quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Saúde 24


Tem sido recorrente nos últimos dias ouvir acusações por parte do Ministério da Saúde relativamente ao mau funcionamento da Linha Saúde 24.O problema desta linha, assim como de muitas outras linhas de informação/ajuda/atendimento, é a sub-contratação que as entidades/empresas fizeram relativamente a estes serviços, sendo que, no caso em apreço, a gravidade do problema é maior, pois trata-se de uma linha de apoio à saúde, cujo atendimento terá de ser imediato e eficaz.
Quem nunca teve uma experiência de ligar para um destes números, da PT, da EDP, até mesmo para o 112, onde, para além de tempos de espera mais ou menos prolongados até que seja efectuado o atendimento telefónico, é depois necessário contar a mesma história uma série de vezes ou explicar uma localização com todo o detalhe pois que está a atender não conhece o local em questão.
Se colocarmos uma questão ou uma dúvida que não esteja prevista nos guiões de atendimento, então passamos a ter um grande problema. O operador não sabe o que dizer, pois não trabalha sem rede, falar com um supervisor nem sempre é fácil, pois ou não estão ou não é possível ao operador transferir a chamada e nós, clientes ou utentes, ficamos sem qualquer hipótese de resolução do problema, pois estamos perante uma barreira intransponível.
Do lado do fornecedor, a preocupação parece ser apenas a da diminuição dos custos. A qualidade perceptível do serviço prestado não interessa minimamente e o cliente/utente que aguente.
Em resumo, parece-me que estamos perante um caso em que a sub-contratação não resulta, pelo menos para o cliente/utente.
No caso da Saúde 24, com o desemprego existente (ou pelo menos que nos fazem crer que existe) entre os enfermeiros, seria assim tão difícil colocar rapidamente em funcionamento um serviço específico para a Gripe A que desse respostas a quem o contactasse?
Provavelmente não, não me parece é que haja vontade para o fazer.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Quando o tempo pára


Instalou-se por aqui um estado de pré-neura de fim de férias. Embora seja bom voltar a casa, contudo, aqui na Foz, o sol tarda a aparecer e um passeio nocturno exige sempre um casaco quente.
Os 15 dias de Algarve são um bálsamo para a alma e o corpo. Internet desligada, telemóvel sem bateria e leitura resumida ao jornal diário oferecido na praia. É verdadeiramente nesta altura que faço um tempo de pausa daquele frenesim louco que é o resto dos meus dias. É também tempo de balanço, de meditação, de revisão de um ano de trabalho em que fiz coisas muito importantes, inadiáveis, em que produzi muito e eficientemente.
Os nossos dias correm à velocidade da luz, convencidos que se parássemos o "mundo à nossa volta ruía". Não fazer nada, parar para pensar, dar tempo aos nossos, conversar com os amigos, dar uma palavra a um desconhecido, apreciar a natureza... uma perda de tempo! Mas, quanto não ganharíamos se nos deixássemos perder?

A cruel realidade!

domingo, 16 de agosto de 2009

40 Anos - Love and Peace

De regresso


No ano passado queixei-me do Zeinal Bava pela lentidão da ligação sem fios. Este ano não houve lentidão, porque simplesmente não havia ligação! O Ancão, onde Bava também passa as férias, pelos vistos, não interessa á TMN.
Os amigos do Carrapatoso não andaram com melhor sorte.
Para compensar, o Twins fez grande festa no T. Noite quente, muitos amigos e boa música até altas horas. A repetir!
De resto, um tempo escandalosamente bom, um mar que não tem tamanho, os amigos de sempre e o gin tónico da praxe... Como é duro regressar!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Sozinho no blog


Estou quase assim.
Os meus companheiros blogueiros foram de férias e não usam portáteis nem frequentam cibercafés.
E eu cá vou ficando a dar alimento à enguia.

A ponte é (será?) uma passagem...


No ano passado deixei aqui a minha estupefacção com o que se estava a passar com a ponte pedonal sobre a A25 por causa das obras do ramal ferroviário em construção.
Entretanto foi feito um desvio à linha férrea e a ponte lá ficou, tendo sido apenas demolido o acesso do lado das marinhas.
Agora que a obra, pelo menos no que respeita ao betão, está concluída e já foram retirados a maior parte dos estaleiros, a ponte continua sem o seu acesso norte.
Será que se esqueceram de o repor?
Esperemos que não.

Notícias recentes - a bandeira

Assunto igualmente falado até à exaustão tem sido o da substituição da bandeira de Lisboa pela bandeira da Monarquia nos Paços do Concelho da capital.
Confesso que, tendo nascido numa república, nunca me preocupei se o sistema republicano é melhor ou pior que o monárquico, mas, como o sistema acaba por se personalizar na figura do Presidente ou do Rei, sempre prefiro Cavaco Silva ao pretendende D. Duarte de Bragança.
Julgo que em ambos os casos há bons e maus exemplos e que ninguém pode afirmar que um sistema é mlehor que outro.
Os republicanos cá da terra é que parece que andam muito ofendidos com a "afronta".
Não percebo porquê.
Eles republicanos, democratas, será que serão capazes de explicar qual o motivo pelo qual aceitam que o povo expresse a sua opinião através de referendo sobre o aborto ou sobre a regionalização, mas não o possa fazer relativamente à república ou à monarquia?
Se eu ouvir uma explicação convincente, talvez até a possa apoiar mas, até que isso aconteça, julgo que um referendo pode vir a esclarecer definitivamente a situação.

Notícias recentes - Liedson

A propósito da naturalização de Liedson e da possibilidade que ele passa a ter de representar a selecção nacional de futebol, tem havido por aí uma grande variedade de opiniões.
Uns a favor, outros contra, outros sem opinião formada mas que sempre vão dizendo que, como já houve precedentes, agora não há como recusar, etc. etc.
Por mim, qualquer cidadão que opte pela nacionalidade portuguesa assume, a partir do momento em que essa nacionalidade lhe seja concedida, os mesmos direitos e deveres que qualquer um de nós nascido no território nacional.
Logo, o direito de representar uma selecção nacional numa qualquer modalidade desportiva, não lhe deve ser vedado.
Não compreendo é o escarcéu que se está a fazer neste caso.
O que é que o futebol tem de especial relativamente a outras modalidades?
Vejam
aqui um resumo de situações semelhantes ocorridas em selecções portuguesas aos quais acrescento o caso da natação, onde temos o Arseniy Lavretyev ou o do judo com a Yahima Ramirez.
E daqui por alguns anos o panorama será certamente mais "internacional", pois não nos podemos esquecer da 2ª geração de imigrantes, que por cá vão estudando e praticando desporto e aos quais será imoral impedir, caso tenham qualidade para isso, que possam vir a representar Portugal.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A ver passar os TGV's (ou nem sequer isso)...


A confirmar-se esta notícia

A espuma do tempo


«.. a arte de esquecer a inutilidade em que se traduz a maior parte das inquietações que consomem o nosso tempo reduz as recordações a tão pouco, que muitas vezes se contam num gesto, e sem palavras.
É assim que os que se amam (...) adoptam uma espécie de código secreto e breve que resume num instante anos de convívio. Porque quase tudo se concentra num resumo sem grande importância, depois de ter parecido que justificava canseiras demoradas, debates prolongados, vigílias de angústia, pontos finais. Nisso se gasta a maior parte daquilo a que chamam o nosso tempo, e que é simplesmente a nossa vida, porque é em unidades de vida que o tempo se mede.

Entretanto descura-se o essencial nos nadas a que não sabemos quem nos obriga. É por isso que os livros de memórias tantas vezes parecem mais um protesto do que um testemunho, ás voltas com a espuma do tempo, tempo perdido, tempo doado, unidades de vida. (....)»

A Espuma do Tempo Memórias do Tempo de Vésperas

Adriano Moreira

Em tempo de férias, estas palavras sábias de Adriano Moreira parecem-me um retrato certeiro de alguns dos meus dias de stress laboral. Em que a concentração no trabalho é tão absorvente que este se torna o mote dos meus dias, tirando-me espaço e disponibilidade mental para tudo e todos, que são afinal quem mais me importa, de quem mais gosto e o que mais gosto de fazer com o meu tempo.

Uma vez mais, as férias relembram-me a necessidade de continuar á procura do equilíbrio, para conseguir em cada dia não descurar o que é verdadeira e realmente essencial para mim.

domingo, 9 de agosto de 2009

Relato

A época oficial de futebol já começou para o Beira-Mar.
Mas parece que as rádios de Aveiro desconhecem esse facto.
É que tentei ouvir o relato e, pelo menos na Terra Nova (a única que no ano passado fazia os relatos), só passava música.
Esperemos que com o início do campeonato as coisas mudem.

sábado, 8 de agosto de 2009

Moliceiros


Anda para aí uma polémica a propósito dos moliceiros de proa cortada que, como é habitual em altura pré-eleitoral, serve de imediato como arma de arremesso.
Começo por afirmar que acho horroroso ver um moliceiro sem proa. Admito que, por motivos operacionais para que os passeios na ria sejam efectuados com o caudal ao nível máximo, as proas sejam removidas mas, assim que os barcos ultrapassem os obstáculos onde a proa não cabe, a mesma seja imediatamente recolocada na sua posição original.
O que é inadmissível é ver os barcos parados com a proa fora da sua posição original.
Agora atribuir culpas ao actual executivo da CMA por causa deste assunto, como aqui pretende Raul Martins, ou como um sócio de um dos operadores pretende fazer crer aqui demonstra má-fé ou ignorância.
As pontes sobre o canal do Cojo foram construídas em 1997/1998 (as do Fórum) e em 2003/2004, as da zona da Fonte Nova.
O alvará da Eco-Ria tem o número 1/2003.
E o actual executivo tomou posse em final de 2005.
Se se podia ter tomado alguma acção para evitar a situação actual, é provável que sim. Mas atribuir as culpas do que ocorreu em mandatos de executivos anteriores ao actual executivo é,volto a referir, má-fé ou ignorância.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Demasiado trabalho

fotografia tirada com o nokia N97 (nada mal...)

Será que na Segurança Social em Aveiro há assim tanto que fazer que obrigue as luzes do edifício a estarem regularmente acesas à noite?

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Eles andam aí


Não sei se já começaram a rastrear Aveiro, mas na EN109 já andava esta "ave rara".

Piscinas do Beira-Mar (continuação)

Como o meu artigo sobre o assunto teve continuação no Facebook, aqui deixo mais uns considerandos.
Em resposta ao José Carlos Mota que disse:
"É de facto preocupante que a cidade corra o risco de perder um equipamento desportivo com as valências que este tem e com a localização privilegiada que dispõe. Será que a comunidade aveirense não se pode organizar para encontrar uma solução para o problema?",
respondi-lhe:
"Para mim e sem conhecer detalhes do processo, sempre achei que a Universidade deveria ter tido algum papel neste caso. Afinal de contas, o complexo de piscinas está "dentro" do campus e mesmo ao lado do pavilhão e do estádio universitário, e a UA não tem piscinas.
Resta saber se o custo da recuperação se justificará e se para salvar um equipamento obsoleto não se irá por em causa a sobrevivência do Beira-Mar."
Entretanto a conversa continuou entre o José Carlos Mota o João Oliveira e o António Granjeia.
Diz o José Carlos Mota:
"Infelizmente, há decisões (absolutamente) legítimas mas que se podem tornar lamentáveis equívocos! O que temos de pensar é se cidade se pode dar ao luxo de perder um equipamento desportivo na sua zona central, quando estes equipamentos são factores de atractividade da função residencial ('trazer as pessoas para o centro'). E por isso temos de perguntar - Para onde vão as piscinas? Abdicamos delas? Ou vamos pagar em segurança e transportes a localização numa eventual 'periferia'?".
Esquece-se o José Carlos que, no centro, já há duas piscinas a funcionar e que muitos dos seus utentes, são das freguesias periféricas. Mas será que alguém que mora em S. Bernardo ou em Esgueira se iria mudar para a Glória ou para a Vera-Cruz para estar mais perto de uma piscina?
Certamente que não, pois preferirão viver numa zona mais afastada do centro e ter equipamentos perto de casa. Quanto ao que temos a pagar em segurança e transportes, não entendo em que é que o facto dos equipamentos estarem situados na periferia pode influir em condições de segurança. Já quanto aos transportes, essa é a realidade do desporto aveirense. Quem quer praticar desporto, seja a título individual ou em equipas, tem de deslocar até ao local onde se encontram as instalações para esse fim, as quais, muitas vezes, estão já fora dos limites do concelho. E nem por isso as pessoas deixam a sua prática desportiva.
Outro aspecto que já referi, é o estranho silêncio da UA em todo este processo.
Será que a piscina seria interessante como elemento integrante do campus de forma a proporcionar aos seus 15000 utentes um equipamento complementar aos já existentes? Certamente que sim, e a UA, tendo uma piscina a funcionar também a poderia (deveria) colocar ao serviço da comunidade.
Por último, quanto seria o investimento necessário para colocar as piscinas a funcionar, respeitando todas as obrigações legais, e tornando-a um equipamento o mais possível auto-sustentável de acordo com as boas práticas de construção que se devem exigir? E quanto custa fazer um complexo de piscinas novo?
Será que a deslocalização das piscinas para Taboeira, junto do estádio e do futuro pavilhão não faz sentido? Mais do que o interesse do Beira-Mar, não será do interesse concelhio que se coloque em funcionamento um verdadeiro Parque Desportivo como o que está projecto há já alguns anos e sobre o qual não me lembro de a comunidade, como diz o José Carlos, ter manifestado qualquer opinião? Ou será que a comunidade só se "move" e quer tomar posição quando o poder político está mais à direita?
Em conclusão, espero que Aveiro tenha capacidade de ter as piscinas, pavilhões e relvados sintéticos em número suficiente para que a população os possa usufruir, e que não se faça de cada decisão legítima um folhetim politiqueiro.

domingo, 2 de agosto de 2009

Piscinas do Beira-Mar

Foi com pena que li o comunicado da Comissão Administrativa do Beira-Mar em que sé dá conta do encerramento do complexo de piscinas, por falta de condições higieno-sanitárias.
Esta falta de condições resulta certamente da falta de manutenção que deveria ter sido efectuada ao longo dos anos e também da obsolescência da maquinaria que, provavelmente, já teria cumprido o seu ciclo de vida útil.
As próprias exigências a que os equipamentos estão hoje sujeitos a nível de balneários, implicariam igualmente obras de remodelação que não deixariam de aumentar os custos com aquele equipamento.
Os clubes desportivos esquecem, muitas vezes, que os equipamentos que utilizam para a prática das suas modalidades, têm custos. Já não se esquecem de comprar mais um brasileiro para reforçar o ataque do futebol, ou um poste americano para a equipa de basquete ou um ponta montenegrino para a equipa de andebol. Como o dinheiro não é elástico, naturalmente que a gestão do património é relegada para último lugar. E não devemos esquecer que, se na área desportiva já há muitos casos em que a gestão é profissional, a gestão do património é feita com a boa vontade das direcções e de alguns amigos dos clubes.
A dúvida que me assola é qual o papel que o Estado – seja ele representado pelo poder central ou autárquico – pode (deve) assumir nestas situações.
Será que se o Estado assumisse a propriedade das instalações desportivas e as colocasse à disposição da sociedade civil, teríamos melhores instalações? Ou, se fossem pertença do Estado, não estariam sujeitas às mesmas regras que o Estado impõe para as instalações privadas?
Será que já alguém se preocupou em comparar o que se passa em Aveiro com o que se passa noutros concelhos? Ou comparando o que se passa em Portugal com o que se passa noutros países?Voltando às piscinas do Beira-Mar, para mim ficará a recordação dos Campeonatos Nacionais de Natação que ali se realizaram em 2007, com um ambiente fantástico aproveitando as condições que a envolvente oferecia e com resultados fantásticos a nível desportivo.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A Junta da Minha Freguesia


Hoje fui surpreendido pela "existência" da Junta da Freguesia da Vera-Cruz. Não que eu não soubesse que o órgão existe, quem são os seus responsáveis ou onde é a sua sede.
A surpresa resultou de, quase no final do mandato, a JF ter comunicado com os seus fregueses colocando um panfleto na caixa do correio a informar algumas das suas valências.
Só agora? Começaram a fazê-lo no fim do mandato?
Claro que não, mas como a campanha eleitoral está à porta, mais importante do que informar os serviços prestados pela JF durante o mandato, é informá-los antes das eleições.
Mas, como eu sou curioso, resolvi consultar a página da JF na internet, para tentar obter mais alguns dados complementares aos que constam no panfleto.
Nova surpresa. Existe a página da JF, mas não tem qualquer conteúdo. Alguém se esqueceu da manutenção da página. Terá sido a JF? Terá sido a empresa que criou a página? Não interessa, o que interessa sim é que a página, na prática, não existe, o que se lamenta.


Mas as surpresas em tão pouco papel não ficaram por aqui.
O nome do Presidente mudou.
João Barbosa passou a chamar-se João Alberto Barbosa. Não é que ele já não chamasse assim, certamente desde o dia em que foi baptizado. Mas publicamente, toda a gente o conhece apenas e só por João Barbosa.
O que terá levado a esta mudança de nome? Um erro tipográfico no qual mais ninguém reparou?
Será que ele não receia que os seus fregueses o venham a confundir no futuro? Com as eleições à porta e com a recandidatura já anunciada, quer-me parecer que a altura não seria a mais adequada para mudanças deste género.
A não ser que a intenção seja mesmo criar um certa confusão.
Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos

Instituto Nacional de Estatística

Recebo os feeds do INE com informação sempre que há novos dados estatísticos disponíveis.
Não tendo qualquer competência para analisar aqueles dados, quer no que respeita à forma como são recolhidos, quer no respeita ao seu tratamento, sirvo-me deles, assumindo que efectivamente correspondem à realidade, como uma fonte de informação sobre a evolução do nosso país.
Lamento no entanto, a "poesia" que os títulos dados às notícias pretendem transmitir, como acontece com este.
Reparem na preciosidade: "variação homóloga menos negativa".
A realidade dos números diz-nos que o volume de negócios do comércio a retalho continua a cair, mês após mês. E apenas quando este indicador passar a aumentar de uma forma consistente ao longo de um conjunto de meses é que a crise estará realmente a passar.
Será que quando isso acontecer o título da notícia será "variação homóloga mais positiva"?

terça-feira, 28 de julho de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

sábado, 25 de julho de 2009

Amanhã!

I want to ride my bycicle!


Telhados de vidro


Há uns meses atrás, Raul Martins tentou gozar com um evento organizado em Cacia com o apoio da respectiva Junta de Freguesia.
Mas os camaradas (dele) do PS de Águeda parece que não ouvem as suas opiniões nem lêem o seu blog.
Águeda vai ter um evento igual (até no título), apoiado pela respectiva Câmara Municipal.
Parece-me que já chega de tanto criticar sem nada mostrar em alternativa.
Aliás há um hábito a instalar-se em Aveiro de elevar aos píncaros aquilo que alguns fazem e criticar ou ignorar o que outros fazem. Mas a este assunto regressarei de novo em breve.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Brigada de Trânsito


Não tenho dados que me permitam aferir se a incorporação da BT na GNR foi ou não positiva.
Agora ouvir uma senhora deputada a afirmar que a medida foi acertada valendo-se das estatísticas de acidentes em Portugal este ano é, no mínimo, desonesto.
Todos sabemos (menos a referida senhora) que o volume de tráfego nas estradas portuguesas diminuiu substancialmente devido à crise que atravessamos.
Naturalmente que, havendo menos trânsito há menos acidentes mas também menos multas, menor valor de portagens cobradas, de gasolina vendida, etc.
Por isso parece-me que é tempo de acabar com estes políticos que nos tentam atirar areia para os olhos e fazer de nós estúpidos.

O aviso de Mateus

Em tom grave, de aviso sério, Abel Mateus veio hoje advertir que, caso o governo dê o passo dos mega-investimentos não produtivos, colocará Portugal em risco de falência num horizonte temporal de 10 anos.
Na mesma altura, Sócrates reafirma que a saída da recessão profunda em que vivemos depende directamente dos mega-investimentos anunciados.
Não é difícil perceber em quem podemos confiar...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Cheque-dentista

Hoje estou com pensamentos profundos.
Será que faz algum sentido andar a distribuir cheques-dentista e ao mesmo tempo taxar escovas e pastas de dentes à taxa normal de IVA?
Não faria mais sentido taxá-las a 5% como os medicamentos e outros bens essenciais?

Dos jornais de hoje (ainda sobre as scut)

Gostei deste título do JN.
Leva-me a um pensamento profundo.
Então se os pórticos não servirem para cobrar portagens, qual será a sua utilidade?
- Para resolver o problema habitacional das cegonhas, pois os ninhos já estão com excesso de lotação.
- Para colocar uma rede de máquinas de filmar e fotografar especialmente dedicada aos automobilistas que circulem acima de 120 km/h.
- Para que os partidos disponham de mais locais para a colocação de propaganda eleitoral.
Se se lembrarem de outras utilidades para os ditos pórticos, comentem!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Cenas (ridículas) em Aveiro

Hoje assisti ao seminário internacional organizado pela Câmara de Aveiro e subordinado ao tema "É a inovação a solução para o sector da cerâmica?"
Relato apenas o que se passou na mesa de abertura e uma situação ocorrida no último painel.
E refiro que, sendo o seminário de âmbito internacional, estava disponível tradução simultânea para os participantes.
Abriu a sessão o Vereador Caetano Alves. Falou, e bem, em Português.
Seguiu-se a Vice-Presidente da Câmara de Limoges, que falou, e bem, em Francês.
Para terminar, falou um representante da Universidade de Aveiro, cujo nome não registei.
Talvez o cavalheiro estivesse equivocado quanto ao local onde decorria o seminário, talvez não se tivesse apercebido que muitos dos participantes estivessem com auscultadores nos ouvidos, talvez pretendesse apenas demonstrar o seu domínio da língua inglesa.
O facto é que fez a sua apresentação em Inglês.
Ridículo, na minha opinião.
Desprestigiou a cidade onde trabalha, a instituição que lhe paga o ordenado e a Língua Portuguesa.
E espero que Universidade de Aveiro dê indicações aos seus quadros de que, em Portugal, se limitem a falar em Português, para que não se voltem a repetir cenas como esta.
No painel final, falou o administrador (italiano) da uma cerâmica sediada em Aveiro. E fê-lo em Português, afirmando que estava em Portugal e tinha obrigação de se expressar na nossa língua, apesar de ainda não a dominar totalmente.
Pena que o cavalheiro representante da UA já se tivesse retirado, pois parece-me que o barrete lhe teria servido na perfeição.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Late in the evening Sunday Bluzzzz....

Hoje, em grande nível, Senhoras e Senhores, Oscar Peterson e Count Basie! Relax and enjoy...

domingo, 19 de julho de 2009

Lufadas de ar fresco


Paulo Portas tinha prometido renovação com qualidade e começamos a ver frutos. Primeiro foi Assunção Cristas como cabeça de lista em Leiria, agora foi Isabel Galriça Neto em lugar elegível em Lisboa. A "frente ética" do partido sai reforçadíssma num tempo político em que testamento vital, eutanásia, cuidados paliatiavos vão estar na ordem do dia. Na direita não se dorme!

Retratos de Lisboa II

Almoço no C.A.M. da Gulbenkian, o público é o de sempre. Por todo lado há gente pronta a salvar o mundo com uma utopia, envolvida em projectos apaixonantes, a realidade não faz carreira por ali.
Ao meu lado, um casal hetero nos cinquentas procura a passagem do tempo no que se adivinha uma reforma antecipada, provavelmente indesejada.

- Podias ter pedido menos fritos, mais verdura...
- Foi boa ideia virmos cá!
- Pelo menos, saíste do sofá. Estás gordíssimo.
- Ainda me lembro do sitio da casa de banho. É lá em baixo. Lembrei-me mal entrei.
- Agora não largas esse maldito guia.
- É para preparar a ida a Londres.
- O guia é de todo o Reino Unido, só vais a Londres em Setembro e por quatro dias.
- Gosto de perceber o país...
- Como queiras!
- Vou á casa de banho. Lá abaixo. Lembrei-me mal cá entrei.
- Pelo menos, mexes-te. Vai lá!
- O guia fica aqui. Toma conta, por favor.

Ao lado, um casal homo abria com frivolidade sacos da Fashion Clinic perante uma amiga invejosa com ares de Mísia.

Retratos de Lisboa I


Três jovens esburacados por piercings diversos, de regresso de uma qualquer sala de cinema, descem a Av. da Liberdade. Os rapazes iguais a tantos outros alternativos, a rapariga sublinhava o piercing do sobrolho com uns maravilhosos olhos cor de água.

- Reparaste que havia muito de Jacques Tati no filme?
- Talvez de Play Time, tens razão.
- Talvez, mas eu vi muito do Roma, não acham?
- É, tinha algo de Fellini.
- Mas há fortes contradições no desenrolar da acção no espaço público.
- Uma coisa é filmar o público, outra é o domínio do privado.
- O Fellini é dos raros que dominava bem os dois...

Não percebi qual era o filme, nem o que possa unir Tati a Fellini, nem Play Time a Roma, para alem duma profunda ironia sobre o real, mas em estilos profundamente diferentes.
Não interessa, a discussão era apaixonada, o fim de tarde estava quente; num balcão quase para a rua, três espanholas glamorosas pediam 3 ginginhas com elas.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Ainda as Scut


Voltou à baila o tema das SCUT, agora que começaram a ser colocados os pórticos nas Auto-Estradas que irão ser portajadas.
Há quem tenha opinião sobre o assunto e a manifeste - eu já o fiz há muito tempo - e há quem escreva sobre o assunto e não diga o que pensa, como foi o caso de Raul Martins, talvez porque a sua opinião seja igual à da maioria, mas, como lhe custa admitir que possa estar de acordo com as Câmaras de Aveiro ou de Ílhavo, pura e simplesmente fica em silêncio.
Só por causa dessa sua atitude e para o castigar, "surripei" do seu blog a fotografia que acompanha este texto.
Mas hoje, ao viajar pela A17, outras interrogações me surgiram.
A primeira delas tem a ver com o que se vai passar com os carros de matrícula estrangeira.
Será que têm de parar na fronteira para chipar a matrícula? Não me parece possível.
Será que têm de comprar um identificador de Via Verde? Também me parece pouco provável.
Será que vão passar sem pagar? Não me parece que possa haver outra solução que não seja esta. Mas vamos esperar para ver como vai ser resolvido este assunto.
Outra questão tem a ver com o facto dos pórticos serem instalados no meio dos "sectores" das Auto-Estradas, obrigando com isso a que tenham uma largura muito maior do que aquela que seria necessária caso fossem instalados nos nós de saída ou de entrada de cada zona e com muito mais sensores do que os que seriam necessários se a largura fosse inferior.
"Cheira-me" que a colocaçaõ dos pórticos nestes locais já foi pensada para daqui por uns meses lá colocarem uns radares e nos começarem a multar sistematicamente se passarmos a mais de 120 km/h. Espero bem que alguém se apresse a desmentir esta possibilidade.
Por último, o caso do pagamento nos percursos Aveiro-Barra e similares.
Como já referi, sou contra pois não há alternativas de acordo com o critério definido pelo Governo. Poderei eventualmente mudar a minha opinião se os lisboetas começarem a pagar portagens nas pontes nos 2 sentidos, se dos Carvalhos ao Porto ou da Maia ao Porto também se pagar e, já agora, a própria VCI no Porto ou o IC19 em Lisboa forém igualmente pagos, isto para já não falr na aberração que é a Via do Infante ser de borla.
Afinal de contas, somos todos Portugueses e não me parece fazer qualquer sentido que uns paguem e outros não.

Hoje, Lx

Hoje Lisboa deixou-me assim...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O que faz falta à Helena


Imagem retirada daqui

Da mesma série, na sequência do êxito O que faz falta ao Zé.
E sempre ficam mais alguns de reserva caso seja necessário contemplar mais alguém.

Desabafos...

Fundo do mar

No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.

Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.
Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.

Sophia de Mello Breyner Andresen
Obra Poética I
Caminho

Adereço


Vamos fazer uma petição para que a Dra. Manuela mude de adereço. O colar já cansa.

terça-feira, 14 de julho de 2009

The really late in the evening sunday bluzzzz....

Com as desculpas pelo atraso, aqui fica, para compensar, aquele que será dos melhores clipes aqui postados so far. Sublime!

Exemplo de prioridades

clicar na imagem para aumentar

Ao consultar a página do governo na net surge a lista de ministérios.

Não sei qual o critério utilizado na sua ordenação, mas é no mínimo curioso que os últimos ministérios da lista sejam os que têm que ver com a educação e a cultura.

É tudo uma questão de paixão!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Orgulhosa?

Ouvi declarações da Ministra da Educação afirmando-se orgulhosa com os resultados globais dos exames do 9º ano.
De acordo com a informação prestada pelo Ministério, tiveram nota negativa 30% dos examinandos a Português e 36% dos examinandos a Matemática.
Arredondando os números, 1 em cada 3 estudantes do 9º ano não foram capazes de ter nota positiva nestes exames.
Mas será que estes resultados são capazes de orgulhar alguém?
Na minha opinião, devem ser motivo de preocupação. Se aos números dos resultados adicionarmos o facto de o número de chumbos a Português ter duplicado, e de o exame de Matemática, que comparativamente com o ano passado apresentou melhores classificações mas que, de acordo com a Sociedade Portuguesa de Matemática, foi muito mais fácil, então a preocupação deve ser ainda maior.
Não sei porquê mas estas declarações fizeram-me lembrar um humorista brasileiro que, a propósito da hiena, dizia mais ou menos isto: "um animal que come aquilo que defeca e que só tem relações sexuais uma vez por ano, ri de quê?"

San Fermin


Fotografia do dia em Pamplona. As festividades de San Fermin, com aficionados de todo o mundo, tiveram este ano um número de mortos record. É mais uma versão da velhíssima luta homem - touro; este ano com os touros a levarem vantagem...

O que faz falta ao Zé


terça-feira, 7 de julho de 2009

Pois é...

Manuel Alegre, igual a si próprio, veio criticar e desmascarar as bi-candidatas socialistas. Elisa Ferreira e Ana Gomes não quererão contar a verdade ao povo, mas agora está mais difícil...

Comparações negativas...

Acabaram-se as sucessivas anedotas sobre Manuel Pinho, o governo fica com menos piada. Resta ainda o Jamé, a piada ididota em forma de ministro da agricultura e o humor macabro da educação. Mas, Pinho era diferente, tinha a piada dos diletantes, dos estarolas... Faz falta, para quem gosta de bom humor.
Uma nota de justiça elementar: Pinho saiu, José Eduardo Martins lá continua, caladinho como um rato...

Boas notícias!


É com enorme orgulho que vejo um amigo, e cidadão de primeiríssima, candidatar-se a uma das mais emblemáticas camaras do distrito de Aveiro.
O José Carlos Santos é daquelas pessoas que vale a pena conhecer; leal, honestíssimo, empenhado e empreendedor. Tem o perfil certo para o desempenho do cargo, tem qualidades que coincidem com os desafios que Águeda precisa de superar. É ponderado em tempo de crise, humano em tempo de dificuldades, empreendedor em tempo de desafios, escrupuloso e trabalhador em todos os tempos.
Ah... É também fundador, apesar de discreto, deste blogue!
Força Zé Carlos!

domingo, 5 de julho de 2009

Late in the evening sunday bluzzzzz....

Paul Butterfield com a sua blues band em 1967 em Monterrey, California. A prova que, em plena explosão do pop e do rock, o blues sempre se fizeram ouvir com respeito e permaneceram incorruptos e impolutos... Driftin' blues!

TVI

A TVI passou na passada sexta-feira uma hora e doze minutos de informação que, ponto após ponto, desfez literalmente o primeiro ministro e o governo.
Será isto alheio á trapalhada do negócio da PT?
Será a perseguição de que Sócrates se queixou noutro canal?
Pode até ser; o facto é que a TVI teve matéria para tão longa peça sem precisar de mentir.
Gostei particularmente da peça em que Sócrates e o seu governo são comparados com Santana Lopes e com tudo de que o acusaram. Deu para pensar em como Cavaco se incomodou na altura e em como condescende agora, deu para confirmar pela enésima vez a duplicidade de critérios de Soares e da esquerda opiniosa.
A TVI está em guerra aberta com Sócrates, mas é ele quem fornece as munições. A mal da nação.

A day at the races

Confesso que este fim de semana não me entusiasmou particularmente. Foi um compasso de espera para o grande fim de semana que aí vem. Aí sim, maquinas das que nos fazem sonhar, nos despertam emoções, provas que têm nomes como Gentlemen Driver's... Entretanto, o ambiente de corrida já está no ar, estes dias tiveram, pelo menos, o dom de nos abrir ainda mais o apetite. Vrrrrrrroummmmmm...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Lamentável

O que se viu hoje no Parlamento não tem qualquer desculpa.
Ainda bem que o homem se demitiu (versão oficial).
Eu que vinha a acompanhar o debate pela rádio, ouvi dizer que Manuel Pinho saiu da bancada do Governo, falou com a imprensa e disse que não se demitia, voltou à bancada do Governo, saiu novamente com Pedro Silva Pereira e Augusto Santos Silva, e já não voltou.
Se se querie demitir, demitia-se e não fazia mais declarações, para além do pedido de desculpas.
E acho bem que o PS procure alguém para o substituir na sua lista por Aveiro, pois pessoas deste calibre não fazem cá falta nenhuma.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Obras Públicas


O ministro Mário Lino deve ter uma imagem deste tipo no seu gabinete, que lhe serve como guia para os seus anúncios.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Desulpem qualquer coisinha...

Pedimos desculpa vezes demais. Há, aliás, o extraordinário tique português do “desculpem qualquer coisinha”. O “qualquer coisinha” não se aplica ao sorry, ao pardon, ao perdona, ao entschuldigung; estes termos são aplicados pelos povos que os usam sempre que há motivo, raramente sem causa, nunca sucedidos de um pífio “qualquer coisinha”.
Isto tem a ver com o nosso défice crónico de auto-estima, com a nossa humildadezinha.
É impensável imaginar um nórdico a começar um discurso pedindo desculpa pelo tempo que vai roubar aos ouvintes e acabar o discurso pedindo desculpa por qualquer coisa, cá em Portugal já assisti a vários assim. O problema é que nós desculpamos e, frequentemente, o discursante bem deve as desculpas; pois não tinha nada de interessante a dizer. O problema é que a culpa está em toda a parte, logo a desculpa impõe-se por tudo e por nada. São desajustamentos crónicos de atitude.
O utilizador intensivo do “desculpem qualquer coisinha” vive mal consigo e com o seu corpo, sentimo-lo como um corpo estranho e incómodo que se nos impôs por um periodo de tempo, melgou denodadamente, ocupou o nosso espaço, não nos trouxe nada de novo e no fim lá se afastou com as desculpas a sublinhar a consciência da sua impertinência. Quando se curvam ou baixam os olhos é pior ainda, imaginamos-lhes um chapéu amarrotado nervosamente nas mãos suadas.
Salazar gostava muito desta atitude geral e há quem continue a gostar, dá uma ideia de poder fácil ao desculpante, cheira a naftalina, xailes negros e gente ordeira; é o que resta de muitos anos de virtuosa pobreza, de medo e humildade forçada.
Pior que isto, só os que nos importunam sem interesse, com excesso de autoconfiança, roubam o nosso tempo, ocupam o nosso espaço e nem nos pedem desculpa no fim!

Pão e circo

Não consigo entender o mundo das notícias.
Neste momento há uma revolução de enorme significado em curso no Irão, houve um golpe de estado nas Honduras, chegam os primeiros furacões do ano ao Caribe, houve eleições na instável Guiné, a recessão continua sem que ninguém saiba honestamente até quando e onde...
Nos noticiários, tivemos a transferência de Cristiano Ronaldo durante dias a fio, depois as férias algarvias de Cristiano Ronaldo, agora a morte de Michael Jackson.
Panis et circensis...

domingo, 28 de junho de 2009

Late in the evening Sunday bluzzz

Em fim de semana de elogio funebre ad nauseum, aqui ficam uns blues inesperados para descomprimir. Improvável, electrizante, raro... Ladies & Gentlemen, The Who! Take good care of yourself, Monday's comin'....

À volta da Avenida

Nos últimos meses o estado da Avenida Dr. Lourenço Peixinho e o seu futuro foram trazidos novamente para a primeira linha das preocupações dos Aveirenses, fruto principalmente do trabalho efectuado pela Associação Comercial, pela Câmara Municipal e também de um movimento de cidadania reunido em torno do blog Amigos d’Avenida.
A realidade que todos nós constatamos é a de que a Avenida regrediu nos últimos 20 anos, tendo passado do verdadeiro centro da cidade, para uma artéria onde vamos ocasionalmente a um banco ou a um dos ainda resistentes estabelecimentos comerciais.
É pois necessário não só repensar a Avenida mas também decidir e passar à acção.
Mas o repensar da Avenida, ou pelo menos daquilo que eu tenho lido ou ouvido sobre o assunto, está, na minha opinião, a esquecer que a cidade mudou bastante e os cidadãos ainda mais.
Recuemos no tempo 20 anos. O que era a Avenida e Aveiro nessa altura?
Era onde se ia ao café (à semana e ao fim-de-semana, depois do almoço ou depois do jantar). Trianon, Tangará, Zig-Zag, Tico-Tico, Maravilhas, Bolinão ou Gelataria Recolecta eram alguns dos locais que, habitualmente estavam cheios. Quem não se lembra das esperas ao sábado, depois de almoço, para arranjar mesa no Zig-Zag? Ou de estar a jogar matraquilhos no Maravilhas à espera que vagasse uma mesa de bilhar?
Era também na Avenida o único sítio onde se ia ao banco, pois não havia balcões bancários espalhados pela cidade.
E era também na Avenida que se ia ao cinema (Aveirense, Avenida, Oita, Estúdio 2002) e, após o encerramento do Avenida enquanto cinema, podia-se ir ao bingo.
Mas Aveiro tinha outros pontos de encontro menos próximos do centro, normalmente cafés, mas onde também se encontravam regularmente vários grupos. Falo dos cafés com bilhares Taco, Ramona e Convívio ou também do Palácio que era o ponto de encontro não só das pessoas cuja vida profissional se passava junto ao Tribunal, mas também dos estudantes universitários que nele faziam uma das suas bases.
A população era menor, mas estes espaços estavam todos normalmente cheios.
Mas havia mais.
Esgueira e Beira-Mar na 1ª divisão de basquetebol, São Bernardo e Beira-Mar na 1ª divisão de andebol, Beira-Mar na 1ª divisão de futebol, com pavilhões regularmente cheios e os estádio bem composto. E o torneio de futebol de salão do Beira-Mar? Cerca de 2 meses de duração com 5 jogos diários e normalmente bastante gente a assistir.
Os Aveirenses, 20 anos atrás, iam. Saiam de casa, conviviam, iam ao cinema, ao café ou a espectáculos desportivos. Liam também mais jornais locais, como o Litoral, o Jornal de Aveiro ou o Correio do Vouga (3 semanários), o Diário de Aveiro, nascido nessa época, sem esquecer que os jornais diários do Porto tinham todos delegação em Aveiro.
Aproveito para recomendar, a quem quiser relembrar esse passado recente, para visitar o site de um projecto da Aveiro Digital que tem disponíveis em formato digital, milhares de jornais locais e regionais. Trata-se do projecto bibRia, disponível em http://bibria.cm-aveiro.pt/Forms/Highlights.aspx.
O verbo ir, hoje, tomou direcções diferentes. Perdeu-se o espírito de tertúlia, perdeu-se o hábito de sair de casa para conviver e, naturalmente, também a envolvente destes espaços que tinham uma frequência regular de pessoas, se ressentiu. É o que sucede na Avenida.
E, na minha opinião, a culpa não se pode encontrar apenas nos novos espaços comerciais da periferia que vieram naturalmente mudar a forma de vida dos aveirenses.
É necessário questionar e compreender os novos hábitos das pessoas para que se possam adaptar a esses novos hábitos, novas realidades culturais, comerciais, residenciais e de mobilidade. Quando soubermos aquilo que os Aveirenses anseiam então podemos partir de uma forma mais segura para fazer uma Avenida para o século XXI.

A ler!


A não perder a entrevista de António Lobo Xavier ao i deste sábado. ALX de regresso em grande entrevista a Maria João Avilez. Uma entrevista para ler com atenção, enquanto se espera por mais...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Problema que nunca foi resolvido

Podia não se apreciar o estilo do homem ou mesmo a sua música, mas os videos eram espectáculos a sério.
Fica este como memória e como lembrança de um problema que ficou por resolver.

Plano Estratégico

Estava eu a ler uns comentários na net sobre o negócio PT/TVI e fez-se luz.
O plano estratégico da PT está bem delineado.
Objectivo: proporcionar uma oferta mais completa aos seus clientes de conteúdos, os Meos.
Forma de conseguir: oferecer-lhes o canal a que ainda não têm direito.
Qual? A TVI24.
Os Meos agradecem penhoradamente e, já agora requisitam também, o Porto Canal, a RAI e mais alguns canais a que ainda não temos direito.

ARQUIVADO!

O caso só poderia acabar assim. João Miguel Tavares viu o processo que Sócrates lhe instaurou ser arquivado.
Na sua fase “animal feroz”, este foi um dos actos de Sócrates para intimidar a imprensa, para sublinhar uma tentativa clara de controlo pelo medo. O famoso princípio do “quem se mete connosco, leva”.
Mais uma vergonha para o primeiro-ministro que, nesta nova fase da sua vida, deve ter encarado o resultado deste processo com a maior humildade...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Data das Eleições

O Presidente da República recebeu hoje os partidos para os auscultar quanto à data pretendida para as eleições legislativas.
A discussão em aberto, mais do que sobre a data efectivamente pretendida, versa sobre a possibilidade de as legislativas serem ou não em simultâneo com as autárquicas.
Apenas o PSD assume a opinião que as eleições devem ser em simultâneo.
De entre os argumentos contra a simultaneadade das datas, um dos mais ouvidos é o de que os eleitores podem ser levados à confusão se, no mesmo dia, tiverem que escolher os deputados do seu distrito, o presidente da câmara, os deputados municipais e o presidente da junta de freguesia.
Acontece que, desde que há eleições livres em Portugal, as eleições autárquicas promovem a eleição de 3 orgãos diferentes na mesma data e, que me lembre, nunca ouvi dizer que os eleitores se enganaram em quem iam votar.
Reparem, por exemplo, nos resultados da Freguesia da Vera-Cruz, em Aveiro, nas autárquicas de 2005:


O PS ganhou a câmara e a junta, mas perdeu a assembleia municipal. E, neste último órgão, teve cerca de 500 votos a menos do que aqueles conseguiu para a câmara, num total de 4000 eleitores.
Prova-se assim, na minha opinião, que os eleitores sabem muito bem o que está em causa no momento do voo.
Por isso, neste caso, sou contra a opinião do CDS, pois entendo que as eleições devem ser todas na mesma data, colhendo o País o benefício económico de se reduzir o tempo de campanha eleitoral e de não estar mais de um mês a discutir eleições.

San Joom II


Cabrito "tarrincho" com alecrim. 2 sardinhas. Doçaria conventual. Bailarico em Nevogilde. 2 bandas pimba. Conversa aos gritos com os amigos entre o barulho das 2 bandas pimba. 27 marteladas desesperantes. Missão cumprida!

Para onde vamos?


Devias fazer aquilo que te faz feliz. Não podes preocupar-te tanto com os outros. Pára de pensar em seguir sempre o que está correcto. São conselhos destes que ouvimos cada vez mais. O princípio do duty before self caiu irremediavelmente em desuso.
Perdeu-se o sentido de reserva, de intimidade, a reflexão faz-se com os muitos amigos superficiais que estão sempre prontos a largar um chorrilho de banalidades para afagar o potencial mal-estar dos nossos egoísmos.
Se largamos a namorada na esquina, já o deveríamos ter feito, era um peso que nos impedia de evoluir. Se deixamos os filhos para trás, é melhor para eles saberem que o pai está feliz e realizado. Se um amigo nos critica, é inveja, frustração. Se negligenciamos os pais, é o supremo direito ao nosso espaço. Se nos endividamos, a culpa é da banca.
É mesmo assim, só estamos no caminho certo quando decidimos em função do nosso prazer, do nosso sucesso, da nossa conveniência. Se sentirmos uma pitada de dúvida, há sempre um amigo do ginásio ou do reiki que entre duas cigarradas e três banalidades de ocasião nos cita o Paulo Coelho e nos reconduz ao caminho certo.
O caminho certo é o “nosso caminho”, um passeio onde vamos trocando de companhia ao sabor do momento, onde trabalhamos uma ideia de passado agradável sem lugar para os que nos foram alguma vez inconvenientes, onde o futuro será sempre risonho porque os únicos que dele farão parte são os tais que nos dizem o que queremos ouvir.

Para onde vamos?

Agentes muito especiais


A CIA está a recrutar novos agentes entre as mentes brilhantes de Wall Street. Os chamados golden boys são aliciados em anúncios para o serviço de defesa do estado. É uma novidade; procura-se os que não deram conta a tempo do crash, para, a partir de agora, perscrutarem a situação em todo mundo. Assim uma coisa tipo pôr o Dr. Constâncio a trabalhar no SIS, na investigação e controlo... Oooops.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Biba o San Joom, carago

fotografia "emprestada" por http://cidadesurpreendente.blogspot.com/

Hoje é noite de sardinha, vinho e cerveja qb+++, manjericos, alhos-porros, martelinhos, fogo de artifício e muitos balões no ar.

O maior da minha rua!


Pode alguém ser quem não é? Aparentemente, sim.
Damos uma vista de olhos pelas redes sociais e ficamos impressionados. Se no Hi5 não há quem não inflacione as maminhas com o famoso push-up, já no Linkedin são muitos os que introduzem os mais variados upgrades no seu historial de vida. Concluindo, é difícil encontrar fotografias de gente com óculos de dez dioptrias e canudos de escolas mais manhosas.
O que me intriga é o mecanismo mental associado a esta atitude, esta transição dos mecanismos mentais do chat para as redes sociais. No chat podíamos construir um personagem e sermos primos do Clark Kent, não havia problema, dificilmente se descobriria. A nossa interlocutora era tal e qual a Sharon Stone e assim se construía uma mundo de alter-egos, sem tradução real, uma teatrada que viciou muita gente e desiludiu outra tanta.
Nas redes sociais a coisa impressiona porque há uma cara e um nome, há factores de identificação concretos e facilmente se percebe o embuste. Rapidamente se descobre que a menina se fotografa sempre de boca fechada para escapar a comparações equídeas, que o jovem dinâmico e empertigado não andou na FEUP e conclui o ISEP com custo e anos de sobra; que o técnico de expedição postal é o mesmo carteiro de sempre.
O Portugal real vive em bicos de pés. De relógio falso no pulso, roupinha contrafeita, e cartão dourado para exibir. O dinheiro dos livros vai para o telemóvel de última geração, o dos legumes para o fast-food do shopping.
Agora, o Portugal das redes sociais, esse sim, enche-nos de orgulho! Um paraíso na terra!

A Paz

Confesso que precisei de tempo para digerir o último Conselho Nacional do CDS. Fui dos que defendia um gesto grande de Portas para Ribeiro e Castro. No entanto, as feridas ainda abertas sangram com o acto consumado.
Nem sempre conseguimos separar a racionalidade política da emoção. Damos por nós entusiasmados com uma ideia e amargurados com a sua concretização. As relações dentro do partido são como uma grande família, vão deixando um lastro de afectos, de mal entendidos e ressentimentos. Apagar tudo num curtíssimo espaço de tempo é difícil e raramente sincero.
Não sei como reagiria se estivesse na pele do Alvaro Castello Branco, esta é a verdade. Mas, o gesto de Paulo Portas deve fazer-nos reflectir a todos. A aceitação de Ribeiro e Castro não é só uma bofetada nos precipitados que partiram, é motivo de análise ponderada para os seus apoiantes e opositores.
Portas e Castro protagonizaram um acto de reconciliação raro no partido, pondo o interesse da instituição acima das questões pessoais; estão ambos de parabéns. Cumpre agora a todo o CDS ultrapassar as “coisas” do passado e buscar um futuro maior.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Late in the evening sunday bluzzzz....

De regresso, e sempre, aos Doors. Uma raridade para fechar o fim de semana. Génio puro!

domingo, 21 de junho de 2009

Casual, ma non troppo


Os que me conhecem sabem que, sempre que as circunstâncias o permitem, evito o uso da gravata.
Por isso, compreendo que muitos outros o façam também.
Agora, que um Ministro vá a uma inauguração de um investimento de polo e blazer... essa penso que nem se fosse um complexo dedicado ao turismo o justificaria.
Mas na nova versão do governo português suave, já dá para tudo.

Chegou o Verão

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Carlos Candal

Faleceu Carlos Candal.
É uma daquelas notícias sobre a qual não apetece escrever. Infelizmente é a lei da vida.
Vou ter saudades daquele "falar grosso" na AM, que sendo sentido e apelando ao íntimo das suas razões, nunca, das vezes que o ouvi, senti que fosse ofensivo para alguém.
Tomaram muitos, dos que apenas conseguem falar "fininho", ter 10% da capacidade que Carlos Candal tinha para argumentar.
E quando era necessário dar razão aos que se lhe opunham, tinha a capacidade para o fazer sem ressentimentos.
Aveiro sentirá a sua falta.

Autoeuropa


Quando se lêem declarações de um dirigente sindical a apelar principalmente ao bom senso e a manifestar muita preocupação pelo resultado do plenário, é caso para perguntar o que é que estes trabalhadores pretendem?
Numa situação como a que atravessamos, em que o sector automóvel é um dos que está mais vulnerável, não se justificaria algum sacrifício por parte dos trabalhadores para salvaguardar os seus postos de trabalho?
E se a VW for embora ou diminuir a sua força de trabalho, será justo que aqueles que votaram contra o acordo venham a receber subsídio de desemprego pago por todos nós?