No excelente programa de Ruio Pego na Antena 1, O Esplendor de Portugal, quando se conversava sobre as recentes decisões de alguns municípios na proibição da tourada, e quando se fazia a comparação entre a tourada portuguesa e espanhola, penso que Juan Goldin definiu a tourada portuguesa, pelo facto de não se matar o touro na arena, como sendo acupunctura para toiros.
Já agora e ainda sobre este tema, fico sempre com dúvidas quanto à questão "direitos dos animais", sem os correspondentes "deveres", e também quanto à questão do sofrimento dos mesmos. Será que um ser irracional sofre?
Por fim, e também focado neste programa, o que terão os defensores dos animais a dizer sobre a mais que certa extinção da rala taurina que "produz" os touros de lide? Sem touradas, para que servem estes animais? E quem é que os criará, se deles não irá obter qualquer benefício económico?
Eu sei que o tema é polémico, mas será que não é altura de o discutir abertamente e de todos os seus ângulos?
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Folhetim (dos combustíveis) à portuguesa - continuação
Viajei esta tarde para Sul pela A1.
Curiosamente encontrei dois painéis informativos que, aparentemente, estavam a funcionar.
Digo aparentemente pois, em ambos, a informação que constava relativa às áreas de serviço sucessivas dava conta que eram todas pertencentes a gasolineiras diferentes, o que está correcto, mas os preços indicados, quer na gasolina, quer no gasóleo, eram rigorosamente iguais até à milésima de euro.
Portanto, ou os painéis estavam ainda em fase experimental, ou então, mesmo sem haver cartelização dos preços, as 3 operadoras conseguem ter os preços exactamente iguais.
Será que os senhores da Autoridade da Concorrência andam por aí de carro? Era bom, pois assim poderiam ter assunto para uma nova investigação.
Curiosamente encontrei dois painéis informativos que, aparentemente, estavam a funcionar.
Digo aparentemente pois, em ambos, a informação que constava relativa às áreas de serviço sucessivas dava conta que eram todas pertencentes a gasolineiras diferentes, o que está correcto, mas os preços indicados, quer na gasolina, quer no gasóleo, eram rigorosamente iguais até à milésima de euro.
Portanto, ou os painéis estavam ainda em fase experimental, ou então, mesmo sem haver cartelização dos preços, as 3 operadoras conseguem ter os preços exactamente iguais.
Será que os senhores da Autoridade da Concorrência andam por aí de carro? Era bom, pois assim poderiam ter assunto para uma nova investigação.
Acordo Ortográfico (outra vez)

Aqueles que por aqui vão passando os olhos já sabem que sou frontalmente contra o acordo ortográfico.
Mas, pela amostra já disponível nesta nova língua à qual não sei se hei-de chamar Portuleiro ou Brasiguês, vou ter sérias dificuldades em entendê-la.
O jornal Record, não sei se numa tentativa de começar a vender no mercado brasileira, já adoptou (ou será adotou) a nova ortografia.
"Teto salarial passa a..."
O que é um teto salarial?
"Andar à mama de" é um expressão corriqueira da língua portuguesa que, entre outros significados, pode dar a entender que se recebe um salário sem que nada se faça para o justificar.
Será que teto terá algo a ver com mama?
Consultando o sempre presente Priberam, eis as definições encontradas:
teto s. m.
teto s. m.
teto (é)
s. m.
Língua indígena de Timor. (Forma preferível a tétum.)
teto (ê)
s. m.
1. Mamilo dos irracionais.
2. Saliência arredondada.
teto s. m.
teto (é)
s. m.
Língua indígena de Timor. (Forma preferível a tétum.)
teto (ê)
s. m.
1. Mamilo dos irracionais.
2. Saliência arredondada.
Certo. Afinal parece que eu ainda tenho razão e que o Record anda a disparatar nos seus escritos.
Folhetim (dos combustíveis) à portuguesa

Depois de termos ficado esclarecidos pela Autoridade da Concorrência que não há qualquer cartelização dos preços dos combustíveis - demoraram 8 meses para concluir aquilo que todos nós sabemos que não é verdade - temos agora mais um episódio desta saga.
Foi publicada uma lei que obriga a colocar painéis informativos nas auto-estradas para informar o preço da gasolina nas áreas de serviço mais próximas.
Estes painéis já deviam estar em funcionamento desde Novembro passado mas, como todos vimos, só começaram a ser instalados no último mês.
A Associação das Petrolíferas tinha-se comprometido a ter estes painéis a funcionar até hoje, mas já comunicou que tal não vai ser possível. Informou ainda que não foi passada qualquer coima relativa a este incumprimento.
O mesmo Governo que multa os pensionistas que, por desconhecimento da lei, não entregaram a sua declaração de rendimentos ao Estado -reparem que obrigam as pessoas a declarar ao Estado aquilo que o Estado lhes paga, deve ser para confirmar que ninguém se enganou nas contas -, que tem um braço armado chamado ASAE que pune pequenos ou grandes comerciantes por situações que muitas das vezes com bom senso e um esclarecimento se poderiam alterar quase de imediato, deixa que as gasolineiras não cumpram uma Lei e não as multa.
Aguardemos serenamente as cenas dos próximos capítulos deste folhetim.
Atchim!
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Definições e conceitos
Ao ler uma resposta de Raul Martins a um comentário no seu blog, fiquei a saber a sua definição de encargos financeiros: "Só que é preciso compreender que a expressão encargos financeiros significa pagamento de juros e amortização de dívida".
Ao ler o art. 23º do Código do I.R.C., encontra-se na alínea 1c, a seguinte definição: "Encargos de natureza financeira, como juros de capitais alheios aplicados na exploração, descontos, ágios, transferências, diferenças de câmbio, gastos com operações de crédito, cobrança de dívidas e emissão de acções, obrigações e outros títulos e prémios de reembolso."
Não querendo colocar em causa os conhecimentos técnico de RM, sempre me parece que a definição por ele utilizada não corresponde à definição técnica de um documento oficial e que foi adaptada para que a sua resposta tenha o sentido demagógico que ele lhe pretende imprimir.
Mal comparando, faz lembrar a diferença entre os títulos originais de alguns filmes e a respectiva tradução. Será?
Ao ler o art. 23º do Código do I.R.C., encontra-se na alínea 1c, a seguinte definição: "Encargos de natureza financeira, como juros de capitais alheios aplicados na exploração, descontos, ágios, transferências, diferenças de câmbio, gastos com operações de crédito, cobrança de dívidas e emissão de acções, obrigações e outros títulos e prémios de reembolso."
Não querendo colocar em causa os conhecimentos técnico de RM, sempre me parece que a definição por ele utilizada não corresponde à definição técnica de um documento oficial e que foi adaptada para que a sua resposta tenha o sentido demagógico que ele lhe pretende imprimir.
Mal comparando, faz lembrar a diferença entre os títulos originais de alguns filmes e a respectiva tradução. Será?
terça-feira, 28 de abril de 2009
O meu iPod IV
O meu iPod também tem dias de melancolia. Uma melancolia bela e doce; por exemplo, este Orpheus de David Sylvian...
Uma certa ideia de Europa...
Vital Moreira acaba de proclamar na SIC Noticias que as canalizações do gás deveriam ligar Espanha á Peninsula Ibérica!!!
O genuino
Guterres?
Vi por aí uns cartazes com a cara do Guterres a olhar para uma moeda.
Vai haver eleições para Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados? E nós votamos? Quando?
Ou será que nos está a pedir um donativo?
E o Avô Cantigas? Foi de férias?
Vai haver eleições para Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados? E nós votamos? Quando?
Ou será que nos está a pedir um donativo?
E o Avô Cantigas? Foi de férias?
A seguir com interesse
- Como estás Huffstodt?
- O meu melhor amigo está preso, o meu filho revoltado e a minha mulher não me quer de volta...
- Não foi isso que te perguntei. Perguntei-te como estavas e respondeste como estão os outros. Como estás tu?
- Realmente, não faço ideia.
- Isso, sim. É uma resposta.
- O meu melhor amigo está preso, o meu filho revoltado e a minha mulher não me quer de volta...
- Não foi isso que te perguntei. Perguntei-te como estavas e respondeste como estão os outros. Como estás tu?
- Realmente, não faço ideia.
- Isso, sim. É uma resposta.
Milagre

"Quero fazer os poemas das coisas materiais,
pois imagino que esses
hão-de ser os poemas mais espirituais.
E farei os poemas do meu corpo
E do que há de mortal.
Pois acredito que eles me trarão
Os poemas da alma e da imortalidade.
"E à raça humana eu digo:
-Não seja curiosa a respeito de Deus,
pois eu sou curioso sobre todas as coisas
e não sou curioso a respeito de Deus.
Não há palavra capaz de dizer
Quanto eu me sinto em paz
Perante Deus e a morte.
Escuto e vejo Deus em todos os objetos,
Embora de Deus mesmo eu não entenda
Nem um pouquinho...
Ora, quem acha que um milagre alguma coisa demais?
Por mim, de nada sei que não sejam milagres...
Cada momento de luz ou de treva
É para mim um milagre,
Milagre cada polegada cúbica de espaço,
Cada metro quadrado de superfície
Da terra está cheio de milagres
E cada pedaço do seu interior
Está apinhado de milagres.
O mar é para mim um milagre sem fim:
Os peixes nadando, as pedras,
O movimento das ondas,
Os navios que vão com homens dentro.
Existirão milagres mais estranhos?" (Walt Whitmann)
Dúvida pandémica
Primeiro foi a gripe aviária, agora a gripe suína. Será que a próxima é de porcos voadores?
Manifesta falta de jeito...

Hoje, em entrevista a Mário Crespo, Manuela Ferreira Leite disponibilizou-se para um bloco central que veio desmentir depois da entrevista. Mário Crespo foi simpático, a senhora enterrou-se sem ajuda. A tentativa posterior de correcção continua desastrada. O PS mandou Santos Silva desferir o golpe final. Uma noite para esquecer para os lados de São Caetano à Lapa...
domingo, 26 de abril de 2009
Terrorismo
Em nome da memória, vale a pena ler este post de Manuel Castello Branco, filho de uma das vítimas mortais da rede terrorista de Otelo Saraiva de Carvalho. É a lógica indignação com a capitulação do poder socialista perante a negra figura da nossa história recente.
O meu iPod III
O meu iPod também vibra com coisas destas, passa-se com o Buddy Guy.
Os dias passados

Não houve cravos vermelhos no Enguia Fresca. Nem bafientas saudades na véspera. Bom sinal. Não foi combinado, mas correu bem.
Olho para o 25 de Abril como uma data importante. Importante, por ter despertado a vontade de democracía e de liberdade, por ter terminado uma ditadura, por ter instilado o sentimento que impediu que outra, de sinal contrário, se instaurasse. Foi um processo longo, só vingaria passado mais de um ano a 25 de Novembro e só se consolidaria com o fim do Conselho da Revolução, mas valeu a pena. Não seremos um país brilhante, mas estamos infinitamente melhor do que se continuássemos na sombra atávica de um qualquer ditador.
Agradecimentos? Só os devemos a nós próprios enquanto povo com vontade de seguir em frente, tomando conta do nosso destino. Que tal acordar este espírito?
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Cúmulo Jurídico
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Eis uma figura que o Comité Disciplinar do Futebol Espanhol desconhece.
Pepe leva um castigo de 10 jogos de suspensão, devidamente explicado.
Pepe leva um castigo de 10 jogos de suspensão, devidamente explicado.
Cada agressão, 4 jogos. Pelo penalti, 1 jogo. Por insultos ao árbitro, 1 jogo.
Se em Portugal fosse assim, penso que algumas equipas teriam de ir jogar com os juniores em jogos da Liga.
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