terça-feira, 29 de Abril de 2008

REN


A propósito da eleição para Administrador da REN do nosso conterrâneo Dr. Fernando Rocha Andrade, andei a dar uma vista de olhos no site desta empresa e encontrei esta composição dos órgãos sociais, ainda anterior à eleição ontem ocorrida.
Alguém me saberá explicar quem é a Helena? Que tem 15 anos e está na Administração desde 1999, eleita portanto para este cargo com 6 anos de idade.
E a Helena não tem direito a, pelo menos, 1 apelido? No meio de nomes tão sonantes e pomposos, fica mal simplesmente Helena.
E o cargo que a Helena desempenha? 5655656? Mas afinal o que é isto? Cargos secretos numa empresa cotada em Bolsa?
Tenho ideia de que a CMVM costuma atribuir um prémio à empresa cotada que presta melhores informações aos accionistas.
Com informação desta, a REN não o irá ganhar de certeza.

Causa deles?


Há um blog víperino, chamado Causa Nossa, cantinho de despudorada maledicência e desbragado panfletarismo. Curiosamente, apresenta uma lista de autores onde pontuam alguns nomes credíveis como Luís Osório; depois, desenrola-se a página e verifica-se que os únicos escribas de serviço são Ana Gomes e Vital Moreira. Onde estão os outros? É fácil perceber que não queiram os seus posts neste verdadeiro barraco da blogosfera, mas o nome continua lá senhores! Eu sei, bater em Ana Gomes e Vital Moreira é fácil, conquista simpatias e proporciona uma permanente produção, sem grande esforço mental e de sucesso assegurado. Mas, de quando em vez, podemos fazer uma concessão à facilidade e dizer de nossa justiça.

Os cinco (5!) posts de AG, fracturados e seguidos, sobre Paulo Portas, mereciam, não só pelo conteudo, mas pela concepção, uma análise psiquiátrica. Nos Estados Unidos, Portas conseguiria uma providência cautelar que obrigaria Ana Gomes a manter de si uma distância mínima de 500 metros. Os amigos de Ana Gomes (terá algum?) deviam pôr os olhos no pai de Amy Winehouse, se o tratamento implicar alguma radicalidade, que assim seja. Os comportamentos obcessivos-compulsivos podem evoluir positivamente se devidamente enquadrados e controlados, este Causa Nossa não ajuda nada. É pena. Em paralelo com este lado negro, Ana Gomes aparece a defender causas que me merecem a maior simpatia; nota-se que, numa aparente bipolaridade, Ana Gomes tanto pratica a calúnia infame e gratuita como defende a causa mais nobre. Lamentávelmente, o mal que faz é bem maior que o bem que diz defender; com a visibilidade que lhe vão dando, acaba por ser um estorvo e um factor contraproducente na defesa de causas como os oprimidos de Africa, do Tibete e outros sem voz neste mundo cão. A coisa é mesmo séria; seria tão bom separar Jekyll de Hyde...
P.s.: Por motivos que se prendem com a estética do blog, evitamos postar fotografias de Ana Gomes

L.A.


Estes é que eram os tempos! Se, ao menos, lhe tivessem dito...

Yosemite


Ansel Adams, a fotografar em cima da sua station no Yosemite National Park em 1942. Continuam a ser muitos os que ainda hoje visitam o parque na esperança de o fotografar como Adams o fez. Yosemite, nome indigena deste colosso rochoso e verde, parte, para muitos obrigatória, da expedição californiana. Sem mais palavras para não distrair da magnífica fotografia.

segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Obviamente

Depois do que ouvi, mais não digo.

As minhas músicas - 3





Seconds Out dos Genesis, a primeira grande obra do grupo após a saída de Peter Gabriel.
Mais do que uma música, é o duplo LP, como se dizia na altura, que merece ser integralmente ouvido.
Ficam aqui First of Fifth e The Carpet Crawlers (música obrigatória em todas as festas de garagem e sótão no final dos anos 70 e inícios de 80).

Moscavide Techno


Depois de ter declarado que o combate ao carjacking não passa por reforço de policiamento, mas pelas novas tecnologias, é fácil adivinhar qual a solução que o ministro Rui Pereira encontrará para a esquadra de Mosacavide. O polícia de serviço que aguentou com a invasão dos 15 ou 20 delinquentes, estava só na esquadra e estava muito bem, o que lhe falta não é apoio de outros agentes, é tecnologia!

domingo, 27 de Abril de 2008

Acordo Ortográfico


Se estivermos a utilizar o Word da Microsoft e procurarmos utilizar um idioma diferente do nosso, encontramos o seguinte:


  • Alemão (Alemanha, Áustria, Suiça, Liechenstein, Luxemburgo)

  • Espanhol (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Espanha, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Perú, Porto Rico, República Dominica, Uruguai, Venezuela)

  • Francês (Bélgica, Camarões, Canadá, Costa do Marfim, França, Haiti, Índias Ocidentais, Luxemburgo, Mali, Marrocos, Mónaco, República Democrática do Congo, Reunião, Senegal, Suiça)

  • Inglês (África do Sul, Austrália, Belize, Canadá, Caraíbas, Estados Unidos, Hong-Kong, Índia, Indonésia, Irlanda, Jamaica, Malásia, Nova Zelândia, Reino Unido, República das Filipinas, Singapura, Trindade e Tobago, Zimbabué)

  • Português (Brasil, Portugal)

Desta listagem nota-se perfeitamente, na minha opinião, que a Língua Portuguesa é a que mais necessita de uniformização. Coitados dos falantes de Alemão, Espanhol, Francês ou Inglês. Devem ter mesmo muito dificuldade em entenderem-se.
Mas há mais um aspecto que eu não percebo. Todos sabemos e muitos de nós já tivemos essa experiência que um dos problemas de comunicação entre Portugueses e Brasileiros existe sobretudo na forma oral, principalmente na dificuldade que por vezes existe nalguns Brasileiros em entenderem os Portugueses.
Sempre gostava de saber como é que os eruditos e os pensantes da nossa língua irão resolver este problema. Ou será que isto não é um problema e o problema existe apenas na forma como escrevemos?

sexta-feira, 25 de Abril de 2008



Sento-me e inspiro bem fundo porque, em viagem, o tempo pertence-me. Não tenho pressa. Não tenho pressa de nada. Nem de chegar nem de conhecer.
Não tenho pressa porque o tempo pertence-me.
Sonho que o tempo é meu, imagino o mundo que se abre para eu descobrir, as ruas que vou pisar, as cores e as montanhas que vou sentir. Imagino tudo o que quero ser, o que desejo conhecer, o que gostaria de ter e estaria disposta a dar.
Sonho com este tempo que me pertence, e isso é o melhor das viagens. Desta viagem que me poderá levar mais além do destino. Deixo-me levar e sinto o vento que me acaricia o rosto. Abandono-me e posso tocar as nuvens.o céu rodeia-me.
Viajar com o tempo como única e melhor bagagem porque o tempo não se esquece nunca. O demais, os sonhos incluídos, espera sempre.


Quando partires em direcção a Ítaca, que a tua jornada seja longa
repleta de aventuras, plena de conhecimento.

Não temas Laestrigones e Ciclopes nem o furioso Poseidon,
não irás encontrá-los durante o caminho,
se o pensamento estiver elevado,
se a emoção jamais abandonar o teu corpo e o teu espírito.
Laestrigones e Cíclopes e o furioso Poseidon
não estarão no teu caminho se não os levares na tua alma,
se a tua alma não os colocar diante dos teus passos.

Espero que a tua estrada seja longa.
Que sejam muitas as manhãs de Verão,
e que o prazer de ver os primeiros portos
te traga uma alegria nunca vista.
Procura visitar os empórios da Fenícia e recolhe o que há de melhor.
Vai às cidades do Egipto, e aprende com um povo que tem tanto a ensinar.

Não percas Ítaca de vista, pois chegar lá é o teu destino.
Mas não apresses os teus passos;
é melhor que a jornada demore muitos anos
e que o teu barco só ancore na ilha
quando já estiveres enriquecido com o que aprendeste pelo caminho.

Não esperes que Ítaca te dê mais riquezas.
Ítaca já te deu uma bela viagem,
sem Ítaca, jamais terias partido.
Ela já te deu tudo e nada mais te pode dar.

Se no fim achares que Ítaca é pobre,
não penses que ela te enganou,
porque te tornaste num sábio,
viveste uma vida intensa,
e é este o significado de Ítaca.

Konstantino Kavafis
(1863-1933)

A3

O ainda secretário-geral do PSD vai ter de encomendar umas resmas de papel A3 para imprimir os boletins de voto. E, a continuar assim com novos candidatos todos os dias, sempre é melhor ficar com umas folhas de cartolina A2 de reserva.

MITOS


Pedro Santana Lopes confirmou hoje a candidatura à liderança do seu PPD/PSD. Digo confirmou porque Luís Delgado já a tinha anunciado há dois dias na SIC Notícias. O processo foi mais reflectido do que aparenta, o teste de Delgado, um indefectível muito próximo de Lopes, visou colher reacções e marcar território, essencialmente, dar um sinal a um Jardim em delírio.
Se é verdade que PSL não consegue virar as costas a um bom desafio, esta candidatura é muito mais do que isso; goste-se ou não, PSL é de uma resiliência notável. Vamos a factos.
PSL, na altura apelidado de pára-quedista, ganhou a câmara e transformou a face da Figueira da Foz, contra tudo e contra todos.
PSL, na altura acusado de exagerada audácia, ganhou a câmara da capital, recuperando-a para o seu partido e para a direita.
PSL, na altura acusado de leviandade, deixou entre as gentes da cultura real mais saudades do que qualquer outro governante da área.
PSL chegou a Primeiro-Ministro nas piores condições, condicionado pelo trânsfuga Barroso, contra os interesses políticos pessoais de Cavaco e com a antipatia notória de Sampaio. Barroso quis condicionar o futuro provocando um governo de legitimidade reduzida. Cavaco quis o PSD fora do seu caminho para Belém, teria de "matar o enteado" se quisesse ser presidente; assim fez. Sampaio, em final de mandato, esperava apenas a queda de Ferro para deixar o governo ao seu PS; assim foi. PSL não aguentou a pressão, não brilhou no cargo.
Vale a pena, ainda assim, fazer um exercício honesto e compará-lo a José Sócrates: tivesse Santana feito um décimo ou aparecido em apenas um dos "casos" de Sócrates e seria certamente crucificado.
Pedro Santana Lopes comete muitos erros, contudo, tem também qualidades inegáveis; dá a cara nos momentos difíceis, não nega que tem contas a ajustar com o passado recente e vai á luta, eu respeito pessoas assim.
Do outro lado, o mito de Ferreira Leite. O mito convém a todos os que, aguardando por 2011, se escondem hoje atrás da sua candidatura. Se transpusermos a analogia Santana/Sócrates para Ferreira Leite/Teixeira dos Santos, estamos conversados. A mesma imprensa e opinião publicada que diabolizou Santana, tratou de mitificar Ferreira Leite. Ninguém é bom só porque Pacheco Pereira o diz, Ferreira Leite foi, de facto, uma governante sem rasgo, um bluff com rosto esfíngico; votos, legitimidade popular, nunca os teve até hoje. Estas poucas linhas chegam para falar de Ferreira Leite, todos dizem que tem uma imagem sólida de mulher séria, é bom, mas manifestamente insuficiente.
Todo este exercício de análise é desapaixonado, a garantia é a mais séria: eu não votarei PSD em circunstância alguma, é uma questão inultrapassável, como se diz agora, um problema de pele.

quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Cartoons da semana....






Um passo no caminho certo



A proposta do Ministro Vieira da Silva relativa á alteração das contribuições para a Segurança Social a cargo das empresas merece aplauso: reduzir os descontos feitos sobre os contratos sem termo e aumentar os dos contratos a prazo é jogar bem e justamente.
Ao descer em um ponto percentual a taxa social única para os trabalhadores com contrato sem termo, no fim do mês a maioria das empresas passará a pagar um pouco menos à Segurança Social. Em contrapartida, as contribuições relativas aos contratos a prazo serão agravadas em três pontos percentuais.
Quando uma empresa precisa de um trabalhador efectivo e opta por um contrato a prazo está a contornar a lei, escapando-se a assumir o seu risco. Ora, a diminuição do risco implica – deve implicar – uma redução do retorno ou um aumento do preço: são as regras da economia de mercado.
Aqui pode estar pois um contributo relevante para combater a precariedade laboral, levando as empresas a fazer contas.
Portanto, a discriminação anunciada faz sentido: este estímulo aos contratos sem prazo alivia de forma correcta – com benefícios e penalizações – a tendência crescente para a precariedade e consequente perda de qualidade das relações laborais. O país precisa de melhor emprego, não apenas de mais emprego. Neste sentido, o caminho proposto parece equilibrado e politicamente realista.
Em tempos, o próprio Cavaco Silva defendera uma solução semelhante: em vez de recomendar a baixa do IRC, sugeriu este caminho para aumentar a competitividade da economia.

Há pessoas que não sabem estar caladas...



Ontem, no Conselho Nacional, Jardim explicou que seria candidato a líder se Manuela Ferreira Leite desistisse. Mas, como isso não está previsto, decidiu declarar o seu apoio a Santana. Há pessoas que não sabem estar caladas....

Há pessoas que não percebem quando estão a mais....


"Estou mais uma vez disponível para o combate." - Pedro Santana Lopes anunciou ontem aos conselheiros nacionais do PSD que está, efectivamente, de regresso.
Há pessoas que não percebem quando estão a mais.....

As minhas músicas - 2

Aqui está um rapaz que teve um disco muito tocado no início dos anos 80, Frampton Comes Alive e cujas músicas continuam hoje a ser das minhas preferidas.
Como o fim de semana é grande, aqui fica em dose dupla, a versão original (cabeluda) e a versão actual (careca) e a prova de quem sabe nunca esquece.




Obras de Santa Engrácia


Já repararam há quantos meses anda a Brisa (ou algum empreiteiro a mando dela) a alargar a portagem de saída da A1 em Estarreja?
Nós bem sabemos que quando a dimensão da portagem estiver mais de acordo com o volume de tráfego, as receitas tenderão a descer ainda mais no troço Estarreja - Porto, até porque quanto a portajar as SCUT's, parece-me que já estamos muito perto das eleições para que se tome uma medida tão impopular...
Mas será que ninguém fiscaliza os concessionários das auto-estradas e os obriga a fazer as obras devidas a uma velocidade normal?

Com muito carinho!


Sobre Alberto João Jardim, "Marco António lembrou que é uma pessoa que deve ser “acarinhada” e “é importante que se sinta acarinhado”"! Será a cabeleireira de Marco António que lhe dá estas dicas tão sensíveis? Um primor de carisma, elegância e, acima de tudo, inteligência, este Marco António de Fânzeres! Depois disto, pouco mais há a dizer sobre o PSD.

Dias de liberdade


Sem grandes palavras, porque amanhã é quinta-feira e ao final da tarde deverei estar a abrir as janelas do carro para sentir o cheirinho único do Alentejo. Se o meteo.pt e o weather.com não se enganarem, vai ser um super fim de semana no Algarve! Que bem que faz uma dosezinha de hedonismo com conta peso e medida. Calções de banho na mala, expectativa de uns mergulhos e uns Partagas na charuteira. Assim se comemora a liberdade! De maravilla!

quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Parabéns!


Parabéns Diogo! Tu de chegada e eu de partida, quase... Aproveita bem os ultimos 30's! Para o ano acaba amigo! Depois, juntas-te aos quarentões de charme; como podes ver, optimismo não falta! Abraço.

Morte Ecológica


Isto, de ser de ser ecológico deve começar na altura do nosso nascimento e continuar após a nossa morte. É que, segundo recentes estudos, a nossa morte é pouco ecológica. Parece que já há soluções à vista, mas eu tenho uma que é revolucionária: NÃO MORRER!
Somos postos dentro de caixões, transportados e enterrados. Diz-se que o corpo repousa em paz, mas as mentes verdadeiramente ambientalistas devem rebolar na campa se prestarem atenção ao seu redor. Os tecidos de poliéster que rodeiam as pessoas dificultam a decomposição do corpo; a madeira não é a mais apropriada para se degradar e os vernizes sintéticos que a cobrem são poluentes. A decomposição dos corpos e os caixões são a maior fonte dos males: “Os caixões não são constituídos por substâncias inertes. Com o tempo vão libertando componentes como os metais”. A Servilusa, a empresa que gere mais agências funerárias em Portugal, empenhou-se em “matar” metade do problema. Desde Março de 2007 que tem uma larga oferta de caixões ecológicos. Nestes caixões os vernizes sintéticos são substituídos por aquosos, os tecidos são feitos a partir de fibras naturais, estudaram-se as madeiras para se utilizar as que se degradam mais rapidamente, os caixões articulam-se sem precisar de dobradiças e as abas de metal são retiradas antes de a urna ser enterrada. Desta forma, os caixões já podem ser "verdes" sem perderem tradição, beleza ou cerimónia.
Por isso, da próxima vez que alguém calcular a sua pegada ecológica não se pode esquecer: na hora da morte, caixão ecológico ou não?
E, se quiserem ser enterrados com estilo comprem um caixão da CRAZY COFFINS.

terça-feira, 22 de Abril de 2008

Billary 2008


Faltam poucas horas para sabermos o resultado das primárias na Pennsylvania. A obstinação de Billary em não aceitar a evidência dos factos pode perdurar, ainda que o resultado de hoje lhe possa dizer para parar já. Sou apreciador da resistência e da resiliência em política, tenho, ao mesmo tempo, dificuldade em respeitar os que arrogantemente ignoram os acontecimentos sacrificando todos à sua vaidade pessoal. O drama de Billary é o sindrome fatal dos que têm do poder uma ideia de direito adquirido e irrevogável; é-lhe intolerável que Obama seja o preferido, o que melhor performance tem tido. Na cabeça de Billary, Obama não tem esse direito, pura e simplesmente. Assim, Billary continuará na corrida para, de acordo com a sua mundivisão, repor a ordem natural das coisas e permitir aos democratas corrigir este erro grosseiro. Há em todo o mundo gente assim, do democrata Soares ao ditador Mugabe. O tempo, a dependência do exercício do poder, as cortes de aduladores que se vão formando, o isolamento do dia a dia comum, são fatais para o homem político; até em ditadura, o compromisso, o elo de confiança e identificação com o povo são fundamentais. Não perceber isto é letal.

Do outro lado, Barack Obama é o contrário de tudo isto, é um homem próximo, "in tune", que arrasta consigo uma multidão de gente diversa e empenhada, gente nova na política, em sintonia com um líder inspirador. Também nós deste lado do mar nos sentimos contagiados, seduzidos e com vontade de gritar: YES WE CAN!

Passarinhos


Na política aveirense anda muita gente de cabeça no ar... Não, não é nada do que estão a pensar.
É apenas porque, com a quantidade de aves que por aí andam, é mesmo preciso estar de cabeça no ar para ver se recebemos algum sinal do céu.
Tudo começou com a eleição de um Capão para vereador.
Vai daí, como os outros partidos têm pessoas muito invejosas, também eles decidiram dedicar parte do seu tempo à ornitologia.
Seguiu-se o líder concelhio do PS, que passou a divulgar no seu blog as suas conversas com uma andorinha.
Nos últimos tempos a andorinha desapareceu. Veremos se regressa quando o clima melhorar.
Agora é o líder concelhio do PSD que chama garnizé ao líder concelhio do CDS.
Só falta mesmo saber qual a ave que virá a calhar ao PSD.
Não será certamente uma ave de grande porte. Logo, águias e cegonhas estão excluídas. Ave de rapina, também não. Ave de rapina não é quem quer mas sim quem o sabe ser.
Parece-me mesmo que só lhe restará ser da famílias das gaivotas. Oco por dentro, borra tudo por onde passa e não se lhe vislumbram grandes rasgos.
Para que o panorama aviário fique completo, só falta mesmo que a águia Vitória venha viver para Aveiro, prestando serviços ao Beira-Mar por empréstimo do Benfica.

BEWARE!!


Enquanto, andamos distraídos a assistir à luta fratricida, dentro do PSD, de certeza que o Sócrates anda a fazer das suas.

E agora, para algo completamente diferente...


"É preciso um equilíbrio (...) para não gastarmos tempo de mais, porque o partido está numa situação em que tem de arrumar [a situação] bem e o mais depressa possível. Não podemos deixar que se arraste o tempo. Em Junho queremos estar todos a apoiar solidariamente a selecção nacional de futebol", no Campeonato da Europa.
Ribau Esteves, à Lusa.

Tudo isto, na companhia da gaja boa como o milho que, entretanto, teve de se namorar... É do Ribau!

Porque amanhã é 23...

Canção do Semeador

Na terra negra da vida,
Pousio do desespero,
É que o Poeta semeia
Poemas de confiança.
O Poeta é uma criança
Que devaneia.

Mas todo o semeador
Semeia contra o presente.
Semeia como vidente
A seara do futuro,
Sem saber se o chão é duro
E lhe recebe a semente.
Miguel Torga, in “O Poeta”

segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Just because



Há dias assim, em que nos sentimos gratos. Muito gratos, mesmo. Atentos ao que é realmente importante. Pequenos mas, ainda assim, dignos dos cuidados de Deus. Obrigado.

Analogias


Não percebo qual é a admiração que por aí anda quando miúdos usam os seus telemóveis para fazer fotografias e filmes em WC's e balneários.
O que diriam essas pessoas se soubessem que há professores universitários que fazem exactamente o mesmo?
Os fins é que serão diferentes.
Enquanto os miúdos o farão devido à irreverência e maluquice própria da idade, já no segundo caso, fica à consideração de cada procurar adivinhar a causa do problema.

A internet e os blogues tornaram-se no paradigma da liberdade de opinião e num expoente da democracia. O opinion making transferiu-se da imprensa para a blogosfera - evidentemente, salvas as devidas distâncias de notoriedade e influência entre jornalistas e comentadores conhecidos e o bloguer desconhecido e anónimo.
Mas, o simples facto de um qualquer blog estar tão acessível quanto um jornal on line veio estabelecer um paralelismo inédito entre o acesso á opinião do simples cidadão anónimo e o jornalismo "a sério". Mesmo que a divulgação e as visitas sejam (e são) incomparáveis em numeros, o facto de uns e outros serem igualmente acessíveis e disponíveis é , só por si, assinalável. E, isso é um corolário fantástico da tecnologia, mas sobretudo da liberdade de expressão ; é também uma manifestação assinalável do crescente interesse do cidadão anónimo na res publica, nas suas várias vertentes desde a cultural até á política, e vice versa.
Hoje, quando acedemos á internet tanto podemos ir ler a edição on line de um jornal de grande tiragem, como podemos ir ler os inumeros blogs de cidadãos mais ou menos anónimos, recheados de artigos de críticas e perspectivas pessoais sobre a actualidade, a economia e as mais diversas amenidades e fait-divers. E atrevo-me a dizer que, tal como eu, a grande maioria dos "internautas" faz ambas as coisas, e tanto lê interessadamente o site do jornal como os blogs anónimos, que vai seleccionando e adicionando aos seus "favoritos" para futuras visitas periódicas.
Até os jornais começaram a transcrever habitualmente artigos da blogosfera sobre a actualidade, e elegem blogs "da semana", promovendo e incentivando a sua divulgação - mesmo quando são blogues de autores anónimos ou sob pseudónimos. Isso é mais um sinal de que, cada vez mais, a opinião do comum dos mortais manifestada na blogosfera interessa, marca e por isso tem relevância.
Na minha perspectiva de "bloguer" escrevo com intenção e vontade de expressar a minha perspectiva pessoal, ás vezes contra a corrente, outra vezes sem originalidades, mas sem pretensões de mudar o mundo. Mas é a minha visão, a minha forma de interpretar ou sentir a realidade, e tenho a ilusão e o gosto de a partilhar pensando que talvez possa fazer algum eco em quem lê - "sentir, sinta quem lê!". Mas, confesso que foi com muita surpresa, primeiro, e com imensa satisfação, depois, que li o comentário da Laurinda Alves (sim, da Laurinda Alves !!!!) ao post da Ruah neste blog. É gratificante saber que a ilustre autora de uma prosa cativante visitou este blog e que talvez volte a passar por cá. E não deixo de me surpreender quando vejo aquele quadradinho ali á direita ilustrando a proveniência dos visitantes deste blog, que diz que há quem nos visite do lado lá do Atlântico e do Pacífico .... O feed back faz-me sentir que estas nossas impressões que aqui partilhamos foram um bocadinho mais além do nosso horizonte.....

domingo, 20 de Abril de 2008

Futebol


Palavra proibida por estes lados nos próximos dias.
Decretei, está decretado.

O PSD na encruzilhada



Escassos dias depois da desistência (que, espero seja definitiva) de Luis Filipe Menezes, já 4 candidatos ou pré candidatos se perfilam para a corrida á nova liderança do PSD: Pedro Passos Coelho, Patinha Antão, José Pedro Aguiar Branco, e o empresário Neto da Silva.
Tantos já são demasiados…
Se, por um lado, é bom que se apresentem candidatos á liderança – no plural - convenhamos que, no actual circunstancialismo, 4 já são demais.
Demasiados, porque neste momento da vida interna do PSD e do Partido enquanto oposição, será indispensável um largo consenso na eleição e no apoio do novo líder do PSD. E esse consenso e apoio indispensáveis são incompatíveis com tantas sub-divisões internas.
Pedro Passos Coelho apresentou-se para marcar posição, mas vê-se bem que não é este o seu momento e a sua hora. É apenas uma reserva, um lugar marcado para futuro. O Advogado Aguiar Branco avançou com coragem apressada e quiçá precipitada, por antecipação. Nas palavras caústicas do ex-Bastonário José Miguel Júdice, Aguiar Branco apresenta-se "tremendo de coragem, e depois não avança por excesso de prudência" …. ou coisa que o valha.
Quanto a Neto da Silva e Patinha Antão, parece que não são propriamente candidatos, mas antes testas de ferro menezistas com a missão de minar Aguiar Branco ou Cadilhe, caso estes avancem.
Seja como for, repito que são demasiados.
Demasiados sobretudo porque, em minha opinião de não-militante, falta ainda aparecer o candidato mais desejado, o mais credível e capaz de uma verdadeira Restauração: Manuela Ferreira Leite.
Que os outros me perdoem a franqueza, mas só Manuela Ferreira Leite tem a popularidade e o carisma, credibilidade e a firmeza indispensáveis á liderança como-deve-ser do PSD.
Só Manuela Ferreira Leite apresenta, neste momento, a capacidade de gerar e congregar um debate político de ideias, alternativas e novas orientações na economia, finanças, fiscalidade, na saúde, na educação. A experiência política de Manuela Ferreira Leite fala por si, e demonstra á evidência a sua grande capacidade técnica, a personalidade forte, a firmeza e inteligência prática.
Só Manuela Ferreira Leite poderá dar ao PSD uma liderança forte capaz de congregar os militantes e os apoiantes, de fazer uma oposição substancial ao Governo, com novas ideias correctas e fundamentadas, marcando a diferença e mostrando ao País que melhor é possível.

ERA UMA VEZ NA AMÉRICA...


O Papa Bento XVI iniciou, no passado dia 15 de Abril, a sua primeira visita oficial aos Estados Unidos da América (EUA), viagem ensombrada pelo escândalo da pedofilia. O escândalo de padres pedófilos nos Estados Unidos estalou em 2002, em Boston, trazendo a público o comportamento de sacerdotes que, ao longo de várias décadas, abusaram sexualmente de crianças e adolescentes. Este escândalo custou à Igreja, muito mais do que os 2 biliões pagos para ressarciar as vítimas; custou a confiança e o respeito, que o Papa espera restaurar.
Parece que a Igreja Católica tem a intenção de avançar com uma reforma das leis canónicas, para penalizar os prelados que abusem sexualmente de menores. Acho muito bem. Crimes tão hediondos devem ser punidos tanto pela lei civil como pela lei eclesiástica. Um padre que cometa tais crimes deixa de ter qualquer autoridade moral ou religiosa para continuar a exercer a sua profissão.
Na terça-feira passada, Bento XVI admitiu a "vergonha" que sentia pelo escândalo e garantiu que a Igreja Católica "fará todo o possível" para sarar as feridas causadas nas vítimas desses crimes.
Como Papa, o actual líder católico adoptou uma postura mais rígida a respeito dos abusos do que o seu antecessor,o Papa João Paulo II, que já estava envelhecido e fragilizado quando os escândalos estouraram.

Diz-se que Bento XVI nutre muita admiração pelo povo americano, que começou no pós II Guerra Mundial, pelo facto dos EUA terem adoptado uma politica de reconciliação e de perdão relativamente à Alemanha , em vez de uma política de vingança, defendida por Estaline. O que também é admirável neste povo é que, seja qual for a religião que professa, Deus está na sua boca e no seu coração, sem vergonhas ou pruridos porque Ele , simplesmente, faz parte das suas vidas. Senti esta especial ligação a Deus, logo na primeira hora em que pisei solo norte- americano. Ainda hoje, quando relembro esse episódio, fico emocionada.

A visita papal teve um sucesso sem precedentes: “O Papa tocou o coração dos americanos e suscitou uma resposta de estima e de entusiasmo”. Vários factores contribuíram para este sucesso, a começar pelo pedido de desculpas a todas as vítimas de pedofilia e o facto de ter recebido privadamente algumas delas.
O Pe. Frederico Lombardi apontou que “o Papa «apanhou o espírito» da América”, referindo a cultura do país que nasce “da procura pela liberdade, que nasce da procura de uma construção de uma comunidade de homens livres, onde cada um pode dar o melhor de si, segundo as convicções religiosas”.
Apesar de, inicialmente, o Papa ser conotado com a ala mais ortodoxa da Igreja, durante a viagem esta imagem foi-se dissipando. O Papa consegui chegar a toda a Igreja, a todo o homem e mulher, em toda a sua complexidade.
Mas, o que se afigura como mais impressionante, é que este Papa não se impõe pela sua imagem ou pela sua telegenia; é a beleza e a profundidade das suas palavras que entra no coração dos homens.
“It’s already a cliché in Rome that the crowds came to see John Paul but they come to hear Benedict”.
O Papa percebeu que a América é um país religioso. Enquanto na Europa há um número crescente de "cristãos de Café"- aqueles que escolhem dentro de um menu de opcões doutrinais e morais e que acreditam que a religião deve ser essencialmente uma espécie de validação divina para o seu estilo de vida, em vez de sacrificio e compromisso- a América continua muito receptiva aos principios religiosos e doutrinais defendidos pela Igreja. Os americanos preferem uma única verdade a um caos moral. Infelizmente, os europeus optaram pela última. É por estas e por outras razões que eu continuo a dizer que os EUA são uma grande Nação. Só diz o contrário, quem não conhece a nação americana.

Were those the days?



O nosso amigo J abriu uma caixa perigosa hoje e contagiou-me com uma terna nostalgia. Era o tempo em que bebiamos copos e "galávamos" as miudas mas, exigiamos também boa música, com mensagem e bem elaborada. O fabuloso Bobby Brown do Zappa pontuava nas noites ao lado do Solsbury Hill de Gabriel, que passa aqui acima, e do tremendo Walk on the wild side de Reed, que passa aqui abaixo. A boîte, para além de lugar de divertimento, era meio de formação musical e cultural. Estas eram as vésperas da modernidade que os 80's haveriam de trazer; com o Batô a liderar, estávamos prestes a presenciar uma das mais interessantes revoluções da música popular.
Não é que não ache muito interessantes os sons trance, techno e outros que hoje se fazem para as pistas de dança, só que este princípio de especialização retirou à boîte o carisma multifacetado que tinha. Estou careta quase ao ponto de suspirar: those were the days...


How to work better


sábado, 19 de Abril de 2008

As minhas músicas - 1




A exemplo dos meus companheiros de blog, resolvi começar a contribuir para os momentos musicais que me dizem algo.
Os gostos musicais são algo de muito pessoal e que se foram formando ao longo da nossa vida.

Algumas das músicas que aqui for colocando são também uma homenagem às noites passadas no Roskoff, na Costa Nova, no início dos anos 80.
E começo por uma daquelas que ainda hoje é presença obrigatória no meu ipod.
Bobby Brown, de Frank Zappa



Vogue: PhotoshopDisasters

"Steven Klein's photoshopper goes overboard with Gwyneth Paltrow in the new Vogue. Not only does her head look detached, she gets a Stepford Wives makeover."

Carme Chacón e Teresa Caeiro


Carme Chacón tornou-se a primeira mulher Ministra da Defesa em Espanha. E esta fotografia de uma mulher séria, bonita, grávida e licenciada em Direito a passar em revista as forças de defesa de uma nação é, sem dúvida, um sinal da uma efectiva paridade de género, emancipação da mulher no acesso a cargos públicos.

Reflectindo sobre o simbolismo desta nomeação, recordei-me de Teresa Caeiro.

Há uns tempos atrás, Teresa Caeiro, a "neta de um militar", ia sendo a primeira mulher na Secretaria de Estado da Defesa, mas depois, afinal foi para a, criada á pressa, Secretaria de Estado das Artes e dos Espectáculos … lembram-se?
A escolha de Teresa Caeiro para o masculino cargo da Secretaria da Defesa chegou a ser justificada por descender de um militar (!!).
Depois, a troca para a, como direi, área mais "feminina" das "artes e espectáculos" revelou-se uma cedência aos protestos machistas e pseudo conservadores da tropa e não só.
Primeiro episódio de uma série de outras "trapalhadas" que se seguiram, a "desnomeação" de Teresa Caeiro foi, entre outras coisas, uma oportunidade desperdiçada de um Governo que se pretendia de vanguarda…..
Lamentável.

LAURINDA ALVES


Sempre gostei da Laurinda Alves, desde os tempos da revista XIS cujos exemplares guardo religiosamente. A Laurinda tem um novo Blog. É como ela: com substância, grande, humilde e, extraordinariamente humano e cristão. Chama-se a Substância da Vida.

Não posso deixar de transcrever este post. São verdadeiras palavras de alento e esperança. Obrigado Laurinda e muitas felicidades.



"Sim, podemos fazer!"

"Sempre que
Barak Obama repete a frase Yes we can! entre os seus apoiantes o efeito é contagiante e imediato. As multidões que o acompanham repetem a frase mágica e o eco é ensurdecedor. E mobilizador.
Embora seja uma frase de campanha, cirurgicamente concebida para levar os indecisos e os democratas que ainda estão divididos a votar em Obama, a convicção com que é dita e repetida acaba por cruzar fronteiras e interpelar pessoas muito para além do universo dos eleitores americanos.

Yes we can! é muito mais do que uma simples frase dita ou cantada, é uma atitude de fundo, é uma convicção transformadora e é uma crença íntima de que também está nas nossas mãos mudar o mundo. Não o mundo todo, de hoje para amanhã, mas o mundo à nossa volta.
Acima de tudo o nosso mundo interior, que é onde tudo começa e é, por isso mesmo, o motor de transformação mais poderoso de todos.

Alguém disse que Barak Obama não é um candidato, é um movimento social. Está à vista que sim. Aconteça o que acontecer na Pensilvania na próxima semana, este homem já mudou o mundo e já nos obrigou a parar para o ouvir uma e outra vez.

Obama recuperou palavras que nenhum político americano se atrevia a usar e nas quais muito poucos conseguiam acreditar. Palavras como esperança passaram a ter outro sentido depois de Barak Obama as pronunciar. Especialmente nos tempos adversos que se vivem numa América permanentemente confrontada com as frentes de guerra, as baixas em combate, as divisões políticas internas, as crises sociais, as oscilações do dólar e, last but not least, com uma vulnerabilidade nunca imaginada antes do 11 de Setembro.

Acredito em frases transformadoras porque sei que as palavras são revolucionárias.
Os mais cépticos podem dizer que o Yes we can! é apenas mais um expediente de campanha na linha do american way mas noutra latitude infinitamente mais perto de nós, existem realidades que provam todos os dias que é possível fazer mais e melhor.
A companhia inglesa de dança contemporânea
CanDo Dance Company é um exemplo activo do vigor das palavras ditas e repetidas. Can do quer dizer literalmente podemos fazer. No caso de uma companhia de dança onde metade dos bailarinos têm handicaps físicos graves, a tradução deste can do tem um alcance extraordinário. E visionário.

Assisti ao espectáculo da CanDo Company quando eles estiveram em Lisboa e confesso que vi e vivi momentos sublimes. Percebi que afinal o movimento de uma bailarina que tem apenas uma perna ou o andamento de um bailarino em cadeira de rodas podem ter a mesma souplesse dos que dançam e evoluem no ar sem pensar que precisam de alguém para os amparar quando tocam o chão. Mais, a beleza de um bailado moderno onde se misturam bailarinos com e sem handicaps físicos é impressionante. Comove profundamente e faz-nos a acreditar que sim, podemos fazer!"


Laurinda Alves

Artista - parte 3

Ei-lo de novo a escrever sobre aquilo que desconhece.
Este tipo tem uma lata do tamanho do mundo.
Quem é que ele julga que é para falar sobre o que se passa em Aveiro?
É que ele é daquelas pessoas que já me aborrece encontrar nos eventos culturais em Aveiro.
Não há um evento a que eu vá, que não o encontre lá.
Amigo (como se diz por cá), apareça, veja com os seus olhos, viva a nossa cidade (já que não vive na nossa cidade) e depois, diga de sua justiça.
Até lá, aceite um concelho, desactive o seu blog ou faça um blog sobre Freixo de Espada à Cinta ou Freixo de Espingarda às Costas, que lá também deve haver assuntos para serem criticados pelos que lá não vivem.

É BEM FEITO!




Dizem que Menezes caiu, em parte, devido às declarações de Rui Gomes da Silva relativamente à jornalista Fernanda Câncio: a sua relação com o P.M. e o conflito de interesses derivado da sua contratação pela RTP. Desculpem-me mas, tanto o PSD como a Fernanda Câncio, puseram-se a jeito. Cada um teve o que merecia.
Já se sabia que o “desnorte”, no PSD, daria em desastre.
E, uma jornalista que, sistematicamente, usa as suas crónicas e os blogs para defender interesses do governo e atacar de forma ignóbil a oposição e a Igreja?… Está à espera do quê? Que todos fiquem calados e aplaudam as suas afirmações? A liberdade de expressão funciona em ambos os sentidos.
É eticamente reprovável que um jornalista se preste a servir de "altifalante" de políticas de um governo. Ora, o contrato do jornalista é com os cidadãos e a sociedade, que esperam receber dele informação rigorosa e independente sobre o que acontece no mundo. Ser jornalista não é só ter uma carteira de jornalista, é também estar sujeito a um código deontológico, que estabelece direitos e deveres. Em troca da independência a que está obrigado, o jornalista é credor de confiança, credibilidade e autoridade, as quais lhe conferem uma legitimidade e um estatuto que o colocam acima de quaisquer interesses. É evidente que a Fernanda Câncio não tem esta legitimidade nem este estatuto que a permitam elevar à categoria de “boa jornalista”, tal como a designou o Ricardo Araújo Pereira.

L'Aurore



Chuva lá fora, fim de semana a começar, alguma coisa que nos aqueça o coração. Lisa Ekdahl. Voz quente dos frios da Suécia a cantar o marido Salvatore Poe em francês. Il y a des choses qui merveillent! Bon weekend les copains!

Quem calçará as botas do líder?

sexta-feira, 18 de Abril de 2008

mas a maior de todas é o Amor


Como tema da sua segunda encíclica, Bento XVI escolheu a Esperança: Spe Salvi. No Natal de 2005 já havia falado sobre o Amor (Deus Caritas Est). É quase certo poder afirmar que, na terceira, invocará a Fé, e assim, nesta ordenação das 3 virtudes teologais confirmará as palavras de S. Paulo na Primeira Epístola aos Coríntios: "Porém a maior destas, é o Amor" (Cor.I, XII, 13) "porque tudo crê, tudo espera, tudo suporta, não acaba jamais" (Cor.I, XIII, 7).

E disse o Papa sobre o amor:
"Eu sou o bom pastor... Ofereço a minha vida pelas minhas ovelhas", diz Jesus de si mesmo (cf. Jo 10, 14 s).
Não é o poder que redime, mas o amor! Este é o sinal de Deus: Ele mesmo é amor. Quantas vezes nós desejaríamos que Deus se mostrasse mais forte. Que atingisse duramente, vencesse o mal e criasse um mundo melhor.
Todas as ideologias do poder se justificam assim, justificando a destruição daquilo que se opõe ao progresso e à libertação da humanidade. Nós sofremos pela paciência de Deus. E de igual modo todos temos necessidade da sua plenitude. O Deus, que se tornou cordeiro, diz-nos que o mundo é salvo pelo Crucificado e não por quem crucifica.
O mundo é redimido pela plenitude de Deus e destruído pela impaciência dos homens. "

A nova era do ensino...




Afinal o dinheiro dá felicidade


O dinheiro não compra a Felicidade. Mas ajuda muito .…
Esta convicção popular é agora confirmada num estudo recente que conclui que o dinheiro proporciona felicidade, sem todavia a garantir.

O estudo de dois jovens economistas americanos Betsey Stevenson e Justin conclui que o nível de rendimento das pessoas influencia o seu nível de felicidade. E que, por isso, a felicidade e satisfação com a vida são superiores nos países mais ricos do Mundo.

Esta nova tese contraria o paradoxo de Easterlin, teoria comummente aceite até este momento: em 1974 o economista Richard Easterlin publicou um estudo sustentando que o desenvolvimento económico não gera necessariamente maior satisfação. Dizia este autor que as pessoas nos países pobres são mais felizes logo que satisfeitas as suas necessidades básicas, e que o rendimento individual relativo – aferido em por comparação com rendimentos dos que me rodeiam – tem mais influència do que o rendimento individual absoluto.
O paradoxo de Easterlin tornou-se rapidamente num clássico das ciências sociais, porque justificava a convicção institiva e quase espiritual de que o dinheiro não compra a Felicidade.

O facto é que os países mais desenvolvidos são mais ricos não apenas no sentido material e superficial.
O progresso e o desnvolvimento económico não extinguiram as doenças e o sofrimento. Mas é patente que proprocionaram a cura para muitas doenças e o tratamento médico rápido e acessível. O crescimento económico pagou e paga a investigação científica em prol de uma vida mais saudável e durante mais tempo. A esperança de vida é significativamente mais alta nos países mais desenvolvidos e ricos do Mundo. E estes são também, maioritariamente, países que vivem em paz social, sem perturbações internas nem guerras com o exterior. Os seus habitantes, mais ricos, podem viajar mais, conhecer outros países, e mesmo optar por trabalhar menos porque não precisam.

Empiricamente, creio que os habitantes dos países mais ricos são ou podem ser geralmente mais felizes. Não necessariamente por serem mais ricos, porque o dinheiro realmente não compra a felicidade, que, aliás, não está á venda. Mas porque a felicidade vem também de uma base material mínima que proporciona saúde, tranquilidade, segurança, e a partir daí, dá ao individuo maior liberdade de escolha, de opções de vida.

Welcome aboard!


Assinalar a chegada de um novo amigo ao "Enguia Fresca" exige sempre alguma pompa e a circunstância possível.

O HA trará certamente o caracter genuino da Beira temperado pelo cosmopolitismo lisboeta, aguardamos ansiosamente os primeiros posts! Que sejam muitos e por muito tempo!

Bienvenido amigo!

Alchemy Forever?

Going Home - Local Hero (Dire Straits)

No final de um terrível dia de trabalho, apenas um momento de calma, ainda por cima com título sugestivo.
E depois, porque me apeteceu, com isto, recordar 19 anos da minha vida.

PSD III


“Se no passado se vê o futuro, e no futuro se vê o passado, segue-se que no passado e no futuro se vê o presente, porque o presente é futuro do passado, e o mesmo presente é o passado do futuro”

Padre António Vieira

PSD II


Não tenho especial apetência para comentar a vida interna do PSD. Agora as coisas mudaram, tornaram-se públicas, cairam na rua. As últimas 24 horas, com uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, estiveram à altura de Jack Bauer.

Que se passa com o ainda maior partido da oposição?

Muita coisa; pouca coisa de edificante. Caciquismo, guerra de barões, peixeirada, golpes e contra-golpes. Pior de tudo, ninguém conhece a nenhum dos diversos protagonistas da briga uma única ideia ou projecto sério para o país!

No meio da confusão, uma referência positiva a José Pedro Aguiar Branco; não se quedou na crítica fácil e inconsequente, dando a cara e avançando com uma candidatura à liderança. Marcou a diferença em relação aos pachecos e borges que já ninguém tem pachorra para aturar.

O que se vai seguir é previsívelmente mais do mesmo, mas com a vantagem de se saber quem é quem e o que quer de facto. Valerá isso de alguma coisa ao país?

quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Importa-se de repetir?


O Sr. Jardim, hoje cicerone do Sr. Silva, disse lateralmente sobre o anúncio de disponibilidade de Aguiar Branco para se candidatar à liderança do PSD: "Obviamente que esse senhor não tem hipótese nenhuma de chegar a líder do PSD porque o PSD é um partido do povo profundo e não um partido da burguesia", "entregar o partido à alta burguesia do Porto era pior emenda que o soneto".

Não sou do PSD, mas pensava conhecer minimamente o partido que já foi determinante na condução do país. Alguem me corrija, se eu estiver enganado, mas pensei até ao dia de hoje que o ícone maior do PSD era Francisco Sá Carneiro. Pois é, Sá Carneiro veio mesmo da alta burguesia portuense.

Em que ficamos sr. Jardim????

PSD

Segundo as últimas notícias, a laranja azedou.
Cá para mim, o problema é do foro gastronómico.
Pato com laranja, leitão com laranja, rojões com laranja, são combinações toleráveis.
Agora bacalhau com laranja, só podia dar nisto.

Plano B

Plano B é uma expressão muito em voga, como podem comprovar aqui.

Europa Unida


A Europa está unida. Somos 27 países. Usufruímos da liberdade de circulação. Só é chato não ter sítio para ligar o computador.

Assim vai Portugal, no Mundo!



Já sabemos que Espanha não brinca em serviço, mesmo com Zapatero "aos comandos"; e também já sabíamos que a Expo Zaragoza 2008 estaría a ser preparada e organizada ao mínimo detalhe para ser um evento marcante neste Século XXI. Nenhuma dúvida quanto a isso e quanto à capacidade do País organizador em levar por diante tão marcante evento.O que ainda não sabíamos era que o Governo da Nação estava ele também a preparar uma participação ao nível de uma qualquer potência europeia, como podemos ler na página web da própria exposição.
"Portugal: mucho más que un pabellón..."; claro que sí; con un presupuesto inicial de cinco milliones de euros, como no?
Quase imagino a conversa ao telemóvel: "Rosé Luis, companhéro, nósotros bamos a estar na fiera de Zaragoça como nunca hais visto los portugueses; a crise já es passiado e los euros son para gastiar, como los espanhioles lo facen en Portugal."
Adelante compañeros, invertir, invertir, invertir, siempre y cuando se lo pueda hacer, lo mercado estée en crísis y sobretodo, el nuestro Primero lo mande!

Semana de 8 dias

Vejo que a Semana do Enterro do Ano 2008 passa para 8 dias.
Se fosse a época de exames a ser aumentada, era capaz de dar direito a greve estudantil. Como é para a borga, não há problema.
Os vendedores de cerveja agradecem.

Benfica

Face ao ocorrido ontem, só me resta curvar-me respeitosamente perante os meus pares adeptos da lagartagem e dar os parabéns ao clube deles.
Como estava a viajar, não pude ver o jogo, mas, só de ouvir o relato, garanto-vos que fiquei cansado.
Independentemente do resultado não me agradar, parece-me que ainda é possível haver em Portugal grandes espectáculos desportivos, com estádios cheios ou, pelos menos, com assistência numerosa e participativa no espectáculo, apesar da televisão transmitir o jogo.
Resta agora aos cientistas da bola tentar analisar os porquês desta situação e definir caminhos para transpor este exemplo para mais jogos e mais clubes.

A Política e a História (ou a falta dela...)

Política de Interesse

"Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações.
A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio.
A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva. À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade."
Eça de Queiroz, in 'Distrito de Évora (1867)

Ao ler, ver e ouvir certas coisas de hoje, cada vez mais me convenço que tudo na vida é cíclico; e que a política não foge à regra. Eça sabia, talvez melhor que ninguém, caracterizar e causticar a política e os políticos de então.

Que diria ele hoje? Escreveria algo de substancialmente diferente? E porque será que a História não serve, também, para ser lida, estudada, acariciada, compreendida, assimilada, enfim, utilizada para que se não repitam, vezes sem conta, os mesmos e estafados erros?

Sobretudo e para os "jovens lobos" (porque será que me lembrei de repente do Michell Vaillant?), ela será sempre de extrema utilidade; recordemos sempre as sábias palavras de Napoleão quando dizia que "...tenho mais medo de três jornais do que de cem baionetas."



This life-size painting by Lucian Freud is expected to sell for up to £18million, making it the most expensive work by a living artist at auction.
The portrait's subject, Sue Tilley, is now 51. Ms Tilley who posed for Freud in 1995 on her days off from her job at the central London Jobcentre, said it was her "favourite" work and would buy it herself if she could. She has previously speculated about why she may have been selected by Freud as a model, saying: "I think he probably picked me because he got value for money. He got a lot of flesh."

Sem comentários…
Onde pendurar este mono obeso e inestético?
Fácil! Na sala de espera de uma clínica de emagrecimento ou operações plásticas vai ficar lindamente ..... tipo o "Antes" e "Depois" ....

quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Eleições Democráticas ou FRAUDE ?

Death Row


Esta quarta-feira o Supremo Tribunal autorizou o estado do Kentucky a utilizar a injecção letal para executar a pena de morte. Esta decisão do Supremo estende-se aos 35 estados em que vigora a pena de morte. Pragmáticamente, os defensores desta forma troglodita de justiça dizem que o novo método permitirá uma redução significativa das listas de espera. Irónico!

Um passo atrás? Talvez não. O Juiz John Paul Stevens (um dos dois em nove que votou vencido), vinculado relutantemente à maioria dos seus pares, deixou uma declaração pública escrita que defende a inconstitucionalidade da pena de morte e apela a que esta decisão do Supremo relance o debate nacional sobre este controverso tema.

Em plena visita de S.S. Bento XVI, em que um dos temas mais amplificados é a vergonha da Igreja pelos seus pastores pedófilos e molestadores, bem podia George W. aproveitar para mostrar alguma vergonha pelo absurdo da pena de morte e do aborto praticados em larga escala no seu país.

O Vil Metal

É notícia hoje que "unidades privadas de saúde dão tratamento preferencial a quem tenha seguro". A Entidade Reguladora da Saúde - ERS - já veio justificar semelhante prática - real e confirmada - com alegadas "clausulas abusivas" que as seguradoras impõem nos acordos que celebram com clinicas privadas e que exigem "tratamento preferencial e prioritário dos seus segurados".
Ao ouvir isto, desconfiei que não seria bem essa a razão de serem preteridos os utentes dos serviço nacional de saude (SNS) em detrimento dos clientes beneficiários de seguros no atendimento em clinicas privadas.....
E, claro lá confirmei o que já se adivinhava imediatamente: a razão da diferença é o preço pago pelo Estado e pelas seguradoras para o mesmo serviço:
Uma clínica recebe como preço total por uma ecografia pélvica, um dos actos mais banais, 14 euros se o utente for do SNS, 19 se for da ADSE, quase 40 euros se for de uma seguradora e 50 euros se o doente se apresentar como particular e pagar do seu bolso!
Com franqueza, como é que uma clínica não há-de preferir tratar os clientes das seguradoras se, pelo mesmo acto, pagam bem mais do que o Estado - que ainda por cima, paga tarde e mal, como é sobejamente conhecido !!

O problema não está pois em "clausulas abusivas". Evidentemente que as seguradoras exigem, e bem, qualidade e rapidez.
Porque não faz o mesmo o SNS, negociando um preço compatível com o mercado e exigindo elevada qualidade ??
O problema está, uma vez mais, no serviço nacional de saude, que mesmo contratando a privados, continua a nivelar o utente por baixo.


Que tem Berlusconi para, agora que ele tem 71 anos, lhe darem uma terceira oportunidade como chefe de Governo, depois do fracasso que foram as duas anteriores ocasiões?
Ao que parece os italianos já se esqueceram das duas anteriores lideranças governamentais, em que Berlusconi foi acusado de praticamente tudo, inclusive de fazer leis em proveito próprio e dos seus amigos e esteve à beira de poder ser preso.
Berlusconi governará a Itália, possivelmente com o mesmo desprezo pela democracia que antes já demonstrou.
A história vai-se repetindo...
P.S. só achei piada ao cartaz, mais nada!

Eleições em Itália - II

Ontem referi aqui a dificuldade da malta de esquerda entender a vontade do povo expressa através do voto.
Pensava que esta dificuldade se limitava aos aprendizes cá da praça.
E hoje, surpreendentemente, o Prof. Vital Moreira, ex-comunista, mostrou que ainda não perdeu esses tiques de convivência com estas ideias no PCP.

Abril àguas mil


Veio Abril fazer jus ao ditado popular trazendo àguas mil, chuva e chuvinha, ventanias e dias cinzentos.
Os dias cinzentos são mais tristes do que os outros dias, os dias azuis de luz e sol em cascatas.
Os dias cinzentos convidam-me á melancolia e alguma preguiça. O cinzento escuro lá fora empurra-me para a resignação e a passividade do sofá. Se bem que uma leitura no sofá, frente á lareira, com a chuva a cair lá fora é uma das alegrias do Inverno...Mas, agora, a esta altura do ano, já todos consumamos a alegria invernal e ansiamos pela mudança de estação, pela Primavera-quase-Verão.
O céu azul e o brilho do sol são fontes de optimismo e boa disposição; são prozacs naturais e gratuitos para todos.
Um raio de sol pela manhã é um sorriso que entra na alma, e dá asas á imaginação.
Graças ao Inverno esperamos impacientemente pelo Verão.
Por isso, gosto das 4 estações, adoro o verde clarinho das arvores ao sol da Primavera, tenho saudades do cheiro dos dias longos do Verão, aprecio as matizes coloridas do Outono, e as vezes sinto falta das tardes calmas de Inverno.
As 4 estações são o mote do calendário e da nossa vida.


Pré-aviso de chuva e tormentas, o tal alerta laranja. O pensamento vagueia por uns minutos, a magistral música de Britten traz à memória Thomas Mann e Luchino Visconti. Estou meio nostálgico, mas o cartaz dos Rhinoceros e os ventos que sopram dizem-me que a Morte em Veneza está sempre ao virar da esquina.

terça-feira, 15 de Abril de 2008

Cinema Paradiso


Bons Amigos dão boas dicas. Hoje chegou-me por e-mail este site, dá para rever momentos inesquecíveis que, de uma forma ou de outra, marcaram momentos da nossa vida. Obrigado Miguel!

Inflação

O JN de hoje traz um trabalho interessante mas também preocupante sobre a inflação em Portugal.
Interessante pois consegue explicar de uma forma detalhada as oscilações dos preços e por-nos todos a pensar como é que com subidas tão elevadas em bens essenciais, a taxa de inflação se fica por 2,6%., razão pela qual eu gostava de um dia conhecer uma família cuja vivência diária se pautasse pelo cabaz de produtos que serve de base para o cálculo da inflação.
Preocupante pois com o pão a subir 9% e os lacticínios a subirem 13%, isto significa que as famílias vão ter de fazer muitos cortes para poderem viver com dignidade. É que os juros também continuam a subir, o endividamento das famílias está como se sabe, e os salários (quando há emprego) sobem pouco ou nada.

Eleições em Itália

Os resultados das eleições em Itália são claros e podem consultá-los aqui.
Com uma taxa de participação superior a 80%, os italianos escolheram novamente Silvio Berlusconi para Primeiro-Ministro. Apesar de todos os "futebóis" em que tem andado metido ao longo da sua vida.
E os italianos, fruto do seu sistema eleitoral que, tal como noutros países, estabelece uma quota mínima de votos - 5% - para se poder ter representação parlamentar, disseram claramente que de partidos de esquerda estavam fartos.
Estes, apesar de coligados, tiveram pouco mais de 1 milhão de votos.
E vão passar a próxima legislatura fora do Parlamento e do Senado.
Umas férias fazem sempre bem aos trabalhadores...
Curiosas são as opiniões dos representantes aveirenses dos partidos de esquerda nos seus blogs quanto a estes resultados.
No PCBlog Quotidiano da Miséria, diz o escriba de serviço que há coisas difíceis de entender. É verdade. É mesmo difícil de entender este povo tão ingrato que, com uma caneta e um boletim de voto nas mãos, resolveu tomar uma decisão deste calibre. É claro que noutros países, como recentemente se verificou em Cuba, o povo não está tão esclarecido. Mas, como agora vão passar a ter computadores e telemóveis, não faltará muito para passarem a ser uns ingratos para com a esquerda.
No BEblog A Ilusão da Visão, o discurso vai mais por um prisma gastronómico. E tenta justificar o resultado com o sistema eleitoral. Grande homem, faz lembrar alguns presidentes de clubes que por aí andam. Só que, se a lei eleitoral não era boa, qual a razão pela qual a esquerda que esteve estes últimos anos no poder não a mudou? E quando se diz que "a esquerda se divorciou da sua base social de apoio", talvez se devesse ter dito que a base social de apoio da esquerda acabou, pois as pessoas informadas têm o conhecimento da realidade dos países governados à esquerda e sabem que este tipo de governação nunca lhes trará o futuro que desejam.
A minha esperança é que Portugal possa seguir estes exemplos e dar à esquerda o lugar que ela merece, mesmo sem necessidade de mudar os sistemas eleitorais.

Esta gente cujo rosto
As vezes luminoso
E outras vezes tosco
Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis.
Sophia

Blog novo na vizinhança

Há blog novo na vizinhança, é de boa gente e está interessante: fotografias muito boas tiradas durante as andanças da autora. A seguir aqui! Muito além dos mapas!

Nonsense


Agora, por ordem cronológica:

"Eu acho bem não haver uma sessão solene, acho que era dar uma péssima imagem da Madeira mostrar o bando de loucos que está dentro da Assembleia Legislativa", afirmou sábado o presidente do Governo Regional, referindo-se a deputados da oposição como "o fascista do PND, o padre Egdar (do PCP)" e "aqueles tipos do PS".


O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira considerou hoje que Alberto João Jardim não quis atingir a "honorabilidade e respeito" do parlamento regional ao classificar os deputados madeirenses da oposição de "bando de loucos".


O Presidente da República, Cavaco Silva, manifestou hoje à chegada ao Funchal "o seu apreço e respeito" pelas autonomias regionais que considerou "casos indiscutíveis de sucesso da nossa democracia". Cavaco Silva optou por não se pronunciar sobre a polémica lançada hoje em torno da sessão solene, em sua honra, no Parlamento Regional, que não se realizou.


Conclusão: Gama foi á frente e abriu caminho. Lembram-se daquelas toneladas de cocaína queimadas há pouco tempo nos arredores de Lisboa? Não é por nada, mas acho que o vento sul fez das suas...

segunda-feira, 14 de Abril de 2008

Mensagem de Rodapé


Que quem envia mensagens para os programas das televisões se identifique com pseudónimos, é um problema dos próprios.
Mas será que não há quem leia o que se põe no ar antes de as mensagens aparecerem?
É que se não há, parece-me um disparate dos grandes. Se há e deixa passar isto, ou está distraído ou está há procura de novo emprego.
E o cavalheiro da fotografia não se chama António José Teixeira?

O bando de loucos



Comentando o programa oficial da visita do Presidente da República ao arquipelago da Madeira, Alberto João Jardim disse hoje «achar bem» que não haja sessão solene no Parlamento Regional, considerando que «o bando de loucos» que está na Assembleia Legislativa daria uma péssima imagem da Madeira.
Pois, e ele é o chefe da banda….

Opinando sobre aquelas declarações, veio o líder do PS da Madeira afirmar que a não realização de uma sessão solene no parlamento da região durante a visita de Cavaco Silva é uma «ofensa pessoal ao Presidente da República».
Esta luminária não percebeu que o alvo da ofensa foram todos os deputados, ele incluído, e a instituição Parlamento Regional ….
Loucos ? Talvez...
Mas seguramente, resignados e pouco perspicazes …

Magna Tuna Cartola


Porque são de Aveiro, mas sobretudo porque são muito bons e também porque estão de parabéns.
Para ver
aqui e aqui, mas sobretudo ao vivo, nos próximos dias 16 e 17, pois ao vivo é que vale a pena.

Só mesmo em Itália

Ao dar uma vista de olhos pelos resultados das eleições de ontem e hoje em Itália, onde, tal como em Espanha, a vida continua a decorrer normalmente nestes dias e até há jogos de futebol, descobri alguns partidos interessantes.
O que acham da (traduzindo para Português) LISTA DOS GRILOS FALANTES? E da UNIÃO DEMOCRÁTICA PARA OS CONSUMIDORES? Ou de partidos regionais com o nome em Alemão?
Enfim, há para todos os gostos e feitios mas a maior parte deles não sei se sobreviveria com uma Lei como a que queriam que vigorasse em Portugal. E na Lista dos Grilos Falantes os militantes teriam de ser obrigatoriamente humanos?

domingo, 13 de Abril de 2008

L'Italiano vero


Dizia Toto Cotugno (lembram-se?) na sua magnifica música (arghh...): suono l'italiano, l'italiano vero. Acho que foi isso mesmo que aconteceu hoje em Itália. Itália é o reino dos contrastes, tem a Vespa, o Fiat 500, os Persol, os Fratelli Rosseti, a Acqua di Parma, Portofino, a Dolce Vita e depois, a estragar tudo, o italiano típico, como dizia Cotugno, l'italano vero.
Hoje, a confirmar a minha tese, os italianos foram às urnas escolher um dos seus para regressar ao comando dessa coisa que Ezra Pound definiu como "dificilmente um país, nunca uma nação". Ilustrativo do país e do seu sistema político é que Berlusconi será o 62º presidente desde a II Grande Guerra, estamos esclarecidos.
Não me vou repetir sobre o contributo que acredito que Fini poderia dar para a "normalização" de Itália, poderão ler aqui.
Quem vai presidir a Itália nos próximos tempos, se não for preso entretanto, será Berlusconi. Torna-se difícil dizer algo de novo sobre Berlusconi, tudo foi dito, exposto, repetido, mas pouca análise se faz sobre a evidente identificação entre o povo italiano e este líder politicamente inviável em qualquer outro país civilizado. É preciso voltar a Mussolini, também disso já falei aqui , para perceber a estranha relação dos italianos com a política e consigo mesmos. O problema e o interesse desta análise, que deve ser de todos, é que a lingua de terra em forma de bota Mediterrâneo adentro, é parte da Europa, uma parte importante, relevante na composição dos diversos equilíbrios de poder; será Berlusconi de novo o protagonista, o homem com quem tem de se falar. O povo italiano impõe pelas regras do jogo um player de dúbias regras na mesa do poker europeu. Infelizmente, Itália não é uma excentricidade inócua.

Benditas II



Ao ler o magnifico Benditas que a P. postou, revivi a última passagem pelo Rio, realmente inesquecível. O Rio é uma experiência que só faz sentido com música, muita música. Benditas, na fantástica versão da Mart'nália gravada a vivo em Montreux, foi uma das músicas descobertas e mais presentes nos nossos dias cariocas. Cassia Eller tinha partido de falsa overdose uns anos antes e diziam-nos os brothers em conversa que só restava Zélia Dunkan, ZD para os amigos, e a promessa de Ana Carolina. ZD escreveu Benditas para a voz quente de Mart'Nália, embalada no ritmo da Vila Isabel. Aqui, juntam-se as duas a Luiza Possi, para na noite quente da Lapa, paraiso na terra ou tentação do capeta, cantarem o que não é mais que a minha infinita vontade de voltar. Beleza!

sábado, 12 de Abril de 2008

Indicador de Confiança ....

CERTO OU ERRADO?


Pensando bem em tudo o que a gente vê e vivencia, ouve e pensa, não existe uma pessoa certa para a gente.

Existe uma pessoa que se você for parar para pensar é, na verdade, a pessoa errada.

Porque a pessoa certa faz tudo certinho!

Chega na hora certa, fala as coisas certas,faz as coisas certas, mas nem sempre a gente está precisando das coisas certas.

Aí é a hora de procurar a pessoa errada.

A pessoa errada faz-te perder a cabeça, perder a hora, morrer de amor...

A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar, que é para na hora que vocês se encontrarem a entrega ser muito mais verdadeira.

A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.

Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas.

Essa pessoa vai te tirar o seu sono.

Essa pessoa talvez te magoe e depois te encha de mimos pedindo seu perdão.

Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você.

Vai estar o tempo todo pensando em você.

A pessoa errada tem que aparecer para todo mundo, porque a vida não é certa.

Nada aqui é certo!

O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo,querendo,conseguindo...

E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"

Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada para que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente...


LUIZ FERNANDO VERÍSSIMO

ESTADO DE ALMA


Um estado de alma, frequente. É este à "beira do abismo" que nos permite sobreviver e enfrentar os dias , sadiamente.


Have you ever had the feeling

That the world’s gone and left you behind

Have you ever had the feeling

That you’re that close to loosing your mind


From Leaving Las Vegas soundtrack. Lyrics by Earl Brent, music by Matt Dennis.

BENDITAS


Benditas coisas que eu não sei

Os lugares onde não fui

Os gostos que não provei

Meus verdes ainda não maduros

Os espaços que ainda procuro

Os amores que eu nunca encontrei

Benditas coisas que não sejam benditas


A vida é curta

Mas enquanto dura

Posso durante um minuto ou mais

Te beijar pra sempre o amor não mente, não mente jamais

E desconhece do relógio o velho futuro

O tempo escorre num piscar de olhos

E dura muito além dos nossos sonhos mais puros

Bom é não saber o quanto a vida dura

Ou se estarei aqui na primavera futura

Posso brincar de eternidade agora

Sem culpa nenhuma


ZÉLIA DUNCAN

É Fim de Semana !!!!


Cartoons...






Judah Ben-Hur


Foi o adeus a Charlton Heston que morreu a 5 de abril último, aos 84 anos de idade…
Alguns diziam que o seu fascínio estaria nos olhos azuis, ou no nariz, alto e aquilino, ou na linha do maxilar, perfeitamente esculpida.
Para mim, o fascínio deste actor é o inolvidável Judah Ben-Hur, filme magnífico com uma história fascinante e cenas inesquecíveis como a da corrida no hipódromo romano.
Para rever, uma e outra vez, com os meus filhos….
Charlton Heston será, para sempre, Ben Hur, e também aquele astronauta que, na cena final do "Planeta dos Macacos", caiu de joelhos na areia, á beira mar, á vista do resto tombado da estátua da Liberdade….





Receita de mulher

As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflita e desabroche
No olhar dos homens. É preciso, é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como o âmbar de uma tarde. Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos, então
Nem se fala, que olhem com certa maldade inocente. Uma boca
Fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar as pernas, e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes. Indispensável
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteia em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebal
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas bem haja um certo volume de coxas
E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
No entanto sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!)
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos. A pele deve ser fresca nas mãos, nos braços, no dorso e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior
A 37º centígrados, podendo eventualmente provocar queimaduras
Do primeiro grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da terra; e
Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão
Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que se se fechar os olhos
Ao abri-los ela não mais estará presente
Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.

Mercedes Benz



Oh Lord, won’t you buy me a Mercedes Benz ?
My friends all drive Porsches, I must make amends.
Worked hard all my lifetime, no help from my friends,
So Lord, won’t you buy me a Mercedes Benz ?

Oh Lord, won’t you buy me a color TV ?
Dialing For Dollars is trying to find me.
I wait for delivery each day until three,
So oh Lord, won’t you buy me a color TV ?

Oh Lord, won’t you buy me a night on the town ?
I’m counting on you, Lord, please don’t let me down.
Prove that you love me and buy the next round,
Oh Lord, won’t you buy me a night on the town ?

Oh Lord, won’t you buy me a Mercedes Benz ?
My friends all drive Porsches, I must make amends,
Worked hard all my lifetime, no help from my friends,
So oh Lord, won’t you buy me a Mercedes Benz ?

That’s it!

A indicação de Jorge Coelho para presidente da Mota-Engil



Os políticos querem poder e prestígio e os homens de negócios protecção face à concorrência.
É evidente que António Mota quer recrutar Jorge Coelho pelos seus contactos políticos. Pela sua influência no PS, que governa. Porque a Mota-Engil está prestes a renegociar com o Ministro Mário Lino os contratos de concessão de estradas. Porque estão anunciadas oito novas auto-estradas….
A Mota-Engil garantiu assim uma aura de suspeição que se vai virar contra si própria, pois todos os concursos que Jorge Coelho vier a ganhar serão sempre linchados na opinião pública.
A ética da "res publica", a liberdade e a democracia são indissociáveis de um sentido pessoal de dever, incompatível com tentações deste género, e que vai muito além de um mero período de "nojo" ou abstenção.
O estadista é o bem mais escasso em política ….

sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Jogos Olímpicos


Muito se tem falado sobre os Jogos Olípicos 2008 e os habituais aproveitamentos políticos que estes eventos proporcionam.
Alguns "pensadores" tem colocado a hipótese de se avançar para um boicote como forma de protesto pela situação de desrespeito da China relativamente aos Direitos Humanos.

Estou frontalmente contra esta ideia e explico resumidamente porquê.
A organização dos Jogos Olímpicos foi atribuída à China em 13 de Julho de 2001. Certamente que nesta data já eram sobejamente conhecidos os problemas agora alegados para esta eventual posição.
Desde então, os países que agora têm abordado esta hipótese já devem ter assinado centenas de acordos comerciais, acordos de investimento estrangeiro na China, importado milhares e milhares de contentores de produtos chineses e não me parece que neste aspecto se tenha colocado a hipótese de boicote comercial ou económico ou de sobretaxar alguns produtos chineses como forma de "penalizar" a situação interna na China.
Estou completamente de acordo com o boicote político às cerimónias oficiais do Jogos Olímpicos. Os Jogos realizar-se-ão sem qualquer problema, ninguém dará pela falta desta entidades e ficam todos politicamente satisfeitos.
Evidentemente que o nosso Governo continua na política das meias tintas, não assume a sua posição e, se puder enviar alguém às cerimónias oficiais, ficará sempre muito bem visto pelos amigos chineses. Tal e qual como aquilo que fez aquando da visita do Dalai Lama.
Agora veja-se o outro lado da moeda.
Estes mesmos países que pensam em boicote, investiram milhões de euros ou dólares ou de outra qualquer moeda, muitas vezes através de estações públicas de televisão, de modo a conseguirem ter os direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos.
Estes mesmos países que pensam em boicote, investiram milhões de euros ou dólares ou de outra qualquer moeda na preparação dos seus atletas para que representem dignamente as suas bandeiras neste Jogos Olímpicos.
Os atletas investiram anos da sua vida para este objectivo e tentar respeitar o lema olímpico, citius, altius, fortius.
Os Jogos Olímpicos são a maior manifestação desportiva à escala planetária sendo, na maior parte das modalidades, mais importantes que os próprios campeonatos mundiais.
E agora aparecem estes "pensadores" com esta ideia brilhante.
Haja respeito e coerência.

Beira-Mar


Há alturas em que ficar afónico devia ser obrigatório.
É o que eu penso depois de ler isto.

Modern Life...

Não boicote.

Na frase certeira de Winston Churchill, a democracia é o melhor dos regimes se excluirmos os outros todos. Também os Jogos Olimpicos, se não considerarmos os seus defeitos, (que este ano, abrangem o país escolhido para a sua realização) são a melhor manifestação e competição desportiva do mundo: aquela que faz os povos competir pelo ideal de perfeição desportiva, no absoluto respeito dos adversários.
O importante é participar - disse o barão Pierre de Coubertin. Participar, apesar de tudo ....
É verdade.
Tenho de concordar que sim quando me recordam a mais extrordinária lição dos Jogos Olimpicos : na Berlim nazi de 1936, um negro chamado Jesse Owens ganhou 4 medalhas de ouro, e assim deitou por terra as tolices alemãs de superioridade e inferioridade entre as raças. Felizmente não houve boicote aos Jogos Olímpicos de 1936.

Há...


Eu gostava de ter escrito isto;
Não escrevi, não conseguiria.
Ainda bem que, deambulando por aí, se descobrem momentos assim.

"Há quem não saiba que os dias são redondos e a cores. Há quem viva tudo no vértice de um só dia. Há quem não saiba por onde começar a vida. Há os que no desespero circulam como o sangue numa tangente à alma. Há os que nos lábios semi-curvos deixam morar palavras demoradas. Há os que não hesitam e deixam que o desejo ofusque a própria luz. Há mesmo os que mergulham nos sonhos para ser mar e rocha e tempestade e visitar a morte. Há os que inocentemente abdicam das horas para dar magia aos dias. Há os que amam os dedos que erguem mundos do nada e poisam suavemente nas janelas olhando só azul. Há quem caminhe sem hesitar no gume das estrelas que nunca anoitecem. Há os que preenchem a boca de aromas absolutos para dizer simplesmente que o tempo é velho de mais para ainda existir. Há também os que nunca saíram da margem de si próprios e ainda assim sabem todos os segredos que a existência oculta. Há mesmo os que acreditam que um simples gesto de ternura mais ousada pode desequilibrar o universo."

Desconheço o autor; de qualquer forma, obrigado pelas palavras que pude “roubar” e repetir. Mostram claramente que, afinal, aqui e ali, hoje ou amanhã, os estados de alma e os sentimentos acabam por ser comuns…

Dia da Sogra

Desconhecia a existência deste dia comemorativo. Nunca ouvi falar de tal coisa em Portugal. Mas, no Brasil, estão mais adiantados.
Para todos aqueles ou aquelas que queiram proporcionar uns dias felizes às respectivas sogras, aqui fica um belo programa.
O facto do mesmo decorrer em São Paulo, Brasil, até pode ser uma vantagem para alguns!

quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Cool



Donavon Frankenreiter. Na onda surf de Jack Johnson, lembranças de mar & sol numa noite de primavera com chuva, vento e frio. É estimulante esta renovada tendencia de sons simples e acústicos, clássicos e novos em simultâneo. Cool.

Sem palavras


Estava a dar uma vista de olhos numa revista quando me deparei com este anúncio.
Fica aberto o espaço de comentários para os observadores atentos indicarem quantos são os erros que aqui vão encontrar.

Notícias









Hoje não me apetece escrever sobre coisas sérias.
Ao receber via mail estas brincadeiras com umas capas de jornais e revistas, decidi partilhá-las aqui nesta nossa sóssaiati (é estrangeiro sim senhor, procurem nos vosso dicionários).
Para quem quiser devertir-se mais um bocado, é só dar um salto até aqui.

Liga dos Últimos


Alvaro Costa é dos poucos comunicadores não formatados dos media nacionais. Goste-se ou não, conseguiu criar e manter um estilo próprio, coisa infelizmente rara nesta geração. Para além disto, no seu patamar, é dos mais sólidos radares de modernidade de que dispomos.

Hernani Gonçalves é, como dizer?, bem... o Professor Bitaites. Isso mesmo. Carismático homem do norte, típico sem nada de rústico, bem humorado e, fundamentalmente, simpático.

O cosmopolita que viveu em L.A. e o velha guarda que não dispensa umas boas tripas dominicais, unem-se ao incontornável Sérgio Sousa (Sim! Quais gatos, quais quê!) e, longe das produções fictícias, protagonizam a Liga dos Últimos. Chegam amanhã ao prime time da RTP1.

Sou cliente de primeira hora e acérrimo divulgador. O formato é muito bom, os protagonistas praticam a difícil arte de abordar as caricaturas apresentadas com as doses certas de humor, bonomia e respeito; é raro. É puro entretenimento do melhor, uma faceta esquecida de um futebol que nos maça cada vez mais. Passa agora de objecto cult para o mainstream. Com pena de se perder aquele espirito de grupo de fans restrito, alegra-me a democratização de um produto de qualidade. Que seja bem apreciado!

Mau tempo no Canal (Central)




Há muito tempo que não via o Canal Central assim.
Imagens recolhidas a conduzir (grave) às 8h30m de hoje.


quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Everyday I have the blues...




Como nem no cabo podemos ver o programa de Jools Holland, o blogger sente-se com urgência de serviço público. Para fugir do tédio das rádios da praxe, aqui fica o fabuloso Seasick Steve vindo do Mississipi com a sua guitarra de três cordas a rasgar um inspirado blues.

Quo Vadis?


Ídolos? Alguns...

Mark Knopfler - True Love Will Never Fade (Berlin, live)
Numa altura em que não me apetece pensar em nada, a não ser eventualmente no trabalho, deixo aqui apenas o registo (o último, porque o mais recente), de alguém que me marcou desde muito novo e até aos dias de hoje. E continua a fazer coisas bonitas. Como esta. Obviamente para quem gosta, como eu.

A mulher de César


O suposto ou possível romance Câncio-Sócrates é dos assuntos mediáticamente bem geridos da actualidade portuguesa. É, no género agarra-me se não eu bato-lhe, um interessante exercício; os actores querem que se saiba (senão não se sabia!), mas não permitem que se saiba! Assim, toda a gente sabe e sabe que, supostamente, o casal não queria que se soubesse! É uma alternativa, bem elaborada, ao romance público Bruni-Sarkozi de que aqui já falei. Não preciso de dizer qual abordagem prefiro, sempre gostei de gente frontal, desempoeirada e corajosa.

Na arena pública estes dois actores actuam separados e em palcos alternativos. Enquanto Sócrates governa o país com mão de ferro (supostamente) e se guia por puro pragmatismo, Fernanda Câncio na imprensa advoga uma agenda fracturante, o caderno de encargos jacobino, dá o mote para que o governo, sem grandes custos orçamentais, possa satisfazer alguma esquerda e extrema-esquerda de tradição revolucionária, républicana e laica. Genial!

O que é comum aos dois é a irritante postura de superioridade moral e intelectual; mais do que esconder as suas evidentes fragilidades, revela uma arrogância e prepotência a que não estávamos habituados. Julgam tudo e todos de uma tribuna onde se pretendem intocáveis, de tal forma que não cuidam sequer as aparências. Concretizando, há sistemáticas queixas, indicações e sugestões sobre a ingerência do governo Sócrates na gestão da RTP, em particular na informação. Essa mesma RTP, através do seu segundo canal, e sabendo-se que há um quadro excedentário de jornalistas de grande qualidade na casa, contrata 10 programas de informação com quem? Com Fernanda Câncio!

Não vou discorrer sobre a aptidão da senhora para fazer problemas sobre bairros problemáticos, tema susceptível de manipulação ideológica, mas levanto uma legitima dúvida sobre a necessidade de a RTP contratar "fora" este tipo de programação. Pior, esta necessidade por provar, pode, em quem raciocine como a senhora Câncio, levantar todo o tipo de dúvidas, é ela própria que as legitima semana após semana nas páginas que escreve.

À mulher de César não basta ser séria... e à mulher de Sócrates???

O ESTADO E A IGREJA


Hoje, o programa Opinião Pública da SIC Notícias, esteve a debater a relação entre Estado e a Igreja. A pergunta que lançava aos telespectadores era a seguinte: “Deve haver maior separação entre estado e Igreja?” Fiquei atónita com esta questão pois estava convencida que a Constituição da República Portuguesa estabelecia claramente um regime de separação entre o Estado e as Igrejas. Constitucionalmente, Portugal é um Estado Laico. No entanto, não se deve confundir laicidade- Estado sem vínculos religiosos, sem uma religião oficial - com secularismo: interpretar e regular a vida prescindindo tanto de Deus como da religião.
Aparentemente, o que suscitou o debate público foram as recentes declarações do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga.
O Arcebispo de Braga deixou claro que “O Estado democrático não pode ser militantemente ateu” e que “ a Igreja nunca poderá prescindir de dar o seu contributo à edificação dum país mais justo”. Avisou , ainda, que “a intervenção na vida social é estruturante do cristianismo”.
Falou da existência de “uma singular contradição”: “Por um lado, verificamos a tolerância como base duma sociedade pluralista onde todas as posições culturais, ideológicas, éticas devem ser consideradas legítimas e igualmente dignas de consideração; por outro lado, presenciamos uma incrível exclusão da presença católica dos ambientes públicos e políticos quase que pretendendo refugiar-nos no simples âmbito privado.”
O que se verifica na nossa sociedade é a crescente imposição de uma Laicité intolerante e jacobina que pretende negar, não só qualquer relevância política e cultural da fé cristã, mas até a própria possibilidade de uma ética natural.
Quando a Igreja se dirige aos seus fiéis para lhes falar sobre questões doutrinais, sobre sexualidade, sobre dogmas ou pecados, todos se julgam no direito de opinar, de criticar e de atirar pedras. Contudo, se for a Igreja a emitir uma opinião sobre politicas injustas ou medidas legislativas moralmente ofensivas todos se insurgem porque a Igreja está a interferir em áreas que não lhe dizem respeito. Quem dirige o Estado, sob a capa de um inexistente Estado laico, tenta impor uma ideologia secular que não é mais do que uma atroz ditadura que não respeita a fé dos que os elegeram.
Se qualquer cidadão pode recusar-se a cumprir uma lei injusta ou imoral, porque é que os cristãos não podem manifestar a sua opinião sobre coisas da «res publica»: (coisa de todos, tudo aquilo que pertence à totalidade dos membros de um grupo social humano) se estas forem atentatórias da liberdade, da igualdade e da a dignidade humana?
Sobre esta ideologia secular, imposta pelo estado em nome do "pluralismo", vale a pena ler o que dizia o teólogo Henri De Lubac sobre as consequências nefastas que pode acarretar para o o processo democrático:”não é verdade, como por vezes se disse que o homem não pode organizar o mundo sem Deus. O que é verdade é que, sem Deus, ele só o pode organizar contra o homem.” O humanismo ateu é, inevitavelmente, um humanismo desumano, e o humanismo desumano não pode sustentar, alimentar nem defender o projecto democrático. Só o pode minar, ou atacar."

terça-feira, 8 de Abril de 2008

Investing in Portugal 2008


O Finantial Times publica hoje uma grande reportagem com o título "Investing in Portugal 2008", que inclui entrevistas a Fernando Teixeira dos Santos e Manuel Pinho e vários artigos de opinião. Aqui ficam 2 trechos elucidativos:

Embora se reconheça que certas reformas estruturais do Governo começam a surtir efeitos, ….
«For the first time in its history, Portugal is exporting more technology than it imports. Business services have overtaken cheap textiles and footwear, the country’s traditional industrial breadwinners, as export earners. More money is being invested in science and research than ever before.
Other trends, including a shift in investment away from labour-intensive industry to more technologically-advanced sectors, suggest Portugal has reached the tipping point in a gradual transition from a low-cost manufacturing economy to a provider of knowledge-based services.
Qualified software engineers, consultants and accountants are replacing unskilled, low-cost factory hands as an attraction for foreign investors. "The skills offered by bright university graduates at relatively low levels of remuneration place Portugal in a competitive position in this area," says José Gonzaga Rosa, a Lisbon-based partner with Ernst & Young.»
Peter Wise in Finantial Times 8/4/2008
Há ainda um longo e árduo caminho a empreender….
«Portugal has no control over its monetary policy and will have to pursue a tight fiscal policy for many years. If the country is to cease being a "new sick man of Europe", as the Economist recently called it, it will have to achieve a massive upgrade of its productive base, a more flexible economy, a better educated work force, far higher national savings, higher productivity and a more efficient public sector.
The government recognises the challenge. A recent meeting with Manuel Pinho, minister of the economy, in Lisbon, made this quite clear.
Growth performance has also improved somewhat. But it is still far too slow to achieve a sustained catch-up on the standards of living of its richer neighbours.
Moreover, the economic environment is becoming much tougher: the soaring external value of the euro; the global credit crunch; and the deterioration in the economic performance of Spain, as the latter’s construction boom comes to an end.
Portugal will have to work hard to achieve the sustained improvement in its economic performance that it desperately needs.»
Martin Wolf in Finantial Times 8/4/2008

The Change is changing


Muito bonitas e elegantes as novas moedas de libra com motivos heráldicos – anunciadas no Royal Mint, e seleccionadas num concurso que atraiu 4 mil concorrentes. O vencedor foi o designer Matthew Dent, de 26 anos, e este é o seu 1º trabalho no design de moedas….
Eu já achava feias as nossas moedas de €uro. Agora ainda mais.

The Avengers


Escrevi aqui, nos primeiros passos deste enguia fresca, um post sobre o prazer de rever os clássicos das séries de televisão. Na altura a RTP Memória passava The Persuaders com Roger Moore e Tony Curtis; foi uma temporada deliciosa, serões sempre começados da melhor maneira. Entretanto veio Holmes e Watson, com qualidade, mas confesso que de Connan Doyle prefiro a escrita às adaptações dela decorrentes.
Hoje, acidentalmente, em mais um zapping que foge do pessimo humor do prime-time, dos hospitais e das casamenteiras ou sucedâneos, dou de caras, no sítio do costume, com a reposição de Os Vingadores. Cheers!
Emma Peel e John Steed, em cena permanente entre 1961 e 1969, partilhavam com Os Persuasores um apurado sentido estético que atesta hoje a vocação britânica de trendsetting, fusão do clássico com o avant-garde, bem mais vanguardista que o mais tardio, pouco imaginativo, "tweed revival". Tudo aqui é cuidado ao pormenor, os vestidos de Ms. Peel, o incomparável Bentley Green Speed Six de 1926 de Steed, o fashionable Lotus Elan de Peel, a "decoração" das ruas, a fabulosa musica de Laurie Johnson, acima de tudo, o refinado humor e a inultrapassável fleuma. Nos Vigadores, como nos Persuasores, a morte evidente é o último recurso, os maus são invariávelmente entregues a autoridades que, longe dos nossos olhos, tratarão da maçadoria burocrática enquanto Peel e Steed brindam com champagne. Cheers again!
Diana Rigg e Patrick Macnee vivem os personagens de forma tão perfeita que ainda hoje lhes estão colados no imaginário colectivo. O interesse da série ultrapassa o do mero objecto de época e entretem hoje, se calhar, de forma mais divertida do que então.

Uma curiosidade para terminar, Steed, paradigma do british gentleman, é vestido em todos os episódios por... Pierre Cardin. Ah... le look anglais!

domingo, 6 de Abril de 2008

Cartoons da Semana...












Deus escreve direito

Deus escreve direito por linhas tortas
E a vida não vive em linha recta
Em cada célula do homem estão inscritas
A cor dos olhos e a argúcia do olhar
O desenho dos ossos e o contorno da boca
Por isso te olhas ao espelho:
E no espelho te buscas para te reconhecer
Porém em cada célula desde o inicio
Foi inscrito signo veemente da tua liberdade
Pois foste criado e tens de ser real
Por isso não percas nunca o teu fervor mais austero
Tua exigência de ti e por entre
Espelhos deformantes e desastres e desvios
Nem um momento só podes perder
A linha musical do encantamento
Que é o teu sol tua luz teu alimento.

Sophia

Será possível?

Leio no JN de hoje algo de espantoso relativamente à construção do acesso ferroviário ao Porto de Aveiro.
Passo a citar:
"O facto de a passagem pedonal sobre a A 25 colidir com a via férrea, em construção, para o porto de Aveiro só foi descoberto quando o empreiteiro questionou a Refer, como dona da obra, sobre o projecto daquela obra de arte, a fim de a poder demolir, conforme o JN noticiou oportunamente."
A ser verdade o que aqui está escrito, gostaria que alguém me explicasse:
  1. Como é possível fazer um projecto de engenharia desta envergadura sem visitar o local da obra?
  2. Que base cartográfica terá sido utilizada, para que a referida ponte nela não aparecesse?
  3. Não foi feito um estudo de impacto ambiental? E, também neste caso, ninguém se deslocou ao local e se interrogou sobre o destino a dar aos resíduos da demolição da ponte?

Se alguém me puder esclarecer, agradeço.

sábado, 5 de Abril de 2008

Narcisismo ..... é fim de semana .....


Jorge Coelho

Não vou falar aqui mal de Jorge Coelho. Não vou mesmo!
Vou esperar tranquilamente para ver o que vão agora dizer os arautos da moral socialistas, os fazedores de opinião e as reservas da nação, sempre tão prontos a pregar moralidade em casa alheia.
Estou mesmo curioso.

Au au


O Expresso de hoje, atacado, assumidamente, por virus estranho, põe no seu barómetro semanal Jaime Silva (é ministro, sabiam?) nos "altos". E porquê? Porque, como ministro temerário, marcou a agenda política com a proibição de certas raças de cães no território nacional! Eu, se calhar sonhei, pensava que este assunto já tinha umas semanas largas, que o bravo ministro (é um senhor de bigodinho, estão a ver?) já tinha anunciado a dita proibição e copiado uma lista meio desajustada que vigorava noutro país qualquer. Se não sonhei e foi mesmo há umas semanas que a dita proibição foi prometida pelo tal ministro, porque é que só agora o Expresso o repescou? Isto não cheira nada a "jeitinho". Não deve ter nada a ver com a coincidência de ódios que o ministro (esqueça, também ninguém sabe mesmo quem é) e o Expresso alimentam. Se calhar, tem a ver com alguma reprise do primeiro de abril.

Litorânea




Agora que abriu a época de caça ao gin tónico, apetece mesmo disto, ainda que o sabor seja a caipirinha... Que bom que é o verão! Aqui, com memórias de lá...

sexta-feira, 4 de Abril de 2008

O Dom da Ubiquidade

Sem mais comentários a esta notícia do Sol.
Esperemos para ouvir os comentários das virgens ofendidas.

C & C


Deixo, como ponto prévio, o meu distânciamento de muito do que Constança Cunha e Sá escreve, o que não me impede de livremente concordar quando as nossas opiniões coincidem e, acima de tudo, reconhecer que é uma mulher livre, inteligente e com um lugar merecidamente conquistado na crónica política em Portugal.

Quanto a Fernanda Câncio, lembro-me de ter concordado uma ou duas vezes com os seus escritos e ter pensado que um de nós não estaria muito bem na altura. É uma jornalista engajada, militante e sectária; os seus escritos enquadram-se mais rápidamente no panfleto do que na crónica. Confesso que nutro uma profunda antipatia pela senhora, pelo que escreve e pelo que representa.

Posto isto, e declarada a minha dificuldade de um julgamento isento, elenco alguns critérios de avaliação. O cronista, para mim, é dotado de estrutura autónoma e personalista, escrevendo livremente, com fidelidade aos seus princípios, podendo, obviamente, situar-se dentro de determinada área ideológica. O panfletário, usa o espaço que publica para, de forma comprometida e parcial, veícular o "caderno de encargos" onde se filia, os anlo-saxónicos usam o termo "his master's voice".

Tudo isto a propósito de mais um panfleto de Fernanda Câncio no DN de hoje. Quanto à matéria escrita, claro está, a minha discordância é total; é mais um passo do mandato jacobino que tem, mais uma série de impropérios do calibre a que, infelizmente, já nos habituou. O que ressalta na peça e no título é a confusão de estatutos, golpe astuto e de uma arrogância inusitada! Ao afrontar de forma nominal e directa Constança Cunha e Sá, Câncio pretende elevar-se a um despique entre iguais. Isto é, eu poderei livremente discordar e criticar o Prof. Marcelo, dizer mal de Vasco Pulido Valente; nunca o poderei fazer partindo de um patamar de igualdade de relevância pública e de exercício de funções. É aqui que Câncio, para além de todos os seus defeitos, mostra mais um, e pior, o pretensiosismo de quem não conhece o seu lugar.

Haja paciência!

Summertime




Devendra Banhart. Vive em Topanga Canyon, pequena cordilheira, open minded por tradição, que separa LA de Malibu mais a norte. Diz-se que a sua casa, open house no sentido mais lato, é um dos mais efeverscentes e interessantes laboratórios de ideias da actualidade. Tive dúvidas entre postar a sua inusitada actuação no mítico Jools Holland ou este multidisciplinar Summertime; optei por Summertime, tão apropriado nestes primeiros calores de 08.
Relax and enjoy!

quinta-feira, 3 de Abril de 2008

Fogo de Artifício?

Depois de ler isto e outras notícias cá do Burgo, apetece-me dizer "uma parga de coisas", como se diz lá pró Ribatejo!
E olhem que talvez não seja pelos motivos que pensam...
De qualquer forma, acho sempre e hoje mais que nunca, que Aristóteles tinha razão quando dizia:
"O homem prudente não diz tudo quanto pensa, mas pensa tudo quanto diz".

DESASTRE lll...(ou o Ciclo do Desastre)


DESASTRE ll...


DESASTRE l...

Verdade e consequência











A confusão entre António Borges e Manuel Pinho não está para acabar em breve. Andamos há dias demais em acusações e desmentidos, contra-acusações e novos desmentidos. Esta querela, que assumiu contornos que não são de todo negligenciáveis, é o espelho do país actual.
Uma de duas, ou estamos perante ministro que, mais do que vingativo ou manipulador, afronta a legalidade ao excluir das opções do Estado um prestador de serviços por motivos pessoais persecutórios; ou estamos perante um putativo candidato à presidência do maior partido da oposição, logo a Primeiro-Ministro, que acusa um Ministro da Nação de actos gravíssimos sem fundamento para tal. Não há meio-termo nestes factos, são o que são.

A bem do Estado de Direito, esta situação tem de ter um fim claro e consequente. Ou é verdade que Manuel Pinho afastou o Goldman Sachs por causa de Borges e deve ser de imediato demitido de funções com um pedido de desculpas aos portugueses; ou nada disto aconteceu e António Borges revelou uma falta de seriedade e deficiência de carácter que inviabilizam em definitivo qualquer exercício de cargos públicos.

O que não pode suceder, doa a quem doer, é o caso ficar em meias tintas representando mais uma machadada fatal na credibilidade dos políticos e das instituições. Haja verdade e consequência.

quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Free Zimbabwe


Fotografia de hoje, numa rua de Harare. A esperança no olhar da mulher que lê o Herald é indisfarçável. Para os mais pequenos, o futuro só pode ser melhor.

Chumbo

Terminou finalmente o jogo de ténis entre a CMA e o TC, com um vigoroso smash deste último que deixou sem resposta a formação da casa. Espera-se pela segunda volta para a correcção do resultado.
Agora mais a sério.
O PS (vereação) não podia estar mais certo nas suas afirmações, afirmando que a culpa do sucedido é da C.M. Aveiro. Então não haveria de ser?
Mas, pelo menos, não diz que a culpa da dívida é do actual executivo, ou seja, por omissão, admite finalmente que todo o problema tem apenas um culpado, o já nosso conhecido Dr. Arqueando Sobrancelhas e a sua equipa da qual o Vereador Nuno fez parte.
Quanto ao PS (concelhia), tão rápido (à hora a que colocou o post eu não encontrei absolutamente nada online que pudesse confirmar a notícia) a comentar o assunto, e a dar o exemplo do novo comentador da Quadratura do Círculo, esqueceu-se de comentar a ajuda que o Eng. Técnico Pinto de Sousa lhe queria dar para que ele resolvesse o problema, ajuda essa exclusiva para Lisboa, omitindo as restantes urbes com áreas portuárias como é o caso de Aveiro.
Valha-nos S. Cavaco que, neste caso, mandou-os bugiar.

Marisco na farmácia

Ponto prévio: não consumo nem conheço quem consuma, não vendo nem conheço quem venda Depuralina, não tenho conhecimentos técnico-profissionais que me permitam aprofundar o assunto.
Desde ontem que anda no ar um fartote de notícias sobre a retirada de mercado de um suplemento alimentar chamado Depuralina porque, aparentemente, terá provocado reacções alérgicas a 3 pessoas que o tomaram.
A pergunta que ainda não ouvi ninguém fazer, e sendo certo que todos, tal com eu, conhecemos alguns casos de reacções alérgicas a medicamentos de venda livre como o ácido acetilsalicílico, o paracetamol ou o ibuprofeno, é se outras 3 pessoas entrarem numa urgência hospitalar com sintomas alérgicos por terem tomado estes medicamentos, irão os mesmos ser retirados do mercado?
E, já agora, como é que alguém que provavelmente nunca fez nenhuma análise para despistar alergias pode saber se é alérgico a um determinado produto a não ser que o utilize?
Para terminar, espero nunca ter de ir à farmácia comprar marisco, cujo consumo como é sabido, provoca reacções alérgicas a bastantes pessoas, ou que alguém pense um dia em retirá-lo do mercado por esse mesmo motivo.

Optimismo vs Pessimismo

A propósito desta notícia, que, de uma forma simplista, se pode traduzir no "chumbo do Tribunal de Contas ao pedido de emprestimo para saneamento financeiro efectuado pela Câmara de Aveiro", lembro-me das célebres palavras daquela grande figura que foi W. S. Churchill, em circunstâncias terrivelmente mais adversas para toda a sua Nação:

“Um pessimista vê uma dificuldade em cada oportunidade; um optimista vê uma oportunidade em cada dificuldade”

As coisas não acontecem por acaso; sobretudo "este tipo de coisas", depois de situações semelhantes terem ocorrido sabemos bem onde. Está na altura de levantar a voz, encher o peito de ar, eventualmente "densificar o que houver para densificar", mas não deixar que Aveiro seja posta para trás!

E que todos tenham a noção de que, aqui chegados, é toda uma cidade, um concelho e uma massa de gente que tem que se unir, em torno do objectivo comum: transformar a dificuldade na oportunidade que se deseja e necessita, de forma inequívoca, para o futuro desta Terra.

E que as Lideranças saibam estar à altura, já agora...


Conta-se que, certo dia, um mendigo saiu ao encontro de Alexandre Magno, pedindo uma esmola. Alexandre parou e ordenou que o fizessem senhor de cinco cidades. O pobre, confundido e atordoado, exclamou: eu não pedia tanto! E Alexandre respondeu: tu pediste como quem és; eu dou-te como quem sou.

Ooops...


Lá deixei passar o primeiro de Abril sem dizer que temos um Primeiro Ministro competente à frente de um Governo excelente!

terça-feira, 1 de Abril de 2008

AUTISMO




Pela primeira vez, as Nações Unidas dedicarão o próximo dia 2 de abril para lançar um alerta sobre a questão do Autismo. A partir do dia 29 de março até o dia 2, a rede americana CNN terá uma programação intensa de divulgação do autismo.
Autismo é um assunto desafiador, gerando mais perguntas do que respostas. O que fica cada vez mais claro é o crescimento desta doença: de acordo com
Centers of Disease Control and Prevention - CDC , uma em cada 150 crianças com 8 anos de idade, tem uma desordem dentro do espectro do autismo. Mundialmente, esse número pode chegar aos 35 milhões.

A bicicleta antes da invenção da roda:




Sinais de Primavera


I NEED A HERO


Em tempos que já lá vão, um herói era alguém de uma coragem fisica extraordinária, capaz de ultrapassar todos os obstáculos e transpor todos os limites. Heroís eram guerreiros, exploradores, aventureiros e até mesmo santos que se martirizavam em nome da fé.
O heroísmo advinha da humildade e da constatação que existem causas mais importantes do que a sobrevivência pessoal. Ao esquecerem-se de si próprios tornavam-se superiores a si mesmos e superiores a cada um de nós. Na actualidade não faltam heroís, o problema é que ninguém se interessa por eles.
Os grandes desafios e as grandes descobertas já não captam a imaginação do público. O historiador Simon Sebag Montefiore, no seu livro 101 World Heroes: Great Men and Women for an Unheroic Age, diz que ao não sermos capazes de identificar os verdadeiros heróis perdemos a oportunidade de moldar a nossa sociedade.
Mais do que nunca, é muito importante que o heroísmo tenha um impacto na sociedade. Numa cultura de baixa atenção, assente na veneração da riqueza, na procura da celebridade, as pessoas são incapazes de reconhecer um herói quando o vêem. “


Então, quem são hoje os nosso heróis?
O que é que eles dizem sobre a nossa sociedade?


Se perguntarmos, aos jovens de hoje, quem são os seus heroís certamente darão como exemplo músicos, actores, desportistas…. Os heroís de hoje são ídolos. Os valores que movem a sua admiração não são a perseverança, a resiliência, o altruismo ou a coragem; são a celebridade, o sucesso e o dinheiro.
Estes “super-heróis” do pós-modernismo são tão efémeros quanto os mecanismos que os seus agentes criaram para os vender. São mercadorias que entram no circuito económico e são velozmente consumidas.

Numa época em que as pessoas choram por alguém que é expulso do Big Brother, como podem os nossos jovens perceber o que é o estoicismo e a motivação por trás de heróis como o explorador Edmund Hillary, ou políticos como Martin Luther King e Nelson Mandela e mulheres de fé como Madre Teresa de Calcutá.
Mas, o mais nefasto desta heroicidade pós-moderna é elevarem-se à categoria de heroís pessoas que se tornaram célebres por cometerem actos intrinsecamente maus e contrários a todos os valores que devem orientar um crescimento sadio dos jovens. Veja-se o caso do francês Jerôme Kerviel, que roubou 4,9 milhões de euros ao banco Société Générale. Na internet existem clubes de fãs e inúmeros sites que lhe são dedicados.


Será que ainda existem heroís?
Acredito que sim. Mas, os heroís de hoje não são os dos grandes feitos mas os das pequenas acções; pessoas comuns que no seu dia-a-dia fazem coisas extraordinárias pela humanidade.
A característica fundamental do herói contemporâneo é a recusa da sociedade massificada e a luta por mudanças profundas no tecido social.

Sintomático destes novos tempos, sem Super-Heroís, é o filme Heroí Acidental de 1992, realizado por Stephen Frears.
Neste, o inesquecível personagem interpretado por Dustin Hoffman, não se cansa de dizer ao seu filho: “ Always keep a Low profile”.



É bom lembrar, de vez em quando...

José Régio, "Cântico Negro" e João Villaret. Absolutamente fantástico.