terça-feira, 31 de Março de 2009
Improvável
Fantochada

Rali de Portugal
Relembrando o tempo em que os ralis eram provas a sério, com pilotos a sério e em que o público era inconsciente qb, aqui ficam algumas imagens saudosistas do tempo do Fiat 124 Abarth, do Fiat 131 Abarth, do Lancia Stratos, do Lancia Rally 037, do Peugeot 205T16, do Audi Quattro, mas também de Sintra, Fafe ou Arganil.
E ainda há quem diga que o Tuga só gosta de bola.
Estamos cheios de saudades dele
Os Aveirenses estam cheios de saudades dele...
Sofá sem rodas
Afinal, a montanha pariu um rato.
O sofá vai continuar sossegadinho no canto da sala e a permitir umas belas sestas.
E a IKEA continuará apenas a vender aquilo que domina: mobiliário e decoração.
Descaradamente

Mais um ensurdecedor silêncio...
segunda-feira, 30 de Março de 2009
O principio do fim da maioria absoluta?
Mas será que quando o primeiro ministro vai á ópera, é suposto esperar pela sua chegada e retardar o início do espectaculo até que ele esteja bem sentado no seu lugar? Obviamente NÃO.
Por isso, o que se passou no CCB foi pura e simplesmente uma falta de respeito de Sócrates pelos concidadãos, que, indignados reagiram em conformidade pateando a entrada em cena – no camarote VIP – do cidadão primeiro ministro e respectiva namorada.
Uma reacção justa e á medida, portanto.
Convenhamos que esta mania de Sócrates se ter em alta conta e se considerar bem acima dos demais concidadãos é directamente proporcional á sua enorme intolerância e irritação face a noticias incómodas e opiniões críticas, e aos esforços que desenvolve para condicionar e intimidar o exercício do direito a informar dos jornalistas, o exercicio correcto do poder judicial, e para condicionar empresas e instituições aos interesses partidários e eleitorais.
A julgar por aquela vaia, parece que finalmente os eleitores se dão conta e se mostram fartos da sobranceria oca de José Socrátes.
Aquela vaia foi um sintoma e um bom ensaio para as eleições que se avizinham.
Mais um sucesso da era Zapatero!
Se dúvida houvesse...
Noticiado há 10 minutos na imprensa espanhola:El presidente de Acai trasaladó a Aído que más allá de las 24 semanas se dan casos de malformaciones de fetos que "también deben de tener solución". Señaló que 24 semanas es un tiempo insuficiente para tomar la decisión de interrumpir un embarazo de forma voluntaria puesto que después de este tiempo son "las mujeres más vulnerables" las que interrumpen su embarazo."

Vida

domingo, 29 de Março de 2009
A CURA!

...
Liberdade de escolha
Para quem não é masoquista, aqui fica uma insuperável alternativa à selecção de Queiroz. Menos acção, mas infinitamente mais beleza.O lugar do sonho

sábado, 28 de Março de 2009
En Castellano II
En Castellano
Falta de educação

E, uma das coisas que me parece que Portugal também necessita para poder encarar um futuro melhor, é que quem nos governa seja, além de tecnicamente competente, educado.
O que não acontece nem com José Sócrates nem com a maior parte do seu Governo.
sexta-feira, 27 de Março de 2009
As minhas músicas - 21
Depois de alguns meses sem sons, retomo as minhas músicas.
Desta vez com um pequeno salto a Espanha.
País cuja música é pouco divulgada em Portugal, mas que tem alguns autores que bem que poderiam ser mais conhecidos no nosso País.
Palabras, de Patxi Andion, traz-me sempre à memória o pior momento da minha vida, há mais de 30 anos. Era uma música que ouvia frequentemente e que, apesar das tristas memórias desse momento, continuo a apreciar.
Sabujices
Lula mesmo

quinta-feira, 26 de Março de 2009
A Igreja de Bento XVI

Ainda acerca dos ecos da viagem do Papa a Africa, acho incrível como os media praticamente passaram ao lado das palavras duras e frontais de Bento XVI proferidas na cara de José Eduardo dos Santos, condenando a corrupção, a fome, a violação reiterada dos direitos humanos. A atenção geral centrou-se unicamente na divulgadíssima frase do Papa sobre o preservativo que "agrava" o problema da sida. Não se falou doutra coisa, e na memória de todos o saldo final da visita do Papa a Africa fica por aí.
No entanto, também me parece claro que a chuva de críticas de que o Papa foi alvo por causa daquelas palavras não tem origem apenas na proibição do preservativo, antes entronca no problema mais vasto da proibição do uso de todos os métodos anticoncepcionais artificiais determinada pela Igreja Católica. Refiro-me á doutrina "oficial" consagrada no Catecismo da Igreja Católica, e á encíclica Humanae Vitae, que, como é bem sabido, considera moralmente inaceitável e proíbe o recurso pelos casais católicos aos metodos artificiais de regulação dos nascimentos, incluindo a pilula, o preservativo, o DIU, etc.
A meu ver, a raiz de todo aquele alarde pode resumir-se nas palavras certeiras de um activista camaronês: "O Papa vive no céu, mas nós vivemos na terra."
É que, de facto no que concerne á moral sexual, a Igreja Católica fala para o céu, num registo de dogma intransigente, e paralelamente fala para a terra, num registo mais flexível e mais humano.
Por outras palavras: no que concerne p. ex. ao controle da natalidade, a Igreja Católica não tem uma única posição, tem duas:
Por um lado, temos a posição "oficial" da Igreja de Bento XVI que vive e fala para o céu, proibindo inflexivelmente o recurso a todos os métodos contraceptivos artificiais (aos cépticos desta doutrina oficial, recomendo desde já a consulta dos pontos n.º 497, 498, 499 e também n.º 492 do Catecismo da Igreja Católica ).
E, paralelamente há a outra a Igreja "da terra" que, pela voz de sacerdotes católicos, sérios e empenhados, aprova indubitavelmente e sem problemas o recurso pelos casais á pilula ou ao presevativo como método para regular e espaçar os nascimento . Esta Igreja "da terra", feita nas paróquias e nos Movimentos católicos, como as ENS e os CVX, não nos prega a "abstinência", mas sim o sentido de responsabilidade numa vida sexual correctamente assumida.
É nas divergências entre a Igreja do céu e a Igreja da terra que está a questão.
Além disso, as divergências entre a Igreja do Céu e a Igreja da terra não se resumem á contracepção, são bem mais vastas. Há muitas outras situações da vida em que a Igreja de Bento XVI diz "NÃO" e a Igreja "da terra" diz "sim".
Tal é o que acontece a propósito do recurso á procriação medicamente assistida (PMA) por casais inférteis. Recentemente o Vaticano emitiu o documento Dignitas Personae que proíbe totalmente, seja em que circunstâncias for e sem excepções, o recurso a técnicas de PMA que impliquem a fertilização in vitro, fora do corpo da mulher. Pois a Igreja "da terra" pela voz de sacerdotes católicos (jesuítas e dominicanos, que auscultei) consente aos casais inferteis o recurso á fertilização in vitro, recomendando somente a redução do numero de embriões, no sentido de evitar os excedentários.
Também a situação dos divorciados recasados obrigatoriamente arredados da comunhão e dos sacramentos é fonte de controvérsia entre a Igreja "do céu" e a Igreja "da terra": vide as 2 excelentes crónicas de Frei Bento Domingues o.p. no Público, nos dois ultimos Domingos.
Sobretudo, o que mais choca é que a a Igreja de Bento XVI centra o seu discurso na defesa intransigente do dogma e da tradição, e transmite uma imagem de Igreja intolerante, desligada dos problemas quotidianos das pessoas do nosso tempo. Pior, de uma Igreja afastada do ser humano, e até insensível ao sofrimento humano associado a algumas das situações referidas, quando o pilar do cristianismo é o amor, a caridade, e a compreensão do humano.
Por isso, a única conclusão possível para estas minhas reflexões é pedir ao Papa que desça do céu e venha á terra, e á Igreja da terra. Peço ao Papa que desça ao encontro de todos os casais católicos que (e são a maioria) recorrem á contracepção, á pilula, ao preservativo, venha ao encontro dos casais inférteis que querem ter filhos biológicos e procuram a PMA, e que não afaste dos sacramentos os divorciados recasados e tantos outros filhos de Deus aturdidos e aflitos que procuram a Igreja com os problemas da terra, porque não vivem no céu.
O circo está de volta
Ano novo, regras novas, incerteza total, pelos menos a julgar pelos resultados dos treinos efectuados até hoje.
Para quem gosta, aqui fica um bocadinho de serviço público.
Sofá com rodas?

Legoland

Alarmismos

"Tráfego aéreo mantém tendência de abrandamento. O tráfego aéreo continua a cair."
Shanty Towns

Nos Estados Unidos, chamam-lhes Shanty Towns, são verdadeiras pequenas povoações que surgem repentinamente compostas de sem-abrigos. As tendas tipo igloo são a solução mais fácil, mas há também micro-contentores em aglomerado de madeira.
Assim vai Portugal

quarta-feira, 25 de Março de 2009
Pena dizer-se aveirense...

Educar I

1º O casal vem primeiro, e os filhos depois. Se os pais estão bem um com o outro, se estão unidos e se valorizam o casal como a força fundadora da sua família, os filhos vão estar melhor ainda.
2º As crianças não se desenvolvem apenas com amor. É necessário colocar limites e assumir a autoridade que o papel de pais nos dá. Só assim as crianças crescem e se tornam indivíduos sociais e sociáveis, capazes de pensar nos outros.
3º A frustração é essencial para a educação das crianças. O papel dos pais não é seduzir os filhos, dar-lhes uma imagem de uns companheiros fantásticos, mas educá-los. Frustrá-los é absolutamente necessário, indispensável para que venham a ser pessoas realizadas e felizes.
Ainda não li o livro todo mas parece muito bom. Gostei do que disse. Termina a sua entrevista com uma explicação fantástica sobre as causas da actual crise económica: “O que não tenho dúvida nenhuma é que a crise económica foi provocada por indivíduos mal educados! Pessoas que continuaram em adultos a comportarem-se como uma criança que acredita estar sozinha no mundo e ser o centro do universo. Um bebé adulto que mete tudo ao seu bolso, sem pensar nas consequências para os outros…”
O problema destas pessoas é que como foram “Mal-Educadas” foram incapazes de desenvolver a Empatia tão necessária para sentir compaixão pelos outros.
Educar II
terça-feira, 24 de Março de 2009
A Cadeira


Taxa de Recursos Hídricos
Sinais de esperança

segunda-feira, 23 de Março de 2009
Será que ele pensa no que diz?
Agora parece-me que anda por aí muita gente, que, fruto dos lugares que ocupa, deveria ter muito mais tino e pensar antes de falar.
Vem isto a propósito das declarações do Secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, que podem ver neste documento.

Diz o cavalheiro que a candidatura serve para rentabilizar estádios. Segundo o dicionário online da Priberam, rentabilizar siginifica produzir rendimento, tornar financeiramente vantajoso, tornar lucrativo ou rentável ou tornar produtivos os recursos disponíveis.
Sabendo que Portugal dispõe de 10 estádios construídos para o Euro 2004, poderia entender-se segundo as declarações de Laurentino Dias, que esta candidatura iria servir para rentabilizar os estádios que não são rentáveis, e que todos sabem ser Bessa, Aveiro, Coimbra, Leiria e Faro até porque, ainda nas mesmas declarações, afirma que o Governo só apoia a candidatura se não houver mais investimento em estádios de futebol.
Aqui chegados, vamos consultar a carta-convite que a FIFA enviou às Federações de Futebol a propósito deste Mundial.
Logo no segundo parágrafo desta carta, são referidas as condições necessárias para a candidatura, no que aos estádios diz respeito: "...aproximadamente 12 estádios com uma capacidade mínima de 40000 lugares para os jogos dos grupos e 80000 para os jogos de abertura e final...".
Quer isto dizer que os estádios que Portugal precisa de rentabilizar não se enquadram nestes requisitos, e apenas os estádios da Luz, de Alvalade e do Dragão servem mas só para os jogos de grupos, ou seja, os estádios que mais jogos têm, que mais capacidade têm de angariar outros eventos, seja pela sua localização, seja pela sua dimensão, são os estádios que Portugal tem para apresentar nesta candidatura ibérica.
Mas não ficamos por aqui.
Estando definidos os estádios, como pode um responsável do Governo afirmar que não se vai gastar mais dinheiro neles?
Quem pode garantir que daqui por 9 anos aqueles estádios ainda estão em condições de receber um evento destes?
Quem pode garantir que daqui por 9 anos as exigências técnicas e de segurança para um Campeonato do Mundo possam ser cumpridas nestes recintos?
Isto para já não falar em tudo aquilo que não tem directamente a ver com os estádios ou com o investimento privado na construção e renovação do parque hoteleiro mas que um caderno de encargos deste tipo certamente comporta em termos de infraestruturas de comunicações, telecomunicações, segurança, instalações hospitalares, etc.
É certo que estes não são investimentos em estádios de futebol, mas, se não fosse este evento e na perspectiva da nossa candidatura poder vir a ser a vencedora, será que seriam necessários?
Não li em nenhum órgão de comunicação qualquer "desmontagem" destas declarações. Aparentemente está tudo de acordo com o raciocínio de Laurentino Dias. Ou será que não convém contrariar Sua Excelência?
Acham isto normal?

O Sr. Provedor
domingo, 22 de Março de 2009
Memórias recentes
sábado, 21 de Março de 2009
Assim não vale a pena

Apesar de o Benfica ter ganho, o que é sempre motivo de satisfação e de o Quim ter mostrado que lhe fez bem estar parado uns meses, cada vez menos me apetece ver o futebol português.
Angola

sexta-feira, 20 de Março de 2009
África minha

Disparates

As gralhas, coitadas, que nos jornais ou nos nossos textos lá vão aparecendo;
Os erros ortográficos e gramaticais, que cada vez mais nos vão aparecendo;
E, principalmente, os erros da falta de revisão dos textos, que me parecem demonstrar que não há quem faça uma revisão a um jornal antes de o mesmo ser editado.
Reparem na notícia da edição de ontem do Diário de Aveiro (clicar na imagem para aumentar).
Começo pelo título "Bactéria "H. pylori" infecta três terços dos portugueses". Será que ninguém reparou que três terços é igual à unidade? E que a unidade, em termos percentuais, corresponde a 100%? Ou seja, estamos todos infectados. Não há nem sequer um português que possa dizer, eu não estou infectado.
DRENem isto já, sff!

Diário de Notícias

Vá dar uma espreitadela aqui.
Nuestros hermanos
Em Espanha o Governo aceita discutir propostas de outros partidos, que, após algumas alterações, são aprovados por unanimidade.
E são alterações que têm reflexos imediatos na vida das pequenas e médias empresas.
Por cá, vamos esperando.
Teorias da conspiração
Gran Torino

quinta-feira, 19 de Março de 2009
O CDS e a Europa

Dia do pai II
quarta-feira, 18 de Março de 2009
Monoblocos

Segundo a (ir)responsável da DREN, os alunos de Barqueiros têm aulas em monoblocos!
Já alguma vez viram um porta-monoblocos a manobrar em Leixões?
Mas há mais.
Ainda segundo a mesma cavalheira, há milhares de monoblocos em escolas de todo o País, devido às obras em curso. Ora milhares significa que serão, no mínimo, 2000 as salas de aula a funcionar em monoblocos. Era interessante saber a sua localização para termos uma ideia mais precisa das obras que decorrem no parque escolar e que obrigam a estas soluções transitórias.
Aveiro
A partir deste momento está lá o link para Os Amigos d'Avenida, uma plataforma aberta de discussão sobre Aveiro.
Eficácia

Num3ros
"Relatório revela epidemia de HIV e sida na capital dos Estados Unidos
18.03.2009, Rita Siza, Washington
Três em cada dez habitantes com mais de 12 anos na cidade de Washington, capital dos Estados Unidos, estão infectados com o vírus HIV ou sofrem de sida, concluiu um estudo epidemiológico do Departamento de Saúde local. Mas de acordo com organizações locais que trabalham com a doença, a estimativa oficial peca por defeito, e população infectada pode ultrapassar os cinco por cento."
A carga pronta e metida nos contentores

terça-feira, 17 de Março de 2009
Qualquer pai, estou certo, trocaria a sua própria vida pela do bebé que desamparou. Hoje, o dilema maior é que os nossos filhos precisam que lhes dediquemos tempo que tenha tempo – justamente aquilo que o incessante redemoinho em que vivemos não consente.
Chico Buarque, no ‘Pedaço de mim’, cantou que "a saudade é o pior tormento, é pior do que o esquecimento (…) a saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu". Aquele pai de Aveiro vai sofrer o castigo mais penoso que existe. Espero que a Justiça não tente agravar-lhe o suplício - porque seria inútil e apenas cruel."
CAVACO e a Lei de Gresham...

E ninguém corre com estas duas de vez???

Junta desmente que pais tenham dado autorização à concentração de ciganos
O secretário da Junta de Freguesia de Barqueiros, António Cardoso, garante que o comunicado da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) sobre a concentração de alunos ciganos numa só turma na escola EB1 de Lagoa Negra, Barcelos, “é uma farsa”. O autarca põe em causa o acordo que a DREN afirma ter estabelecido com matriarca da comunidade cigana que, entretanto, também já hoje lhe desmentiu este entendimento.
Apartheid

A não perder
segunda-feira, 16 de Março de 2009
EUA vs PORTUGAL
O Príncipe Verde

domingo, 15 de Março de 2009
Fotocópias

Pelo menos a acreditar nesta notícia do Público.
Castro e a Europa

sábado, 14 de Março de 2009
Pequeno apontamento (pessoal)...
Sófocles, in “Acrísio”
To whom it may concern…
E depois do adeus...


Boa notícia
sexta-feira, 13 de Março de 2009
Tudo bons rapazes II

Certezas

quinta-feira, 12 de Março de 2009
A acabar o dia...
Tudo bons rapazes


W. Somerset Maugham
Semi-simplex
Assim, e de acordo com a notícia, o número de eleitores recenseados é superior à população residente, o que não deixe de ser mais um feito fantástico deste Governo.
Um outro dado da mesma notícia, mas não disponível online, é que o Distritos de Aveiro, Porto, Braga e Vila Real ganham mais um deputado cada um, enquanto que Coimbra e Castelo Branco perdem um cada e Lisboa 2.
O peso do Norte é reforçado mas parece-me importante salientar que, com excepção do Porto, os Distritos "ganhadores" são aqueles com universidades recentes e onde há muitos estudantes que optam por passar a residir ao terminarem a carreira académica.
Rádio Comercial

Continua a ser a estação da minha preferência, especialmente naquela hora difícil entre o despertar e o começar a trabalhar, em que a "loucura" do Programa da Manhã me faz melhor que 2 cafés.
E não esqueço aquele programa que me ensinou a gostar de alguma música que ainda hoje é, na minha opinião, a boa música. Falo do Rock em Stock, grande companheiro das tardes de estudo.
Monument

quarta-feira, 11 de Março de 2009
No Blasfémias
Os nossos novos amigos

Literatura Juvenil
Já quanto a Hergé e o seu Tintim, As Sete Bolas de Cristal, será que o cristal é da Baviera?
Angola foi nossa...
Os últimos 120 anos foram de intensa transformação. Os nossos avós assistiram a duas guerras mundiais, a novos mapas da Europa e do mundo, ao homem na lua. Os nossos pais, e nós próprios, habituamo-nos a um desenrolar da história cada vez mais rápido e surpreendente. terça-feira, 10 de Março de 2009
As pontes (ponto)
Uma vez mais com uma justificação fabulosa, "esta medida não distorce, de forma alguma, a concorrência entre Portugal e outros países".
Pois não, senhor ministro.
Mas será que esta medida não distorce a concorrência entre empresas de Almada e Alcochete que operam na zona de Lisboa (pagam 5% de IVA nas portagens e uma das passagens é de borla), e, por exemplo, empresas de Santa Maria da Feira ou de Famalicão que operam na zona do Porto, que pagam o IVA a 20% e a portagem nas duas viagens?
Provavelmente não, a malta aqui de cima é que tem a mania da perseguição.
Das três virtudes teologais, a maior será a caridade...
Desabafo
segunda-feira, 9 de Março de 2009
As pontes (cont.)
Para não prejudicar muitos milhares de portugueses - aqueles que usam as pontes de Lisboa - prejudiquem-se alguns milhões que são todos aqueles que não usam as pontes.
Isto sim, é governar.
Regulador ou talvez não
Na altura, antes ainda dos casos BPN e BPP, poucos estaríamos à espera que a realidade fosse muito pior do que aquilo que se pensava.
Mas temos sempre ouvido o Governador do BdP dizer que a instituição a que preside não podia fazer mais, etc., etc.
Hoje, O Sol dá relevo ao papel que o BdP vai começar a assumir enquanto verdadeiro regulador do sector bancário pelo menos ao impor o seu parecer prévio à publicidade de certos produtos bancários.
Resta saber qual a razão de só agora o BdP ter passado à acção. E não me parece que restem muitas dúvidas que só agora o faz porque nunca se preocupou com este aspecto da vida real que afecta tantos milhões de portugueses e só sob pressão é que esta entidade faz algum trabalho.
As pontes
Como é do conhecimento geral, para circular naquelas pontes é necessário pagar portagem quando se entra em Lisboa. E essa portagem é tributada à taxa reduzida de IVA, tal como outros bens essenciais como os alimentares, os medicamentos ou os livros.
Acontece que quem circula em todas as outras estradas portajadas em Portugal tem de pagar o IVA a 20% e não a 5%, havendo aqui um claro favorecimento dos habitantes da Grande Lisboa.
Toda esta conversa a propósito de pontes e portagens tem a ver com algo que ouvi num noticiário da rádio esta manhã.
Reúne-se hoje o Conselho de Ministros das Finanças da Comunidade Europeia para discutir algumas propostas de redução das taxas de IVA na contrução e na restauração. E o nosso Governo ameaça vetar estas propostas se os outros países insistirem na tributação das portagens das pontes do Tejo à taxa normal de IVA.
Ou seja, temos um Governo que se preocupa em defender uma minoria de cidadãos, não se preocupando com aquilo que as medidas em discussão podem trazer de positivo à economia nacional e que aproveita esta situação para chantangear os nossos parceiros europeus.
domingo, 8 de Março de 2009
MILK
Fui finalmente ver o Milk. Foi difícil, mas valeu a pena.Começando pelo princípio, o filme abala sem piedade os que, como eu, se acham tolerantes e nada homofóbicos. Há uma simpática facilidade em enterrarmos a nossa homofobia latente quando ligamos a homossexualidade a personagens românticas como Antoine Blanche ou Sebastian Flyte, a homens do calibre de Summerset Maugham, a casais do gabarito de Saint-Laurent e Pierre Bergé. Têm uma allure alternativa, o charme do mistério, mas o mais longe que vamos é imagina-los a discutir a compra de um Basquiat, a trocar petit-fours em robes de seda num riad de Marrakesh ou, ao limite, a dançarem Gloria Gaynor frívolos num bar de South Beach. Convenientemente, nunca ultrapassamos a porta do quarto, o que nos permite ser civilizados e abertos.
Nos primeiros minutos do filme, há uma cena de engate nas escadas do metro, beijos na boca e uma cena de sexo. Num ápice, viramos a cara, sentimo-nos desconfortáveis e lá se vai o nosso lado politicamente correcto. Quando se trata de Sean Penn, um tipo duro que admirávamos, a coisa torna-se ainda mais difícil.
Gus Van Sant filma a realidade nua e crua, sem rodeios nem falsos moralismos; a cor, o grão, o movimento de câmara, oscilam entre o biopic e o documentário. Sem romantismo, mostra-nos um Milk que se assume como uma "bicha", manipulador, frio quando necessário, ambicioso e promíscuo. Um homem que foge de uma cidade por falta de coragem para assumir a sua condição e que, chegado a uma nova cidade, vê a oportunidade de criar uma nova vida de sucesso às custas da condição que o fez fugir. Milk é o político em estado puro, vê uma oportunidade e agarra-a; vê uma possível comunidade e lidera-a, organiza-a, dá-lhe dimensão e espaço. Tem uma noção perfeita da mensagem e do tempo, do poder da rua e da força dos media. Pragmaticamente, troca amigos por oportunidades (viria a custar-lhe a vida), princípios por eficácia.
Até agora, parecerá que detestei Harvey Milk. Nada mais errado. O facto de Gus Van Sant nos mostrar o homem real, coisa inédita nas análises biográficas, não retira a Milk o mérito de ter lutado por uma causa que precisava de um líder, de ter ajudado uma comunidade incompreendida e, muitas vezes perseguida.
Vemos hordas de gente muito diferente de nós, com modos de vida alternativos ao nosso, mas, ainda que o diferente nos assuste, falamos de gente que tem direito ao seu lugar no mundo, a ser respeitada e a ser protegida de qualquer tipo de discriminação; afinal, essa coabitação em respeito mútuo permanente é o mínimo exigível a quem se tem por humano e civilizado.
Do outro lado, surge a América hiper-conservadora e ultramontana, moralista e hipócrita; os fariseus que tanto incomodaram o próprio Reagan e estiveram na base da perdição de George W.. Eles ajudam-nos a perceber a estupidez da exclusão, a sobranceria da intolerância, a arrogância da pretensa superioridade moral. Dão-nos vontade de marchar ao lado de Milk!
É um filme a ver, uma obra que nos confronta com a nossa posição perante a realidade e não perante os estereótipos confortáveis de que nos socorremos frequentemente. É a constatação de que não temos de gostar de determinada realidade ou circunstância para lhe termos o devido respeito e atribuir a devida dignidade. Ás vezes precisamos de um abanão assim.
sábado, 7 de Março de 2009
AINDA OS PAINÉIS SOLARES

Ainda a propósito da campanha dos Painéis Solares, a já característica grosseria dos deputados fez esquecer o tema relevante:
O Estado Português vai contribuir a fundo perdido com – leia-se, vai pagar - €1.641,00 por equipamento adquirido e instalado por cada um de nós.
Um bom negócio, portanto, para os consumidores, mas sobretudo para os fornecedores seleccionados para vender os equipamentos.
Portanto, foi preciso engendrar um esquema em que não fosse o Estado a escolher directamente.
Fez-se um Protocolo entre o Estado Português e os 4 principais bancos estabelecendo que a escolha dos fornecedores fica a cargo dos bancos, os quais seleccionam os fornecedores com base num relatório que a intermediária do Estado – a SGPICE S.A., vulgo pmelink – faz acerca dos candidatos a fornecedores.
Assim, os Bancos escolhem os fornecedores que a pmelink indica como melhores candidatos, a saber: os irmãos Martins da Ao-Sol Martifer e a Vulcano. Ficaram fora do negócio 90% das empresas do sector.
Se isto não é favorecimento e influências, então não não sei que é….
No entretanto, vem José – cara de pau - Sócrates apelar á "decência na nossa vida democrática". Como alguém tão bem disse: «(…) José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser "terreno propício para as campanhas negras"; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático
Caça e caçadores

- Será por orgulho?
- Será por vaidade?
- Ou será para afastarem deles o sentimento de que em cada caçador existe um mentiroso?
E, pelo que se vê na imagem, os animais são muitas vezes peritos em disfarce iludindo assim os caçadores.
A preto & branco
Waiting on a friend
sexta-feira, 6 de Março de 2009
Money that makes sense

SE UM DIA É DA CAÇA...
Outro será do cacaçador, diz o Povo. Vai uma ajudinha? Com a devida permissão do autor, se é que ma dá.Consequências???

Volta Bruno!

Galp e EDP, outra dupla de sucesso
Afinal Portugal não está em crise.
Ao ler estes números e quando se continua a ouvir falar que os preços da energia eléctrica afinal ainda estão abaixo do devido e que os preços dos produtos petrolíferos não desceram aquilo que deviam na altura própria, a pergunta que se impõe é porque é que estas empresas (e mais algumas) são tão protegidas pelo Governo e pelos reguladores e a maior parte da economia anda a penar?
Alguém consegue explicar?
Camões e Magalhães, uma dupla de sucesso (cont.)
quinta-feira, 5 de Março de 2009
Camões e Magalhães, uma dupla de sucesso
Se a vertente que possibilita a um aluno que não se pode deslocar à escola e que lhe permite acompanhar as aulas a partir de casa com o seu Magalhães - uma coisa tipo Telescola, mas mais moderna -me parece fazer algum sentido face à tecnologia hoje disponível, já o aspecto da sala de aula me assustou.
Os alunos têm na mesa apenas e só o Magalhães e, aparentemente, toda a aula é dada através do quadro interactivo e dos computadores.
Será que agora já não se aprende a escrever com lápis e papel? A fazer contas? A desenhar?
E se um dia lhes falta a luz ou a net, o que é que esta gente vai fazer?
Candal, o 2 em 1, ou como se brinca com coisas muito sérias.
Como é já habitual, o Governo aos costumes nada disse e ignorou o que outros foram alertando; até hoje, em que o Deputado Candal defendeu o indefensável, em nome do Governo, mais uma vez, de todas as que vêem sendo necessárias.
É triste, mas é assim mesmo; e é assim que estes senhores pretendem iludir quem ainda se deixa iludir; a táctica e a técnica são antigas e já conhecidas; a descrição do Deputado Candal é que é inovadora: favorecer duas empresas, em vez de dar oportunidades justas a todas as que operam de forma correcta no sector da energia solar e fotovoltaica, pode até ser considerado um "objectivo dois em um, é responder à crise económica, e também à crise e ás alterações climáticas."
De nada adiantará a Oposição pedir explicações e agumentar, como o fez. O caminho já está definido e nada nem ninguém parará a senda destes senhores, Deputados, Governates, sejam lá eles o que forem.
E não venham cá com a treta de que as empresas em causa são grandes empresas e o emprego assim, o investimento assado; num ápice esquecem as PME de que tanto falam e a quem tanto elogiam e é para os grandes que se viram; os socialistas sempre foram assim; não seria agira que mudariam. E basta reparar que no organigrama acima, não consta nenhuma das duas empresas em causa. Coincidência?
Agora é que vão ser elas!
Com notícias destas, é certo e sabido que, conhecendo-se o "nobre espírito de missão da classe política portuguesa", abre-se a caixa de Pandora e aí vão eles... Depois queixa-se...
Gepetto, Grilinho, Huguinho, Zézinho, Luisinho, Rato Mickey, Minnie, Pateta, tantos, mas tantos disponíveis e o escocês vai logo escolher PINÓQUIO??????? Para ALCUNHA???? E escreve-a nos mails????Renovação e abertura

quarta-feira, 4 de Março de 2009
Cabalinha

terça-feira, 3 de Março de 2009
Riad
Houve quem insistisse em invocar os 20 anos do feito de Riad. Sou parcial e continuo a acreditar que tudo aconteceu por inspiração e mérito dos jovens futebolistas e malgré Queiroz. JMT

Devagar

Começou a corrida
Eleições Europeias

segunda-feira, 2 de Março de 2009
Eu também.
Vale a pena ouvir....
Clarificações úteis
A boa educação

Depois, em nome destes indicadores, decidimos sobre a vida dos outros, fazemos de Deus, e achamos que certas vidas não têm significados nem podem ter “qualidade”. Dominic Lawson dá como exemplo a história de uma menina com severa incapacidade devido a uma alteração do cromossoma 21 e que foi hospitalizada com uma infecção num dente. O hospital não lhe forneceu um tratamento médico adequado, nem comida e água em quantidades suficientes, e quando ela começou a ter problemas respiratórios informaram os pais que iriam transferi-la para os cuidados intensivos. Tal nunca aconteceu. Ela acabou por morrer de uma infecção pulmonar. O hospital actuou no pressuposto de que esta menina, a Daisy, “had a life not worth living and therefore not worth fighting to preserve.”
Perante o desespero da mãe, um médico tentou ser caridoso e exprimiu-se da seguinte maneira : “It must be awful; it’s almost like losing a child.”
A maior luta das pessoas que sofrem de um qualquer tipo de deficiência não é contra a sua deficiência, mas é uma luta para demonstrar que a sua vida é completamente humana.




















