domingo, 19 de abril de 2009

Alta tensão


O discurso de Cavaco Silva na abertura do 4.º Congresso da Associação Cristã de Empresários e Gestores só pecou por tardio. O país esperava por este discurso do chefe de estado há já tempo demais, era um imperativo moral e nacional.
O discurso de Cavaco tocou todos os pontos que são essênciais, lançou todos os avisos que se impõe, não poupou no detalhe das criticas que são mais do que justas ao desnorte de Sócrates.
Não era mais possível o silêncio perante este governo que, refém da crise e do caso Freeport, foge em frente num permanente delírio de psicadelismo político.
Este é o discurso que consolida a separação entre Belém e São bento, mas que não consuma ainda divórcio. Cavaco, calculista, olha para a Lapa sem vontade de escapadelas, muito menos de casar de novo...
Sócrates, igual a si próprio, já veio fazer a birrinha e acusar o toque. Deveria comer e calar; é que desta vez, o presidente tem mesmo razão.

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