sábado, 29 de agosto de 2009

Ba(i)doer


Ba(i)doer.
Está a doer.
Anda este rapaz a experimentar Ferraris há tanto tempo e não consegue melhor que o último lugar na grelha...
Não haveria ninguém um bocadinho melhor do que ele?
Para mim, como tiffoso da Ferrari, é uma vergonha o que se está a passar.

Programas a peso

Esta ideia de se compararem os programas eleitorais dos partidos pelo número de páginas que contêm, faz-me lembrar aqueles professores da Universidade de quem se dizia que o primeiro factor de avaliação era dado pelo número de páginas do teste do aluno...

Moledo


Para os meus companheiros de escrita que tanto elogiam Moledo, deixo a minha contribuição fotográfica.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Selecções


De repente, deu-me uma nostalgia danada das velhinhas Selecções. Setembro está aí e era o mês da redescoberta perpétua dos mais antigos exemplares desta fabulosa revista.
Nenhuma revista tinha a intemporalidade desta, exceptuando talvez os magníficos almanaques Aillaud & Bertrand.
As Selecções ganhavam a imortalidade ao passar a fronteira da porta do quarto de banho ou da quinta da familia.
A ideia de momentos longos, numa retrete confortável, entre azulejos brancos, isolado do mundo exterior, com as Selecçõe na mão, ainda hoje me transmite paz e bem estar: o quarto de banho era o spa-refúgio da nossa rudimentar infância; o safe place onde ninguém nos incomodava, onde saboreavamos pela primeira vez o conceito de privacidade.
Depois, havia a segunda quinzena de Setembro na quinta. Aí, liamos nos idos de 70 e de 80 as Selecções de 50 e 60. Na sombra fresca do alpendre granítico, perdiamo-nos com as maravilhas da vida americana, com evidências de discos voadores e de marcianos, com milagres da boa vontade humana e anedotas breves e inocentes.
As Selecções viviam do drama e do optimismo. Vendiam um mundo melhor com um sorriso imaculadamente branco; esse mundo era uma miragem de América que nos protegia e guardava dos horrores do comunismo soviético, uma América onde as pessoas triunfavam pela força de vontade, onde a alta tecnologia estava sempre presente, onde aconteciam os mais diversos milagres e factos extraordinários, onde se encontraria a cura para as mais terríveis doenças.
O mundo mudou e a América também, as Selecções foram perdendo importância, seguem pelos caminhos da auto-ajuda, do new-age e da caça a Bin Laden; reinventam-se e fazem o seu próprio aggiornamento, mas a ideia de uma vida melhor e mais fácil está lá desde o princípio.
Há anos que não passo na quinta a última quinzena de Setembro, no meu quarto de banho está a Vanity Fair ou outra coisa trendy, mas há dias assim, dias em que nos apetece fugir para um mundo mais descomplicado e linear...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Pensamento da noite

Democracy is a device that ensures we shall be governed no better than we deserve. - G. B. Shaw

Saír da redoma

O PS, que até agora só aceitava fazer debates frente-a-frente com Manuela Ferreira, recusando duelos com os restantes líderes de partidos com representação parlamentar, mudou de opinião, viabilizando assim os debates televisivos na campanha para as legislativas.
Por este caminho, Sócrates ainda se vai ver obrigado a saír das protegidas salinhas temáticas e a vir á rua enfrentar o incómodo povo.
Que maçada!

Chá...

Os Tea Party são dos grupos mais interessantes da actualidade. Individualistas e out of mainstream vão fazendo uma carreira coerente e consistente. A seguir com atenção. Enjoy!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Portugal, "Surrealizar por aí..."


Num dos telejornais, de hoje, ouvi uma notícia que descreve o país surreal em que vivemos. Aparentemente, algumas populações do Alentejo, finalmente, e ao fim de muitos anos, vão ter médico de família! Guess What!... Os médicos são Cubanos! Segundo o jornalista: "numa atitude de solidariedade" o Governo Cubano dispensou 44 médicos, e se for preciso pode dispensar ainda mais!
A seguir a quem vamos pedir um pouco de caridade? Talvez ao governo chinês!?... Podiam mandar-nos uns professores, de preferência condenados. Durante o dia davam aulas, à noite dormiam em contentores nas traseiras da escola. Lucrava o Governo Chinês e o nosso, que poupava. Os alunos, finalmente, poderiam literalmente dizer: " não entendi nada do que o prof disse, falou chinês".
Continuo sem perceber porque é que o governo não aposta na abertura de mais vagas nas universidades para a formação de médicos, desejo de muitos jovens estudantes, optando por contratar médicos estrangeiros. Aparentemente, fica mais barato.

O êxito de um mentiroso...


De vez em quando a vida prega-nos algumas partidas, umas agradáveis, outras menos.
Das que talvez possam ser consideradas menos agradáveis estão aquelas em que, por este ou aquele motivo, travamos conhecimento com gente que, afinal e feitas as contas, desejaríamos nunca sequer dela ter sabido o apelido, quanto mais o nome próprio.
Deste tipo de gente (para ser simpático) já Lincoln dizia "Nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito."
Confio que assim seja, porque assim tem sido e porque aquela reflexão, tão actual, se tem mostrado quase infalível.
A ver vamos...

Ikea em Pequim


A nova mega-loja da Ikea em Pequim é um sucesso absoluto. Os clientes chineses vão para lá experimentar as camas expostas, dormir uma sesta nos diversos sofás, bebem até mais não poder com os reabastecimentos livres de refrigerantes e aproveitam o fresco do ar condicionado; depois, compram quase nada ou nada mesmo!

Bons exemplos em tempos de recessão...


O PS é o partido que apresenta maior orçamento para a campanha das eleições autárquicas de 2009; são 30,5 milhões de euros!

Medalhas


Ficou tanta gente aborrecida com o facto de nem o Nelson Évora nem a Naide Gomes terem ganho medalhas de ouro em Berlim e afinal a solução para o problema estava aqui tão perto.
José Sócrates ganha medalha de ouro em Santárém!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ai Jesus...

Quem tenha estado no comício de sábado na Praça do Peixe e tenha lido o artigo do JN de ontem, ficou, no mínimo, confuso.
Jesus Zing deu notícia de um comício com pouca gente, onde as únicas figuras de relevo nacional do partido seriam Ribeiro e Castro e Manuel Cambra!
Só se pode entender esta notícia se Jesus Zing apareceu fora de horas no dito comício, se não estava na posse de normais capacidades de observação, se, coisa em que não acredito, distorceu a realidade, mentindo, para prejudicar o CDS.
Quem lá esteve, ou quem viu as televisões, sabe que o comício esteve cheio e foi um sucesso de mobilização.
Quanto a figuras de relevo nacional, para além de Ribeiro e Castro e Manuel Cambra, Jesus Zing não viu:
Diogo Feyo
Nuno Melo
Telmo Correia
Teresa Caeiro
Pedro Mota Soares
Assunção Cristas
João Almeida
Helder Amaral
João Rebelo
Filipe Lobo de Ávila
e muitos outros dirigentes nacionais do CDS...
Foi um bom dia para o CDS, mas um mau dia para Zing que em nada honrou a profissão que diz desempenhar.

Mudança de patrocínio...

No ano passado, a televisão mostrou-nos estas imagens de Fidel Castro devidamente equipado pela Adidas.



Ontem, Fidel reapareceu, desta vez equipado pela Puma.



Quanto terá custado à Puma esta transferência?

domingo, 23 de agosto de 2009

Triste leão


Correndo o risco de cair no lugar comum, não consigo deixar de pensar que, este ano, o Sporting cai cedo. Resta saber se, com naturalidade, o seu treinador também cairá.

Desporto na cidade


Estou a ver na televisão a Maratona Feminina dos Campeonatos do Mundo de Atletismo, como ontem vi a masculina e, no início da semana, as provas de marcha. Contrariamente ao habitual nestes eventos, nem a partida nem a chegada destas provas são no estádio. Tudo acontece num circuito, mais ou menos extenso consoante o caso, à volta das Portas de Brandeburgo, na zona mais central de Berlim, pegando assim no conceito utilizado nas grandes maratonas urbanas como as de Londres, Paris, Boston, Nova Iorque ou Lisboa, que, para além da promoção da modalidade desportiva, são também um grande veículo de promoção das próprias cidades, que aproveitam a transmissão televisiva para se mostrarem a todos os que gostam de acompanhar estas provas pela televisão.
Naturalmente que a realização destas provas de atletismo em ambiente urbano provoca constrangimentos na mobilidade de todos quantos residem na área onde os mesmos se realizam, obrigando os residentes a alterar as suas rotinas nestes dias.
Mas, através destas transmissões, somos também brindados com a presença de um grande número de espectadores, que, ao longo dos percursos, acabam por participar no evento através do apoio que dão aos atletas e da festa que acabam por fazer juntamente com os visitantes destas cidades que aí se deslocam para ver estas provas ao vivo.
Para além do atletismo, assistimos cada vez mais a provas desportivas realizadas dentro das cidades, como acontece com o ciclismo, o automobilismo, o vólei de praia e o triatlo. Modalidades diferentes entre si mas sempre com o objectivo de as trazer ao centro das cidades, que como forma de promoção das cidades em si, quer como forma de aproximar o desporto aos espectadores.
Quem não terá gostado de ver as imagens da Volta a Portugal em bicicleta a passar em Aveiro?
No entanto, nem todos estão de acordo com a realização destes eventos.
Há algumas semanas, publicou o Diário de Aveiro uma crítica de alguém que se sentou prejudicado nos seus direitos por causa da realização do triatlo de Aveiro. Alguém que sempre se orgulhou do seu passado como atleta e da sua ligação aos clubes de Aveiro, escreveu que um evento como o trialto deveria ser realizado nas matas da Gafanha!
Acontece que esta pessoa de que falo, o Sr. Domingos Cerqueira, apenas se manifesta contra coisas que a Câmara da qual fez parte não conseguiu realizar, pois não me recordo de alguma vez o ter visto manifestar-se publicamente contra as corridas de atletismo que Aveiro recebeu há alguns anos e que também ocorriam em circuito urbano.
Também nunca o vi manifestar-se contra outro tipo de eventos que usam as ruas de Aveiro, como, por exemplo, as marchas dos santos populares, o cortejo do Enterro do Ano ou as procissões que por cá vão acontecendo.
É pena este tipo de atitudes e só ficam mal a alguém que teve, até há alguns anos atrás, responsabilidades políticas no nosso concelho.
Reconhecer mérito naquilo que é positivo, mesmo que organizado por outros com os quais não sentimos afinidade, é, para alem de um acto de humildade, que nem todos conseguem expressar, reconhecer que tudo aquilo que promove Aveiro é feito no interesse de Aveiro de todos os Aveirenses.
Quando alguém, por motivos pessoais, se vem manifestar publicamente contra estes eventos, demonstra que não se preocupa minimamente com a sua terra e que apenas pretende dizer mal de quem procura fazer algo de positivo por Aveiro.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

E duram...


.... as minhas férias, há 3 semanas, em tranquilidade solarenta, salgada e também campestre, como só se consegue no Alto Minho.
Regressada da praia escrevo este post cá fora, tomando um granizado de melancia, observando o ganso a nadar no tanque de granito, com o som da àgua a correr sobre o silêncio. Ao longe o sino da igreja bate horas... Tudo é verde, bucólico e delicioso...
Depois do jantar um passeio a pé pela aldeia, sob um ceu de estrelas como ninguém tem....
O tempo é meu, ainda...

A cruel realidade

Abdel Basset Ali al-Megrahi, o único condenado do atentado terrorista de Lockerbie em 1988, chegou hoje á Líbia em liberdade. A libertação deu-se por motivos humanitários (o terrorista sofrerá de cancro em fase terminal), mas ocorreu sob veemente protesto da administração Obama.
Hoje, esperava-o em Tripoli uma multidão eufórica, uma recepção digna de um heroi nacional. Infelizmente, Ali al-Megrahi é mesmo um heroi nacional libio.
De repente, depois de inúmeras operações de charme, depois de nos venderem a líbia como uma aliado estável, fiável e moderado, cairam as máscaras.
De repente, apercebemo-nos do abismo civilizacional e cultural que nos separa de outros vizinhos da bacia mediterrânica, interrogamo-nos se o encontro e partilha serão algum dia possíveis...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Linha saúde 24

- Está lá? Doutor, sou a esposa do Zé, que sofreu um acidente; como está ele?
- Bem, da cintura para baixo ele não teve nem um arranhão.
- Puxa, que alegria. E da cintura para cima?
- Não sei, ainda não trouxeram essa parte.

Para rir

Ao ler este comunicado do Governo, note-lhe uma pequena falha.
Devia trazer em anexo os catálogos (podiam ser em pdf) e a lista dos stands que vendem automóveis eléctricos.
Também podiam ter criado uma isenção especial para quem quiser viver no fundo do mar ou um subsídio de deslocação para quem pretender mudar a residência para Marte.

Linha doença 24


Este folhetim da linha doença 24 está a deixar-me realmente confuso. Parece que o governo e o PS nada têm a ver com o assunto e bradam o que caberia à oposição bradar! Quem são afinal os responsáveis pela contratação da incomptente empresa? A oposição? O cidadão anónimo? Ninguém????
Extraordinário!

Saúde 24


Tem sido recorrente nos últimos dias ouvir acusações por parte do Ministério da Saúde relativamente ao mau funcionamento da Linha Saúde 24.O problema desta linha, assim como de muitas outras linhas de informação/ajuda/atendimento, é a sub-contratação que as entidades/empresas fizeram relativamente a estes serviços, sendo que, no caso em apreço, a gravidade do problema é maior, pois trata-se de uma linha de apoio à saúde, cujo atendimento terá de ser imediato e eficaz.
Quem nunca teve uma experiência de ligar para um destes números, da PT, da EDP, até mesmo para o 112, onde, para além de tempos de espera mais ou menos prolongados até que seja efectuado o atendimento telefónico, é depois necessário contar a mesma história uma série de vezes ou explicar uma localização com todo o detalhe pois que está a atender não conhece o local em questão.
Se colocarmos uma questão ou uma dúvida que não esteja prevista nos guiões de atendimento, então passamos a ter um grande problema. O operador não sabe o que dizer, pois não trabalha sem rede, falar com um supervisor nem sempre é fácil, pois ou não estão ou não é possível ao operador transferir a chamada e nós, clientes ou utentes, ficamos sem qualquer hipótese de resolução do problema, pois estamos perante uma barreira intransponível.
Do lado do fornecedor, a preocupação parece ser apenas a da diminuição dos custos. A qualidade perceptível do serviço prestado não interessa minimamente e o cliente/utente que aguente.
Em resumo, parece-me que estamos perante um caso em que a sub-contratação não resulta, pelo menos para o cliente/utente.
No caso da Saúde 24, com o desemprego existente (ou pelo menos que nos fazem crer que existe) entre os enfermeiros, seria assim tão difícil colocar rapidamente em funcionamento um serviço específico para a Gripe A que desse respostas a quem o contactasse?
Provavelmente não, não me parece é que haja vontade para o fazer.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Quando o tempo pára


Instalou-se por aqui um estado de pré-neura de fim de férias. Embora seja bom voltar a casa, contudo, aqui na Foz, o sol tarda a aparecer e um passeio nocturno exige sempre um casaco quente.
Os 15 dias de Algarve são um bálsamo para a alma e o corpo. Internet desligada, telemóvel sem bateria e leitura resumida ao jornal diário oferecido na praia. É verdadeiramente nesta altura que faço um tempo de pausa daquele frenesim louco que é o resto dos meus dias. É também tempo de balanço, de meditação, de revisão de um ano de trabalho em que fiz coisas muito importantes, inadiáveis, em que produzi muito e eficientemente.
Os nossos dias correm à velocidade da luz, convencidos que se parássemos o "mundo à nossa volta ruía". Não fazer nada, parar para pensar, dar tempo aos nossos, conversar com os amigos, dar uma palavra a um desconhecido, apreciar a natureza... uma perda de tempo! Mas, quanto não ganharíamos se nos deixássemos perder?

A cruel realidade!

domingo, 16 de agosto de 2009

40 Anos - Love and Peace

De regresso


No ano passado queixei-me do Zeinal Bava pela lentidão da ligação sem fios. Este ano não houve lentidão, porque simplesmente não havia ligação! O Ancão, onde Bava também passa as férias, pelos vistos, não interessa á TMN.
Os amigos do Carrapatoso não andaram com melhor sorte.
Para compensar, o Twins fez grande festa no T. Noite quente, muitos amigos e boa música até altas horas. A repetir!
De resto, um tempo escandalosamente bom, um mar que não tem tamanho, os amigos de sempre e o gin tónico da praxe... Como é duro regressar!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Sozinho no blog


Estou quase assim.
Os meus companheiros blogueiros foram de férias e não usam portáteis nem frequentam cibercafés.
E eu cá vou ficando a dar alimento à enguia.

A ponte é (será?) uma passagem...


No ano passado deixei aqui a minha estupefacção com o que se estava a passar com a ponte pedonal sobre a A25 por causa das obras do ramal ferroviário em construção.
Entretanto foi feito um desvio à linha férrea e a ponte lá ficou, tendo sido apenas demolido o acesso do lado das marinhas.
Agora que a obra, pelo menos no que respeita ao betão, está concluída e já foram retirados a maior parte dos estaleiros, a ponte continua sem o seu acesso norte.
Será que se esqueceram de o repor?
Esperemos que não.

Notícias recentes - a bandeira

Assunto igualmente falado até à exaustão tem sido o da substituição da bandeira de Lisboa pela bandeira da Monarquia nos Paços do Concelho da capital.
Confesso que, tendo nascido numa república, nunca me preocupei se o sistema republicano é melhor ou pior que o monárquico, mas, como o sistema acaba por se personalizar na figura do Presidente ou do Rei, sempre prefiro Cavaco Silva ao pretendende D. Duarte de Bragança.
Julgo que em ambos os casos há bons e maus exemplos e que ninguém pode afirmar que um sistema é mlehor que outro.
Os republicanos cá da terra é que parece que andam muito ofendidos com a "afronta".
Não percebo porquê.
Eles republicanos, democratas, será que serão capazes de explicar qual o motivo pelo qual aceitam que o povo expresse a sua opinião através de referendo sobre o aborto ou sobre a regionalização, mas não o possa fazer relativamente à república ou à monarquia?
Se eu ouvir uma explicação convincente, talvez até a possa apoiar mas, até que isso aconteça, julgo que um referendo pode vir a esclarecer definitivamente a situação.

Notícias recentes - Liedson

A propósito da naturalização de Liedson e da possibilidade que ele passa a ter de representar a selecção nacional de futebol, tem havido por aí uma grande variedade de opiniões.
Uns a favor, outros contra, outros sem opinião formada mas que sempre vão dizendo que, como já houve precedentes, agora não há como recusar, etc. etc.
Por mim, qualquer cidadão que opte pela nacionalidade portuguesa assume, a partir do momento em que essa nacionalidade lhe seja concedida, os mesmos direitos e deveres que qualquer um de nós nascido no território nacional.
Logo, o direito de representar uma selecção nacional numa qualquer modalidade desportiva, não lhe deve ser vedado.
Não compreendo é o escarcéu que se está a fazer neste caso.
O que é que o futebol tem de especial relativamente a outras modalidades?
Vejam
aqui um resumo de situações semelhantes ocorridas em selecções portuguesas aos quais acrescento o caso da natação, onde temos o Arseniy Lavretyev ou o do judo com a Yahima Ramirez.
E daqui por alguns anos o panorama será certamente mais "internacional", pois não nos podemos esquecer da 2ª geração de imigrantes, que por cá vão estudando e praticando desporto e aos quais será imoral impedir, caso tenham qualidade para isso, que possam vir a representar Portugal.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A ver passar os TGV's (ou nem sequer isso)...


A confirmar-se esta notícia

A espuma do tempo


«.. a arte de esquecer a inutilidade em que se traduz a maior parte das inquietações que consomem o nosso tempo reduz as recordações a tão pouco, que muitas vezes se contam num gesto, e sem palavras.
É assim que os que se amam (...) adoptam uma espécie de código secreto e breve que resume num instante anos de convívio. Porque quase tudo se concentra num resumo sem grande importância, depois de ter parecido que justificava canseiras demoradas, debates prolongados, vigílias de angústia, pontos finais. Nisso se gasta a maior parte daquilo a que chamam o nosso tempo, e que é simplesmente a nossa vida, porque é em unidades de vida que o tempo se mede.

Entretanto descura-se o essencial nos nadas a que não sabemos quem nos obriga. É por isso que os livros de memórias tantas vezes parecem mais um protesto do que um testemunho, ás voltas com a espuma do tempo, tempo perdido, tempo doado, unidades de vida. (....)»

A Espuma do Tempo Memórias do Tempo de Vésperas

Adriano Moreira

Em tempo de férias, estas palavras sábias de Adriano Moreira parecem-me um retrato certeiro de alguns dos meus dias de stress laboral. Em que a concentração no trabalho é tão absorvente que este se torna o mote dos meus dias, tirando-me espaço e disponibilidade mental para tudo e todos, que são afinal quem mais me importa, de quem mais gosto e o que mais gosto de fazer com o meu tempo.

Uma vez mais, as férias relembram-me a necessidade de continuar á procura do equilíbrio, para conseguir em cada dia não descurar o que é verdadeira e realmente essencial para mim.

domingo, 9 de agosto de 2009

Relato

A época oficial de futebol já começou para o Beira-Mar.
Mas parece que as rádios de Aveiro desconhecem esse facto.
É que tentei ouvir o relato e, pelo menos na Terra Nova (a única que no ano passado fazia os relatos), só passava música.
Esperemos que com o início do campeonato as coisas mudem.

sábado, 8 de agosto de 2009

Moliceiros


Anda para aí uma polémica a propósito dos moliceiros de proa cortada que, como é habitual em altura pré-eleitoral, serve de imediato como arma de arremesso.
Começo por afirmar que acho horroroso ver um moliceiro sem proa. Admito que, por motivos operacionais para que os passeios na ria sejam efectuados com o caudal ao nível máximo, as proas sejam removidas mas, assim que os barcos ultrapassem os obstáculos onde a proa não cabe, a mesma seja imediatamente recolocada na sua posição original.
O que é inadmissível é ver os barcos parados com a proa fora da sua posição original.
Agora atribuir culpas ao actual executivo da CMA por causa deste assunto, como aqui pretende Raul Martins, ou como um sócio de um dos operadores pretende fazer crer aqui demonstra má-fé ou ignorância.
As pontes sobre o canal do Cojo foram construídas em 1997/1998 (as do Fórum) e em 2003/2004, as da zona da Fonte Nova.
O alvará da Eco-Ria tem o número 1/2003.
E o actual executivo tomou posse em final de 2005.
Se se podia ter tomado alguma acção para evitar a situação actual, é provável que sim. Mas atribuir as culpas do que ocorreu em mandatos de executivos anteriores ao actual executivo é,volto a referir, má-fé ou ignorância.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Demasiado trabalho

fotografia tirada com o nokia N97 (nada mal...)

Será que na Segurança Social em Aveiro há assim tanto que fazer que obrigue as luzes do edifício a estarem regularmente acesas à noite?

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Eles andam aí


Não sei se já começaram a rastrear Aveiro, mas na EN109 já andava esta "ave rara".

Piscinas do Beira-Mar (continuação)

Como o meu artigo sobre o assunto teve continuação no Facebook, aqui deixo mais uns considerandos.
Em resposta ao José Carlos Mota que disse:
"É de facto preocupante que a cidade corra o risco de perder um equipamento desportivo com as valências que este tem e com a localização privilegiada que dispõe. Será que a comunidade aveirense não se pode organizar para encontrar uma solução para o problema?",
respondi-lhe:
"Para mim e sem conhecer detalhes do processo, sempre achei que a Universidade deveria ter tido algum papel neste caso. Afinal de contas, o complexo de piscinas está "dentro" do campus e mesmo ao lado do pavilhão e do estádio universitário, e a UA não tem piscinas.
Resta saber se o custo da recuperação se justificará e se para salvar um equipamento obsoleto não se irá por em causa a sobrevivência do Beira-Mar."
Entretanto a conversa continuou entre o José Carlos Mota o João Oliveira e o António Granjeia.
Diz o José Carlos Mota:
"Infelizmente, há decisões (absolutamente) legítimas mas que se podem tornar lamentáveis equívocos! O que temos de pensar é se cidade se pode dar ao luxo de perder um equipamento desportivo na sua zona central, quando estes equipamentos são factores de atractividade da função residencial ('trazer as pessoas para o centro'). E por isso temos de perguntar - Para onde vão as piscinas? Abdicamos delas? Ou vamos pagar em segurança e transportes a localização numa eventual 'periferia'?".
Esquece-se o José Carlos que, no centro, já há duas piscinas a funcionar e que muitos dos seus utentes, são das freguesias periféricas. Mas será que alguém que mora em S. Bernardo ou em Esgueira se iria mudar para a Glória ou para a Vera-Cruz para estar mais perto de uma piscina?
Certamente que não, pois preferirão viver numa zona mais afastada do centro e ter equipamentos perto de casa. Quanto ao que temos a pagar em segurança e transportes, não entendo em que é que o facto dos equipamentos estarem situados na periferia pode influir em condições de segurança. Já quanto aos transportes, essa é a realidade do desporto aveirense. Quem quer praticar desporto, seja a título individual ou em equipas, tem de deslocar até ao local onde se encontram as instalações para esse fim, as quais, muitas vezes, estão já fora dos limites do concelho. E nem por isso as pessoas deixam a sua prática desportiva.
Outro aspecto que já referi, é o estranho silêncio da UA em todo este processo.
Será que a piscina seria interessante como elemento integrante do campus de forma a proporcionar aos seus 15000 utentes um equipamento complementar aos já existentes? Certamente que sim, e a UA, tendo uma piscina a funcionar também a poderia (deveria) colocar ao serviço da comunidade.
Por último, quanto seria o investimento necessário para colocar as piscinas a funcionar, respeitando todas as obrigações legais, e tornando-a um equipamento o mais possível auto-sustentável de acordo com as boas práticas de construção que se devem exigir? E quanto custa fazer um complexo de piscinas novo?
Será que a deslocalização das piscinas para Taboeira, junto do estádio e do futuro pavilhão não faz sentido? Mais do que o interesse do Beira-Mar, não será do interesse concelhio que se coloque em funcionamento um verdadeiro Parque Desportivo como o que está projecto há já alguns anos e sobre o qual não me lembro de a comunidade, como diz o José Carlos, ter manifestado qualquer opinião? Ou será que a comunidade só se "move" e quer tomar posição quando o poder político está mais à direita?
Em conclusão, espero que Aveiro tenha capacidade de ter as piscinas, pavilhões e relvados sintéticos em número suficiente para que a população os possa usufruir, e que não se faça de cada decisão legítima um folhetim politiqueiro.

domingo, 2 de agosto de 2009

Piscinas do Beira-Mar

Foi com pena que li o comunicado da Comissão Administrativa do Beira-Mar em que sé dá conta do encerramento do complexo de piscinas, por falta de condições higieno-sanitárias.
Esta falta de condições resulta certamente da falta de manutenção que deveria ter sido efectuada ao longo dos anos e também da obsolescência da maquinaria que, provavelmente, já teria cumprido o seu ciclo de vida útil.
As próprias exigências a que os equipamentos estão hoje sujeitos a nível de balneários, implicariam igualmente obras de remodelação que não deixariam de aumentar os custos com aquele equipamento.
Os clubes desportivos esquecem, muitas vezes, que os equipamentos que utilizam para a prática das suas modalidades, têm custos. Já não se esquecem de comprar mais um brasileiro para reforçar o ataque do futebol, ou um poste americano para a equipa de basquete ou um ponta montenegrino para a equipa de andebol. Como o dinheiro não é elástico, naturalmente que a gestão do património é relegada para último lugar. E não devemos esquecer que, se na área desportiva já há muitos casos em que a gestão é profissional, a gestão do património é feita com a boa vontade das direcções e de alguns amigos dos clubes.
A dúvida que me assola é qual o papel que o Estado – seja ele representado pelo poder central ou autárquico – pode (deve) assumir nestas situações.
Será que se o Estado assumisse a propriedade das instalações desportivas e as colocasse à disposição da sociedade civil, teríamos melhores instalações? Ou, se fossem pertença do Estado, não estariam sujeitas às mesmas regras que o Estado impõe para as instalações privadas?
Será que já alguém se preocupou em comparar o que se passa em Aveiro com o que se passa noutros concelhos? Ou comparando o que se passa em Portugal com o que se passa noutros países?Voltando às piscinas do Beira-Mar, para mim ficará a recordação dos Campeonatos Nacionais de Natação que ali se realizaram em 2007, com um ambiente fantástico aproveitando as condições que a envolvente oferecia e com resultados fantásticos a nível desportivo.