sexta-feira, 27 de junho de 2008

Há Homens e homens


Ramos Horta viveu parte da sua vida na inebriante Manhattan, junto da ONU, fazendo um eficaz lobbying em defesa da independência do povo Maubere. Havia quem dissesse que era um bom emprego como qualquer outro, que Timor era um pretexto. Ganhou um Nobel, regressou ao seu país e exerce funções de estado na pequena ilha perdida no fim do mundo. Foi quase morto num atentado e o país não tem estado à altura da figura do líder.

Depois de convidado para o prestigiadíssimo cargo de Alto-Comissário da ONU, depois de ter visto possível o regresso a uma vida cosmopolita, interessante e poderosa, Ramos Horta agradece e diz não. Para Ramos Horta, o seu país em crise de desenvolvimento é prioritário; decidiu ficar ao lado povo, onde é mais preciso ao país que ajudou a renascer. Teria sido fácil arranjar uma desculpa, poderia dizer que até seria bom para Timor!

Ao ver esta fotografia, depressa me apercebo que há Homens e homens.

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