escolares começa logo quando os alunos têm 10 e 11 anos, e assume proporções preocupantes.
Seja qual for o tema para o trabalho escolar escrito, História ou Geografia de Portugal, Ciências da Natureza, Matemática ou Área Projecto, os alunos limitam-se a fazer uma pesquisa na Internet e a copiar exactamente o que lá está escrito, sem sequer modificar a forma. Os professores comentam
"Eles nem sabem o significado de plágio. Não há noção dos direitos de autor ou que se estão a apropriar dos trabalhos de outros".
A questão não é só a apropriação do trabalho alheio. Nas idades correspondentes ao 2 e 3 ciclos, ou seja, dos 11 aos 16-17 anos, o problema mais grave reside nas consequências do facilitismo associado ao plágio.
O facilitismo de copiar um texto já preparado evita que o aluno procure, por si próprio, na leitura das fontes ditas tradicionais, e assim compare textos e ideias, detecte divergências, desenvolva a capacidade de resolver problemas, e de redigir.
Mais grave, o plágio retira sentido crítico, isto é, capacidade de analisar, reflectir, e de pensar "pela sua própria cabeça".
O plágio retira tudo isso, porque o aluno limita-se a reproduzir passivamente o que já encontrou feito. Além disso, plagiar é o mais fácil, não custa nada. Mas, procurar, analisar, reflectir e redigir dá trabalho, implica responsabilidade e esforço. Leva tempo.
Em suma, o plágio impede o aluno de aprender.


Porque se aprender é assimilar conhecimentos transmitidos, na adolescência aprender é também desenvolver o sentido crítico, a capacidade de análise, de reflectir e argumentar, e de se esforçar e trabalhar por um objectivo. Aprender é preparar-se para a vida, conscientes de que não andamos no mundo a ver andar os outros.
O plágio nas escolas é mais um sintoma da irresponsabilidade e da cultura light que hoje grassam.
A penalidade por plagiar deve ser desproporcionada, de maneira a que os alunos pensem que não vale a pena arriscar.
Nos 2 e 3 ciclos, o plágio deve repercutir-se negativamente nas notas da disciplina. "Just say no to Wikipedia." - este aviso está à porta da biblioteca de uma escola de Nova Jérsia, nos EUA.
Ao nível do ensino superior, o plágio é, sobretudo, falta de respeito pelo outro, pela autoria, e é uma questão de civismo. A esse nível, o plágio deve conduzir á reprovação imediata na disciplina em causa.
Senão, a quem interessa um canudo tirado na Universidade Google ??

domingo, 27 de janeiro de 2008

Admirável Mundo Novo


Um consórcio internacional vai sequenciar na integra o ADN de 1000 pessoas, criando um mapa de alta resolução para estudar as raízes de muitas doenças. Os genomas de duas pessoas distintas são idênticos em mais de 99% .O que sobra, fruto da variabilidade genética faz de cada um de nós o que somos individualmente. Sabe-se que algumas variações pontuais do ADN aumentam o risco de diabetes, doença coronária ou cancro da mama e que poderão ser a causa de doenças como o autismo.
Não posso deixar de ficar fascinada com estes avanços científicos. Se por um lado, as conquistas humanas são uma maravilha que nos assombra, por outro, corremos sérios riscos de hipervalorizar tais conquistas e esquecer os limites da dimensão humana. Surgem, questionamentos éticos e mesmo existenciais aos quais não poderemos furta-nos de responder.
Sei que a maioria dos cientistas são movidos , nas suas pesquisas cientificas, por motivos verdadeiramente nobres. O conhecimento do corpo humano e do seu funcionamento pode abrir caminho para a cura de inúmeras doenças. No entanto, esta avidez de conhecimento está arreigada a uma convicção de que através da ciência poderemos controlar os mecanismos de funcionamento do corpo, poderemos saber de onde vimos e para onde vamos.
Mas nós não somos somente um amontoado de células, nós não somos só uma questão de genes.
O que nos define verdadeiramente como seres humanos, é a nossa liberdade, a nossa indomável vontade e a nossa infinita esperança. São estas forças que são capazes de mudar toda as as regras do jogo e mostrar que a nossa vida não é pré-determinada.
Num futuro, não muito longínquo, a decisão de ter ou não um filho, a nossa orientação vocacional, e até o conseguir um emprego poderá ser determinado pelo mapeamento do nosso ADN. Se a nossa vida fosse determinada desta forma provavelmente nunca teríamos conhecido as obras de grandes génios, de grandes estadistas, de poetas e mesmo de cientistas, pessoas que à partida seriam consideradas como fracas, como geneticamente imperfeitas.
Se não houver o cuidado de estabelecer limites éticos para o uso destas descobertas cientificas pode-se abrir a “Caixa de Pandora”: o caminho para a selecção de seres humanos considerados mais fortes e mais perfeitos. Afinal, parece que o “Admirável mundo novo”, descrito por Aldous Huxley , não está assim tão longe de se concretizar.

“Física e mentalmente, cada um de nós é único. Qualquer cultura que, no interesse da eficiência ou em nome de qualquer dogma político ou religioso, procura estandardizar o indivíduo humano, comete um ultraje contra a natureza biológica do homem” ( ALDOUS HUXLEY)

A Idade de Ser Feliz


Existe somente uma idade para sermos felizes, somente uma época na vida em que é possível sonhar, fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e todos os obstáculos.

Uma só idade para nos encantarmos com a vida, para viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que podemos criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança, vestir todas as cores e experimentar todos os sabores e entregarmo-nos a todos os amores.

Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que enfrentamos com toda disposição de tentar algo novo, de novo e de novo, e quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na nossa vida chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.


Mário Quintana


"Esta é a hora, este é o momento, isto é quem somos, e é tudo."
Ricardo Reis

YES WE CAN!



South Carolina Democratic Primary
Candidate
Votes
%
Barack Obama
288,820
55 %
Hillary Clinton
138,758
27 %
John Edwards
92,509
18 %
Other
2,398

sábado, 26 de janeiro de 2008




"O sol brilha, o céu é de um azul intenso, sopra uma brisa magnífica, e eu quero - desejo tanto - tudo: conversar, liberdade, amigos, estar sozinha."
- 12 de Fevereiro de 1944, Anne Frank.

"Porque deveria ser mais simpática para uma senhora rica do que para uma pobre? A grandeza humana não reside na riqueza ou no poder, mas no carácter e na bondade."
- 26 de Março 1944, Anne Frank.

"Farei com que a minha voz seja ouvida, sairei para o mundo para trabalhar para a Humanidade. Sei hoje que a coragem e a felicidade são essenciais!".
- 11 de Abril de 1944, Anne Frank.

"Estamos todos vivos, mas não sabemos porquê nem para quê: todos procuramos a felicidade, levamos vidas diferentes, e no entanto iguais."
- 6 Julho de 1944, Anne Frank

"Sei o que quero, tenho um objectivo, opiniões, uma religião e amor. Se puder ser apenas eu ficarei satisfeita. Sei que sou uma mulher, uma mulher com força interior e muita coragem!"
Anne Frank, O Diário.

O site www.annefranktree.com oferece ás pessoas em todo o mundo, em 6 línguas, uma plataforma para expressarem e manifestarem a sua afinidade com Anne Frank deixando o nome numa folha ou juntando histórias, poemas e desenhos.
No discurso de inauguração do site, a actriz Emma Thompson fez um apelo para que todos prosseguíssemos os ideais de Anne Frank: "Todos os "queria e gostaria" dela, são as nossas possibilidades e oportunidades. "
O mote do site é o velho castanheiro das índias que a jovem Anne Frank via todas as manhãs, do sótão da casa onde se escondia dos nazis, e onde escreveu o seu Diário.
A árvore tem de mais de 150 anos e foi atacada por um fungo, tendo inclusivamente sido discutido o seu abate, mas agora, depois intensas conversações entre o Amsterdam City Centre Borough Council, os moradores e a Dutch Tree Foundation, a Casa de Anne Frank e o proprietário da árvore chegaram a um acordo para sua preservação. Antes de Maio deste ano, a árvore será dotada de uma estrutura de suporte, para que possa continuar de pé por um período mínimo de 5 a 15 anos.

Dia da Criação


Hoje é sábado, amanhã é domingo

A vida vem em ondas, como o mar

Os bondes andam em cima dos trilhos

E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar.

Hoje é sábado, amanhã é domingo

Não há nada como o tempo para passar

Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo

Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

Hoje é sábado, amanhã é domingo

Amanhã não gosta de ver ninguém bem

Hoje é que é o dia do presente

O dia é sábado.Impossível fugir a essa dura realidade

Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios

Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas

Todos os maridos estão funcionando regularmente

Todas as mulheres estão atentas

Porque hoje é sábado.


MLK


Sleep, sleep tonight

And may your dreams be realised.

If the thunder cloud passes rain

So let it rain, rain down on he.

So let it be.


Na semana em que se lembra oficialmente Martin Luther King, mais um passado incrívelmente tão perto, por vezes, horrívelmente tão presente. Que o sonho se realize, mesmo!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

A indústria Portuguesa

Sabemos que a nossa indústria enfrenta problemas complexos ao nível da sua competitividade internacional e que a situação é preocupante e de difícil resolução.
Mas quando falamos de indústria, referimo-nos exactamente a quê?
Segundo o dicionário da Texto Editora (naturalmente consultado na sua versão online, pois a preguiça domina), indústria é um substantivo feminino, proveniente do vocábulo latino industria, que define o conjunto das actividades relativas à transformação de matérias-primas em bens de produção ou de consumo, servindo-se de técnicas, instrumentos e maquinarias adequados a cada fim, ou ainda uma actividade económica do sector secundário que engloba as actividades de produção e transformação por oposição ao primário (actividade agrícola) e ao terciário (prestação de serviços).
Parece que não restam dúvidas que fazer peças de vestuário a partir de rolos de tecido, calçado a partir de couros, cerâmica a partir de terra cozida são actividades industriais.
Mas, quando ouvimos a ANTRAL – Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros – ou seja, de uma forma mais simplificada, a Associação dos Táxis, falar nos industriais dos táxis, parece que já há um motivo de interrogação.
Quais serão as matérias-primas que utiliza? E quais os bens de produção ou de consumo que vende? Já quanto às maquinarias, são certamente os táxis utilizados na actividade. Mas, quando se diz que a indústria é uma actividade do sector secundário que se contrapõe ao primário – agricultura – e ao terciário – prestação de serviços – começa a confusão. Então quando chamamos um táxi estamos à espera que ele nos transforme em alguma coisa?
Mas há mais, ou já pensavam que o nosso país se limitava a este caso?
O que é que acham da ANIECA? Sim, é Portuguesa e descodificando a sua sigla temos Associação Nacional dos Industriais do Ensino de Condução Automóvel.
Industriais do Ensino de Condução? Pois. Voltando ao exercício feito para os taxistas, e reparem que curioso é que ambas as actividades têm que ver com automóveis, repete-se a questão. Mas afinal o que é que estes senhores transformam?
Estou mesmo confuso. E com estes casos parece-me que não será fácil que a indústria Portuguesa se desenvolva, pois nem nós sabemos de que falamos.

Saúde

Ouvimos com surpresa (será?) a transcrição dos telefonemas efectuados entre o INEM e os Bombeiros de Favaios.
A nossa realidade, quando nos afastamos 70 ou 80 quilómetros da costa, é mesmo a que ouvimos. Uma escassez tremenda de recursos, e, em caso de azar, que todos os santinhos protejam quem necessita de assistência.
Agora o que acho estranho é a divulgação na comunicação social daqueles telefonemas.
Quem autorizou? Com que objectivo? Será que só em Janeiro de 2008 é que aconteceu uma situação destas?
Será que teremos direito a um inquérito sobre este caso?
Esperemos sentados para ver.

Novas técnicas da Advocacia ...

Entrou na recta final o julgamento em que Nuno Espregueira Mendes, ex-gerente do balcão da Antas do Banco Mello, é acusado de uma burla de dez milhões de euros.
A defesa está a cargo do ilustre causídico Gil Moreira dos Santos.
Ontem foi inquirida a última testemunha, um perito financeiro, e a sessão ficou marcada por um incidente: o advogado Gil Moreira dos Santos tropeçou e desligou o computador que gravava o depoimento.....
A audiência foi interrompida para almoço e os Juízes temeram que, à tarde, o testemunho tivesse de ser repetido...........

Pensando nos Berardos da vida...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Subsídio e comparticipação

Fiquei curioso com esta legislação, porque, para mim, subsídio e comparticipação são sinónimos.
Mas, para me esclarecer, consultei o dicionário da Texto Editora.
Eis os resultados:

subsídio
do Lat. subsidiu
s. m.,
auxílio;
socorro;
benefício;
quantia subscrita para obra de beneficência ou de interesse público;
Brasil,
vencimentos de senadores e deputados;
(no pl. ) elementos.
comparticipação
s. f.,
acto ou efeito de comparticipar.
comparticipar
v. int.,
participar com outro ou outros;
quinhoar, compartilhar.


Em primeiro Lugar, parece-me que a definição de subsídio se pode traduzir como "quantia subscrita para obra de interesse público". OK, é um museu, tem interesse público, deve ser subsidiado.
Mas já repararam no significado que esta palavra tem no Brasil? Será que também pode ser vencimento de comendador?
Já quanto a comparticipar, significa compartilhar. Mas eu julgava que compartilhar era mais no sentido de receber e não de pagar. Enganei-me.
Concluindo, o Estado paga o ordenado ao senador e depois o senador comparticipa com o Estado a Fundação com o dinheiro que o Estado lhe entregou.
Compreenderam? Não? Ainda bem, até pensava que o burro era eu!
Filantropia: palavra originária do grego: philos, significa amor e antropos, homem; na raiz o termo significa “amor à humanidade”, “humanitarismo”, tradicionalmente está relacionada às actividades de pessoas abastadas que praticam acções sociais sem fins lucrativos ou doam espólios culturais valiosos a entidades públicas em prol da cultura.


Porque é que hoje me lembrei da palavra Filantropia?

Porque hoje fiquei a saber que a Fundação Berardo recebe anualmente do Estado, (de nós os contribuintes) um milhão de €uros para "despesas de funcionamente e actividades".
Tal qual.
Pagos em 2 prestações de €500.000,00, cada, em Março e Setembro de cada ano.
Não acredita? Então consulte o Despacho n. 1156/2008 do Ministério da Cultura - Gabiente da Ministra, publicado no Diário da Republica, II Série, de 09/01/2008. E, já agora consulte também o artigo 6 do DL 164/2006 de 9 de Agosto, DR I Série, (e em anexo o artigo 6 dos Estatutos da Fundação).

Comentário aos comentários

Não pode um cidadão andar uns dias afastado da blogosfera, atrasando assim a publicação de comentários, que é logo apelidado de cobarde.
Por isso preferi dar aqui a minha resposta aos comentários efectuados anteriormente aos posts
Zurzir e Beira-Mar.
Relativamente ao primeiro post e respondendo ao simpático anónimo das 14h18m de 20 de Janeiro, começo por constatar que, face à hora e data do seu comentário, não honrou a equipa do clube com o seu apoio no jogo da Taça de Portugal.
Quem eu sou, onde andei ou que fiz não interessa absolutamente nada para o caso. Julgo que sou livre de manifestar as minhas opiniões e parece-me que não ofendi ninguém com aquilo que escrevi. É um facto que as últimas eleições tiveram duas listas. E é também outro facto que numas eleições muito concorridas, uma lista ganhou e outra, que tinha elementos que vinham da Direcção anterior, perdeu. Chama-se a isto democracia. Quem ganha tem um mandato para cumprir, e todos os sócios podem, nos lugares próprios, questionar os Órgãos Sociais e, quando for o momento de novas eleições, apresentar-se a escrutínio.
Se sou ou não ignorante, prefiro citar Sócrates (o Grego, não o engenheiro): "só sei que nada sei".
Relativamente ao anónimo da 1h13 de 21 de Janeiro, ainda mais simpático que o anterior, pois apenas acha que eu desconheço a realidade, dir-lhe-ei que conheço algumas coisas, aquelas que são públicas e do conhecimento geral. Acho óptimo que as Direcções do Eng. Mano Nunes tenham dado sempre lucro, tal como aconteceu no último ano (se calhar esqueceu-se deste detalhe).
Finalmente e quanto ao comentário ao post Beira-Mar, é aparentemente colocado pelo primeiro dos anónimos, que já desespera por não ter resposta.
Como vê, enganou-se. Publiquei a sua má educação para que todos possam ver que neste, como noutros casos, há quem não tenha outro tipo de argumentos para expressar a sua opinião que não seja a ofensa, principalmente a anónima.
Quero deixar claro que, para futuro, não voltarei a publicar comentários deste tipo. Se concordam ou discordam daquilo que escrevo, é um direito que assiste a quem me lê. Se quiseram opinar ou dialogar, façam-no com educação que eu responderei no mesmo modo.
Finalmente, e relativamente aos problemas que o Beira-Mar atravessa, darei a minha opinião sempre que entender que o devo fazer. A favor ou contra dos actuais Órgãos Sociais ou das "oposições".
Porque todos, sem excepção, apenas querem que o nosso clube não passe por crises como a actual e não seja motivo de má notícias e de chacota na imprensa e blogs nacionais.

Fini... to


Em dias de grande aperto para Romano Prodi, olho para Itália e não deixo de ver um pouco de Portugal. Os italianos, tão extremos na conduta e radicais no gesto, quedam-se pela limitada escolha do centrão sempre que vão a votos; diria que toda aquela exuberância se apaga à entrada da cabine de voto. Um passo adiante de Portugal, lá se livraram de um primeiro-ministro icontrolável e com tiques despóticos, para quê? Para, sem rasgo de imaginação, se lançarem na alternativa parda do centrão sem rasgo, imaginação, pior de tudo, sem esperança. Isto lembra-me alguma coisa...

Ali ao lado, Fini, mais jovem que Prodi ou Berlusconi, dinâmico, desempoeirado e com provas dadas. Fini, como muitos da sua geração, começou no jornalismo, reforçou com certificado académico, e, tendo começado com algum radicalismo tipico da juventude, evolui sem complexos tornando-se membro de pleno direito da nova geração de homens de estado. Partilhou o governo com Berlusconi, conseguiu o improvável: provou ser confiável sem chancelar os delírios da bête. Tive o privilégio de assistir a dois momentos públicos de Fini e de o conhecer, entre as escolhas disponíveis para os italianos, fiquei sem dúvidas. Não preciso de conhecer os outros.

Lá, como cá, se Fini fosse do centrão...

O tecto na sala de fumadores ...

A remunerações dos gestores portugueses

Desde que o Senhor Presidente da República lançou a interrogação, muito se tem falado e escrito ultimamente sobre o tema das remunerações elevadíssimas dos gestores de topo portugueses.
Levantam-se vozes indignadas daqui e dacolá, uns insurgindo-se contra a intolerável intromissão na vida interna das empresas privadas, outros contra os exemplos nacionais de salários e reformas milionários, ao nível dos mais elevados da Europa.
Não tenho nada contra os bons salários, as remunerações que premeiam o mérito e a excelência do desempenho. Bem pelo contrário. E, para evitar equívocos, esclareço já que sou a favor de uma economia concorrencial, livre e aberta.
O que me choca inevitavelmente é o facto de que em Portugal, onde os gestores de topo são dos mais bem pagos da Europa, o salário mínimo é dos mais baixos da Europa. O que me choca é o abismo da diferença no mesmo país, na mesma sociedade, dentro da mesma empresa.
A remuneração dos gestores disparou enquanto a de outros trabalhadores qualificados – com licenciatura e mestrado - não aumentou nada que se pareça. É evidente o excesso de injustiça daquele abismo.
É patente a sofreguidão egoísta do limiar superior e as consequências nefastas que acarreta, a prazo, para a própria empresa e a sociedade. Nefastas para a própria empresa porque não é possível existir uma consciência de comunidade nem cultura corporativa na empresa quando o CEO ganha 100 e 1000 vezes o salário do trabalhador médio. Nem quando a selecção dos CEO's é determinada pela visibilidade e pela rede de contactos. E nem quando os gestores recebem chorudas reformas mesmo quando falham estrondosamente, ou ao cabo de escassa meia duzia de anos de serviço. E acarreta consequências nefastas também para o exterior porque os gestores, guiados pela ambição de poder e pela consideração social, tendem a empolar resultados, manipular o preço das acções, valorizar as suas stock options, montar golden parachutes.
Até à Mrs. Thatcher e ao Presidente Reagan, os governos intervinham muitas vezes para apoiar as posições sindicais as negociações salariais e para limitar excessos nas administrações, com os objectivos de garantir a harmonia social e evitar pertubações. Hoje já não é assim e o resultado está à vista.
Justifica-se uma intervenção legislativa ou reguladora? Pensar numa intervenção desse tipo não agrada, de forma alguma. Mas, há que pensar que numa economia em que os gestores de topo são racionalmente egoístas e apenas procuram o seu interesse próprio e o beneficio pessoal, não se atinge o bem estar da sociedade; é preciso uma ajuda adicional.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

UM ESTADO (D)EFICIENTE


Foi publicado, recentemente, o novo decreto-lei sobre o Ensino Especial que define os apoios a serem prestados a alunos com necessidades educativas especiais (deficientes).
O governo, no preâmbulo deste Decreto, enuncia um conjunto de princípios, de valores e de argumentos para justificar as suas medidas educativas.
No entanto, é preciso analisar com alguma atenção este documento, para perceber que o “Inferno, digo Estado,está cheio de boas intenções”. Vejamos então algumas das “pérolas” deste documento.
Em nome da noção de “escola inclusiva”os alunos com deficiência têm necessariamente de estar inscritos nas escolas públicas que, segundo as palavras do Secretário de Estado da Educação, até 2013 estarão dotadas dos meios necessários para prover às suas necessidades.
Onde fica a liberdade dos pais, consagrada constitucionalmente, para escolherem a educação que querem para os seus filhos? A partir do próximo ano lectivo só têm uma opção: a escola pública.
Quem trabalha no terreno sabe que a grande maioria das escolas não está preparada, humana e materialmente. Sabemos que certas medidas demoram bastante tempo a serem implementadas, mas estas crianças não podem ser as cobaias de medidas inspiradas no “modelo educativo Italiano”. Sem apoios técnicos especializados e adequados, estas crianças perdem tempo precioso para o seu desenvolvimento e autonomia.
Sou a favor da inclusão, esta traz benefícios para os alunos com deficiência e traz benefícios para a comunidade educativa ao ensinar valores como a tolerância e o respeito pelo diferente. Mas existem situações particulares em que a inclusão pode trazer grandes desvantagens.
Por outro lado, os trâmites e requisitos exigidos para que uma criança seja considerada deficiente, deixam de lado crianças que tendo também problemas, já não poderão ter o apoio de professores especializados. Ainda, por cima, são enumerados alguns tipos de deficiência mas é esquecida a deficiência mental!!!
O Governo ao estabelecer estas novas regras de funcionamento do Ensino Especial invoca como motivo a dita “inclusão” dos alunos. A letra da lei é uma coisa mas o Espírito da lei é outro; o que motiva estas medidas é a crescente centralização e ingerência do estado na educação e razões economicistas. Desta forma o estado poupa mais uns Euros, mas, mais uma vez, fá-lo começando pelos mais fracos, pelos que são incapazes de se defenderem.
Esta atitude demonstra que o estado não é uma pessoa de Bem. Um estado que não tem por príncipio a defesa da dignidade da cada ser humano, seja qual for a sua situação, mas que se rege por critérios económicos não é um estado eficiente mas Deficiente.
A isto não se pode chamar um” Estado de Direito” mas um “Estado de Barbárie”.
Resta-me esperar que a sociedade civil perceba o alcance e a gravidade da suposta reforma.

UNIDOSE


Não é uma palavra tão complexa nem com tantas implicações filosóficas como a Unimultiplicidade de que falei abaixo. UNIDOSE é uma palavra mais pequena, mais prática e mais fácil de usar. Nessa perspectiva, porque a vida do dia a dia deve ser vivida de forma descomplicada, porque poupar e racionalizar custos são um imperativo, o CDS resolveu levar hoje ao nosso parlamento o projecto da UNIDOSE.

Podemos começar por dizer que este conceito de UNIDOSE tem o seu expoente máximo nos Estados Unidos e no Reino Unido. Se adicionarmos que a proposta é do CDS e revelarmos que todos os partidos da oposição a votam favorávelmente, sim até o PC e o BE, temos de nos interrogar. O que gera tanto consenso? O bom senso.

A UNIDOSE não tem cor política, tem cor de defesa do consumidor.

Consumidor regular de medicamentos americanos, e acidentalmente em Inglaterra, conheço o sistema há alguns anos. Compro os medicamentos certos para uns dias, um, dois meses, a duração exacta do tratamento, ou o periodo convencionado em casos crónicos. Lá vem o célebre frasquinho alaranjado, rótulo colado com o meu nome impresso, posologia diária personalizada, composição e nome do genérico, farmacêutico responsável e estabelecimento fornecedor. Desperdício: zero! Poupo de duas formas, compro a quantidade exacta sem desperdício e compro genéricos com garantia de qualidade, mas mais baratos. Cada vez que dou os dados do Visa para pagamento, penso na poupança vital que esta forma de venda representaria na vida, por exemplo, de um reformado.

Hoje, PS e Apifarma, embrulhados em não argumentos, acusam o CDS de demagogia. Limitam-se a dizer que não é bem assim! Que os numeros do desperdício não podem ser cientificamente comprovados de forma exacta, portanto, na dúvida, continua a gastar-se mais! Lá vai o PS de braço dado com o lobby farmacêutico, com a maioria absoluta que o povinho lhe deu, rejeitar a UNIDOSE. Quem paga? O povo. As usual.

Disse-me um dia um senhor de grande simplicidade e sabedoria, do alto dos seus oitenta e tantos: "Meu caro, o Soares descobriu para o seu PS a formula perfeita para exercer o poder neste país. Governar para os poderosos com os pobres sempre na boca." Se entendo que o país nada deve a Soares, o PS deve-lhe certamente este principio que ainda hoje tão bem põe em prática.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

UNIMULTIPLICIDADE


Desde a primeira vez que ouvi esta palavra que não me sai da cabeça. Digo-a a amigos na esperança do contágio, escrevo-a aqui para que propague. UNIMULTIPLICIDADE, onde cada homem é sozinho a casa da humanidade. Tom Zé, quem mais poderia ser, lança a palavra desafio e solução. O génio de Irará, em tempo de uniformização e normalização, vai lançando ao mundo pistas sempre interessantes.

A UNIMULTIPLICIDADE, supondo o bem maior que é cada um de nós ser único e irrepetível, desafia-nos, nessa exclusividade, a partilhar, a integrar e interagir na multiplicidade. A casa da humanidade, enquanto casa global, está de facto, como diria Tom, a "mó bagunça"; recentrar os conceitos universais no homem individual, que se deve abrir ao outro, aos outros, é, no mínimo uma pista aliciante. Tô nessa mestre Tom!

Floribelas

Democratizar a cultura é proporcionar e divulgar, não as floribelas e outras porcarias que se encontram nas televisões, mas a cultura a que, por razões sociais, as pessoas não tiveram (e não têem) acesso.
A máxima de Orson Welles: "Não lhes dêem o que eles querem, mas o que eles nunca acreditaram ser possível."
Há quem pense que a vulgaridade é o oposto da snobeira.
Não é verdade.
A snobeira é somente outra forma de vulgaridade. O antogonismo verdadeiro é entre vulgaridade e dignidade.

Super-hiper-mega-ri-dículo


Floribella. Sim, essa mesmo. Lembram-se? Talvez um dos momentos televisivos de mais dificil compreensão, a alucinação colectiva da pequenada, os novos vocábulos boçais e coreografias de enervar as pedras da calçada. Acabou!

Floribella aka Luciana Abreu, maminhas de silicone novinhas em folha, quer dar a conhecer ao mundo a sua nova faceta: uma mulher sedutora. Veio a calhar o convite da FHM, dizem os jornais de hoje que vai posar nua e fazer capa, revelam a soma astronómica a que Floribella, ou Luciana, não resistiu: 10.000 €, 2.000 contos de reis na moeda antiga! Nunca folheei a FHM, não conheço, mas compreendo o princípio: starletes do nosso jet menos set, antes nuas, que tão mal vestidas! Revelam também os jornais que, a criadinha ao despir-se, renovou o contrato com a SIC(K), para projectos a definir, por 20.000 € mensais; mais um dos tais salários de que se começa a falar. Longe vai o tempo das sensaboronas, mas fiáveis, criadas ao estilo da Vila Faia.

Dou por mim a pensar que Floribella, ou Luciana, é o estilo de mulher que me faria mudar de país; pensando melhor, dado o meu apego ao cantinho pátrio, melhor seria ser Floribella, ou Luciana, a mudar de país...

E pensar que há quem se queixe de pagar 8 euros por hora! Volte Etelvina, está perdoada! Mas, por favor, mantenha-se vestida.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Beira-Mar

Esta é a questão do momento. Como de blackout já se passou a greyout, é bom que alguém pense no que se vai seguir. Urgentemente.

Será Possível?

É a segunda vez que uso este título. E pelo andar da carruagem, parece que o terei de fazer muitas vezes.
A propósito da Descida da Ria em remo, vem o presidente da Federação Portuguesa de Remo, Rascão Marques, fazer umas declarações relativamente à pista do Rio Novo do Príncipe.
Pode-se estar de acordo ou não com o investimento necessário para a construção daquela infraestrutura. Pode até, do ponto de vista desportivo, não ser o mais aconselhável para o desenvolvimento da modalidade.
Agora que líder federativo não aprove! Mas quem é que ele julga que é? Substitui-se aos técnicos e aos políticos? Só a vontade dele é que conta?
Já agora, para ser coerente, diga que grandes eventos é que tem havido na pista que ele defende - Montemor-o-Velho - e se o aproveitamento daquela infraestrutura tem beneficiado o desporto nacional.
Ninguém tem culpa do nome que tem, mas este Rascão faz efectivamente juz ao seu, parece-me ser um grande rasca.
«Palavras amáveis multiplicam os amigos,
a linguagem afável atrai muitas respostas agradáveis.6Procura estar de bem com muitos,mas escolhe para conselheiro um entre mil.7Se queres ter um amigo, põe-no primeiro à prova,não confies nele muito depressa.8Com efeito, há amigos de ocasião, que não são fiéis no dia da tribulação.9Há amigo que se torna inimigo,que desvendará as tuas fraquezas, para tua vergonha.10Há amigo que só o é para a mesa, e que deixará de o ser no dia da desgraça;11na tua prosperidade mostra-se igual a ti, dirigindo-se com à vontade aos teus servos;12mas, se te colhe o infortúnio, volta-se contra ti, e oculta-se da tua presença. 13Afasta-te daqueles que são teus inimigos, e está alerta com os teus amigos.O verdadeiro amigo é um tesouro14Um amigo fiel é uma poderosa protecção; quem o encontrou, descobriu um tesouro.15Nada se pode comparar a um amigo fiel, e nada se iguala ao seu valor.16Um amigo fiel é um bálsamo de vida; os que temem o Senhor acharão tal amigo.(...)»
Ben Sira 6 5-16

Estas são palavras bíblicas de sabedoria milenar sobre as relações pessoais e a natureza humana. Que surpreendem pela actualidade, e pela imutabilidade da natureza humana nas suas qualidades e defeitos.
Sabemos que em todas as situações mundanas existe uma ambiguidade incontornável, tal como o trigo e o joio crescem juntos no campo. Manter uma atitude serena de “perseverança desiludida”, sem desânimo, nem amargura é um desafio permanente. Mesmo perante o ocasional fracasso, é essencial não se deixar vencer pelo cansaço, e recomeçar sempre a cada vez, com a coragem que a confiança em nós mesmos nos infunde...

OLÉ!


O empurrão que Sócrates deu a Zapatero este fim de semana garantiu-lhe a vitória que tanto deseja. O primeiro ministro português, numa inversão clara do que tem sido a supremacia ibérica de Espanha, diz em tom mais de aviso do que de "wishfull thinking": "espero que Zapatero, o meu melhor amigo na Europa, ganhe as eleições que vai enfrentar e volte a ser presidente do governo espanhol!" Olé!

Espanha tremeu, Rajoy não sabe o que fazer da sua vida, os socialistas exultam! Sabe-se que Rajoy pondera desistir á boca das urnas, não vá o povo tecê-las e fazer algum disparate que aborreça Sócrates. Rajoy confidenciou a alguns próximos que a impossibilidade de vir a ser o melhor amigo de Sócrates altera todos os seus planos.

Por fim, sabe-se que esta crise em Espanha é apenas reflexo de uma crise mais profunda com origem em Portugal. Depois do episódio de ternura do "Tá porreiro pá!", Sócrates não terá gostado de não ser convidado para o almoço de amigos de Barroso e terá aproveitado a cimeira para afirmar Zapatero como o seu melhor amigo. Cá se fazem, cá se pagam!


TERRORISMO


TERRORISMO: Sócrates nega ameaça especial contra Portugal.

E se houver mesmo ameaça? Não estaremos já todos preparados? Não há um programa especial de treino integrado dirigido por Correia de Campos, Maria de Lurdes Rodrigues, Rui Pereira e Alberto Costa?

Nós é que ainda não tinhamos compreendido. Como atacam geralmente os terroristas? Privando o maior numero de pessoas do acesso normal aos serviços que são essenciais ao seu bem estar. Hoje os portugueses ao estarem privados do acesso a um serviço nacional de saúde digno desse nome, ao mandarem os filhos para o ensino público sabendo a tragédia que os espera e se, por fim, vitimas de algum assalto ou outro azar, recorrem á justiça, completa-se a sensação de caos em que estes senhores nos mergulharam... não há, de facto, melhor treino para enfrentar seja o que for!

Fantástico

Com a devida vénia ao Notas de Aveiro, com os parabéns ao criador da obra e com os cumprimentos a esse grande senhor que é Carlos do Carmo.
A ver aqui.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Serviços de Informações

Não, não é nada daquilo que já as vossas mentes perversas já estão a pensar!
Aqui fala-se de serviços de informações pertencentes a empresas, normalmente grandes empresas que, num processo de racionalização económica, decidiram centralizar os serviços a nível nacional, transformando-os, na maior parte dos casos, nuns serviços de falta de informações.
Passo a explicar.
Domingo de manhã, relativamente cedo, há uma quebra no fornecimento de energia eléctrica. Pelos alarmes que se começam a ouvir em simultâneo, percebe-se que a falta de energia vai para além dos limites do meu quadro eléctrico. Para ajudar à festa, como resido uns metros acima do solo e o depósito de água que me abastece está uns metros abaixo do nível do solo, a falta de energia eléctrica implica de imediato a falta de água. Nada mau para começar o dia.
Espreito pela janela e vejo um cartaz publicitário iluminado. Afinal a avaria não será assim tão extensa.
Passam alguns minutos e decido ligar para o serviço de informações da EDP.
Uma mensagem simpática informa-me que vou ter de esperar alguns minutos até ser atendido, mas, contrariamente ao que é habitual, segue-se o silêncio. Nem uma musiquinha digital para adoçar a pausa...
Quando finalmente sou atendido, e após o inquérito necessário para ajudar a localizar a resposta para o problema, chega a sentença:
"Há uma avaria na sua zona, não há mais informação disponível, não sabemos quanto tempo demora a reparar."
Bem tentei dizer que podia ver que muito perto de mim o fornecimento não tinha sido interrompido. Como a minha interlocutora está certamente sentada nalgum bunker em Lisboa ou até mais longe, desconhece em absoluto aquilo de que lhe estou a falar.
Pergunto-me para que serve este serviço? Que satisfação dá ao cliente? Será que aqueles que o decidiram criar alguma vez dele necessitaram?
Infelizmente não há concorrência, estes senhores fazem o que querem e lhes apetece e o Zé paga.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Zurzir

Infelizmente o momento do Beira-Mar é péssimo.
É claro que houve muitas e más decisões ao longo destes últimos dois anos e meio.
Mas houve um grupo de sócios que em determinado momento teve a coragem de se candidatar a dirigir um clube que os "iluminados" tinham deixado cair na Liga de Honra e sem cheta.
Aqueles que nunca foram candidatos a coisa nenhuma aproveitam a ocasião e acham-se com o direito de dizer mal de tudo e de todos.
Para isso recorrem ao último verbo do dicionário - zurzir.
Está talvez na altura de mudar de verbo.
E passar a usar o verbo assumir.
Cá estarei para ver, para aplaudir, e também para zurzir quando for o caso.

Quantos mais?


Uma criança morta agora em Anadia onde fecham a urgência.

Uma idosa morta nas urgências ultra congestionadas de Aveiro.

Um homem morto no encerramento das urgências de Ovar.

Quantos mais mortos são necessários para pararem este ministro e este governo?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Apple


No final dos anos 80, quando iniciei a minha carrreira profissional ali para os lados da Avenida dos Aliados, no Porto, foi-me disponibilizado um computador muito interessante (para a época), que já tinha écrã a cores e rato e usava um software baseado em janelas que se iam abrindo... Chamava-se essa máquina Macintosh.

Nunca mais voltei a usar computadores da Apple e recomecei a ter contacto com a marca através dos novos produtos - Ipod, Itunes - que foram sendo apresentados no mercado.

Agora, ao tomar conhecimento do nascimento do MacBook Air, fico com uma vontade tremenda de voltar às minhas origens informáticas.
Casual Friday
Ao RA, que muito prezo e admiro, agradeço o convite para participar e escrever aqui, no enguia fresca, "com total liberdade sem restrições de tema, ideologia, estética ou quaisquer outras".
O nome que escolhi para assinar, e para título deste post representa optimismo, mudança, antecipação, e negação de hábito rotineiro, que associo á 6ª feira,á casual friday.
Porque: ...
«Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajectos,
quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejops,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelos menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destroí o o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente
quem passa os dias queixando-se da sua má-sorte,
ou da chuva incessante.
Morre lentamente
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece,
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que não sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estádio esplêndido de felicidade.»
Pablo Neruda

Condenada à Vida!


Bastards! Fuckin' bastards! Desculpem! A sério, desculpem! Quem me conhece sabe que não sou de praguejar, procurei a língua Shakespeare para não parecer tão forte, mas tinha de encontrar uma forma de verbalizar a minha raiva, o meu inconformismo.
Fui intimamente e publicamente um combatente da causa da vida, ainda sou, cada vez mais. Sou um democrata cumpridor e com critérios de auto-exigência elevados, sujeito-me a ser governado e representado por quem não gosto com cara alegre porque, a liberdade e a democracia para todos valem mais do que as minhas opções pessoais. A única questão que este apego à democracia não contorna é a defesa da vida; sou dos que acreditam firmemente que a vida humana não é referendável, não reconheço a ninguém capacidade para legislar atentando contra a vida, não sinto qualquer tipo de respeito pela lei do aborto, a lei quando é imoral não é lei.
Quando o grande debate se deu, tive a noção clara, que á semelhança de países como a Espanha, era o abrir da "caixa"; há por toda a Europa um pacote anti-vida muito acarinhado pelos jacobinos que dominam o poder socialista e de esquerda que infelizmente desgoverna países como o nosso. O famoso pacote abre com o aborto livre e compreende no seu seguimento o casamento de homossexuais e a eutanásia. O casamento homossexual não visa o reconhecimento de direitos e dignidade a quem quer que seja, visa a destruição do conceito cristão de familia, só. A eutanásia completa o ciclo eugénico começado com o aborto, virá com conceitos de ortotanásia primeiro, com cargas de romantismo e sentimentalismo encenados, até ao seu propósito único: a morte.
Era uma questão de tempo e de oportunidade, aconteceu hoje, depois das 8, na SIC. Uma pequena vitima, aos nove anos, de um avc, uma mãe que acha que os médicos não a deveriam ter mantido viva, os psicólogos a louvarem a "honestidade" da mãe como natural e saudável, um padre indefeso que ajuda uma mãe cada vez mais ateia, e um casting que corrobora que a pequena criança, hoje frágil e dependente, não deveria ter sido salva! Duas coisas falham nesta encenação insidiosa da SIC, primeiro, quem tem o minimo de sensibilidade não deixou de ver na criança o factor humano, o bem que faz aos outros nos sentimentos e acções que lhes desperta apesar de deitada, inerte e aparentemente silenciosa; segundo a máscara que cai quando bastonária dos enfermeiros e Rui Nunes, da suposta bioética, convergem no pensamento elevado que a sociedade portuguesa está muito mais preparada para a eutanásia depois de ter aprovado aborto livre!
Mundo triste e pequeno este em que vivemos! Hitler, há não muito tempo, aniquilava com base na raça, hoje, para uma sombria corrente com demasiada força, não importa a raça desde que sejam todos perfeitos, auto-suficientes e não corram o risco de sobrecarregar quem quer que seja. A solidariedade, para esta nova tribo do relativismo ético, faz-se através de um NIB que acalma estas consciências tão pequeninas.

Condenada à Vida era o titulo da noticia, que nojo!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008


O zapping tem os seus méritos, por exemplo, descobrir que a RTP Memória não passa só jogos de 1982 entre o Porto e a Naval 1º de Maio. Numa das frequentes aventuras de ver 42 canais em 3 minutos, descobri puro ouro! Num tempo em que os artistas passam os seus dias entre as urgências e as salas mortuárias (House à parte!), é um regalo ver que a RTP Memória decidiu repor nada mais, nada menos do que The Persuaders. Yes!!!

Perdoem-me os grandes entendidos, unânimes em torno de Connery, o melhor Bond de sempre é, para mim, Roger Moore. Talvez menos Bond e mais Moore, é verdade que o encontramos também em Simon Templar e em Sir Brett Sinclair. Há uma excessiva presença de Moore nos três personagens que se ligam e cruzam em pontos demais, mas, para quem, como eu, não vê dramas em ser fã de Moore, a coisa resulta num triptico perfeito.

De resto, está lá Tony Curtis em caricatura de si próprio, estão carros esplêndidos, com o Aston DBS harvest gold de Brett Sinclair á cabeça, estão mulheres lindas e elegantes, em alguns episódios está Joan Collins provando que já foi nova e bonita, casas e decors ultra hip e o toque britânico sempre sedutor.

De realçar, a estética da série de um rigor cuidado, ainda hoje actual; o fino sentido de humor que atravessa cada episódio e a espantosa trilha sonora de John Barry.

Amanhã, 21.15, lá estarei!

Não temos gostos parecidos em questões de humor, a minha mulher reprova a minha fixação por Little Britain e League of Gentlemen, encara como uma extravagância algo aborrecida os diálogos que sei de cor dos Monty Python e diz-me que ficava deprimida a cada episódio do The Office. Eu, como sempre, secretamente, achava que estava certa e que, por azar do destino, eu encontrava um prazer pouco saudável a ver coisas que só um punhado de lunáticos que conduzem do outro lado da estrada apreciavam. Sentia-me frequentemente perturbado quando me perguntavam por um personagem de referência e só me vinha á cabeça David Brent. Fiquei podre quando se lembraram de fazer um The Office americano, profanando a obra prima do mestre. David Brent aka Rick Gervais é "o personagem", nem me quero pôr com dissertações sobre ele, é indefinivel, a única definição de David Brent é David Brent.
O que me faz deixar aqui este post é aquela conflituosa sensação de gostarmos do underground ou cult e, ao mesmo tempo, sentirmos felicidade quando o underground é reconhecido pelo mainstream, logo, sendo duvidoso se continuará ou não a ser underground ou cult. Trocando por miudos, apesar do sentimento de isolamento, saber que The Office só era apreciado por alguns dava uma agradável sensação de exclusivo, de secret of a few; agora que Rick Gervais e Merchant foram distinguidos com um Globo de Ouro de Holywood acabou. Resta agora saber se resistem ao processo "gato" e conseguem manter a qualidade.
Com todas estas ideias baralhadas, resta um conforto, a mim e á imensa minoria fã daquele escritório, uns senhores sérios e entendedores de Holywood, na América, chancelaram aquilo que afinal não passa do nosso extremo bom gosto!

A verdade é um erro à espera de vez...


O Papa Bento XVI, foi convidado para discursar na cerimónia de abertura do ano lectivo da Universidade De La Sapienzia. Até aqui tudo bem. O problema é que um grupo de 60 professores desta Universidade considerou que tal visita os “ofendia e humilhava”. Porquê? Segundo estes, há cerca de duas décadas, o cardeal Ratzinger terá feito declarações que demonstraram uma “visão reaccionária da ciência”, tendo uma opinião favorável ao julgamento por heresia de Galileu.
Pobre Galileu! Trezentos e sessenta e cinco anos após a sua morte continua a ser pomo de discórdia entre a fé a e razão.
Não posso deixar de discordar com a atitude assumida por estes “Cientistas”. Demonstra a ignorância e o desconhecimento do pensamento Filosófico de Bento XVI: um homem culto, racional e justo.
O Papa é condenado por uma acto, cometido há séculos atrás, pela instituição a que ele preside, e pelo qual a Igreja, ainda que tardiamente (em 1999), já pediu desculpa.
Nos últimos tempos, a Igreja Católica, tem sido um exemplo de humildade ao reconhecer os erros cometidos em nome da fé. No entanto, estes cientistas esquecem-se dos sofrimentos, das atrocidades, da intolerância causadas, ao longo de séculos, pelas suas “ verdades científicas”.
Esquecem-se que o que é uma verdade científica hoje, é um erro científico amanhã.
Ainda não compreenderam que fé e razão não são opostos. Nem racionalidade é sinónimo de inteligência, nem fé é sinónimo de ignorância. Na verdade, ambas, são dois caminhos para o conhecimento humano.
A profunda relação existente entre ambas está magistralmente formulada na máxima de Santo Agostinho: “ Credo ut Intellegam, intellego ut credam”.
Mas os cientistas olham para a fé com uma desconfiança fundamentalista. No domínio da investigação científica, impera uma mentalidade positivista, afastada da qualquer referência ao transcendente. Os cientistas, privados de toda a referência ética ficam ao livre arbítrio e correm o risco de não manterem, no centro do seu interesse, a dignidade da pessoa humana. Alguns deles, cientes das potencialidades do progresso tecnológico, cedem à lógica de mercado e colocam-se no lugar de Deus.
Estes novos “deuses” da ciência têm “pés de barro” e, ao procederem desta forma em relação a ao Papa Bento XVI, agem como os “Inquisidores” do século XXI.
Se a Igreja Católica teve a humildade de reconhecer que a fé não existe sem a razão, está na hora da ciência reconhecer o lugar que a fé pode e deve ocupar no contexto da investigação científica.