domingo, 28 de dezembro de 2008

eSCUTa, pode não ser verdade o que eu digo

Passada que está a barrigada alimentar do Natal e enquanto recupero forças para a barrigada de Ano Novo, lembrei-me de fazer uma pesquisa rápida na net sobre o tema das portagens nas SCUT, nomeadamente daquela que mais nos afecta, a da Costa de Prata.
A primeira questão tem a ver com o critério do tempo gasto em itinerários alternativos ao da SCUT, o qual, segundo o Governo, não pode (deve) ser superior a 30% ao tempo gasto a percorrer a SCUT. Quais são os itinerários alternativos aos trajectos Aveiro-Porto ou Aveiro-Figueira da Foz que respeitam este critério? Se alguém conhecer algum, informe, pois eu não faço ideia de quais sejam.
A segunda questão tem a ver com a sucessão de declarações contraditórias do Ministro Mário Lino. Como é possível alguém dizer tantas contradições e continuar tranquilamente no seu cargo sem que nem lhe indique o caminho mais curto para a saída? É que, segundo as notícias, estas SCUT iriam render ao Estado 100 milhões de Euros anuais. Ou seja, passados dois anos sem a sua introdução, o Ministro Mário Lino é responsável directo por um prejuízo de 200 milhões de Euros. Se este senhor trabalhasse numa entidade privada, acham que poderia acontecer o mesmo? Jamais (deve pronunciar-se jamé).
Só para relembrar os mais esquecidos, aqui ficam algumas declarações a propósito deste assunto.
Outubro de 2006 - Scuts vão ter portagens em 2007
Passou um ano e, em Outubro de 2007, mantinha-se a mesma ideia.
Em Junho deste ano, já falava em iniciar a cobrança o mais rapidamente possível, sem esperar pelas eleições do próximo ano.
E eis que em Dezembro de 2008, mais de 2 anos após o anúncio inicial, chegou-se à brilhante conclusão que o processo estava atrasado devido à sua complexidade, ficando adiado mas agora sem data precisa.
Esta é a forma de governar do PS. Mesmo tratando-se de um caso em que todos os utentes são directamente beneficiados com o adiamento das portagens, vê-se que esta gente não serve para governar Portugal.
2009 está aí e é um ano em que podemos mostrar que não queremos mais malta desta a dirigir o País. A situação que atravessamos é demasiado grave para ficarmos nas mãos de pessoas assim.
Votos de uma boa passagem de ano a todos, usando ou não os hábitos e as superstições da época, e que 2009 não seja tão mau como se anuncia.

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