sábado, 31 de maio de 2008

Manuela Ferreira Leite


Com 37,67% dos votos, Manuela Ferreira Leite ganhou as directas do PSD.
Pedro Passos Coelho (31,07 %) e Santana Lopes, (29,8 %) ficaram praticamente empatados.
Santana já anunciou que renuncia ao cargo de líder parlamentar e disse que apesar da "tripartição" dos votos a ex-ministra das Finanças tem "inteira legitimidade" para liderar o partido.

Ganhou a melhor candidata, a solução ideal para o PSD, que, neste momento, necessita de uma liderança rigorosa, credível e sem demagogias nem ziguezagues. E Manuela Ferreira Leite tem as qualidades necessárias. A posição que assumiu na questão do preço dos combustíveis, recusando a solução fácil, e não temendo estar ao lado da posição do Governo quando a entende correcta, fala por si.
Com Manuela Ferreira Leite o PSD recuperará a credbilidade, e poderá conseguir um melhor resultado eleitoral em 2009.

O futuro é agora.

Dia (ps)D


Hoje é mais um dia D para o PSD. Só que os dias definitivos, nesta agremiação, são, cada vez mais, provisórios. Não tenho a menor percepção de quem será o próximo lider, dado o estado de volatilidade do partido, o desespero dos militantes e a desorientação das últimas lideranças, tudo pode acontecer até ao último minuto. Não acho que Ferreira Leite tenha a vitória assegurada, Passos Coelho pode ser a escolha do desespero e, para mim, não é liquido que Santana Lopes esteja derrotado à partida. Tudo em aberto, portanto.
Certezas só quanto ao dia seguinte.
Se Ferreira Leite ganhar, haverá quem não deixe esquecer a gestão de oportunismo milimétrico que tem feito das suas presenças e ausências estratégicas na vida do partido, terá o baronato a seu lado, jogando o futuro próximo, preparando desde o primeiro minuto a sucessão. Um jogo requintado que se recheará de intriga, conspiração, será um ambiente irrespirável. Basta imaginar como se conciliarão Rio, Marcelo, Capucho, Pacheco, just to name a few. Veneno puro. Autofagia anunciada. Cavaco à distância. Sócrates descansado da vida.
Se Passos Coelho for o escolhido, será um mix de Mendes com Meneses. Como Mendes, andará á procura de um registo próprio, terá falta de reconhecimento e carisma, será ignorado, falará muito, sobre tudo e ninguém o ouvirá. Como Meneses, trará para os orgãos gente nova e desconhecida, não tem outra; estará fora do parlamento, com as dificuldades óbvias; terá o permanente desgaste da alcateia do baronato, que não terá força para pôr na ordem. Começará a maquina socrática a evidenciar as suas fragilidades, a falta evidente de curriculum, uma vida que, embora na sombra, se construiu na via mais mediocre das dependências políticas.
Se Santana Lopes surpreender e regressar, será seguramente diferente, embora não necessáriamente bom. De interessante tem a sua notável resiliência política, a coragem para os grandes desafios e um interessante ajuste de contas com os seus carrascos: Cavaco e Sampaio. Seria também uma oportunidade para arrumar com o baronato umbiguista que asfixia o PSD, seria a recompensa dos que estão sempre aos serviço do partido. Por outro lado, há o risco de instabilidade ligado sempre a Santana, a precipitação, alguma possivel leviandade política, o populismo anunciado.
A situação não é clara, nem famosa, resta ao país um consolo: não mais ouviremos falar da personagem cómico-deprimente Patinha Antão!

May the road rise up to meet you.
May the wind be always at your back.
May the sun shine warm upon your face;
the rains fall soft upon your fields and until we meet
again, may God hold you in the palm of His hand.

(traditional gaelic blessing)

É pelo sonho que vamos


O "segredo" para uma vida feliz, com tranquilidade de espírito é um verdadeiro tesouro.
Vem isto a propósito do crescente numero de casos de conhecidos que entram em depressão e caiem numa tristeza, ás vezes amarga e rancorosa, e sem um motivo plausível, forte, evidente. Claro que cada um saberá de si, mas nas situações que refiro são pessoas aparentemente saudáveis, com família e filhos com saúde, em crescimento normal, com emprego estável, casa própria e férias na praia pelo Verão. Ou seja, pelo menos na aparência, têm boas razões para estar bem. E, no entanto, não se sentem felizes, caiem em depressão, metem "baixa" e queixam-se de tudo e de todos.
Não conseguem valorizar as coisas boas e positivas que receberam e lograram conquistar na sua vida, nem traçar um rumo a partir delas. Não lhes basta. Anseiam por mais e mais, mais amor, mais sucesso profissional, mais glamour, viagens, mais e melhores férias, e muito mais dinheiro. Vivem na permanente expectativa de ganhar o euromilhões da próxima semana.
E, quando afundam na depressão, o psiquiatra afoga-as em abundante medicação.
Reflectindo a partir dos casos que, directa ou indirectamente, conheço, não creio que a questão se possa resumir a baixa auto-estima, personalidade frágil, ou doença mental.
Parece-me que ao longo da vida, construíram sonhos, fizeram planos, alimentaram ilusões que, pura e simplesmente, não se realizaram. E não se adaptaram.
A distância entre o sonhado, o que projectaram para si, e a realidade da vida que têm desperta a frustração que cresce desmesuradamente, e que, aliada ao rancor, á inveja, envenena o coração e a mente.
E cai-se num ciclo vicioso de frustração e tristeza.
A inadapatação e a incapacidade de fazer planos e sonhos realistas destroi a alegria de viver.
Não digo que se deva sonhar "pequenino". Mas convenhamos que não nos adianta nada querer á força ser milionário, não trabalhar para viver, comprar tudo o que se quer e fazer férias luxuosas durante todo o ano. Para a maioria de nós, isso é inalcançável, é um sonho irrealizável …
Os sonhos e os projectos de vida têm, pois, de ser realistas, ponderados, bem medidos, e também modificados ou renovados ao longo da vida, de acordo com a nossa circunstância. Claro que os sonhos e metas podem ser ambiciosos, mas não deveriam ser demasiado distantes, inatingíveis. E, porventura, não deveriam centrar-se apenas ou demasiado em coisas materiais, mas cuidar também de alimentar o espirito, a mente, a alma.
Por isso, estão no "segredo" da felicidade, a capacidade de se adaptar á realidade da vida de cada um, a capacidade de sonhar e saber modificar e renovar o sonho nas curvas do caminho da vida, e o optimismo. Não serão estes todos os ingredientes, mas são seguramente parte da receita.

"Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemose
ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
Partimos. Vamos. Somos."
(Sebastião da Gama)

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Índices de desenvolvimento


A euforia dos últimos tempos com Espanha irrita-me de sobremaneira. Talvez por influência da minha Avó, destacada para a fronteira por dever conjugal e contingências da guerra, fui de pequenino habituado a um olhar realista, alguns dirão crítico, sobre Espanha e os espanhois.

A primeira ressalva que faço abarca toda a Andaluzia, terra mágica, fronteira com mundos diversos, poiso de gente de raça, fonte de afición, reduto de elegância única, como está na moda dizer: DPM!

A segunda prende-se com honestidade, há coisas realmente boas em Espanha. A saber: as tapas, os pinchos, o iberico, os rioja, os ribera del duero, os cava, os bons restaurantes (não em tão grande numero como dizem), os puros mais baratos e em maior variedade, a gasolina mais em conta e as colónias de banho frescas. Coisas como o flamenco, os toiros, a verdadeira movida, são andaluzes e não as incluo na Espanha generalista.

O que sobra então? Um povo que ultrapassa o orgulho pátrio com uma vaidade pacóvia e injustificável, uma nação dividida radicalmente, ainda hoje, sob a matriz da guerra civil. Continuamos a ter católicos ferrenhos e anti-cristos primários, franquistas devotos e esquerdistas radicais, ultra-conservadores e pós-modernistas. Não há um verdadeiro equilibrio ou coesão social em Espanha, há a alternância do domínio de uma ou outra facção; tem havido o verdadeiro milagre de no topo da pirâmide estar a sintese negativa de todo o povo espanhol: D. Juan Carlos. Tem havido o verdadeiro milagre de junto do rei terem estado espanhois atípicos, com a arte de sintetizar o impossível: Suarez, Gonzalez e Aznar. Quando o povo escolheu um dos seus, o resultado está à vista e, com Zapatero, a Espanha é hoje um país demitido dos valores, sem rumo nem caracter no quadro internacional, um enorme estado que para nada conta, uma curiosidade pitoresca.

Para ter uma visão desta Espanha, basta uma ronda pela TVE, para os resistentes à depressão, umas horas de TV Galicia, uma volta pelos suburbios das grandes cidades, uma tarde no El Corte Inglés, um domingo numa qualquer plaza mayor entre abrigos de piel (todos padronizadamente iguales), uma qualquer romaria, um passeio maritimo onde pais todos iguais passeiam bébés torturados por rendas e brocados. Arghhhh...

Permitam-me, neste desmando, que aqui chame a velha conversa entre pai e filho:
- Hijo, que quieres ser un dia cuando hombre?
- Pués padre mio, quiero ser exactamente como usted!
- Hombre, qué contento me quedo! Y porqué?
- Pués padre, para tener un hijo como yo, porsupuesto!

Para terminar, e porque a fotografia diz bem do índice de desenvolvimento deste povo civilizadíssimo, fiquem sabendo que esta cena dignificante aconteceu hoje num porto de pesca quando os pescadores em protesto ofereceram peixe gratuitamente ao público. Lindo, não?

Marital Rating Scale

(clicar sobre a imagem para aumentar)

Para o RA.... em resposta ao "Mens´s Secrets" ali em baixo ......

Os últimos dias


A polémica estoirou nos últimos dias, quando um tribunal de recurso do estado do Texas deliberou que as autoridades estaduais não tiveram fundamento suficiente para retirar mais de 400 crianças a uma seita poligâmica.
A seita, chamada Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo e dos Santos dos Últimos Dias, vive fechada sobre si própria, com rituais pouco claros e advoga a poligamia. Tem à sua guarda várias centenas de crianças, sobre as quais o estado e as autoridades têm pouca ou nenhuma monitorização; nesse sentido as autoridades decidiram agir no que entenderam ser a protecção das crianças envolvidas, retirando-as da comunidade. O tribunal de Tom Green em San Angelo, Texas, decidiu que, apesar do desconhecimento do dia a dia da seita, não há provas suficientes do risco efectivo das crianças. Compreendo a delicadeza da situação, mas não compreendo a falta de uma profunda investigação, de uma vigilância apertada, da tolerância exagerada com o fanatismo. Esperemos que a situação não se reverta por dano real.

Sei que não se deve julgar ninguém pelas aparências, mas a fotografia das duas mulheres da seita a saír do tribunal... kind of... makes me think...


quinta-feira, 29 de maio de 2008

Grelhador da roupa?


Através de um folheto da empresa San Luís, cadeia espanhola de electrodomésticos, fiquei a saber que existem dois tipos de grelhadores à venda nestas lojas.
Um grelhador de asar, deve ser especial para asas, e um outro que, pela fotografia, deve servir para tratar da roupa.
Andamos nós preocupados com o acordo ortográfico e somos alvos destes atentados por parte dos nossos vizinhos espanhóis que por aqui se vão instalando.

Qatar


Num artigo recente da Time, é dada uma imagem da evolução recente do Qatar e da visão do seu Emir para o desenvolvimento do país.

Surpreendente, tratando-se de um país muçulmano, é o facto de a mulher do Emir também ser fotografada e ser referido o papel por ela desempenhado no governo do Qatar.

Agora, e levando também um bocadinho para a brincadeira, o homem tem estado tão ocupado com o governo do seu país que tem descurado um bocado a escolha do calçado!

Men's Secrets


Já que a minha mulher se zanga se eu puser aqui umas fotografias da Women's Secrets ou Victoria's Secrets (melhor ainda), aqui fica, democráticamente, para as leitoras do nosso blog, um banho de garbosos metrossexuais num fontanário público de Moscovo.

Ah! Os senhores são guardas fronteiriços e festejam assim os 90 anos da corporação. Para esquecer o glorioso comunismo, a cervejita da praxe é substituida por um litrito de vodka. Haja sede!

Portugal


Sou patriota. Ponto.
Mas não deixa de me encher de orgulho ver uma montra como esta no centro de Milão. Principalmente a frase que está estampada na montra "The Untouchables, Portugal", que esperemos se venha a concretizar no próximo Euro.

20 contos


Para aqueles que já não se lembram da nossa saudosa moeda antiga, aqui fica a lembrança: 1 conto = 5€.
Eu sei que não tenho culpa de o meu carro ter um depósito com um volume que mais se assemelha a um pipo de vinho, e que também não o deveria ter deixado ir quase "às lonas", mas gastar 20 contos para atestar o depósito de gasóleo é algo que nem ao diabo lembraria há umas semanas atrás.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Campeões!


Aproveito para, com algum atraso, típico de aficionados do meu calibre, felicitar a Ovarense pela conquista de mais um título.

Sem palavras...


Esta vale mesmo mais do que mil palavras. Foi hoje numa prova de alta competição no Wisconsin, o piloto safou-se com uma fractura ligeira.

terça-feira, 27 de maio de 2008

O dia mais bonito

O dia mais bonito? HOJE
A coisa mais fácil? ENGANAR-SE
O maior obstáculo? O MEDO
O maior erro? ABANDONAR-SE
A raiz de todos os males? O EGOISMO
A distracção mais bela? O TRABALHO
A pior derrota? O DESALENTO
Os melhores professores? AS CRIANÇAS
A primeira necessidade? COMUNICAR
O que me faz mais feliz? SER ÚTIL AOS OUTROS
O maior mistério? A MORTE
O pior defeito? O MAU HUMOR
A pessoa mais perigosa? A MENTIROSA
O pior sentimento? O RANCOR
O presente mais bonito? O PERDÃO
O mais imprescindível? REZAR
O caminho mais desafiante? O CERTO
A sensação mais gratificante? A PAZ INTERIOR
A expressão mais eficaz? O SORRISO
O melhor remédio? O OPTIMISMO
A maior satisfação? O DEVER CUMPRIDO
A força mais potente do universo? A FÉ
As pessoas mais importantes? A FAMÍLIA
A coisa mais bonita? O AMOR

MADRE TERESA DE CALCUTÁ

A aposta na desigualdade social


Em 2006, Portugal era o segundo país da União Europeia onde as disparidades na repartição dos rendimentos eram maiores, segundo dados do Eurostat, o gabinete estatístico europeu.
No índice de desigualdade de rendimentos, apenas a Letónia está pior que Portugal: entre nós, os 20% mais ricos tem um rendimento médio 7,4 vezes superior ao dos 20% mais pobres.
O Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE), publicado quinta-feira passada, com dados de 2004, indica que os rendimentos se repartem mais uniformemente nos Estados-membros da UE do que nos EUA. Porém, "Nesse ano, apenas Portugal apresentava um coeficiente superior ao dos EUA", sublinha o documento.
Os indicadores de distribuição dos rendimentos mostram que os países mais igualitários são os nórdicos, nomeadamente a Suécia e Dinamarca. "Portugal distingue-se como sendo o país onde a repartição é a mais desigual", salienta o documento, reportando-se aos dados de 2004.

A porta-voz da Comissão Europeia para o Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades, Katharina Von Schnurbein afirma que cerca de 47% dos portugueses estudaram apenas até ao nível de escola primária afastando uma parte importante da população do acesso a empregos bem pagos.

É impossível ficar indiferente a estes dados deprimentes. Mesmo que sejam reportados a 2 ou 4 anos atrás, sabemos que mantêm chocante actualidade.
Em vez de desmentir a realidade, o Governo deveria dizer o que fez (?) em todos estes anos de governação para mudar este estado de coisas.

E, uma vez mais, da constatação divulgada pela Comissão Europeia sobressai a importância da Educação e do ensino de qualidade para mudar este estado de coisas. Essa aposta é determinante para sair do ciclo vicioso: falta de qualificações > baixos salários > pobreza > desigualdades sociais.

A propósito, relato o caso verídico de um jovem casal de emigrantes portugueses com 3 filhos menores nascidos no Luxemburgo: Subitamente o marido morreu, e a viúva com 3 filhos pequenos confrontou-se com a hipótese de voltar a Portugal para junto da familia alargada que aqui reside. Decidiu ficar no Luxemburgo, e explicou assim a sua decisão aos familiares portugueses: o Estado luxemburguês concede ás viuvas com filhos menores uma licença de viuvez remunerada com a duração de cerca de 3 anos para assim acompanharem as crianças, ajudando-as a superar a perda e adaptar-se, podendo voltar ao seu emprego findo aquele período; mais: a educação dos menores orfãos passa a ser totalmente custeada pelo estado luxembuguês até á maioridade daqueles, e, a dívida de crédito á habitação ficou saldada, passando a casa para a propriedade dos filhos do casal, com reserva de usufruto a favor da viúva enquanto esta mantenha o estado de viuvez.
Eis uma aposta clara e realista do Estado na educação dos seus cidadãos e no combate ao ciclo vicioso da pobreza.

Como seria tratado este caso se fosse em Portugal ? Nem vale a pena responder.
Porque é que aqui o Governo só se lembra de aumentar ligeiramente o ridículo abono de família, de pagar o "rendimento mínimo de inserção" que desincentiva a procura activa de emprego, de pagar abortos de crianças por nascer, fechar hospitais sem assegurar alternativa bastante e adequada, e deixar os idosos com pensões miseráveis abandonados á sua sorte?
Why did it have to be like this?

segunda-feira, 26 de maio de 2008

IT'S THE ADULTERY, STUPID!


Na Vanity Fair deste mês, Michael Wolff escreve um artigo interessantíssimo sobre a percepção pública dos homens públicos nos Estados Unidos. A coisa centra-se essencialmente em sexo. Segundo Wolff, a política actual está centrada no sexo. Não apenas escândalos sexuais, não apenas quem está a ter que tipo de sexo e com quem, mas a percepção popular sobre o sexo que a figura pública tem, ou não tem. O sexo tem a capacidade de mudar eleições, minar partidos e, eventualmente, mudar o curso da história. O verdadeiro tema nestas eleições não é a raça, não é o género, é o sexo.
Num resumo muito bem estruturado, Wolff desenrola uma teia de factos-argumentos impressionante. A saber:
Obama teve a entrada na corrida facilitada porque a ex-mulher do seu maior rival, Jack Ryan, desenrolou o lençol de um passado swinger.
Bush vê-se envolvido na espiral descendente em que se encontra recolhendo da paranóia de Mark Foley danos políticos equivalentes à estupidez da invasão do Iraque.
Eliot Spitzer, qual Jekyll and Hyde, com brilhante carreira pública, cai no VIP Club que frequentava e a sua callgirl favorita bate recordes no youtube.
Bill Clinton abriu caminho, e reforçou-se como super-político ao instituir como desculpável a escapadela do homem de meia-idade com a secretária muitos anos mais nova.
A história de Hillary é toda ela sexual, de todas as insinuações e histórias não ditas do seu passado, da forma como se reforça no poder com a história do marido, até ao seu fetiche absoluto com o poder, criando no público a percepção de que a Hillary de hoje é uma Hillary sem sexo. Nos estudos sociológicos aparece fortíssima junto das mulheres mais velhas, puritanas e sem vida sexual activa.
Mitt Romney, tal como Hillary, aparece assexuado e puritano; o que numa mulher capta algum público, num homem fragiliza e não cria empatia.
John McCain, acusado pelo NY Times de eventualmente ter tido sexo com uma lobbista muitos anos mais nova, não só não foi afectado, como usufruiu de um misto de desculpabilização por causa da idade e confirmação da sua virilidade!
A percepção pública sobre Obama coloca-o antes da meia-idade critica, a energia e postura da sua mulher, Michelle, sugerem a probabilidade de uma vida sexual activa e realizada. Esta ideia sobre um casamento que ninguém conhece em pormenor estará a ser decisiva na popularidade de Obama.
Mais interessante para nós, é comparar com a política que nos é mais próxima e ver as enormes diferenças. Quanto a mim, felizmente a política europeia, e a portuguesa em particular, mantém a distância conveniente entre público e privado. Na hora da votação o eleitor tem separado racionalmente os dois campos, não fazendo, até agora, o sexo parte dos mecanismos de decisão.
A variável nova é Nicolas Sarkozi, o tal homem de meia-idade que assume a atribulação da sua vida amorosa publicamente, tornando-se no primeiro político europeu em que será difícil o julgamento separado do público e do privado. Sarko quis deliberadamente assim, é um homem de rupturas, mas pode abrir um caminho que, no meu entender de conservador, trará mecanismos de julgamento indesejáveis na apreciação dos homens públicos. Veja-se a vida privada e a pública de Churchill, por exemplo.
A ver vamos.

Amesterdão


Regressei ontem de Amesterdão. Adoro a beleza antiga desta cidade, as casas estreitas e imponentes alinhadas sobre os canais, os recortes dos frontispícios entre as copas das arvores, o sentido prático dos holandeses com as suas bicicletas e aproveitando o sol nas esplanadas…
Gosto dos bateaux–mouche turísticos que percorrem os canais, e acho muita graça ao hábito holandês de passear de lancha pelos canais nos fins da tarde soalheiros, bebendo champanhe e vinho branco …
Gosto de ramos de tulipas, do mercado flutuante das flores e especialmente dos seus quiosques-barcos com banquinhas de flores e plantas encimadas por um tecto deslumbrante em tons cor de rosa e amarelo torrado de ramos de flores secas penduradas.
Gosto de Rembrandt, mas gosto sobretudo do modo como os holandeses lhe prestam reconhecida homenagem: na praça da cidade com o seu nome, á frente ao plinto da estátua do pintor, reproduziram, magnificamente esculpidas, as figuras do seu quadro "A noite de guarda".
Gosto de Anne Frank e de Etty Hillesum, gosto de pensar que viveram em Amesterdão, passearam e riram por aquelas mesmas ruas e canais, olharam os quadros do Rikjsmuseum, e ali sonharam o futuro e escreveram os seus diários… mas confesso que não fui ver as casas onde viveram … estive mesmo na Prisengracht andando na direcção certa mas não fui até ao n.º 267 …. deliberadamente optei por não ir, e preferi manter intactas na minha memória a alegria, força e esperança dos seus escritos, e não as substituir pela recordação da casa e do sofrimento final.
Há outras coisas – em pequeno número - de que não gosto em Amesterdão e nos holandeses, mas não me detenho nessas "fraquezas" deles… Afinal, dos fracos não reza a história, não é verdade?

Tate


Na fachada da Tate Modern, Londres, um atirador gigante aponta aos transeuntes que atravessam a Millennium Footbridge. Esta obra faz parte de um conjunto de seis de grandes dimensões, de outros tantos aclamados artistas de rua, que cobrem o emblemático edifício. As imagens, para alguns chocantes, transformaram radicalmente a paisagem das margens do Tamisa. É a Tate a desbravar novamente caminhos e a afirmar-se como ponto incontornável dos amantes das artes.


P.s.: Se pensar programar uma visita, inclua a hora de almoço. O restaurante é optimo, acessível e muito bem frequentado. Quer melhor?

domingo, 25 de maio de 2008

Pequena Reflexão.


Há quem lhe chame perfil; prefiro outros termos, qualificações, competências, arte, chamem-lhe o que quiserem.

Tenho dado por mim, ao longo destes dias de pausa na "escrita" a pensar, ou reflectir, acerca da falta de aptidão, capacidade, qualificação, enfim, perfil, de gente que conheço e que não conheço para ser o que é e para estar onde está, fazendo o que faz e, sobretudo, almejando ser mais, querer mais, ir mais longe, interagir de uma forma mais directa com a vida dos que os rodeiam.

Incluo-me a mim próprio nesse leque, obviamente e como não podia deixar de ser.
A algumas conclusões cheguei, talvez por não ser destituído de todo de alguma capacidade de pensar...

E talvez a mais importante, para mim logicamente, foi a de que todos nós nos achamos sempre no direito de ir mais além (seja em que aspecto das nossas vidas for) e ser mais importantes do que aquilo que efectivamente somos. Algo que não pode deixar de ser considerado um legítimo direito, desde que e sempre quandoesse direito não contunda com os direitos ou liberdades de outros.

Esquecemo-nos, no entanto e a maior parte das vezes, de algo tão fundamental como a autocrítica e a autoavaliação constantantes e diárias, ferramentas de tal forma importantes que, se as não utilizarmos com a exigida regularidade, transformamos algo que até poderá ser uma legítima ambição - o sonho de chegar um pouco mais longe na vida de cada um de nós - em algo que um dia alguém, com alguma propriedade resolveu chamar "umbiguismo".

Do mais alto e mais importante governante deste País, ao mero aspirante a sê-lo, num qualquer burgo perto de nós, ao simples e contudo importante amigo ou amiga, é triste e às vezes amargo reconhecer que o mal ou a doença é ou são os mesmos e têm um só nome: umbiguismo.

sábado, 24 de maio de 2008

Gestão por objectivos


Longe vão os tempos do socialismo puro e duro; quando a direita com discernimento começa a perceber a estupidez do liberalismo, lá vão os socialistas devorar a cartilha. Sempre atrasados, assumem hoje com fervor as verdades de anteontem. Diria o outro, é a vida! Neste afã produtivo, nesta febre competitiva, as criaturas do engenheiro estão imparáveis.
O escândalo denunciado pelo CDS esta semana, sobre os objectivos operacionais da ASAE, acabaria com o governo mais forte, por cá já nos habituamos, no pasa nada. Ficamos a saber que para 2008, a ASAE esperava efectuar 410 detenções, 1640 processos-crime, 12.505 contra-ordenações, 25.420 infracções e 1230 suspensões. Ou, se preferirem, esperava-se de cada inspector 2 detenções, 8 processos-crime, 61 contra-ordenações, 6 suspensões e 124 infracções. Já imagino o pobre do inspector que fica aquém dos objectivos, a justificar-se perante o director com o ambiente de crise que tirou os barcos do mar impedindo a apreensão do peixe, pedindo para passar a fazer rusgas aos aviões fretados pelo estado, onde sempre poderá autuar uns senhoritos fumadores.
Falando sério, até onde e quando vamos tolerar tamanhas enormidades? O sr. Nunes, Torquemada de pacotilha, em si mesmo, é zero. O funcionamento da ASAE em moldes empresariais ao estilo liberal é desajustado, estúpido e, pior de tudo, facilmente levará à total perversão da sua acção. Mas, o que realmente me deixa deprimido, é que tudo isto é apenas o espelho da ideia de governação de Sócrates, do novo PS que domina o aparelho de estado, de uma nova classe que, com o beneplácito de Cavaco, condiciona a democracia, avilta o país e as instituições e nada acontece.
A crise séria não vai chegar, está aí, muito tempo antes da gasolina estratosférica, do pão inacessível, da casa penhorada. Tem um nome: Sócrates.

Summertime


Não sei se sou só eu, não paro de pensar no verão. Esta chuva e este frio deixam-me absolutamente segunda-feira. Depois da bossa nova, do california sound, dou comigo a regressar ao essencial. Summertime, hoje e sempre. Que me perdoe Ella, Janis Joplin somehow atingiu o zénite e fez a versão definitiva. Inspiração e génio puro e duro, teve muito menos tempo para fazer as coisas e sabia-o, só as podia fazer assim: transcendentes. Foi em Gröna Lund, 1969. Relax and enjoy!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Por...tu...gal

Aproxima-se a passos largos o Euro 2008.
Começam-se a ver novamente bandeiras nas janelas.
Já que não temos outros motivos de satisfação, esperemos que os Viriatos nos façam esquecer durante uns dias os males da nossa terra.

P.S. (apolítico): Após publicar esta mensagem, verifiquei que é a número 600 da Enguia Fresca. Quando começámos há uns meses atrás, provavelmente nenhum de nós pensava que isto viesse a ter esta dimensão. E quanto a visitas, já ultrapassámos as 8.000 desde que o contador foi instalado. Se calhar está na altura de procurar uma editora para ver se ganhamos uns cobres aqui com a nossa Enguia.

Finalmente é Sexta!


Finalmente é Sexta! Fim de uma semana, inconstante, tal como o tempo que atinge este "jardim plantado à beira mar". Quando finalmente julgava que iria ter um daqueles jantares de sexta -só pra descontrair - com boa comida e um bom vinho tinto, eis que, tive a brilhante ideia de acompanhar tão promissor jantar com as noticias dos nossos telejornais. Ao fim de duas noticias, o estômago revolvia e nem um Quinta da Bacalhoa me despertava o paladar. De entrada o relatório da União Europeia sobre a pobreza em Portugal: o crescente fosso entre ricos e pobres e os novos pobres oriundos da classe média; a sopa foi acompanhada com a subida dos combustíveis; o prato principal servido com a benevolência da junta militar que governa Myammar que, finalmente, deixou a ajuda internacional entrar no "seu" país; a sobremesa adoçada com um debate , na TVI, entre todos os candidatos do PSD, com uma Manuela Moura Guedes estilo Boneca de ... em contraste com uma senhora Manuela Ferreira Leite, apagada, sem cor e sem substância.
Como Diria a Casual Friday: " estou exauridinha".
Entretanto, o café, foi acompanhado com uma daquelas notícias que não aparecem nos jornais, isto porque "dos fracos não reza a história". Continuo a achar que a função de um estado de direito é, essencialmente, ajudar aqueles mais precisam, proteger os mais fracos… Burra!..Estúpida!...Quem te mandou acreditar em contos de fadas.
Ora, uma das Bandeiras do nosso governo é o seu afamado Plano Tecnológico, que engloba a distribuição de computadores a professores, alunos e formandos das Novas Oportunidades. Julgando, eu, que um jovem com necessidades educativas especiais tivesse direito a um destes computadores resolvi telefonar para a linha de apoio do portal do governo: e-escola...Resposta: "Não tem direito e o governo ainda está a estudar esta situação". Não acreditando no que acabava de ouvir, recorri a outros meios para confirmar esta informação...Afinal a informação estava correcta! Em nome da “Inovação, Competitividade e conhecimento”, crianças e jovens com deficiência não terão direito a um computador. O choque tecnológico não chegará a estas pessoas, mas o choque discriminatório, será, certamente, sentido.

E assim, vai o nosso país.

The real thing


A cadeia de fast-food americana CHICK-FIL-A (leia-se chick filê- filet de frango) é a catedral do sandwich de peito de frango panado. O KFC é o mago das asas de frango e o Onofre de Gulpilhares é o rei das moelas. O mercado está segmentado e altamente especializado pelas diversas partes do frango. Eis que agora aparece o McDonalds com um novo sandwich que imita o famoso da CHICK-FIL-A; a resposta não se fez esperar e o resultado é o que podem ver na fotografia acima: "traga-nos uma sandwich de imitação meia comida e trocamos por um menu completo da verdadeira". Genial!

Não posso deixar de cogitar, será que os ingleses nos mandam uma Thatcher por cada Ferreira Leite gasta que lhes enviarmos???

Galp II


Com a verdade me enganas! Ando com a Galp e outras petroliferas pela tampa, assaltam-nos todos os dias sem pudor num imparável card-jacking. Mas, justiça seja feita, a Galp é diferente e tem sentido crítico, começa por pôr os portugueses apeados e, não satisfeita com isso, como a camioneta da selecção gasta muito, lá vão os portugueses a empurrar! Brilhante! É assim uma coisa tipo a Compal subir tanto os seus sumos que os portugueses andassem só a água, depois apareciam a espremer laranjas para os rapazinhos da bola! Get it?

With a little help from my friends



É um Joe Cocker bem diferente do que vi ontem á noite em Gaia. Contudo, melhorada a indumantária, aburguesadas as companhias e moderada a pose, continua tudo lá. Se contivermos a náusea e ultrapassarmos Up where we belong e You are so beautifull, o resto é um espectaculo digno de ser visto com respeito e entusiasmo. Cocker continua senhor de uma voz única, acompanha-se de bons músicos e, acima de tudo, é honesto e próximo na performance. Para mim, os dois grandes momentos da noite nasceram nos Beatles, um potente Come together e um magistral With a little help from my friends decalcado de Woodstock. O público, curiosamente, foi o mais peculiar que me lembro de ter visto num concerto; não há palavras possíveis para descrever. O ambiente na sala raiava o absurdo, melhor assim, olhos no palco, ouvidos na música e aproveitar. O resto é da lavra de Meneses.

Galp


Pergunto a quem souber.
Será que a GALP, que como sabem tem bombas de gasolina em Portugal e em Espanha, quando aumenta os preços fá-lo exactamente no mesmo montante e na mesma data?
É que se o argumento para justificar os aumentos é a subida da cotação do petróleo e se algumas das bombas espanholas são abastecidas a partir das refinarias portuguesas, logo com custos de produção iguais, então os aumentos deveriam também ser iguais e simultâneos. Certo?

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Soarite aguda


Depois de mais uma terça-feira electiva, Barack Obama comfirma-se "o" candidato. Não há recuo possível. Tem a maioria absoluta dos pledged delegates e tem a maioria dos super delegates. O prolongar da contenda até Junho não alterará este quadro, com dívidas de 32 milhões de dolares, não há momentum possível para Hillary. Os americanos não entendem esta cega obstinação, o Partido Democrata corre sérios riscos e John McCain esfrega as mãos de contente.

Aqui no nosso cantinho, é impossível não nos lembrarmos de Soares. Como Hillary, desenvolveu no exercício do poder uma distorcida imagem de si próprio, uma ilusória percepção da realidade. São os resquícios de um conceito há muito ultrapassado de monarquia, em que o monarca se arroga todos os direitos, impõe-se sem legitimidade e consigo afunda os seus na sua cegueira. Têm uma visão instrumental do partido que os suporta, acalentam o sentimento profundo de que tudo lhes é devido, que apenas por serem quem são o povo deverá servilismo por todos os séculos dos séculos.
Felizmente não é assim.
Se, no caso de Soares, o dano em Alegre foi relativo perante um Cavaco imparável, no caso de Hillary, a sua soberba poderá entregar a eleição ao Partido Republicano. Não é que lhe interesse, talvez até goste, talvez na sua infinita arrogância venha a dizer: se fosse eu, obviamente ganhava!

Boas Férias!


terça-feira, 20 de maio de 2008

Ramaphosa, Johannesburg


Há uns tempos escrevi aqui um post sobre a traição do sonho de Mandela. Depois do sonho em desmoronamento, os motins e perseguições dos últimos dias devem despedaçar o coração do grande líder.

A estupidez humana anda de braço dado com a memória curta do povo, este tem sido um drama constante da história. Os povos ontem oprimidos, rapidamente passam a opressores; a consciência histórica dos povos é seletiva e raramente honesta. Os sul africanos, que sofreram até há bem pouco a humilhação desumana do apartheid, que sentiram na pele, como ninguém, a dor inaceitável da descriminação e da segregação, são os mesmos que hoje em Ramaphosa e Reiger Park perseguem, descriminam e torturam emigrantes zimbabweanos e moçambicanos. O país de M'Beki, que Zuma se prepara para ganhar, é este, pouco diferente dos tempos da vergonha do apartheid, vítima da mesma infâmia.

A fotografia é de um irmão nosso moçambicano espancado hoje em Ramaphosa.

Leões de Lisboa

E ao finalizar esta ronda pela Irlanda, fui para ao Celtic de Glasgow, clube fundado pelos emigrantes irlandeses, e daí ter o trevo no emblema, o verde como cor e ser conhecido como o clube dos católicos que é, como sabem, a religião dominante na Irlanda, ao contrário do que acontece na Grã-Bretanha e na Escócia.
Encontrei no Youtube um video com o título lisbon lions-best day of our lives que pensei que teria algo a ver com o SCP.
Comecei a vê-lo, camisolas verdes e brancas até que surgiu a fotografia de um caneco que Alvalade nunca cheirou. Aí percebi que estava com o azimute errado. O clube era o Celtic.
Azar, amigos sportinguistas. Pode ser que para o ano lá cheguem!

Guinness




E por falar em Guinness, já aqui deixei há alguns meses um anúncio fantástico desta fantástica cerveja.
Hoje encontrei outro, completamente diferente do primeiro, mas também muito engraçado.

As minhas músicas - 7



Desta vez, vamos dar uma volta à Irlanda.
Este estilo divertido dos Dexy's Midnight Runners faz-me pensar em Guinness, Jameson e similares.

Portas...



Regresso sempre aos Doors. Ponto de partida e de chegada do meu universo musical pessoal. O primeiro video é uma curiosidade, uma performance no todo-poderoso Johnny Carson Show com banda seleta a acompanhar um Morrison em doloroso exercício de auto controlo num políticamente aceitável Touch me. A particularidade do olho negro de Robbie Krieger é deliciosa.

O segundo video já é á séria. Já é Jim Morrison e os Doors num dos magistrais registos de The End. The real thing. O Rei Lagarto no seu melhor.



Japão


A empresa japonesa de cosmética Umo lançou um novo tratamento anti-ageing. Revestindo o rosto das clientes a folha de ouro, garantem contrariar eficazmente os efeitos da idade. Será esta a idade de ouro?

segunda-feira, 19 de maio de 2008

China


Condutores na Jianguomenwai Avenue, em Beijing, de pé, ao lado dos seus automóveis parados, fazem 3 minutos de silêncio em memória das vítimas do terramoto de há uma semana. Em todo o país o transito parou ás 14h28m, a hora da tragédia.

Cartoons


e lá como cá, os preços dos combustíveis...



Taça de Portugal


Terminou a época futebolística com a final da Taça e a vitória do Sporting. Parabéns aos vencedores.
Mais do que comentar as incidências do jogo ou arbitragem, ou mesmo a qualidade da transmissão televisiva, retenho aquilo que ouvi no final do jogo na transmissão efectuada pela Antena 1.
Procuravam os repórteres escutar os jogadores do Porto à medida que estes iam saindo do relvado e nenhum deles falava. Até que, finalmente, houve um que começou a falar. Coitado do Lino, não está habituado a jogar e ter oportunidade de mandar uns bitaites, viu um microfone à frente e aí está ele em plena forma.
Só que o director de comunicação do FCP apercebeu-se do facto e foi, segundo a descrição do repórter, "arrancar" o jogador do local onde este estava levando-o para os balneários.
E comentava o repórter da Antena que o seu ex-colega Rui Cerqueira, que agora é o referido director de comunicação do FCP, há uns meses atrás era vítima destas atitudes dos dirigentes desportivos e criticava-os e agora, que passou para o lado do dirigismo, faz exactamente aquilo que antes criticava.
Eu que eu não consigo entender é qual a razão pela qual não se prestam declarações. Nem neste jogo nem em nenhuma outra ocasião. E enquanto a imprensa der cobertura aos clubes que fomentam estas atitudes, sejam eles quais forem, estas situações não irão acabar.

Farmácias

Pensei que tinha ouvido há uns meses atrás que a abertura de farmácias iria ser finalmente liberalizada, pondo finalmente este sector a funcionar de acordo com as regras de qualquer mercado num país evoluído, desde que cumpridos os pressupostos técnicos que todos compreendemos.
Mas parece que não.
Ao ler esta notícia de hoje no Diário de Aveiro, parece que o Infarmed não só não deixa abrir farmácias, como inclusivamente as manda fechar.
Com entidades deste tipo, cujos chefes se calhar nunca ouviram falar num concelho chamado Murtosa pois não devem conhecer mais do que as ruas por onde os seus motoristas os conduzem, é certo que a saúde em Portugal continuará a funcionar sempre mal.
Não seria muito melhor preocuparem-se apenas com as condições técnicas de funcionamento das farmácias e deixarem o mercado funcionar? É que se a Murtosa tem uma farmácia a mais, como dizem, certamente que já teria fechado pois o negócio não daria para todas as existentes.

Kiwi e diospiro são culturas prioritárias !


O Governo Português decidiu agora considerar as culturas do kiwi, da baga do sabugueiro, do figo ou ainda do diospiro como estratégicas para Portugal.
Esta lista de prioridades consta de um documento elaborado no âmbito do PRODER - Programa de Desenvolvimento Rural, homologado pelo ministro da Agricultura, Jaime Silva no passado mês de Abril.
E,no lado oposto dessa lista dos produtos agrícolas e agro-alimentares são tidos como não estratégicos, para efeitos de financiamento público, o arroz, a cevada dística, o leite, o milho, o girassol e outros cereais e oleaginosas, assim como a pecuária extensiva !!!

Como é possível que em tempos de crise alimentar e de alta de preços, o Ministro da Agricultura entenda que não são prioritários os cereais, o arroz, a carne e o leite ???
Em que planeta vive esse Ministro ?
Debaixo de que pedra saiu ele para a política ?



domingo, 18 de maio de 2008

Regresso


Regresso aos posts regulares depois de alguns dias de silêncio.

Os últimos dez dias foram para mim de particular intensidade. Fiz 40 anos, regressei a Fatima e acabo hoje os meu primeiros Exercícios Espirituais.

Partilho aqui o possível, sem entrar no strip-tease da intimidade.

Os 40 anos têm sido mais fáceis do que imaginei; a lembrança dos amigos de sempre, a família e o relativismo de uma data no calendário obliteram os anúncios de cataclismo que o aproximar da data encerra. Não quero com isto dizer que o par de vezes que já tive de respoder alto "idade? 40 anos." não me tenha soado algo estranho e alheio. Vamos dar tempo.

A Fatima, regressamos em família, como sempre a 12, a tempo de ver o dia escoar-se no santuário e a noite trazer os peregrinos que o enchem por completo. São momentos de maravilha sempre renovada, o olhar fraterno que se troca com um peregrino desconhecido, a amiga que se encontra casualmente, todos comungando no mesmo espirito, acima de tudo, Nossa Senhora. Naquele momento, naquele lugar, as tias de Lisboa são iguais às Josefas de Argoncilhe, os Mellos misturam-se com os Silvas e os cavaleiros apeiam-se sem se distinguirem dos forcados. Ali, perante Nossa Senhora mãe da Igreja, todos nos reduzimos à nossa essência e, nem que seja só por um bocadinho, todos somos iguais, ninguem ousa sentir-se diferente, está ali a verdade última do homem. Isto são os factos; da experiência pessoal de partilha e de fé permitam que aqui não fale. Para o ano, se Deus quiser, regressaremos.

Last but not least, os Exercícios Espirituais. Precisei de amadurecer muito a ideia, confesso que a ideia de três dias completos de silêncio me assustava. A fronteira dos 40 como pretexto e a felicidade dos amigos que os fizeram antes, deram-me o empurrão que precisava, en hora buena! O entusiasmo ainda é fresco, mas enorme; posso dizer que foram três dias dos mais marcantes e intensos da minha vida. Não sei se estarei melhor ou pior, estou seguramente diferente. Uma nota obrigatória: a eloquência, a profundidade e a sabedoria do Pe. António Vaz Pinto foram determinantes para a forma como vivenciei esta experiência. A repetir sem dúvida.

Agora vamos á vida, esperando manter o ânimo e os propósitos a que me comprometi.


P.s.: No regresso a casa, momento desejado de reencontro com a K. e a P., a P. diz-me que o meu Sporting ganhou a taça. 2-0! A taça, o único trofeu que realmente interessa! Yesss! Há dias perfeitos, não há?

Senhora da Ministra da Educação acorde e ponha aqui os olhos


Karin Nilsson, directora-geral da Educação na Suécia, esteve na passada semana na Fundação Calouste Gulbenkian para falar sobre o modelo educativo do seu país, que permite aos pais escolher a escola dos filhos sem despesas acrescidas, e deu uma interessante entrevista publicada no Público este fim de semana.
Merecem destaque os seguintes excertos dessa entrevista:

«- Os pais têm liberdade para escolher a escola dos filhos?
KN - Sim, cada município tem as suas escolas, são as chamadas escolas municipais, são públicas. Há também escolas independentes, que são privadas, podem pertencer a um indivíduo, a uma empresa, a uma congregação religiosa ou a uma cooperativas de pais. Os pais têm um voucher por cada filho, ou seja, o Estado distribui um montante por cada aluno, igual para todas as escolas, que pode ser gasto numa escola independente ou numa municipal.
- O número de escolas independentes tem aumentado?
KN - Actualmente, 9% dos alunos da escolaridade obrigatória (do 1.º ao 9.º anos) e 17,4% do secundário frequentam escolas independentes. Estes números vão continuar a subir. Só este ano, a Direcção-Geral de Educação recebeu 560 novos pedidos. É na direcção que verificamos se o pedido obedece a todos os requisitos. Por exemplo, se tem viabilidade financeira, se tem um local para construir, qual é a pedagogia que segue...
(…)- Como é feito o financiamento das escolas municipais?
KN - Através de impostos directos e indirectos. Existem 290 autarquias e seis mil escolas. Os municípios financiam as suas actividades através dos impostos autárquicos (70 por cento), subsídios estatais (15 por cento) e outras fontes de rendimento (15 por cento). Há municípios ricos e outros pobres, por isso, o Estado procura fazer de Robin Hood e equilibrar as contas. Na verdade, existe comunicação entre os municípios e o Estado limita-se a estabelecer um equilíbrio. Isto significa que todos os municípios têm dinheiro para financiar o sistema educativo.- E muitos pais têm optado pelas independentes. Porquê?
KN - Temos assistido a um fenómeno que é novo. Na década de 1990, a Suécia decidiu descentralizar a educação, que estava concentrada no Estado e passou as escolas para os municípios. Esta mudança, possibilitou o surgimento das escolas independentes. Ou seja, abriu-se a possibilidade dos pais escolherem. Não digo que as escolas municipais não sejam boas, na generalidade são boas; mas os pais querem mais qualquer coisa e algumas das escolas independentes têm um perfil muito específico que atrai as famílias. Por exemplo, as escolas que ensinam só em língua inglesa são muito populares.
- Não obedecem a um currículo nacional?
KN - Sim, o currículo é igual para todas as escolas, assim como os programas para todas as disciplinas. Se queremos certificar os alunos, temos de seguir um currículo nacional. As escolas comprometem-se todas a seguir o currículo nacional. Um ano depois de uma escola nova começar a funcionar, a Inspecção-Geral de Educação vai para o terreno, ver se está a cumprir. A inspecção vai a todas as escolas. Até 2003, a inspecção era feita de seis em seis anos; com o novo Governo será mais forte e passará pelas escolas a cada três anos.
(…)
- Os resultados dos alunos diferem da pública para a privada?
KN - Temos verificado que as escolas independentes têm tido melhores resultados. É difícil explicar porquê. Ainda não começámos a analisar isso... Tudo isto ainda é muito novo na Suécia e não temos feito investigação sobre estas questões. »

Senhora da Ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues acorde e ponha aqui os olhos e os ouvidos e atreva-se a inovar mais e melhor neste sentido. Atreva-se a preconizar e implementar o melhor.
Tenha a coragem de dar aos Pais portugueses a verdadeira liberdade de escolha da escola dos filhos, proporcionando-lhes a possibilidade de escolher a escola que considerem a melhor para os seus filhos (em vez de optar pela escola publica por falta de dinheiro para pagar a escola privada ) ……
Deixe os Pais escolher e tenha a ousadia de pôr à prova a qualidade das escolas públicas, e note que na Suécia a grande maioria dos alunos frequenta escolas publicas como se lê nesta entrevista …
Deixe as escolas privadas – de inspiração religiosa ou não – diferenciar a respectiva oferta de ensino, sem prejuízo dum único programa nacional, e obrigue as escolas publicas a melhorar, fruto da concorrência …..
E não deixe de medir os resultados dos alunos para saber se diferem da publica para a privada … tal como hoje já diferem no ranking das escolas, ou se virá a atenuar-se essa diferença pela necessidade da escola pública fazer muito mais e muito melhor em concorrrência directa e transparente…
Toda a entrevista de Karin Nilsson ao Publico aqui

Sócrates no hospital

Segundo o Jornal de Notícias, o Eng. Sócrates teve uns arrepios, sentiu-se febril e zás, urgência do hospital com ele.
Ora aquilo que nós, comuns cidadãos deste país temos ouvido, é que não nos devemos dirigir a este tipo de serviços de saúde apenas com sintomas febris, mas sim contactar a Linha Saúde 24 onde nos prestarão os aconselhamentos necessários para cada tipo de situação.
Diz a mesma notícia que devido à recente viagem que o Eng. efectuou à Chavezlândia (vulgarmente conhecida por Venezuela), ele poderia padecer de malária ou dengue, o que, aparantemente, não se verifica.
Mas o curioso da história é que no site do Ministério dos Negócios Estrangeiros, não refere a necessidade de fazer qualquer profilaxia relativa a estas doenças aquando da visita à Venezuela.
Afinal em que é que ficamos?
A Venezuela é ou não uma zona de risco para estas doenças?
E se é, por que é que o site do MNE não o refere?
E se não é, por que é que os serviços de imprensa do Primeiro-Ministro indicam esta possibilidade?
Alguém me pode esclarecer?
Ou será que o nosso Primeiro já primeiro já está a sofrer na pele os sintomas da falta do cigarrito?

sexta-feira, 16 de maio de 2008

ESPERANÇA


Um dos dos filmes mais marcantes da minha vida foi o”Hotel Ruanda”; um daqueles filmes que pela sua densidade dramática nos dão um “murro no estômago “, fazem-nos pensar sobre o sentido da vida. O filme fala de um tema que já abordei em posts anteriores: a desumanidade latente em cada um de nós. Para mim, o que aconteceu no Ruanda não foi uma questão cultural ou racial mas uma questão humana. O preconceito, o medo do diferente, a intolerância foram a causa de uma das maiores atrocidades cometidas contra o ser humano.Catorze anos após os extremistas hutus terem matado entre 800.000 a um milhão de pessoas -na sua maioria tutsis- num terrível genocídio, as mulheres do Ruanda estão a vender "cestos da paz" nas lojas do Macy’s.

Iphigenia Mukantabana faz estes cestos em sua casa, juntamente com a sua amiga, Epiphania Mukanyndwi. Em 1994, Iphigenia viu o seu marido e os seus 5 filhos serem esquartejados pelas milícias hutus. Entre os homens que mataram a sua família encontrava-se Jean-Bosco Bizimana, marido da sua amiga. Hoje em dia, Iphigenia partilha o seu futuro e as suas refeições familiares com o assassíno da sua família e a sua mulher.Para Iphigenia não bastou, o tempo que passou na prisão, a confissão e o pedido de desculpas de Jean-Bosco Bizimana. A reconciliação não teria acontecido se ela não tivesse aberto o seu coração: "Eu sou cristã, e rezo todos os dias”.

Actualmente, o Ruanda é, em África, um exemplo de sucesso. Tem a taxa mais alta de crescimento económico, uma das taxas de criminalidade mais baixas, e o nível mais baixo de infecções por HIV-AIDS em África. Um terço dos ministros do governo ruandês são mulheres sendo que 48% dos deputados são igualmente mulheres, a percentagem mais alta em todo o mundo. O Ruanda é também um pais preocupado com questões ambientais e possui um nível muito baixo de corrupção. Paul Kagame, presidente do Ruanda tem sido defensor e executor de uma politica de reconciliação e de perdão : "We said building a nation is the most important thing."

Afinal, o perdão e a reconciliação não são uma questão cultural ou racial mas sim uma questão humana. Parece-me que ainda há esperança para a humanidade.

A casa de banho na mesa do escritório...


Só faltava mais esta...
Além de porta-fita adesiva, porta-caneta/lápis (boca ou na parte de trás no autoclismo) e porta-bloco de notas, a sanita é um porta-clips. E para tirá-los de lá, nada melhor que um iman. Adivinhe onde ?
Pois bem, talvez seja uma bela opção para presentear executivos eternamente mal-humorados….

Exauridinha.....


As notícias desta semana cansam um cristão…
....arrasaram a paciência e deixaram-me exauridinha….
Não há sossego.

Ele é o Alberto João Jardim que continua a anunciar boçalidades e a proferir grosserias em alta voz …

Ele é a miséria das listas de espera em oftalmologia do SNS, com os idosos mais carenciados a serem despachados para Cuba para intervenções cirúrgicas rápidas e baratas …

Ele foi Sócrates a fumar no avião atrás das cortinas, e com a distinta lata de vir dizer depois com ar cândido que não sabia que era proíbido..

Ele foi a audição parlamentar dos ex- presidentes do conselho de administração do ainda maior banco privado português a sacudir àgua dos capotes, invocando á descarada absoluta ignorância das malfeitorias praticadas, e imputando-as reciprocamente...

Ele foi o IDT- Instituto da Droga e da Toxicodependência a publicar um dicionário para crianças que transmite uma imagem "bué da fixe" do consumo de drogas, onde constam alarvidades tais como :
"betinho, cócó ou careta: é aquele que não consome droga, e por isso, é considerado (…) desprezível e desinteressante"; "curtir: sentir o prazer da droga"; "queimar: é aquecer com o isqueiro a heroína ou a cocaína, até fazer a bolha brilhante, cativante e vaporosa".
E ele foi o Dr. Goulão a justificar o disparate dizendo que o dicionário foi feito com a colaboração do Ministério da Educação (!), e o mesmo que tem alguma utilidade (!!), que serve para os jovens não ficarem mal informados (!!!).

Ele foi o Ministro das Finanças que aproveitou a ausência de Sócrates para anunciar a revisão, em forte baixa, da previsão de crescimento económico do País; isto quando há precisamente 2 semanas José Sócrates afirmara "que não tinha nenhum motivo para alterar as previsões", não obstante os sucessivos alertas do FMI, da Comissão Europeia, do Banco de Portugal …

Ele são as punições não judiciais nos casos futebolisticos dos apitos, e as justificações obscenas dos culpados punidos inocentes … alegadamente....

Destilaram-me a paciência … fiquei farta, exauridinha ….

E, last but not the least, foi o post da Laurinda Alves sobre conversas na casa de banho pública, no 13 de Maio em Fátima … (vão lá ver, já não tenho ânimo para transcrever a coisa)…..

Exauridinha ….
Melhor é possível … para a semana …
Assim espero…. sentada.

Shemá Israel - Ouve Israel


Israel começou a celebrar, oficialmente a partir da passada quinta-feira (8) os 60 anos do seu nascimento. Embora seja uma nação já há muitos séculos, Israel nasceu como um estado autónomo no dia 14 de maio de 1948.

Quando se fala de Israel e dos Judeus, os sentimentos não são ambiguos mas antagónicos: ou se ama, ou se odeia. Aparentemente o que este povo tem de tão admirável, tem também de detestável. Nunca nada é preto ou branco, por vezes a história é cinzenta. É por isso que é tão importante conhecer o percurso histórico deste povo para ter uma visão clara e crítica do seu papel no mundo.
A história do povo israelita inicia-se com o chamamento de Deus a Abraão, com o qual celebrou uma aliança; prometeu uma grande descendência e uma terra para o seu povo. O povo de Israel tornou-se, assim, o povo eleito por Deus para transmitir a sua benção aos outros povos. Mas este povo, aparentemente abençoado por Deus, foi ao longo da sua história uma nação amaldiçoada, perseguida e incompreendida. A explicaçãp biblica para tantos infortúnios foi o afastamento de Deus, a idolatria, o pecado e a posse. Mas, mais do que uma explicação teológica, existem também questões culturais, geográficas e politicas.
A instalação das 12 tribos de israel não foi pacifica, desde o ínicio houveram conflitos. O reino de Judá foi primeiro atacado pelos assirios, em 722 a.C.; depois em 586 a.C., Nabucodonosor II — imperador babilónico — invadiu Jerusalém, tendo destruido o reino de Judá e deportado os judeus para a Babilónia. Foi durante o período de cativeiro na Babilónia que cresceu entre o povo de Judá um sentimento de identidade racial e religiosa indissolúvel, que os tornou numa nação forte, como hoje a conhecemos. Em 63 a.C. a Judeia torna-se uma província de Roma. Em 70 d.C. os romanos destroem o templo e, em 135, Jerusalém é arrasada.Com a destruição de Jerusalém, começa o período da grande dispersão do povo judeu: a Diáspora. Espalhados por todos os continentes, os judeus mantiveram sua unidade cultural e religiosa. A Diáspora termina em 1948 com a criação do Estado de Israel.
Na verdade, a terra que Deus prometeu aos Judeus - a terra de Canaã- nunca foi verdadeiramente sua. Este povo nunca possuiu a terra onde correm “rios de leite e mel” e, ainda hoje ,vive em guerra para a manter. O que torna este povo, tão especial e digno de admiração é a sua resiliência: a capacidade de enfrentar todas as adversidades sem nunca desistir.
Admiro os judeus: a sua religiosidade, as suas tradições culturais, a sua coragem, ...No entanto, a forma como tratam e gerem a questão palestiniana, a sua atitude de arrogância e superioridade racial, a exploração constante do papel de vitimas e a frieza com que geram as questões politicas é digna de crítica. Contudo, o que neles é criticável é , ao mesmo tempo, uma grande vantagem, que lhes permitiu sobreviver como nação ao longo de séculos.



quinta-feira, 15 de maio de 2008

Com a devida Vénia.

Nunca fiz referências ou links a outros blogs. Muitas vezes estive já tentado a fazê-lo, pela alta qualidade dos textos ou matérias aí "publicadas".
Apetece-me, hoje, fazer esta referência, dada a oportunidade do assunto e o desfecho infeliz, na minha opinião e, pelos vistos, não só na minha, que teve, na Assembleia da República.
Com o devido pedido de permissão ao Rui Castro, a quem não conheço, mas que saúdo pela forma e pelo conteúdo do texto.
Aqui, no 31 Da Armada, sobre a Lei da Autonomia, Qualidade e Liberdade Escolar.

Notícias do Dia II

Alguém me poderá explicar de que se rirão eles?
Acharão, porventura, que motivos não lhes faltam. As últimas notícias até são animadoras, não é assim?
Lendo AQUI e com a atenção devida, encontra-se o Comunicado à Imprensa do Instituto Nacional de Estatística, cujos números forçam o (des)Governo a REVER EM BAIXA as previsões de crescimento da economia para este ano; como aliás já, por muitos e bons, havia sido alertado. Da mesma forma que o crescimento do PIB, que até decresce, face a período homólogo.
Os comentários reservo-os para os especialistas, até porque ESTE ESPECIALISTA já começa a pôr as garras de fora, alertando para a crise económica e para os que podem eventualmente passar por dificuldades, até para se alimentar condignamente! ALIMENTAR CONDIGNAMENTE! Será este o mesmo Portugal de Sócrates, Pinho, Santos e Companhia? Ou anda meio mundo a enganar outro meio? Pelo menos a tentar?
Sim, porque o PM, sem o mínimo rebuço e pudor, em Março passado declarava o FIM DA CRISE, lembram-se? "Sem comprometer o crescimento económico e com a economia a continuar a crescer.".
Cada vez mais esta gente revela o que vale. Ou o que não vale.