
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Internacionalização
Eu queria acreditar!

As declarações de Lopes da Mota sobre as alegadas pressões no caso Freeport foram veementes e decididas. Em condições normais, seriam suficientes e encerrariam o caso.
O problema é que, o mais benévolo dos pensamentos populares deve ter desculpado o sr. com a data, pensando que a coisa ficou por uma peta de primeiro de Abril. De facto, ninguém acredita em ninguém e, pior de tudo, a palavra de um magistrado já pouco vale na opinião pública. Na percepção geral, é mais fácil acreditar que existiram e existem pressões, do que fazer fé no livre e isento curso da justiça. Este é o drama maior, o desmoronamento da imagem do Estado.
Pela minha parte, eu quero acreditar!
quarta-feira, 1 de abril de 2009
P. J.
O concerto de P. J. Harvey em Portugal esgotou em poucas horas. Uma significativa parte dos bilhetes foram comprados via internet. Os compradores são ingleses, holandeses, italianos e outros que virão a Lisboa ver a mais recente performance de Harvey.
A imprensa inglesa especializada anda louca com o fruto do trabalho de P. J. com John Parish. Neste video, percebemos facimente as razões...
Da série silêncios insuportáveis

As manifestações de hoje em Londres estiveram no borderline do conceito de terrorismo. A policia agredida e intimidada, teve de recuar. O Royal Bank of Scotland foi vandalizado e pilhado. A ordem pública de um país democrático foi absolutamente subvertida.
O pretexto para os mandantes e agitadores foi a cimeira do G-20, o objectivo foi espalhar o caos e fazer uma demonstração de força.
É obvia a cumplicidade e o patrocínio da extrema-esquerda com este terrorismo de rua.
É mais um insuportável silêncio do grande-irmão Louçã e do paladino das liberdades Mário Soares que, quando chega a hora da verdade, não levantam um dedo e protegem os seus hammerskins.
Uma vergonha!
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Silêncios
Regista-se a preocupação da imprensa com o silêncio do CDS relativamente à coligação eleitoral para a Câmara de Aveiro.
Gostava de ter lido, nessa mesma imprensa, as declarações que o PSD fez sobre o mesmo assunto no último mês.
Ou será que uns silêncios são normais e outros não?
Gostava de ter lido, nessa mesma imprensa, as declarações que o PSD fez sobre o mesmo assunto no último mês.
Ou será que uns silêncios são normais e outros não?
Under pressure
Ao contrário do RA, aprecio o legado dos Queen. E aqui deixo uma música apropriada às pressões que se vão fazendo sentir por aí.
terça-feira, 31 de março de 2009
Improvável
Nunca gostei da musica barroca e pomposa dos Queen; quando comparados com produtos genuinos da época, a sua aparente sofisticação quedava-se por algo pouco distante de Liberace. Contudo, no meio de muita coisa que me dá sérios enjoos, fizeram duas músicas que considero brutais, no bom sentido. Aqui fica o tributo!
Fantochada

"Os alunos do ensino básico e secundário estão a faltar menos, como agora anunciou o Ministério da Educação (ME), ou são as escolas que estão a contabilizar menos faltas do que aquelas que foram dadas? Segundo dados divulgados pelo ME, houve uma redução, no primeiro período, de 22,5 por cento no número de faltas registado no 3º ciclo e de 22,4 por cento no secundário."
"A ministra da Educação congratulou-se hoje com a diminuição das faltas... considerando que os números revelam que há meios mais racionais para combater o absentismo do que a "ameaça de chumbo".
Só uma notícia destas me faria desatar à gargalhada. Na verdade, os professores estão cada vez mais "racionais": retiram as faltas aos alunos ou, por e simplesmente, não as marcam, para não serem obrigados a fazer as "Provas de Recuperação" ou, no caso dos CEF, para não terem de dar aulas extra a alunos que faltaram, porque lhes apeteceu. Tudo isto é uma grande fantochada. Assim vai a nossa Educação.
Rali de Portugal
Está à porta mais um Rali dito de Portugal, mas actualmente apenas Rali do Algarve.
Relembrando o tempo em que os ralis eram provas a sério, com pilotos a sério e em que o público era inconsciente qb, aqui ficam algumas imagens saudosistas do tempo do Fiat 124 Abarth, do Fiat 131 Abarth, do Lancia Stratos, do Lancia Rally 037, do Peugeot 205T16, do Audi Quattro, mas também de Sintra, Fafe ou Arganil.
E ainda há quem diga que o Tuga só gosta de bola.
Relembrando o tempo em que os ralis eram provas a sério, com pilotos a sério e em que o público era inconsciente qb, aqui ficam algumas imagens saudosistas do tempo do Fiat 124 Abarth, do Fiat 131 Abarth, do Lancia Stratos, do Lancia Rally 037, do Peugeot 205T16, do Audi Quattro, mas também de Sintra, Fafe ou Arganil.
E ainda há quem diga que o Tuga só gosta de bola.
Estamos cheios de saudades dele
Depois de três visitas ao distrito de Aveiro na passada semana - duas delas em dias diferentes a locais separados um do outro por pouco mais de 2 km - o que demonstra a grande preocupação ecológica do Sr. Eng., esta semana parece que ainda não apareceu por cá.
Os Aveirenses estam cheios de saudades dele...
Os Aveirenses estam cheios de saudades dele...
Sofá sem rodas
Há uns dias coloquei aqui um post sobre a possibilidade de a IKEA vir a apresentar um modelo próprio de automóvel.
Afinal, a montanha pariu um rato.
O sofá vai continuar sossegadinho no canto da sala e a permitir umas belas sestas.
E a IKEA continuará apenas a vender aquilo que domina: mobiliário e decoração.
Afinal, a montanha pariu um rato.
O sofá vai continuar sossegadinho no canto da sala e a permitir umas belas sestas.
E a IKEA continuará apenas a vender aquilo que domina: mobiliário e decoração.
Descaradamente

O governo socialista anunciou obras de restauro e modernização num conjunto de escolas básicas que estão à beira da ruina. Muito bem, já nos sentimos felizes quando o governo resolve cumprir os mínimos em relação a alguma coisa.
Olhando para o mapa das escolas a serem intervencionadas, verificamos que dois terços ficam, por coincidência, em autarquias socialistas. Por coincidência também, lembramo-nos que estamos em ano de eleições. Depois, vem Valter Lemos desmentir e explicar-nos estas coincidências e, como achamos o senhor quase credível, quase que acreditamos. Não fosse a coisa tão descarada, desta iam mesmo conseguindo enganar-me.
Mas, como dizia o Restaurador Olex, um preto de cabeleira loira, ou um branco de carapinha, não é natural...
Mais um ensurdecedor silêncio...
João Palma, o novo presidente do sindicato dos Magistrados do Ministério Público, na sua primeira intervenção, queixa-se de "níveis incomportáveis" de pressão sobre quem está a investigar o caso Freeport. Cluny já tinha feito o mesmo.
Num estado de direito, tais afirmações teriam as mais profundas consequências. É obrigação estrita do Presidente da República esclarecer o caso e patrocinar o regresso à normalidade. Contudo, vamos ficar por declarações do Procurador-Geral em quem já pouquissimos acreditam.
Falamos da justiça, da espinha dorsal do Estado; quantos portugueses confiam hoje na justiça do seu país?
segunda-feira, 30 de março de 2009
O principio do fim da maioria absoluta?
Mas será que quando o primeiro ministro vai á ópera, é suposto esperar pela sua chegada e retardar o início do espectaculo até que ele esteja bem sentado no seu lugar? Obviamente NÃO.
Um espectáculo de ópera não é um acto oficial, nem Sócrates vai a ópera na veste de primeiro ministro, em funções oficiais. Mesmo que a opera seja um programinha social nocturno para entreter um qualquer dignitário estrangeiro.
Por isso, o que se passou no CCB foi pura e simplesmente uma falta de respeito de Sócrates pelos concidadãos, que, indignados reagiram em conformidade pateando a entrada em cena – no camarote VIP – do cidadão primeiro ministro e respectiva namorada.
Uma reacção justa e á medida, portanto.
Convenhamos que esta mania de Sócrates se ter em alta conta e se considerar bem acima dos demais concidadãos é directamente proporcional á sua enorme intolerância e irritação face a noticias incómodas e opiniões críticas, e aos esforços que desenvolve para condicionar e intimidar o exercício do direito a informar dos jornalistas, o exercicio correcto do poder judicial, e para condicionar empresas e instituições aos interesses partidários e eleitorais.
A julgar por aquela vaia, parece que finalmente os eleitores se dão conta e se mostram fartos da sobranceria oca de José Socrátes.
Aquela vaia foi um sintoma e um bom ensaio para as eleições que se avizinham.
Mais um sucesso da era Zapatero!
A Espanha de Zapatero tem mais um motivo de orgulho: o primeiro homem grávido! E de gémeos!
Bom, não será exactamente assim. É um homem de barbicha e voz grossa, com pinta de macho, mas aparelho reprodutor feminino. Como a sua namorada não pode ter filhos, procuraram uma clínica que fizesse a inseminação artificial no namorado, hoje homem, ontem mulher.
Confusos? Também eu! Mais uma vez, o interesse da criança é o menos importante.
Se dúvida houvesse...
Noticiado há 10 minutos na imprensa espanhola:"El presidente de la Asociación de Clínicas Acreditadas para la Interrupción del Embarazo (Acai), Santiago Barambio, pidió al Gobierno que el aborto por malformación fetal no tenga plazo. Barambio, que se reunió esta mañana con la ministra de Igualdad, Bibiana Aído, reivindicó que la nueva ley del aborto que prepara el Gobierno debe recoger que el plazo para abortar por riesgo de la salud de la madre sea de 24 semanas y por malformación fetal "sin límite de semanas".
El presidente de Acai trasaladó a Aído que más allá de las 24 semanas se dan casos de malformaciones de fetos que "también deben de tener solución". Señaló que 24 semanas es un tiempo insuficiente para tomar la decisión de interrumpir un embarazo de forma voluntaria puesto que después de este tiempo son "las mujeres más vulnerables" las que interrumpen su embarazo."
El presidente de Acai trasaladó a Aído que más allá de las 24 semanas se dan casos de malformaciones de fetos que "también deben de tener solución". Señaló que 24 semanas es un tiempo insuficiente para tomar la decisión de interrumpir un embarazo de forma voluntaria puesto que después de este tiempo son "las mujeres más vulnerables" las que interrumpen su embarazo."
Três notas apenas:
O aborto é um negócio, e o poderoso lobby das clinicas da morte não perde tempo a aproveitar e forçar a nota perante a estupidez criminosa do governo Zapatero.
A vontade de eugenismo que subjaz a muitas das movimentações abortistas, denuncia-se aqui na vontade de encontrar uma "solução" para os mais fracos. Foi exactamente o termo "solução" que há 70 anos os nacional-socialistas adoptaram para liquidar os que consideravam mais fracos...
Que "solução" advogará esta gente para aqueles cujas malformações se manifestem apenas depois do nascimento?
Estamos conversados.

As manifestações de ontem não tiveram o patrocinio do PP, nem da hierarquia da Igreja Católica, tornando ainda mais significativa a sua gigantesca dimensão. No meio dos manifestantes, era possível encontrar gente socialista e de esquerda inteligente e com sensibilidade.
Gostei particularmente da afirmação do alcalde socialista da localidade sevilhana de Paradas, Joaquín Manuel Montero: "Aprendí de viejos y verdaderos socialistas que la izquierda siempre está junto a la vida y los más débiles y por eso estoy aquí".
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