Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Pois é...

Manuel Alegre, igual a si próprio, veio criticar e desmascarar as bi-candidatas socialistas. Elisa Ferreira e Ana Gomes não quererão contar a verdade ao povo, mas agora está mais difícil...

Comparações negativas...

Acabaram-se as sucessivas anedotas sobre Manuel Pinho, o governo fica com menos piada. Resta ainda o Jamé, a piada ididota em forma de ministro da agricultura e o humor macabro da educação. Mas, Pinho era diferente, tinha a piada dos diletantes, dos estarolas... Faz falta, para quem gosta de bom humor.
Uma nota de justiça elementar: Pinho saiu, José Eduardo Martins lá continua, caladinho como um rato...

Boas notícias!


É com enorme orgulho que vejo um amigo, e cidadão de primeiríssima, candidatar-se a uma das mais emblemáticas camaras do distrito de Aveiro.
O José Carlos Santos é daquelas pessoas que vale a pena conhecer; leal, honestíssimo, empenhado e empreendedor. Tem o perfil certo para o desempenho do cargo, tem qualidades que coincidem com os desafios que Águeda precisa de superar. É ponderado em tempo de crise, humano em tempo de dificuldades, empreendedor em tempo de desafios, escrupuloso e trabalhador em todos os tempos.
Ah... É também fundador, apesar de discreto, deste blogue!
Força Zé Carlos!

Domingo, 5 de Julho de 2009

Late in the evening sunday bluzzzzz....

Paul Butterfield com a sua blues band em 1967 em Monterrey, California. A prova que, em plena explosão do pop e do rock, o blues sempre se fizeram ouvir com respeito e permaneceram incorruptos e impolutos... Driftin' blues!

TVI

A TVI passou na passada sexta-feira uma hora e doze minutos de informação que, ponto após ponto, desfez literalmente o primeiro ministro e o governo.
Será isto alheio á trapalhada do negócio da PT?
Será a perseguição de que Sócrates se queixou noutro canal?
Pode até ser; o facto é que a TVI teve matéria para tão longa peça sem precisar de mentir.
Gostei particularmente da peça em que Sócrates e o seu governo são comparados com Santana Lopes e com tudo de que o acusaram. Deu para pensar em como Cavaco se incomodou na altura e em como condescende agora, deu para confirmar pela enésima vez a duplicidade de critérios de Soares e da esquerda opiniosa.
A TVI está em guerra aberta com Sócrates, mas é ele quem fornece as munições. A mal da nação.

A day at the races

Confesso que este fim de semana não me entusiasmou particularmente. Foi um compasso de espera para o grande fim de semana que aí vem. Aí sim, maquinas das que nos fazem sonhar, nos despertam emoções, provas que têm nomes como Gentlemen Driver's... Entretanto, o ambiente de corrida já está no ar, estes dias tiveram, pelo menos, o dom de nos abrir ainda mais o apetite. Vrrrrrrroummmmmm...

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

And now, for something completely different...


Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Lamentável

O que se viu hoje no Parlamento não tem qualquer desculpa.
Ainda bem que o homem se demitiu (versão oficial).
Eu que vinha a acompanhar o debate pela rádio, ouvi dizer que Manuel Pinho saiu da bancada do Governo, falou com a imprensa e disse que não se demitia, voltou à bancada do Governo, saiu novamente com Pedro Silva Pereira e Augusto Santos Silva, e já não voltou.
Se se querie demitir, demitia-se e não fazia mais declarações, para além do pedido de desculpas.
E acho bem que o PS procure alguém para o substituir na sua lista por Aveiro, pois pessoas deste calibre não fazem cá falta nenhuma.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Obras Públicas


O ministro Mário Lino deve ter uma imagem deste tipo no seu gabinete, que lhe serve como guia para os seus anúncios.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Desulpem qualquer coisinha...

Pedimos desculpa vezes demais. Há, aliás, o extraordinário tique português do “desculpem qualquer coisinha”. O “qualquer coisinha” não se aplica ao sorry, ao pardon, ao perdona, ao entschuldigung; estes termos são aplicados pelos povos que os usam sempre que há motivo, raramente sem causa, nunca sucedidos de um pífio “qualquer coisinha”.
Isto tem a ver com o nosso défice crónico de auto-estima, com a nossa humildadezinha.
É impensável imaginar um nórdico a começar um discurso pedindo desculpa pelo tempo que vai roubar aos ouvintes e acabar o discurso pedindo desculpa por qualquer coisa, cá em Portugal já assisti a vários assim. O problema é que nós desculpamos e, frequentemente, o discursante bem deve as desculpas; pois não tinha nada de interessante a dizer. O problema é que a culpa está em toda a parte, logo a desculpa impõe-se por tudo e por nada. São desajustamentos crónicos de atitude.
O utilizador intensivo do “desculpem qualquer coisinha” vive mal consigo e com o seu corpo, sentimo-lo como um corpo estranho e incómodo que se nos impôs por um periodo de tempo, melgou denodadamente, ocupou o nosso espaço, não nos trouxe nada de novo e no fim lá se afastou com as desculpas a sublinhar a consciência da sua impertinência. Quando se curvam ou baixam os olhos é pior ainda, imaginamos-lhes um chapéu amarrotado nervosamente nas mãos suadas.
Salazar gostava muito desta atitude geral e há quem continue a gostar, dá uma ideia de poder fácil ao desculpante, cheira a naftalina, xailes negros e gente ordeira; é o que resta de muitos anos de virtuosa pobreza, de medo e humildade forçada.
Pior que isto, só os que nos importunam sem interesse, com excesso de autoconfiança, roubam o nosso tempo, ocupam o nosso espaço e nem nos pedem desculpa no fim!

Pão e circo

Não consigo entender o mundo das notícias.
Neste momento há uma revolução de enorme significado em curso no Irão, houve um golpe de estado nas Honduras, chegam os primeiros furacões do ano ao Caribe, houve eleições na instável Guiné, a recessão continua sem que ninguém saiba honestamente até quando e onde...
Nos noticiários, tivemos a transferência de Cristiano Ronaldo durante dias a fio, depois as férias algarvias de Cristiano Ronaldo, agora a morte de Michael Jackson.
Panis et circensis...

Domingo, 28 de Junho de 2009

Late in the evening Sunday bluzzz

Em fim de semana de elogio funebre ad nauseum, aqui ficam uns blues inesperados para descomprimir. Improvável, electrizante, raro... Ladies & Gentlemen, The Who! Take good care of yourself, Monday's comin'....

À volta da Avenida

Nos últimos meses o estado da Avenida Dr. Lourenço Peixinho e o seu futuro foram trazidos novamente para a primeira linha das preocupações dos Aveirenses, fruto principalmente do trabalho efectuado pela Associação Comercial, pela Câmara Municipal e também de um movimento de cidadania reunido em torno do blog Amigos d’Avenida.
A realidade que todos nós constatamos é a de que a Avenida regrediu nos últimos 20 anos, tendo passado do verdadeiro centro da cidade, para uma artéria onde vamos ocasionalmente a um banco ou a um dos ainda resistentes estabelecimentos comerciais.
É pois necessário não só repensar a Avenida mas também decidir e passar à acção.
Mas o repensar da Avenida, ou pelo menos daquilo que eu tenho lido ou ouvido sobre o assunto, está, na minha opinião, a esquecer que a cidade mudou bastante e os cidadãos ainda mais.
Recuemos no tempo 20 anos. O que era a Avenida e Aveiro nessa altura?
Era onde se ia ao café (à semana e ao fim-de-semana, depois do almoço ou depois do jantar). Trianon, Tangará, Zig-Zag, Tico-Tico, Maravilhas, Bolinão ou Gelataria Recolecta eram alguns dos locais que, habitualmente estavam cheios. Quem não se lembra das esperas ao sábado, depois de almoço, para arranjar mesa no Zig-Zag? Ou de estar a jogar matraquilhos no Maravilhas à espera que vagasse uma mesa de bilhar?
Era também na Avenida o único sítio onde se ia ao banco, pois não havia balcões bancários espalhados pela cidade.
E era também na Avenida que se ia ao cinema (Aveirense, Avenida, Oita, Estúdio 2002) e, após o encerramento do Avenida enquanto cinema, podia-se ir ao bingo.
Mas Aveiro tinha outros pontos de encontro menos próximos do centro, normalmente cafés, mas onde também se encontravam regularmente vários grupos. Falo dos cafés com bilhares Taco, Ramona e Convívio ou também do Palácio que era o ponto de encontro não só das pessoas cuja vida profissional se passava junto ao Tribunal, mas também dos estudantes universitários que nele faziam uma das suas bases.
A população era menor, mas estes espaços estavam todos normalmente cheios.
Mas havia mais.
Esgueira e Beira-Mar na 1ª divisão de basquetebol, São Bernardo e Beira-Mar na 1ª divisão de andebol, Beira-Mar na 1ª divisão de futebol, com pavilhões regularmente cheios e os estádio bem composto. E o torneio de futebol de salão do Beira-Mar? Cerca de 2 meses de duração com 5 jogos diários e normalmente bastante gente a assistir.
Os Aveirenses, 20 anos atrás, iam. Saiam de casa, conviviam, iam ao cinema, ao café ou a espectáculos desportivos. Liam também mais jornais locais, como o Litoral, o Jornal de Aveiro ou o Correio do Vouga (3 semanários), o Diário de Aveiro, nascido nessa época, sem esquecer que os jornais diários do Porto tinham todos delegação em Aveiro.
Aproveito para recomendar, a quem quiser relembrar esse passado recente, para visitar o site de um projecto da Aveiro Digital que tem disponíveis em formato digital, milhares de jornais locais e regionais. Trata-se do projecto bibRia, disponível em http://bibria.cm-aveiro.pt/Forms/Highlights.aspx.
O verbo ir, hoje, tomou direcções diferentes. Perdeu-se o espírito de tertúlia, perdeu-se o hábito de sair de casa para conviver e, naturalmente, também a envolvente destes espaços que tinham uma frequência regular de pessoas, se ressentiu. É o que sucede na Avenida.
E, na minha opinião, a culpa não se pode encontrar apenas nos novos espaços comerciais da periferia que vieram naturalmente mudar a forma de vida dos aveirenses.
É necessário questionar e compreender os novos hábitos das pessoas para que se possam adaptar a esses novos hábitos, novas realidades culturais, comerciais, residenciais e de mobilidade. Quando soubermos aquilo que os Aveirenses anseiam então podemos partir de uma forma mais segura para fazer uma Avenida para o século XXI.

A ler!


A não perder a entrevista de António Lobo Xavier ao i deste sábado. ALX de regresso em grande entrevista a Maria João Avilez. Uma entrevista para ler com atenção, enquanto se espera por mais...

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Problema que nunca foi resolvido

Podia não se apreciar o estilo do homem ou mesmo a sua música, mas os videos eram espectáculos a sério.
Fica este como memória e como lembrança de um problema que ficou por resolver.

Plano Estratégico

Estava eu a ler uns comentários na net sobre o negócio PT/TVI e fez-se luz.
O plano estratégico da PT está bem delineado.
Objectivo: proporcionar uma oferta mais completa aos seus clientes de conteúdos, os Meos.
Forma de conseguir: oferecer-lhes o canal a que ainda não têm direito.
Qual? A TVI24.
Os Meos agradecem penhoradamente e, já agora requisitam também, o Porto Canal, a RAI e mais alguns canais a que ainda não temos direito.

ARQUIVADO!

O caso só poderia acabar assim. João Miguel Tavares viu o processo que Sócrates lhe instaurou ser arquivado.
Na sua fase “animal feroz”, este foi um dos actos de Sócrates para intimidar a imprensa, para sublinhar uma tentativa clara de controlo pelo medo. O famoso princípio do “quem se mete connosco, leva”.
Mais uma vergonha para o primeiro-ministro que, nesta nova fase da sua vida, deve ter encarado o resultado deste processo com a maior humildade...

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Data das Eleições

O Presidente da República recebeu hoje os partidos para os auscultar quanto à data pretendida para as eleições legislativas.
A discussão em aberto, mais do que sobre a data efectivamente pretendida, versa sobre a possibilidade de as legislativas serem ou não em simultâneo com as autárquicas.
Apenas o PSD assume a opinião que as eleições devem ser em simultâneo.
De entre os argumentos contra a simultaneadade das datas, um dos mais ouvidos é o de que os eleitores podem ser levados à confusão se, no mesmo dia, tiverem que escolher os deputados do seu distrito, o presidente da câmara, os deputados municipais e o presidente da junta de freguesia.
Acontece que, desde que há eleições livres em Portugal, as eleições autárquicas promovem a eleição de 3 orgãos diferentes na mesma data e, que me lembre, nunca ouvi dizer que os eleitores se enganaram em quem iam votar.
Reparem, por exemplo, nos resultados da Freguesia da Vera-Cruz, em Aveiro, nas autárquicas de 2005:


O PS ganhou a câmara e a junta, mas perdeu a assembleia municipal. E, neste último órgão, teve cerca de 500 votos a menos do que aqueles conseguiu para a câmara, num total de 4000 eleitores.
Prova-se assim, na minha opinião, que os eleitores sabem muito bem o que está em causa no momento do voo.
Por isso, neste caso, sou contra a opinião do CDS, pois entendo que as eleições devem ser todas na mesma data, colhendo o País o benefício económico de se reduzir o tempo de campanha eleitoral e de não estar mais de um mês a discutir eleições.

San Joom II


Cabrito "tarrincho" com alecrim. 2 sardinhas. Doçaria conventual. Bailarico em Nevogilde. 2 bandas pimba. Conversa aos gritos com os amigos entre o barulho das 2 bandas pimba. 27 marteladas desesperantes. Missão cumprida!

Para onde vamos?


Devias fazer aquilo que te faz feliz. Não podes preocupar-te tanto com os outros. Pára de pensar em seguir sempre o que está correcto. São conselhos destes que ouvimos cada vez mais. O princípio do duty before self caiu irremediavelmente em desuso.
Perdeu-se o sentido de reserva, de intimidade, a reflexão faz-se com os muitos amigos superficiais que estão sempre prontos a largar um chorrilho de banalidades para afagar o potencial mal-estar dos nossos egoísmos.
Se largamos a namorada na esquina, já o deveríamos ter feito, era um peso que nos impedia de evoluir. Se deixamos os filhos para trás, é melhor para eles saberem que o pai está feliz e realizado. Se um amigo nos critica, é inveja, frustração. Se negligenciamos os pais, é o supremo direito ao nosso espaço. Se nos endividamos, a culpa é da banca.
É mesmo assim, só estamos no caminho certo quando decidimos em função do nosso prazer, do nosso sucesso, da nossa conveniência. Se sentirmos uma pitada de dúvida, há sempre um amigo do ginásio ou do reiki que entre duas cigarradas e três banalidades de ocasião nos cita o Paulo Coelho e nos reconduz ao caminho certo.
O caminho certo é o “nosso caminho”, um passeio onde vamos trocando de companhia ao sabor do momento, onde trabalhamos uma ideia de passado agradável sem lugar para os que nos foram alguma vez inconvenientes, onde o futuro será sempre risonho porque os únicos que dele farão parte são os tais que nos dizem o que queremos ouvir.

Para onde vamos?

Agentes muito especiais


A CIA está a recrutar novos agentes entre as mentes brilhantes de Wall Street. Os chamados golden boys são aliciados em anúncios para o serviço de defesa do estado. É uma novidade; procura-se os que não deram conta a tempo do crash, para, a partir de agora, perscrutarem a situação em todo mundo. Assim uma coisa tipo pôr o Dr. Constâncio a trabalhar no SIS, na investigação e controlo... Oooops.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Biba o San Joom, carago

fotografia "emprestada" por http://cidadesurpreendente.blogspot.com/

Hoje é noite de sardinha, vinho e cerveja qb+++, manjericos, alhos-porros, martelinhos, fogo de artifício e muitos balões no ar.

O maior da minha rua!


Pode alguém ser quem não é? Aparentemente, sim.
Damos uma vista de olhos pelas redes sociais e ficamos impressionados. Se no Hi5 não há quem não inflacione as maminhas com o famoso push-up, já no Linkedin são muitos os que introduzem os mais variados upgrades no seu historial de vida. Concluindo, é difícil encontrar fotografias de gente com óculos de dez dioptrias e canudos de escolas mais manhosas.
O que me intriga é o mecanismo mental associado a esta atitude, esta transição dos mecanismos mentais do chat para as redes sociais. No chat podíamos construir um personagem e sermos primos do Clark Kent, não havia problema, dificilmente se descobriria. A nossa interlocutora era tal e qual a Sharon Stone e assim se construía uma mundo de alter-egos, sem tradução real, uma teatrada que viciou muita gente e desiludiu outra tanta.
Nas redes sociais a coisa impressiona porque há uma cara e um nome, há factores de identificação concretos e facilmente se percebe o embuste. Rapidamente se descobre que a menina se fotografa sempre de boca fechada para escapar a comparações equídeas, que o jovem dinâmico e empertigado não andou na FEUP e conclui o ISEP com custo e anos de sobra; que o técnico de expedição postal é o mesmo carteiro de sempre.
O Portugal real vive em bicos de pés. De relógio falso no pulso, roupinha contrafeita, e cartão dourado para exibir. O dinheiro dos livros vai para o telemóvel de última geração, o dos legumes para o fast-food do shopping.
Agora, o Portugal das redes sociais, esse sim, enche-nos de orgulho! Um paraíso na terra!

A Paz

Confesso que precisei de tempo para digerir o último Conselho Nacional do CDS. Fui dos que defendia um gesto grande de Portas para Ribeiro e Castro. No entanto, as feridas ainda abertas sangram com o acto consumado.
Nem sempre conseguimos separar a racionalidade política da emoção. Damos por nós entusiasmados com uma ideia e amargurados com a sua concretização. As relações dentro do partido são como uma grande família, vão deixando um lastro de afectos, de mal entendidos e ressentimentos. Apagar tudo num curtíssimo espaço de tempo é difícil e raramente sincero.
Não sei como reagiria se estivesse na pele do Alvaro Castello Branco, esta é a verdade. Mas, o gesto de Paulo Portas deve fazer-nos reflectir a todos. A aceitação de Ribeiro e Castro não é só uma bofetada nos precipitados que partiram, é motivo de análise ponderada para os seus apoiantes e opositores.
Portas e Castro protagonizaram um acto de reconciliação raro no partido, pondo o interesse da instituição acima das questões pessoais; estão ambos de parabéns. Cumpre agora a todo o CDS ultrapassar as “coisas” do passado e buscar um futuro maior.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Late in the evening sunday bluzzzz....

De regresso, e sempre, aos Doors. Uma raridade para fechar o fim de semana. Génio puro!

Domingo, 21 de Junho de 2009

Casual, ma non troppo


Os que me conhecem sabem que, sempre que as circunstâncias o permitem, evito o uso da gravata.
Por isso, compreendo que muitos outros o façam também.
Agora, que um Ministro vá a uma inauguração de um investimento de polo e blazer... essa penso que nem se fosse um complexo dedicado ao turismo o justificaria.
Mas na nova versão do governo português suave, já dá para tudo.

Chegou o Verão

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Carlos Candal

Faleceu Carlos Candal.
É uma daquelas notícias sobre a qual não apetece escrever. Infelizmente é a lei da vida.
Vou ter saudades daquele "falar grosso" na AM, que sendo sentido e apelando ao íntimo das suas razões, nunca, das vezes que o ouvi, senti que fosse ofensivo para alguém.
Tomaram muitos, dos que apenas conseguem falar "fininho", ter 10% da capacidade que Carlos Candal tinha para argumentar.
E quando era necessário dar razão aos que se lhe opunham, tinha a capacidade para o fazer sem ressentimentos.
Aveiro sentirá a sua falta.

Autoeuropa


Quando se lêem declarações de um dirigente sindical a apelar principalmente ao bom senso e a manifestar muita preocupação pelo resultado do plenário, é caso para perguntar o que é que estes trabalhadores pretendem?
Numa situação como a que atravessamos, em que o sector automóvel é um dos que está mais vulnerável, não se justificaria algum sacrifício por parte dos trabalhadores para salvaguardar os seus postos de trabalho?
E se a VW for embora ou diminuir a sua força de trabalho, será justo que aqueles que votaram contra o acordo venham a receber subsídio de desemprego pago por todos nós?

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Quando a Enguia se antecipa ao Parlamento

Há uns dias atrás manifestei aqui a minha surpresa com uma fotografia recebida por mail. Não sei se foi apenas o Enguia que divulgou o assunto ou se mais alguém o fez.
Acontece que ontem o assunto chegou ao Parlamento.
E isto prova que a blogosfera ajuda (e muito) quem tem que fazer oposição ou quem tem que governar.
Qualquer dia temos que começar a pedir umas ajudas de custo...

Hommage a Lino ou la sagesse de jamais dire jamais

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

O Porto é uma naçãoee...


Pois é abriu ontem, aqui no Porto, o SEALIFE. Uma espécie de Oceanário, à nossa medida. É que nós também temos direito de "atirar migalhas ao peixes."
São estas pequenas coisas que tornam a nossa cidade um local aprazível, digno das cidades cosmopolitas. O Porto é minha cidade de adopção e, cada vez mais, gosto de viver aqui. Ainda não consigo vibrar com as vitórias do Dragão, mas adoro percorrer a Foz, a Baixa e a Ribeira e descobrir, por trás da aparente rudeza, uma cidade de pequenos encantos, acolhedora e verdadeira.
Entretanto, os tripeiros, esperam com ansiedade pela grande noite em que o céu fica coberto de pontos luminosos que dançam entre as estrelas. É o nosso S. Joãoee..! CA...!

E BIBA o PORTO.

Diário da República

Tem sido feito um esforço pelos diversos governos em desmaterializar alguns elementos que sempre nos habituámos a ver em papel.
É o caso do Diário da República, cuja consulta e acesso grátis e universal através da internet são de realçar.
No entanto, alguém se terá esquecido de um pequeno pormenor.
Se, numa edição em papel, podia fazer sentido a disposição tradicional do DR em 2 colunas, agora, na versão electrónica, esse layout não faz qualquer sentido, só contribuindo para dificultar a sua leitura.
É pois necessária a criação de uma comissão de sábios, com o pagamento das respectivas ajudas de custo e demais mordomias, para que estudem de um modo aprofundado o novo layout para o DR do século XXI.
Os leitores agradecem.

Irão


Os dias que se vivem no Irão trazem-nos à memória uma coisa velhinha do Sérgio Godinho:

Aprende a nadar companheiro,
Que a liberdade está a passar por aqui...

Os numeros da tragédia


Há alturas da vida em que detesto ter razão, esta é uma delas. Sempre acusei os abortistas victoriosos de pactuarem com o negócio da morte, de contribuirem para o aumento anunciado do flagelo do aborto. Fui na altura chamado radical, comparado aos pro-lifers mais absolutos dos Estados Unidos, os que atacam à bomba clinicas de aborto. Não advogo a violência como forma de terminar outra violência, mas, sim, sou radical na defesa da vida, aqui não há meios termos.
Os numeros divulgados ontem pela Lusa devem cobrir o país de vergonha e de culpa. Não vale assobiar para o lado. 25% de aumento do numero de abortos este ano em Portugal. É verdade, o aborto, depois de livre, não cessa de aumentar. Os abortistas sabiam que assim seria, mas mentiram sem pudor nem moral.
Onde são feitos a maioria destes abortos? Na Clinica dos Arcos. Clinica da morte privada, mega negócio que recebe os abortos enviados pelos hospitais públicos, pagos com o nosso dinheiro. Mais uma vez, infelizmente, tivemos razão quando denunciamos este negócio macabro. Mais uma vez, os abortistas compactuaram, esconderam e mentiram.
Mais 25%. Um aumento trágico que ensombraria a consciência dos defensores do aborto, se a tivessem...