
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Saúde 24

quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Só eu sei porque não fico em casa

segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Quando o tempo pára

Os 15 dias de Algarve são um bálsamo para a alma e o corpo. Internet desligada, telemóvel sem bateria e leitura resumida ao jornal diário oferecido na praia. É verdadeiramente nesta altura que faço um tempo de pausa daquele frenesim louco que é o resto dos meus dias. É também tempo de balanço, de meditação, de revisão de um ano de trabalho em que fiz coisas muito importantes, inadiáveis, em que produzi muito e eficientemente.
Os nossos dias correm à velocidade da luz, convencidos que se parássemos o "mundo à nossa volta ruía". Não fazer nada, parar para pensar, dar tempo aos nossos, conversar com os amigos, dar uma palavra a um desconhecido, apreciar a natureza... uma perda de tempo! Mas, quanto não ganharíamos se nos deixássemos perder?
domingo, 16 de agosto de 2009
De regresso

quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Sozinho no blog

A ponte é (será?) uma passagem...

Notícias recentes - a bandeira
Confesso que, tendo nascido numa república, nunca me preocupei se o sistema republicano é melhor ou pior que o monárquico, mas, como o sistema acaba por se personalizar na figura do Presidente ou do Rei, sempre prefiro Cavaco Silva ao pretendende D. Duarte de Bragança.
Julgo que em ambos os casos há bons e maus exemplos e que ninguém pode afirmar que um sistema é mlehor que outro.
Os republicanos cá da terra é que parece que andam muito ofendidos com a "afronta".
Não percebo porquê.
Eles republicanos, democratas, será que serão capazes de explicar qual o motivo pelo qual aceitam que o povo expresse a sua opinião através de referendo sobre o aborto ou sobre a regionalização, mas não o possa fazer relativamente à república ou à monarquia?
Se eu ouvir uma explicação convincente, talvez até a possa apoiar mas, até que isso aconteça, julgo que um referendo pode vir a esclarecer definitivamente a situação.
Notícias recentes - Liedson
Uns a favor, outros contra, outros sem opinião formada mas que sempre vão dizendo que, como já houve precedentes, agora não há como recusar, etc. etc.
Por mim, qualquer cidadão que opte pela nacionalidade portuguesa assume, a partir do momento em que essa nacionalidade lhe seja concedida, os mesmos direitos e deveres que qualquer um de nós nascido no território nacional.
Logo, o direito de representar uma selecção nacional numa qualquer modalidade desportiva, não lhe deve ser vedado.
Não compreendo é o escarcéu que se está a fazer neste caso.
O que é que o futebol tem de especial relativamente a outras modalidades?
Vejam aqui um resumo de situações semelhantes ocorridas em selecções portuguesas aos quais acrescento o caso da natação, onde temos o Arseniy Lavretyev ou o do judo com a Yahima Ramirez.
E daqui por alguns anos o panorama será certamente mais "internacional", pois não nos podemos esquecer da 2ª geração de imigrantes, que por cá vão estudando e praticando desporto e aos quais será imoral impedir, caso tenham qualidade para isso, que possam vir a representar Portugal.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
A ver passar os TGV's (ou nem sequer isso)...
A espuma do tempo

domingo, 9 de agosto de 2009
Relato
A época oficial de futebol já começou para o Beira-Mar.Mas parece que as rádios de Aveiro desconhecem esse facto.
É que tentei ouvir o relato e, pelo menos na Terra Nova (a única que no ano passado fazia os relatos), só passava música.
Esperemos que com o início do campeonato as coisas mudem.
sábado, 8 de agosto de 2009
Moliceiros

quarta-feira, 5 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Demasiado trabalho
fotografia tirada com o nokia N97 (nada mal...)segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Piscinas do Beira-Mar (continuação)
Em resposta ao José Carlos Mota que disse:
"É de facto preocupante que a cidade corra o risco de perder um equipamento desportivo com as valências que este tem e com a localização privilegiada que dispõe. Será que a comunidade aveirense não se pode organizar para encontrar uma solução para o problema?",
respondi-lhe:
"Para mim e sem conhecer detalhes do processo, sempre achei que a Universidade deveria ter tido algum papel neste caso. Afinal de contas, o complexo de piscinas está "dentro" do campus e mesmo ao lado do pavilhão e do estádio universitário, e a UA não tem piscinas.
Resta saber se o custo da recuperação se justificará e se para salvar um equipamento obsoleto não se irá por em causa a sobrevivência do Beira-Mar."
Entretanto a conversa continuou entre o José Carlos Mota o João Oliveira e o António Granjeia.
Diz o José Carlos Mota:
"Infelizmente, há decisões (absolutamente) legítimas mas que se podem tornar lamentáveis equívocos! O que temos de pensar é se cidade se pode dar ao luxo de perder um equipamento desportivo na sua zona central, quando estes equipamentos são factores de atractividade da função residencial ('trazer as pessoas para o centro'). E por isso temos de perguntar - Para onde vão as piscinas? Abdicamos delas? Ou vamos pagar em segurança e transportes a localização numa eventual 'periferia'?".
Esquece-se o José Carlos que, no centro, já há duas piscinas a funcionar e que muitos dos seus utentes, são das freguesias periféricas. Mas será que alguém que mora em S. Bernardo ou em Esgueira se iria mudar para a Glória ou para a Vera-Cruz para estar mais perto de uma piscina?
Certamente que não, pois preferirão viver numa zona mais afastada do centro e ter equipamentos perto de casa. Quanto ao que temos a pagar em segurança e transportes, não entendo em que é que o facto dos equipamentos estarem situados na periferia pode influir em condições de segurança. Já quanto aos transportes, essa é a realidade do desporto aveirense. Quem quer praticar desporto, seja a título individual ou em equipas, tem de deslocar até ao local onde se encontram as instalações para esse fim, as quais, muitas vezes, estão já fora dos limites do concelho. E nem por isso as pessoas deixam a sua prática desportiva.
Outro aspecto que já referi, é o estranho silêncio da UA em todo este processo.
Será que a piscina seria interessante como elemento integrante do campus de forma a proporcionar aos seus 15000 utentes um equipamento complementar aos já existentes? Certamente que sim, e a UA, tendo uma piscina a funcionar também a poderia (deveria) colocar ao serviço da comunidade.
Por último, quanto seria o investimento necessário para colocar as piscinas a funcionar, respeitando todas as obrigações legais, e tornando-a um equipamento o mais possível auto-sustentável de acordo com as boas práticas de construção que se devem exigir? E quanto custa fazer um complexo de piscinas novo?
Será que a deslocalização das piscinas para Taboeira, junto do estádio e do futuro pavilhão não faz sentido? Mais do que o interesse do Beira-Mar, não será do interesse concelhio que se coloque em funcionamento um verdadeiro Parque Desportivo como o que está projecto há já alguns anos e sobre o qual não me lembro de a comunidade, como diz o José Carlos, ter manifestado qualquer opinião? Ou será que a comunidade só se "move" e quer tomar posição quando o poder político está mais à direita?
Em conclusão, espero que Aveiro tenha capacidade de ter as piscinas, pavilhões e relvados sintéticos em número suficiente para que a população os possa usufruir, e que não se faça de cada decisão legítima um folhetim politiqueiro.
domingo, 2 de agosto de 2009
Piscinas do Beira-Mar
Esta falta de condições resulta certamente da falta de manutenção que deveria ter sido efectuada ao longo dos anos e também da obsolescência da maquinaria que, provavelmente, já teria cumprido o seu ciclo de vida útil.
As próprias exigências a que os equipamentos estão hoje sujeitos a nível de balneários, implicariam igualmente obras de remodelação que não deixariam de aumentar os custos com aquele equipamento.
Os clubes desportivos esquecem, muitas vezes, que os equipamentos que utilizam para a prática das suas modalidades, têm custos. Já não se esquecem de comprar mais um brasileiro para reforçar o ataque do futebol, ou um poste americano para a equipa de basquete ou um ponta montenegrino para a equipa de andebol. Como o dinheiro não é elástico, naturalmente que a gestão do património é relegada para último lugar. E não devemos esquecer que, se na área desportiva já há muitos casos em que a gestão é profissional, a gestão do património é feita com a boa vontade das direcções e de alguns amigos dos clubes.
A dúvida que me assola é qual o papel que o Estado – seja ele representado pelo poder central ou autárquico – pode (deve) assumir nestas situações.
Será que se o Estado assumisse a propriedade das instalações desportivas e as colocasse à disposição da sociedade civil, teríamos melhores instalações? Ou, se fossem pertença do Estado, não estariam sujeitas às mesmas regras que o Estado impõe para as instalações privadas?
Será que já alguém se preocupou em comparar o que se passa em Aveiro com o que se passa noutros concelhos? Ou comparando o que se passa em Portugal com o que se passa noutros países?Voltando às piscinas do Beira-Mar, para mim ficará a recordação dos Campeonatos Nacionais de Natação que ali se realizaram em 2007, com um ambiente fantástico aproveitando as condições que a envolvente oferecia e com resultados fantásticos a nível desportivo.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
A Junta da Minha Freguesia


Instituto Nacional de Estatística
Não tendo qualquer competência para analisar aqueles dados, quer no que respeita à forma como são recolhidos, quer no respeita ao seu tratamento, sirvo-me deles, assumindo que efectivamente correspondem à realidade, como uma fonte de informação sobre a evolução do nosso país.
Lamento no entanto, a "poesia" que os títulos dados às notícias pretendem transmitir, como acontece com este.
Reparem na preciosidade: "variação homóloga menos negativa".
A realidade dos números diz-nos que o volume de negócios do comércio a retalho continua a cair, mês após mês. E apenas quando este indicador passar a aumentar de uma forma consistente ao longo de um conjunto de meses é que a crise estará realmente a passar.
Será que quando isso acontecer o título da notícia será "variação homóloga mais positiva"?
terça-feira, 28 de julho de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Rua Direita
sábado, 25 de julho de 2009
Telhados de vidro

quinta-feira, 23 de julho de 2009
Brigada de Trânsito

O aviso de Mateus
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Cheque-dentista
Será que faz algum sentido andar a distribuir cheques-dentista e ao mesmo tempo taxar escovas e pastas de dentes à taxa normal de IVA?
Não faria mais sentido taxá-las a 5% como os medicamentos e outros bens essenciais?
Dos jornais de hoje (ainda sobre as scut)
Gostei deste título do JN.
Leva-me a um pensamento profundo.
Então se os pórticos não servirem para cobrar portagens, qual será a sua utilidade?
- Para resolver o problema habitacional das cegonhas, pois os ninhos já estão com excesso de lotação.
- Para colocar uma rede de máquinas de filmar e fotografar especialmente dedicada aos automobilistas que circulem acima de 120 km/h.
- Para que os partidos disponham de mais locais para a colocação de propaganda eleitoral.
Se se lembrarem de outras utilidades para os ditos pórticos, comentem!
terça-feira, 21 de julho de 2009
Cenas (ridículas) em Aveiro
Relato apenas o que se passou na mesa de abertura e uma situação ocorrida no último painel.
E refiro que, sendo o seminário de âmbito internacional, estava disponível tradução simultânea para os participantes.
Abriu a sessão o Vereador Caetano Alves. Falou, e bem, em Português.
Seguiu-se a Vice-Presidente da Câmara de Limoges, que falou, e bem, em Francês.
Para terminar, falou um representante da Universidade de Aveiro, cujo nome não registei.
Talvez o cavalheiro estivesse equivocado quanto ao local onde decorria o seminário, talvez não se tivesse apercebido que muitos dos participantes estivessem com auscultadores nos ouvidos, talvez pretendesse apenas demonstrar o seu domínio da língua inglesa.
O facto é que fez a sua apresentação em Inglês.
Ridículo, na minha opinião.
Desprestigiou a cidade onde trabalha, a instituição que lhe paga o ordenado e a Língua Portuguesa.
E espero que Universidade de Aveiro dê indicações aos seus quadros de que, em Portugal, se limitem a falar em Português, para que não se voltem a repetir cenas como esta.
No painel final, falou o administrador (italiano) da uma cerâmica sediada em Aveiro. E fê-lo em Português, afirmando que estava em Portugal e tinha obrigação de se expressar na nossa língua, apesar de ainda não a dominar totalmente.
Pena que o cavalheiro representante da UA já se tivesse retirado, pois parece-me que o barrete lhe teria servido na perfeição.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Late in the evening Sunday Bluzzzz....
domingo, 19 de julho de 2009
Lufadas de ar fresco

Retratos de Lisboa II
Almoço no C.A.M. da Gulbenkian, o público é o de sempre. Por todo lado há gente pronta a salvar o mundo com uma utopia, envolvida em projectos apaixonantes, a realidade não faz carreira por ali. Retratos de Lisboa I

sexta-feira, 17 de julho de 2009
Ainda as Scut

Hoje, Lx
quarta-feira, 15 de julho de 2009
O que faz falta à Helena
Desabafos...
Fundo do marNo fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.
Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.
Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.
Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Obra Poética I
Caminho
terça-feira, 14 de julho de 2009
The really late in the evening sunday bluzzzz....
Exemplo de prioridades
clicar na imagem para aumentarsegunda-feira, 13 de julho de 2009
Orgulhosa?
De acordo com a informação prestada pelo Ministério, tiveram nota negativa 30% dos examinandos a Português e 36% dos examinandos a Matemática.
Arredondando os números, 1 em cada 3 estudantes do 9º ano não foram capazes de ter nota positiva nestes exames.
Mas será que estes resultados são capazes de orgulhar alguém?
Na minha opinião, devem ser motivo de preocupação. Se aos números dos resultados adicionarmos o facto de o número de chumbos a Português ter duplicado, e de o exame de Matemática, que comparativamente com o ano passado apresentou melhores classificações mas que, de acordo com a Sociedade Portuguesa de Matemática, foi muito mais fácil, então a preocupação deve ser ainda maior.
Não sei porquê mas estas declarações fizeram-me lembrar um humorista brasileiro que, a propósito da hiena, dizia mais ou menos isto: "um animal que come aquilo que defeca e que só tem relações sexuais uma vez por ano, ri de quê?"
San Fermin

O que faz falta ao Zé
terça-feira, 7 de julho de 2009
Pois é...
Comparações negativas...
Boas notícias!

domingo, 5 de julho de 2009
Late in the evening sunday bluzzzzz....
TVI
A TVI passou na passada sexta-feira uma hora e doze minutos de informação que, ponto após ponto, desfez literalmente o primeiro ministro e o governo. A day at the races
Confesso que este fim de semana não me entusiasmou particularmente. Foi um compasso de espera para o grande fim de semana que aí vem. Aí sim, maquinas das que nos fazem sonhar, nos despertam emoções, provas que têm nomes como Gentlemen Driver's... Entretanto, o ambiente de corrida já está no ar, estes dias tiveram, pelo menos, o dom de nos abrir ainda mais o apetite. Vrrrrrrroummmmmm...sexta-feira, 3 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Lamentável
Ainda bem que o homem se demitiu (versão oficial).
Eu que vinha a acompanhar o debate pela rádio, ouvi dizer que Manuel Pinho saiu da bancada do Governo, falou com a imprensa e disse que não se demitia, voltou à bancada do Governo, saiu novamente com Pedro Silva Pereira e Augusto Santos Silva, e já não voltou.
Se se querie demitir, demitia-se e não fazia mais declarações, para além do pedido de desculpas.
E acho bem que o PS procure alguém para o substituir na sua lista por Aveiro, pois pessoas deste calibre não fazem cá falta nenhuma.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Obras Públicas

terça-feira, 30 de junho de 2009
Desulpem qualquer coisinha...
Isto tem a ver com o nosso défice crónico de auto-estima, com a nossa humildadezinha.
É impensável imaginar um nórdico a começar um discurso pedindo desculpa pelo tempo que vai roubar aos ouvintes e acabar o discurso pedindo desculpa por qualquer coisa, cá em Portugal já assisti a vários assim. O problema é que nós desculpamos e, frequentemente, o discursante bem deve as desculpas; pois não tinha nada de interessante a dizer. O problema é que a culpa está em toda a parte, logo a desculpa impõe-se por tudo e por nada. São desajustamentos crónicos de atitude.
O utilizador intensivo do “desculpem qualquer coisinha” vive mal consigo e com o seu corpo, sentimo-lo como um corpo estranho e incómodo que se nos impôs por um periodo de tempo, melgou denodadamente, ocupou o nosso espaço, não nos trouxe nada de novo e no fim lá se afastou com as desculpas a sublinhar a consciência da sua impertinência. Quando se curvam ou baixam os olhos é pior ainda, imaginamos-lhes um chapéu amarrotado nervosamente nas mãos suadas.
Salazar gostava muito desta atitude geral e há quem continue a gostar, dá uma ideia de poder fácil ao desculpante, cheira a naftalina, xailes negros e gente ordeira; é o que resta de muitos anos de virtuosa pobreza, de medo e humildade forçada.
Pior que isto, só os que nos importunam sem interesse, com excesso de autoconfiança, roubam o nosso tempo, ocupam o nosso espaço e nem nos pedem desculpa no fim!
Pão e circo
Neste momento há uma revolução de enorme significado em curso no Irão, houve um golpe de estado nas Honduras, chegam os primeiros furacões do ano ao Caribe, houve eleições na instável Guiné, a recessão continua sem que ninguém saiba honestamente até quando e onde...
Nos noticiários, tivemos a transferência de Cristiano Ronaldo durante dias a fio, depois as férias algarvias de Cristiano Ronaldo, agora a morte de Michael Jackson.
Panis et circensis...
domingo, 28 de junho de 2009
Late in the evening Sunday bluzzz
À volta da Avenida
A realidade que todos nós constatamos é a de que a Avenida regrediu nos últimos 20 anos, tendo passado do verdadeiro centro da cidade, para uma artéria onde vamos ocasionalmente a um banco ou a um dos ainda resistentes estabelecimentos comerciais.
É pois necessário não só repensar a Avenida mas também decidir e passar à acção.
Mas o repensar da Avenida, ou pelo menos daquilo que eu tenho lido ou ouvido sobre o assunto, está, na minha opinião, a esquecer que a cidade mudou bastante e os cidadãos ainda mais.
Recuemos no tempo 20 anos. O que era a Avenida e Aveiro nessa altura?
Era onde se ia ao café (à semana e ao fim-de-semana, depois do almoço ou depois do jantar). Trianon, Tangará, Zig-Zag, Tico-Tico, Maravilhas, Bolinão ou Gelataria Recolecta eram alguns dos locais que, habitualmente estavam cheios. Quem não se lembra das esperas ao sábado, depois de almoço, para arranjar mesa no Zig-Zag? Ou de estar a jogar matraquilhos no Maravilhas à espera que vagasse uma mesa de bilhar?
Era também na Avenida o único sítio onde se ia ao banco, pois não havia balcões bancários espalhados pela cidade.
E era também na Avenida que se ia ao cinema (Aveirense, Avenida, Oita, Estúdio 2002) e, após o encerramento do Avenida enquanto cinema, podia-se ir ao bingo.
Mas Aveiro tinha outros pontos de encontro menos próximos do centro, normalmente cafés, mas onde também se encontravam regularmente vários grupos. Falo dos cafés com bilhares Taco, Ramona e Convívio ou também do Palácio que era o ponto de encontro não só das pessoas cuja vida profissional se passava junto ao Tribunal, mas também dos estudantes universitários que nele faziam uma das suas bases.
A população era menor, mas estes espaços estavam todos normalmente cheios.
Mas havia mais.
Esgueira e Beira-Mar na 1ª divisão de basquetebol, São Bernardo e Beira-Mar na 1ª divisão de andebol, Beira-Mar na 1ª divisão de futebol, com pavilhões regularmente cheios e os estádio bem composto. E o torneio de futebol de salão do Beira-Mar? Cerca de 2 meses de duração com 5 jogos diários e normalmente bastante gente a assistir.
Os Aveirenses, 20 anos atrás, iam. Saiam de casa, conviviam, iam ao cinema, ao café ou a espectáculos desportivos. Liam também mais jornais locais, como o Litoral, o Jornal de Aveiro ou o Correio do Vouga (3 semanários), o Diário de Aveiro, nascido nessa época, sem esquecer que os jornais diários do Porto tinham todos delegação em Aveiro.
Aproveito para recomendar, a quem quiser relembrar esse passado recente, para visitar o site de um projecto da Aveiro Digital que tem disponíveis em formato digital, milhares de jornais locais e regionais. Trata-se do projecto bibRia, disponível em http://bibria.cm-aveiro.pt/Forms/Highlights.aspx.
O verbo ir, hoje, tomou direcções diferentes. Perdeu-se o espírito de tertúlia, perdeu-se o hábito de sair de casa para conviver e, naturalmente, também a envolvente destes espaços que tinham uma frequência regular de pessoas, se ressentiu. É o que sucede na Avenida.
E, na minha opinião, a culpa não se pode encontrar apenas nos novos espaços comerciais da periferia que vieram naturalmente mudar a forma de vida dos aveirenses.
É necessário questionar e compreender os novos hábitos das pessoas para que se possam adaptar a esses novos hábitos, novas realidades culturais, comerciais, residenciais e de mobilidade. Quando soubermos aquilo que os Aveirenses anseiam então podemos partir de uma forma mais segura para fazer uma Avenida para o século XXI.
A ler!

quinta-feira, 25 de junho de 2009
Problema que nunca foi resolvido
Fica este como memória e como lembrança de um problema que ficou por resolver.
Plano Estratégico
O plano estratégico da PT está bem delineado.
Objectivo: proporcionar uma oferta mais completa aos seus clientes de conteúdos, os Meos.
Forma de conseguir: oferecer-lhes o canal a que ainda não têm direito.
Qual? A TVI24.
Os Meos agradecem penhoradamente e, já agora requisitam também, o Porto Canal, a RAI e mais alguns canais a que ainda não temos direito.
ARQUIVADO!
Na sua fase “animal feroz”, este foi um dos actos de Sócrates para intimidar a imprensa, para sublinhar uma tentativa clara de controlo pelo medo. O famoso princípio do “quem se mete connosco, leva”.
Mais uma vergonha para o primeiro-ministro que, nesta nova fase da sua vida, deve ter encarado o resultado deste processo com a maior humildade...
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Data das Eleições
A discussão em aberto, mais do que sobre a data efectivamente pretendida, versa sobre a possibilidade de as legislativas serem ou não em simultâneo com as autárquicas.
Apenas o PSD assume a opinião que as eleições devem ser em simultâneo.
De entre os argumentos contra a simultaneadade das datas, um dos mais ouvidos é o de que os eleitores podem ser levados à confusão se, no mesmo dia, tiverem que escolher os deputados do seu distrito, o presidente da câmara, os deputados municipais e o presidente da junta de freguesia.
Acontece que, desde que há eleições livres em Portugal, as eleições autárquicas promovem a eleição de 3 orgãos diferentes na mesma data e, que me lembre, nunca ouvi dizer que os eleitores se enganaram em quem iam votar.
Reparem, por exemplo, nos resultados da Freguesia da Vera-Cruz, em Aveiro, nas autárquicas de 2005:
O PS ganhou a câmara e a junta, mas perdeu a assembleia municipal. E, neste último órgão, teve cerca de 500 votos a menos do que aqueles conseguiu para a câmara, num total de 4000 eleitores.
Prova-se assim, na minha opinião, que os eleitores sabem muito bem o que está em causa no momento do voo.
Por isso, neste caso, sou contra a opinião do CDS, pois entendo que as eleições devem ser todas na mesma data, colhendo o País o benefício económico de se reduzir o tempo de campanha eleitoral e de não estar mais de um mês a discutir eleições.
San Joom II

Para onde vamos?

Perdeu-se o sentido de reserva, de intimidade, a reflexão faz-se com os muitos amigos superficiais que estão sempre prontos a largar um chorrilho de banalidades para afagar o potencial mal-estar dos nossos egoísmos.
Se largamos a namorada na esquina, já o deveríamos ter feito, era um peso que nos impedia de evoluir. Se deixamos os filhos para trás, é melhor para eles saberem que o pai está feliz e realizado. Se um amigo nos critica, é inveja, frustração. Se negligenciamos os pais, é o supremo direito ao nosso espaço. Se nos endividamos, a culpa é da banca.
É mesmo assim, só estamos no caminho certo quando decidimos em função do nosso prazer, do nosso sucesso, da nossa conveniência. Se sentirmos uma pitada de dúvida, há sempre um amigo do ginásio ou do reiki que entre duas cigarradas e três banalidades de ocasião nos cita o Paulo Coelho e nos reconduz ao caminho certo.
O caminho certo é o “nosso caminho”, um passeio onde vamos trocando de companhia ao sabor do momento, onde trabalhamos uma ideia de passado agradável sem lugar para os que nos foram alguma vez inconvenientes, onde o futuro será sempre risonho porque os únicos que dele farão parte são os tais que nos dizem o que queremos ouvir.
Agentes muito especiais

terça-feira, 23 de junho de 2009
Biba o San Joom, carago
fotografia "emprestada" por http://cidadesurpreendente.blogspot.com/Hoje é noite de sardinha, vinho e cerveja qb+++, manjericos, alhos-porros, martelinhos, fogo de artifício e muitos balões no ar.
O maior da minha rua!

Damos uma vista de olhos pelas redes sociais e ficamos impressionados. Se no Hi5 não há quem não inflacione as maminhas com o famoso push-up, já no Linkedin são muitos os que introduzem os mais variados upgrades no seu historial de vida. Concluindo, é difícil encontrar fotografias de gente com óculos de dez dioptrias e canudos de escolas mais manhosas.
O que me intriga é o mecanismo mental associado a esta atitude, esta transição dos mecanismos mentais do chat para as redes sociais. No chat podíamos construir um personagem e sermos primos do Clark Kent, não havia problema, dificilmente se descobriria. A nossa interlocutora era tal e qual a Sharon Stone e assim se construía uma mundo de alter-egos, sem tradução real, uma teatrada que viciou muita gente e desiludiu outra tanta.
Nas redes sociais a coisa impressiona porque há uma cara e um nome, há factores de identificação concretos e facilmente se percebe o embuste. Rapidamente se descobre que a menina se fotografa sempre de boca fechada para escapar a comparações equídeas, que o jovem dinâmico e empertigado não andou na FEUP e conclui o ISEP com custo e anos de sobra; que o técnico de expedição postal é o mesmo carteiro de sempre.
O Portugal real vive em bicos de pés. De relógio falso no pulso, roupinha contrafeita, e cartão dourado para exibir. O dinheiro dos livros vai para o telemóvel de última geração, o dos legumes para o fast-food do shopping.
Agora, o Portugal das redes sociais, esse sim, enche-nos de orgulho! Um paraíso na terra!
A Paz
Confesso que precisei de tempo para digerir o último Conselho Nacional do CDS. Fui dos que defendia um gesto grande de Portas para Ribeiro e Castro. No entanto, as feridas ainda abertas sangram com o acto consumado.
Nem sempre conseguimos separar a racionalidade política da emoção. Damos por nós entusiasmados com uma ideia e amargurados com a sua concretização. As relações dentro do partido são como uma grande família, vão deixando um lastro de afectos, de mal entendidos e ressentimentos. Apagar tudo num curtíssimo espaço de tempo é difícil e raramente sincero.
Não sei como reagiria se estivesse na pele do Alvaro Castello Branco, esta é a verdade. Mas, o gesto de Paulo Portas deve fazer-nos reflectir a todos. A aceitação de Ribeiro e Castro não é só uma bofetada nos precipitados que partiram, é motivo de análise ponderada para os seus apoiantes e opositores.
Portas e Castro protagonizaram um acto de reconciliação raro no partido, pondo o interesse da instituição acima das questões pessoais; estão ambos de parabéns. Cumpre agora a todo o CDS ultrapassar as “coisas” do passado e buscar um futuro maior.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Late in the evening sunday bluzzzz....
domingo, 21 de junho de 2009
Casual, ma non troppo

quinta-feira, 18 de junho de 2009
Carlos Candal
É uma daquelas notícias sobre a qual não apetece escrever. Infelizmente é a lei da vida.
Vou ter saudades daquele "falar grosso" na AM, que sendo sentido e apelando ao íntimo das suas razões, nunca, das vezes que o ouvi, senti que fosse ofensivo para alguém.
Tomaram muitos, dos que apenas conseguem falar "fininho", ter 10% da capacidade que Carlos Candal tinha para argumentar.
E quando era necessário dar razão aos que se lhe opunham, tinha a capacidade para o fazer sem ressentimentos.
Aveiro sentirá a sua falta.
Autoeuropa











