segunda-feira, 1 de março de 2010

Orçamento da Assembleia da Republica para 2010

Há tanto mas TANTO onde cortar em despesas fúteis e exageradas......
Ora vejam:

Eis algumas rubricas das DESPESAS CORRENTES do Orçamento da Assembleia da Republica.

Atentem BEM nos valores que os Portugueses ( ou seja, TODOS NÓS contribuintes) terão de suportar para GARANTIR a existência e funcionamento da ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.

- Remunerações "certas e permanentes" de Deputados ...............12 milhões e 349 mil Euros

- Ajudas de Custo de Deputados............. 2 milhões e 724 mil Euros

- Transportes de Deputados ............... 3 milhões 869 mil Euros

- Deslocações e Estadas ....................... 2 milhões e 363 mil Euros

- Assistência Técnica (?????) .................... 2 milhões e 948 mil Euros.

(em nota com o n.º 74 surge a seguinte explicação para esta despesa orçamentada: «Despesas referentes à assistência técnica de bens no âmbito de contratos realizados.» Perceberam? Eu também não.


- Outros Trabalhos Especializados (???????) ......... 3 milhões e 593 mil Euros
(esta não tem nota explicativa)

- SERVIÇO RESTAURANTE,REFEITÓRIO,CAFETARIA............. 961 mil Euros

(a nota n.º 76 explica o seguinte: «Despesas relativas a serviços de restauração e cafetaria.» .
Mas porquê ? As refeições são gratuitas lá na AR ? Os deputados não têm dinheiro para comer ??

- Subvenções aos Grupos Parlamentares................ 970 mil Euros
Note-se esta rubrica vem integrada na Secção intitulada "Subvenções a instituições sem fins lucrativos" cuja despesas vai inteirinha para .... "Subvenções aos Grupos Parlamentares" !!!!

- Equipamento de Informática .................... 2 milhões e 110 mil Euros

- Software de Informática .................... 560 mil euros

- Outros Investimentos (??????) ............. 2 milhões e 420 mil Euros

Esta quantia fabulosa vai inteirinha para "Equipamento Audiovisual" que, em nota com o n.º 99 é assim definido: «Despesas com equipamento relacionado com a actividade áudio-visual, nomeadamente câmaras de filmar, sistemas de som, painéis electrónicos de controlo, canais emissor/receptor, racks de montagem, monitores, etc.» !!!

Edifícios ................... 2 milhões e 686 mil Euros

- Artigos e Objectos de Valor (???) ......................... 145 mil euros

Quais são? Pois a nota n.º 98 diz textualmente: «Despesas com artigos de decoração, designadamente carpetes, cortinados e quadros, bem como obras de arte.»

145 mil euros em cortinas e carpetes ??? por ano????
São novos ricos ...

- Transfer's (???????) Diversos (????).................. 13 milhões e 506 mil Euros

- SUBVENÇÃO aos PARTIDOS representados na Assembleia da República.......... 16 milhões e 977 mil Euros
Pois claro: não era bastante a subvenção aos grupos parlamentares...

- SUBVENÇÕES ESTATAIS PARA CAMPANHAS ELEITORAIS ........... 73 milhões e 798 mil Euros

Isto são apenas ALGUMAS das rubricas do orçamento da ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA !

Custa-lhe a crer ??
Veja aqui o documento oficial:

http://www.parlamento.pt/Documents/OrcAR2010Sm.pdf

Conclusão: Somos certamente um país rico e o salário minimo nacional é engano....

Elza Pais sugere uma mulher para governadora do BdP

É preciso escolher um sucessor para Vítor Constâncio e esta é uma boa oportunidade para pensar numa mulher, sugere Elza Pais, secretária de Estado da Igualdade, que, embora não esteja a pensar em ninguém em particular, tenha referido que tem sido proposto o nome de Teodora Cardoso. "Gostava muito" que houvesse uma mulher à frente do BdP, até porque "não há nenhuma mulher à frente de qualquer banco nacional" europeu.

Eu acho bem que escolham uma mulher.
Mas recuso-me a aceitar que a escolha de uma mulher competente recaia necessariamente numa mulher máscula e com cara de homem!

Madeira: os riscos e o desastre previstos e anunciados..

.... com total precisão e clareza neste programa "Biosfera" emitido pela RTP2 há 2 anos atrás:
<http://www.youtube.com/watch?v=aTf0h3nobAs> http://www.youtube.com/watch?v=aTf0h3nobAs
... e que os planos directores municipais ignoraram ostensivamente, permitindo construções de infra estruturas importantes em cima de ribeiras sujeitas a inundações rápidas com derrocadas.
Espantoso, lamentável e, como sempre, a culpa vai morrer solteira.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Nadando

Desta não soube o Manuel Pinho.
Também não teria ficado mal tirar um fotografia com a menina para a promoção externa das nossas águas.
Azar, ficou só com o Phelps.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Nobre decisão

Ainda ontem anunciou a sua candidatura à Presidência e já começou a decretar!
Se Fernando Nobre não fosse candidato a decisão seria a mesma?
E, já que é candidato a PR não seria altura de deixar a AMI, para que não se corra o risco de confundir a organização com o candidato?

Procura-se!


As últimas informações datam de Setembro de 2009. Parece-me demasiado tempo de silêncio.

Mente descaradamente

Pinto Monteiro, o procurador-geral da República disse que não podia divulgar os despachos de arquivamento porque estes continham trechos e transcrições das escutas, o que agora se demonstrou se rotundamente falso.

Além disso, escondeu, durante três dias, a informação de que tinha arquivado o caso das escutas que envolvem o primeiro-ministro.

Conclusão:
O poder judicial e o poder político estão promiscuamente conluiados num jogo mutuo de protecção de interesses e de manipulação da comunicação social e da opinião publica.

Promoção para a incompetência

É a promoção para a incompetência: Vítor Constâncio vai para o BCE, depois dos casos BCP, BPN e BPP

Haja alguém que não vai com a carneirada:

Contra a corrente, o social-democrata Nuno Morais Sarmento afirmou "não bater palmas" à nomeação de Vítor Constâncio para a vice-presidência do BCE. No seu entender, esta escolha obedeceu a "acertos políticos" e não ao seu desempenho como governador do BdP, que classifica "como uma nódoa na história" daquela instituição, recordando "as situações do BCP, do BPN, do BPP".

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ele é como os outros

Ficámos ontem a saber que o Eng. Pinto de Sousa é como os restantes 4310078 de homens portugueses com mais de 15 anos. Quando está com os amigos não fala de política, não fala de negócios. Provavelmente bebem umas cervejolas e falam de futebol e mulheres!
E que também ninguém o trata por chefe! Claro, o respeitinho é muito lindo. Verdade seja que também não li em lado nenhum que alguém o tratasse dessa maneira, mas sim que alegadamente se referiam a ele como o chefe. Ele não deve ter percebido muito bem a diferença.
Já agora, o dado da população masculina foi recolhida num novo site, fantástico, que permite o acesso fácil a inúmeras estatísticas, o pordata, Base de Dados Portugal Contemporâneo.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Auf wiedersehen

Dificilmente poderiamos ser mais diferentes. Eu de direita, ele de esquerda; eu católico praticante, ele sem Deus nem transcendência; eu pró-vida, ele liberal; eu com 41, ele com 63; eu casado militante, ele solteirão inveterado; eu falador compulsivo, ele calado e reservado.
Partilhamos o mesmo escritório oito horas por dia, durante dezassete anos. De manhã cumprimentavamo-nos invariavelmente em japonês ou em chinês, encerravamos o dia com um sonoro e bem disposto auf wiedersehen.
Pelo meio discutiamos projectos, trocavamos ideias, discordavamos abundantemente e respeitavamo-nos sempre, sem excepção.
Lentamente ficamos amigos. Lentamente, aprendi a apreciar o seu espirito delicado, a admirar a sua inquebrantável verticalidade, a compreender a sua rebelde independência.
Compreendia a amizade que me tinha quando, aqui e ali, se permitia partilhar o orgulho embevecido que sentia com os sucessos do sobrinho, a admiração com que seguia discreto a vida da irmã. Não lhe era fácil esta partilha, mas confiava em mim a esse ponto.
Quando me trazia um livro ou um disco, deixava-o silenciosa e discretamente na minha secretária. Quando eu lhe agradecia, murmurava: pensei que pudesse interessar-lhe...
Era o meu amigo Rui. Partiu hoje, discreto como só ele, com a voz sumida, mas com o espirito indomável, como sempre.
A esta hora acredito que o meu Deus esteja impaciente, confuso, quase a duvidar da sua própria existência, é que o Rui não é para brincadeiras, nem cederá. O Rui recusar-se-á a aceitar, mas estará no sitio dos rectos, dos dignos e dos justos; de lá, olhará pelas suas ovelhas e seguirá a vida dos que sem saberem lhe importam muito.
Vai fazer-me falta.
Como nos bons tempos,
Sayonara Sacramento San!

Elegia


Morreu... um Homem... Não era meu amigo, nem familiar, mas conhecia-o. Conheci -o durante 17 anos e agora...desapareceu.

Morreu...este Homem... Orgulhosamente só, tal como viveu. Não foi a morte que me deixou triste, foi a solidão...

A este Homem dedico este poema:


Não. Não podeis levar tudo.
Depois do corpo,
E da alma,
E do nome,
E da terra da própria sepultura,
Fica a memória de uma criatura
Que viveu,
E sofreu,
E cantou,
E nunca se dobrou
À dura tirania que o venceu.


Fica dentro de vós a consciência
De que ali onde o mundo é mais vazio
Havia um homem.
E sabeis que se comem
Os frutos acres da recordação…

Fantasmas invisíveis que atormentam
O sono leve dos que se alimentam
Da liberdade de qualquer irmão.


in Miguel Torga, Poesia Completa, Publicações Dom Quixote

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Isso era enterrar-se definitivamente!!

José Sócrates só tem uma hipótese para desfazer todo este imbróglio: falar (uma vez mais) com o seu amigo Armando Vara e divulgar, na íntegra e na totalidade, as conversas e mensagens interceptadas no caso ´Face Oculta´." , diz Mário Ramires, no Sol!
Pois, isso é precisamente o que Sócrates não pode fazer...... sob pena de enterrar definitivamente!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Nobre é fixe!


Nobre é fixe! será um bom slogan.
Os soaristas conseguiram estragar a eleição a Alegre.
Apesar de detestar Mário Soares, reconheço-lhe um poder e uma virilidade política notáveis para a idade. É um homem de ódios duradouros e vinganças implacáveis. Aqui está mais uma a embaraçar o PS e a matar Alegre antes de arrancar. Eficaz, sem dúvida.
Cavaco agradece as migalhas.

Caim


Pela primeira vez consegui ler um livro de José Saramago até ao fim. Certamente que o defeito deve ser meu em não o ter conseguido fazer antes.
Outro defeito será certamente não compreender onde está o génio de Saramago que o leva a ser tão reconhecido.
No caso concreto deste livro e fazendo a analogia com o que se passa na música, Caim não passa de um cover, ou seja de uma versão pessoal de histórias já conhecidas.
Mas, se calhar, não se pode exigir mais a Saramago. Acabou-se a criatividade e agora é mais Ctrl+C, Ctrl+V.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Triste leão - II

Escrevi isto em Agosto.
O Caicedo transformou-se em sai cedo.
O treinador já não é o mesmo.
Até o presidente mudou.
Só os resultados são iguais.

Pontes para o futuro


A propósito do concurso promovido pela Câmara Municipal de Aveiro para a construção de uma nova ponte sobre o Canal Central, muito se tem escrito e discutido.
As opiniões variam e, como é natural, há arquitectos que gostam da ideia e outros que não, o mesmo se passando com planeadores, políticos, jornalistas e comuns cidadãos, tendo como traço comum a vivência que fazem de e em Aveiro. Tendo nascido na década de 60 do século passado, sou do tempo em que Aveiro tinha a ligar as margens dos diversos canais apenas 5 pontes: a ponte de pau (ainda do tempo em que era mesmo em madeira), a Ponte-Praça (ou as pontes, como também a conhecemos), a ponte da Dobadoura, a ponte de S. João e a ponte de Carcavelos.
Nos últimos 30 anos, Aveiro passou a ter, para além das pontes acima referidas, 7 pontes pedonais sobre o Canal Central, no troço entre a Ponte-Praça e o Cais da Fonte Nova, 1 ponte pedonal a ligar o Cais do Paraíso ao Cais dos Moliceiros, 1 ponte pedonal sobre o Canal de S. Roque, 1 ponte rodoviária também sobre este Canal, 1 ponte rodoviária na Rua da Condessa Mumadona e, por último, a nova ponte sobre o Canal das Pirâmides.
Passámos assim a ter, dentro da cidade, 17 pontes.
Pretende agora a Câmara Municipal construir uma nova ponte pedonal. E nasce uma discussão tremenda sobre um assunto que, na minha opinião é pacífico e resulta de uma decisão legítima de quem foi escolhido pelos Aveirenses para exercer o poder.
Se a ponte é necessária ou não, se é feia ou bonita, se deve ser naquele sítio ou noutro, se há ou não há dinheiro para a construir, enfim, há sempre razões para que as pessoas se manifestem e tentem fazer vingar as suas ideias, mas sempre esquecendo que o acesso ao poder se faz através de eleições livres, democráticas e, no caso das autárquicas, sem ser necessário o vínculo a partidos políticos.
O grande problema é pois a ausência dos Aveirenses nos actos em que podem influenciar o futuro da nossa terra, preferindo depois ficar com uma postura de “treinador de bancada”, falando de tudo, normalmente de uma forma crítica, pois é muito mais fácil falar do que decidir.
Acredito que, da parte da Câmara Municipal, também poderia ser dada uma maior atenção aos prazos de consulta pública para situações que, como a construção da ponte, possam vir a ser uma marca relevante no futuro de Aveiro. Mas também já passei pela experiência de que, mesmo com consultas públicas com os prazos e as publicações legais, o interesse dos Aveirenses é nulo, preferindo a comodidade de posteriormente virem reclamar com as decisões tomadas.
Quanto à nova ponte, julgo que é inquestionável a necessidade de uma ligação entre o Rossio e o Alboi. Sem ter conhecimentos técnicos para discutir a sua localização, também não é difícil reconhecer que ou se constrói no lugar projectado, ou então no zona do antigo edifício da EPA. Só que, nesta zona, como o canal é aparentemente mais estreito, a ponte teria de ter uma pendente mais íngreme, dificultando a sua transposição sobretudo a idosos e pessoas com uma mobilidade mais reduzida. E julgo que todos estamos de acordo que de pontes com pendentes radicais já Aveiro teve a sua dose mais que suficiente nos últimos anos.
Parece-me pois que não restam alternativas para a localização da nova ponte.
Vai mudar a imagem que todos temos do Canal Central? Sem dúvida. Mas é de mudanças que se faz a evolução das cidades e Aveiro tem de evoluir.
E se a opção for pela estagnação então talvez seja melhor construir uma réplica da Torre de Belém no Rossio, para que os nossos “Velhos do Restelo” tenham um local digno para manterem as suas discussões.

Jornalismo supersónico

clicar para aumentar a imagem


Seguindo as notícias do jornal A Bola no Google Reader, ficámos a saber que o Leixões, em 30 minutos, teve 2 treinadores diferentes para substituir José Mota.

Calimero


Depois de ver as notícias da RTP1, lembrei-me deste personagem.
"It's an injustice!"
E quase que ficava com uma lágrima no canto do olho.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ana Gomes

Reconheço que é uma personagem pela qual não nutro simpatia.
Mas também reconheço que, dentro do PS, é alguém que diz aquilo que lhe parece correcto, na altura em que entende que o deve fazer, mesmo que mais ninguém no seu partido o faça.
Como o fez agora, a propósito da divulgação das escutas.

Já somos todos espanhóis?


Há alguns dias, publiquei aqui uma reflexão sobre a candidatura ibérica ao Mundial 2018.
Passaram alguns dias, acontece a operação da GNR em Óbidos com a descoberta do chamado "santuário" da ETA, e quem aparece a fazer declarações, ainda por cima com dados diferentes dos que tinham sido informados pela GNR?
Apenas e só o ministro espanhol dos assuntos interiores, Alfredo Pérez Rubalcaba. O seu homólogo português, Rui Pereira, desapareceu, nada disse sobre o assunto e apenas os responsáveis das forças policiais deram alguma informação.
O assunto ETA naturalmente que interessa sobretudo ao Estado Espanhol mas, tendo a operação decorrido em Portugal, parece-me que alguém com responsabilidades em Portugal deveria ter tido um papel mais activo na divulgação de informação aos Portugueses.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O que os outros dizem de Aveiro

É sempre interessante ler as opiniões que quem visita Aveiro tem sobre a nossa cidade. Como esta, por exemplo, de uma visitante da cidade irmã de Pelotas.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mário Crespo silenciado. Já tardava...

Este é artigo de Mário Crespo que não foi publicado. Divulgo aqui na esperança de que um destes dias o próprio Sócrates terá para si a "solução" que procura para os outros....


O Fim da Linha

Mário Crespo

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento.

O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.

Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil ("um louco") a necessitar de ("ir para o manicómio"). Fui descrito como "um profissional impreparado". Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.

Definiram-me como "um problema" que teria que ter "solução". Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o.

Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): "(...) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (...)". É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos.

Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.

Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser "um problema" que exige "solução". Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.

Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos "problemas" nos media como tinha em 2009.

O "problema" Manuela Moura Guedes desapareceu.

O problema José Eduardo Moniz foi "solucionado".

O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser "um problema".

Foi-se o "problema" que era o Director do Público.

Agora, que o "problema" Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais "um problema que tem que ser solucionado". Eu.

Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Portugal no seu melhor - 2


Esta empresa trabalha, como é fácil de ver, na decoração de todo o tipo de estabelecimentos.
Arquitectos modernistas é que não se entende muito bem que tipo de produto é que é. E se alguém quiser fazer uma loja rococó, será que eles recusam o serviço?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Portugal no seu melhor - 1


Sob este título publicou o saudoso Independente fotografias de cenas caricatas que reflectia, na altura, a realidade portuguesa.
Os anos passaram mas continuam a encontrar-se situações "estranhas".
E aquelas que eu for encontrando e fotografando, passarão a estar aqui publicadas.
Esta fotografia foi tirada num estabelecimento público de saúde.
À falta de toalhetes apropriados para o dispensador, um cordel e um rolo de papel fazem o mesmo efeito.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Erros


Cá estou eu novamente à volta dos erros na utilização da Língua Portuguesa.
Eu também os dou. De certeza. Mas procuro reduzi-los ao mínimo possível.
Agora quando recebo um documento de um banco (minuta de uma acta) com erros, como podem verificar clicando na imagem, questiono-me sobre o nível de instrução básica de quem escreve assim e também de quem aprova este documento.
Fica a dúvida...
Será que para a acta tenho de copiar literalmente a minuta, ou posso corrigir os erros?

Mundial 2018


Ao ler isto, parece-me que a candidatura ao Mundial 2018 é espanhola e não ibérica. Ou será que já somos todos espanhóis e alguém se esqueceu de nos avisar?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ler em Portugal

Fotografia tirada na montra de uma livraria em Aveiro.
Quem optar pela versão inglesa poupa quase 3.50€.
É uma forma original de promover a Língua Portuguesa.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

TGV offshore

As ouvir estas declarações do Ministro das Obras Públicas o meu estado de espírito modificou-se rapidamente, passando do espanto para a gargalhada e, após alguns momentos, para a incredulidade.
Lisboa a futura praia de Madrid! Surfistas de Madrid em Portugal!
Se o Ministro tivesse consultado a página de horários da Renfe antes de dizer o que disse, teria verificado que, actualmente, Madrid já se encontra a menos de 3 horas de viagem no AVE (o TGV espanhol) de Barcelona ou de Málaga.
É verdade que o Mediterrâneo não costuma ter boas ondas para a prática do surf quando comparadas com as do Guincho ou de Peniche, mas caramba, não ficaria muito mais barato por a funcionar umas linhas aéreas dedicadas a surfistas que ligassem Lisboa ao Havai ou à Austrália?
Enfim, é o (des)Governo que temos.
Cada dia que passa me convenço que o principal objectivo deste Governo é dizer o maior número possível de barbaridades e fazer um número incrível de disparates para que sejam corridos rapidamente e para que sejam convocadas novas eleições.
A minha dúvida reside apenas na razão deste comportamento.
Será que o PS já se convenceu de que já é irreversível a situação que causou a Portugal e agora que venham outros para a assumir, ou será que, pelo facto de não saber governar sem maioria, pensa que com eleições antecipadas a conseguirá reconquistar?
Os Portugueses já não se deixam enganar e estou certo que nas próximas eleições, sejam elas quando forem, serão capazes de mostrar que estão fartos deste tipo de personagens.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Armas na escola

A propósito do ocorrido numa escola de Braga, ouvi já mais do que uma pessoa afirmar que a culpa deste tipo de acontecimentos é dos pais, pois não devem deixar armas em casa com acesso fácil a qualquer um.
Concordando com o facto de quem tem as armas em casa as dever guardar devidamente, no caso presente, e atendendo à idade dos miúdos que manusearam a pistola (16 anos), apetece-me perguntar se eles já não têm idade para perceber os riscos que se correm com brincadeiras destas.
Há culpas dos pais, mas não vamos branquear todo e qualquer comportamento dos filhos, pois corremos o risco de estar a criar uma geração de idiotas que nada sabe e que não é responsável por nada.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Clima

Fotografia "emprestada" por http://mercadoazul.wordpress.com/


A propósito do clima que vamos tendo em Portugal e na Europa, fica uma dúvida.
Quando se diz que já não havia temperatura, cheias ou frio como o que se tem verificado há já 30, 40 ou 50 anos, será que, nessa altura essa ocorrência meteorológica teria sido devida aos gases de estufa?
Como é assunto que não domino, sempre gostava de ouvir a justificação dos especialistas e também dos "especialistas" na matéria.

2 anos de vida

Hoje é dia de nos cantarem parabéns.
O Enguia Fresca completa 2 anos de vida.
Um pouco abandonado por alguns dos seus colaboradores nos últimos meses, é certo, mas mantendo um olhar sobre o que se vai passando por Aveiro e por Portugal.
Por mim, vou continuar por aqui.

Espero que os restantes escribas façam o mesmo e recomecem a aparecer com mais regularidade.

domingo, 10 de janeiro de 2010

A esquerda, em resumo

Depois do que se passou na passada sexta-feira, resumo a esquerda portuguesa ao seguinte:
Se há um assunto que querem ver aprovado mas que, a maioria dos Portugueses, em referendo discorda, faça-se novo referendo passados uns anos.
Se há um assunto de que muitos Portugueses discordam e querem ver referendado, mas cuja aprovação não necessita de referendo, então a esquerda foge do referendo a sete pés.
A isto chama-se coerência!...
Já agora, o número de Portugueses que peticionou um referendo sobre o casamento homossexual foi sensivelmente o dobro daqueles que votaram no maior dos partidos sem representação parlamentar. Só.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Bancada Norte

A partir de agora vou também colaborar com o Bancada Norte para falr sobre o Beira-Mar, mas não deixarei de replicar aqui no Enguia Fresca os assuntos que me pareçam ser interessantes para esta casa.

República ma non troppo


Como ponto prévio declaro a minha indiferença quanto ao facto de vivermos numa República ou de não vivermos numa Monarquia.
Há boas e más Repúblicas e há boas e más Monarquias.
No caso Português, pode-se gostar ou não do Presidente mas, temos eleições que nos permitem confirmá-lo se for o caso ou escolher outro candidato.
Se vivessemos em Monarquia teríamos de viver com o Rei até à sua morte e, confesso, se o nosso Rei fosse o actual pretendente ao trono, não me agradaria nada ser seu súbdito.
Posto isto, reparei hoje num mail que recebi com as imagens e explicações das moedas do Euro de cada País, que as faces nacionais das moedas Portuguesa têm apenas símbolos da monarquia.
Será que nos 90 anos de República que decorreram desde a sua implantação até à altura em que as moedas foram desenhadas, não houve um único símbolo republicano que merecesse ser perpetuado? Uma personalidade, uma obra pública? Parece que não. Nada de relevante ocorreu.
Por isso me parece que a República Portuguesa é uma república ma non troppo.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Médicos, outra vez

Foi há menos de um mês.
O Bastonário da Ordem dos Médicos fartou-se de dizer que não havia necessidade de mais um custo de Medicina pois há médicos suficientes em Portugal.
Hoje, no Jornal de Notícias podemos ler isto.
Mas o senhor Bastonário ainda nada disse.
Provavelmente está de férias.
Resta-nos aguardar - sentados - pelos seus comentários.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Misteriosa contagem

Anda por aí uma inquetação com uma contagem decrescente que a páginal inical do Google, em inglês, mostra quando se carrega no botão I'm feeling lucky.
Até a rádio já noticiou tão intrigante questão e, provalvelmente, os comentadores da nossa televisão também a teriam referido não fosse hoje o dia dedicado a comentar outras mariquices.
Mas o mistério é bem simples e resolve-se com o auxílio de uma folha de cálculo. Coloquem numa célula a data e hora actual - =agora() - e noutra célula 31-12-09 23:59, e numa terceira célula calculem a diferença entre as duas anteriores. Como o resultado aparece em dias, multipliquem-no por 24 (horas) * 60 (minutos) * 60 (segundos).
Comparem o resultado obtido com a contagem do Google e há-de ser algo muito próximo.
O Google está simples a contar os segundos que faltam para a passagem de ano.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Já vai tarde..

.. Lopes da Mota que hoje finalmente se demitiu do Eurojust depois de confirmada a sanção disciplinar que lhe foi imposta.
Saiu empurrado pela força das circunstancias. E muito contrariado.

O ÚLTIMO ARTIGO? - Mario Crespo

Até quando o vão deixar escrever?

Será este o último artigo de Mário Crespo??????

O Palhaço (in JN de 14Dec2009)

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue querendam 147,5 por cento. E acha bem.

O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaçoé absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está
em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca
agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem
dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.

Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir
estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito
barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês
dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que
estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.

Ou nós, ou o palhaço.

Palavras sábias?

Na semana passada houve algum alarido com a notícia de que a Standard & Poor's classificou como negativa a estimativa de evolução da dívida pública nacional.
A notícia aparentemente não surpreendeu ninguém, políticos ou analistas, e foi rapidamente "abafada" pela situação na Grécia, bem pior do que a nossa.
No entanto, ao ler com atenção a
notícia publicada no Económico, chamou-me a atenção, no penúltimo parágrafo, a terminologia utilizada pela S&P que, a estar correctamente traduzida, reflecte aquilo que no estrangeiro pensam das contas públicas portuguesas e de quem as elabora.
Diz a S&P que as contas poderão voltar a estabilizar, ou seja, voltar ao nível anterior de estimativa, se o Governo Português apresentar um plano credível, compreensivo e significativo para a redução do défice.
Significa isto que, não tendo sido o combate ao défice a opção da política económica portuguesa face à crise que atravessamos, o que se compreende, e visto que o Governo já é bem conhecido, parece que os analistas estão com alguma dificuldade em esperar de Portugal algo mais do que medidas pouco credíveis, incompreensíves e insignificativas.
Afinal, aquilo que também em Portugal já se sabe há muito. Muito show-off, medidas fantásticas, mas que, na prática, não resultam.
Pode ser que desta vez, visto que não foi a oposição ao Governo que utilizou esta terminologia, alguém ouça estas palavras, medite sobre o significado das mesmas e aja em conformidade, a bem de todos nós.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Medicina em Aveiro


É com natural satisfação que vejo a Universidade de Aveiro aumentar a sua oferta de cursos superiores com a licenciatura em Medicina. Mesmo que seja apenas, para já, destinada a licenciados que serão, provavelmente, aqueles que não conseguiram tirar o curso quando desejavam, e porque a média de entrada não chegava, foram obrigados a optar por outras licenciaturas na área das ciências médicas.
Espanto-me com a posição da Ordem dos Médicos e da Associação de Estudantes de Medicina que dizem a uma só voz que o curso não é preciso, que há médicos suficientes, que a qualidade do ensino vai diminuir, que pode vir a gerar desemprego entre os médicos, etc. etc.
Quando dizem que o curso não é preciso, porque não explicam a razão pela qual milhares de estudantes portugueses estão em Espanha ou na República Checa a fazer os seus estudos de Medicina?
Quando afirmam que há médicos suficientes em Portugal, porque não dizem qual a razão pela qual os Centros de Saúde junto à fronteira com Espanha estão cheios de médicos espanhóis que para cá vêm trabalhar? E porque não explicam porque é que quem se dirige às urgências hospitalares no período nocturno fica também a conhecer médicos brasileiros, cubanos, angolanos, entre outras nacionalidades, podendo, com um pouco de sorte, ser atendido por médicos portugueses?
E quando referem a que qualidade do ensino de Medicina irá diminuir com o curso de Aveiro, só podem estar a passar um atestado de incompetência à Faculdade de Ciências Biomédicas do Porto que o irá supervisionar.
Finalmente e quanto ao desemprego médico, será que esta classe profissional tem algum privilégio relativamente a todas as outras, onde um recém licenciado ou mesmo um licenciado já com experiência tem de fazer pela vida para conseguir trabalhar na área na qual desenvolveu os seus estudos?
Bem sei que compete à Ordem do Médicos defender a sua classe mas, com argumentação desta, está claro que não está a fazer mais do que prestar um mau serviço aos seus associados.
Passemos à frente, esqueçamos o que estes senhores por aí vão dizendo e que o novo curso de Medicina de Aveiro venha a ser mais um caso de sucesso a exemplo de tantos outros que a Universidade de Aveiro oferece.

O PGR está à espera que a poeira assente...

para não prejudicar Sócrates....

O PSD, pela pena dos deputados Aguiar Branco e Fernando Negrão, apresentou um requerimento ao Procurador Geral da Republica Pinto Monteiro, solicitando a divulgação do teor e fundamentação dos despachos de arquivamento dos processos relativos ás escutas em que interveio o primeiro ministro, no âmbito do Face Oculta.
Passadas duas semanas - 13 dias - não obtiveram ainda nenhuma resposta "nem num sentido, nem noutro". Nada.

Pinto Monteiro tem afirmado que ainda está a decidir, e no entretanto, pretexta o segredo de justiça, esquecendo-se que se o processo dessas escutas já está arquivado, então já não está em segredo de justiça.

Conclusão:
Até Pinto Monteiro, o Procurador Geral da Republica gere cautelosamente o seu lugar, defendendo o seu interesse próprio e da sua teia de influências para agradar a Sócrates e ao Governo .... como tal, vai diferindo e adiando para que a poeira assente e o povo esqueça... Aliás, o mesmo que já fez este Verão, retendo o processo das escutas até depois das eleições.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Os 40´s

Os meus 40´s trouxeram-me a um planalto, em que me sento tranquilamente e observo em redor a vista fabulosa. Não quero voltar atrás simplemente porque estou muito bem aqui, precisamente no ponto alto, plano e suave da vida. De bem comigo, segura de mim e feliz. Não é para mim certeza nenhuma que aos vinte é que se teve tudo. Pelo contrário. 
 
Estes são mesmo tempos de chegada e (como alguém tão bem dizia), com saberes que só a idade revela, em que já aprendi a subalternizar absolutos e e a abrir certos ângulos que antes eram vértices, para ver pessoas e ideias e me ver a mim propria; em que já tenho paciência para umas coisas e já não tenho nenhuma para outras, quse me vejo liberta de dias difusos de teoremas, de teorias, e talvez tudo se torne, mais tarde, ainda mais simples.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ainda a teia política na imprensa...

22 Novembro 2009
Entrevista: José António Saraiva "Não falimos por um milagre"

José António Saraiva, director do semanário 'Sol', revela ao CM que o
Governo o pressionou para não publicar notícias do Freeport e que depoispassou aos investidores.

"Correio da Manhã - O 'Sol' foi coagido pelo Governo para não publicar notícias do Freeport?*
*José António Saraiva -* Recebemos dois telefonemas, por parte de pessoas próximas do primeiro-ministro, dizendo que se não publicássemos notícias sobre o Freeport os nossos problemas se resolviam.
*- Que problemas?*
- Estávamos em ruptura de tesouraria, e o BCP, que era nosso sócio, já tinha dito que não metia lá mais um tostão. Estávamos em risco de não pagar ordenados. Mas dissemos que não, e publicámos as notícias do Freeport.
Efectivamente uma linha de crédito que tínhamos no BCP foi interrompida.
*- Depois houve mais alguma pressão política?*
- Sim. Entretanto tivemos propostas de investimentos angolanos, e quando tentámos que tudo se resolvesse, o BCP levantou problemas.
*- Travou o negócio?*
- Quando os angolanos fizeram uma proposta, dificultaram. Inclusive
perguntaram o que é que nós quatro - eu, José António Lima, Mário Ramirez e Vítor Rainho - queríamos para deixar a direcção. E é quando a nossa advogada, Paula Teixeira da Cruz, ameaça fazer uma queixa à CMVM, porque achava que já havia uma pressão por parte do banco que era totalmente ilegítima.
*- E as pressões acabaram?*
- Não. Aí eles passaram a fazer pressão ao outro sócio, que era o José Paulo Fernandes. E ainda ao Joaquim Coimbra. Não falimos por um milagre. E, finalmente, quando os angolanos fizeram uma proposta irrecusável e encostaram o BCP à parede, eles desistiram.
*- Foi um processo longo...*
- Foi um processo que se prolongou por três ou quatro meses. O BCP, quase ironicamente, perguntava: "Então como é que tiveram dinheiro para pagar os
salários?" Eles quase que tinham vontade que entrássemos em ruptura financeira. Na altura quem tinha o dossiê do 'Sol' era o Armando Vara, e nós tínhamos a noção de que ele estava em contacto com o primeiro-ministro.
Portanto, eram ordens directas.
*- Do primeiro-ministro?*
- Não temos dúvida. Aliás, neste processo 'Face Oculta' deve haver conversas entre alguns dos nossos sócios, designadamente entre Joaquim Coimbra e Armando Vara.
*- Houve então uma tentativa de ataque à liberdade de imprensa?*
- Houve uma tentativa óbvia de estrangulamento financeiro. Repare-se que a Controlinveste tem uma grande dívida do BCP, e portanto aí o controlo é fácil. À TVI sabemos o que aconteceu e ao 'Diário Económico' quando foi comprado pela Ongoing - houve uma mudança de orientação. Há de facto uma estratégia do Governo no sentido de condicionar a informação. Já não é especulação, é puramente objectiva. E no processo 'Face Oculta', tanto
quanto sabemos, as conversas entre o engº Sócrates e Vara são bastante
elucidativas sobre disso.
*- Os partidos já reagiram e a ERC vai ter de se pronunciar. Qual é a sua
posição?*
- Estou disponível para colaborar."

Sem comentarios...
TOCA A IR COMPRAR O SOL QUE BEM MERECE !


------------------------------

Mentiroso

Armando Vara demonstrou ontem publicamente para todo o país a sua vocação de Pinóquio e os seus inegáveis talentos de inventor.

Então aquela do encontro fortuito com o "Sôr" Godinho por que não dava (??) com o endereço da EDP; não havia pessoas na rua a quem perguntar????? Nada mais normal do que entrar no Banco e pedir para ser recebido pelo Sr. Administrador para este lhe vir indicar o caminho e a porta da EDP ... Pois.

E mentiu descaradamente quando negou que no BCP tinha poder de decisão de crédito: esse poder era todo seu, porque era seu o pelouro das grandes empresas, e da iniciativa de concessão / redução do crédito ás empresas.

A história do simplório de Vinhais que subiu a pulso e numa carreira de sucesso não convence ninguém. Esperteza saloia, amiguismo e partidarite aguda, isso sim!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Mudam-se os tempos...

Há dois meses, num país cujo nome não vou para já referir, havia um Primeiro-Ministro que defendia com unhas e dentes as políticas do Governo que dirigia, nomeadamente na Educação e na Agricultura.
Houve eleições, manteve-se o PM mas mudaram os Ministros da Agricultura e da Educação, entre outros.
Começaram a governar e eis que a nova Ministra da Educação manda para o esgoto a política da sua antecessora e o Ministro da Agricultura diz que vai ser ponto de honra do seu Ministério o pagamento a tempo e horas aos agricultores dos subsídios a que estes têm direito, ao invés do que fez o seu antecessor, que não só não pagava, como dizia que não devia nada.
E o PM, o que faz?
Nada, rigorosamente nada.
É caso para perguntar se o PM concordava com os ministros anteriores qual o motivo pelo qual deixa os actuais fazer o oposto do que se fazia há dois meses, ou se concorda com os actuais, qual o motivo pelo qual deixou os anteriores asnear tanto?
Parece uma história surreal mas não é.
O País em questão chama-se Portugal.
E nós temos de aturar isto.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

8.4%

Já passaram algumas horas desde o anúncio feito pelo Governo para o novo valor do défice - 8.4% segundo o que ouvi.
Espanta-me que o confrade supremo dos valores certos - Vitor Constâncio, pois quem haveria de ser - ainda não tenha vindo corrigir o valor e dizer que o valor correcto é 8,37% ou 8, 42%.
Há uns anos atrás não se coibiu a fazê-lo.
Agora não.
Será que as funções que desempenha - as mesmas - sofreram alguma alteração funcional?

As Escutas

Esta novela das escutas, que tem como actores o Juiz do processo, o Procurador-Geral da República, o Presidente do Supremo Tribunal e agora o Vice-Presidente do Conselho Superior de Magistratura, faz-me lembrar uma equipa de futebol, muito nervosa, em que o que os jogadores querem é verem-se livres da bola.
Como se diz em futebolês, a bola até parece que queima.
Com as escutas da face oculta, sucede o mesmo... até queimam!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O Governador do desgoverno

Mais uma vez o Governador, não o Civil mas o do Banco de Portugal, falou.
E, mais uma vez, para não variar, disse asneira.
Está correcto que estamos em crise, está correcto que temos de fazer sacrifícios. Todos estamos de acordo.
Agora quando o cavalheiro se refere a aumentos de salários, talvez fosse melhor fazê-lo apenas no que respeita à chafarica que lhe pagam para dirigir mas que, aparentemente, não o faz.
E quando vem falar de aumento de impostos, deve estar a relembrar os seus tempos em que fazia parte do Governo.
Surpreendente mesmo é o facto de não referir, nem por uma vez, que a despesa pública tem de diminuir, muito, e que o Estado, no seu todo, tem de procurar ser eficiente e fazer as poupanças por essa via, acabando de vez com o desperdício que todos nós, todos os dias, vemos quando contactamos com serviços públicos.
Se fosse esse o discurso de alguém com as responsabilidades de Vitor Constâncio, certamente que todos estariam de acordo com ele. Da forma como o faz, só o PS aplaude. E Portugal vai muito além dos interesses socialistas.
Esperemos que o BCE o chame para um belo tacho em Frankfurt e que alguém competente o substitua por cá.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Governador Civil

A confirmar-se a notícia da nomeação do ex-presidente da Câmara de Espinho para Governador Civil de Aveiro, temos mais uma demonstração clara do desrespeito do Governo pelas Comunidades Intermunicipais.
Se o Distrito de Aveiro é composto por 19 concelhos, dos quais 11 fazem parte da CIRA, faz algum sentido nomear para Governador Civil alguém que, enquanto Presidente da Câmara de Espinho, sempre esteve ligado à Área Metropolitana do Porto?
A única justificação que vejo para o facto é a necessidade de arranjar um lugar para um amigo que inesperadamente ficou desempregado.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Tema actual

O que dirão todos aqueles que são a favor do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo e que alegam que tal proposta não tem que ser referendada pois faz parte do programa de alguns partidos que teêm maioria no Parlamento, se, na próxima legislatura, as eleições forem ganhas por partidos que tenham no seu programa a revogação da dita lei (caso ela seja aprovada) e cumpram com o seu programa?
Palavra que gostava de assistir a uma argumentação assim.

domingo, 15 de novembro de 2009

Useful or Beautiful



"Have nothing in your house that you do not know to be useful, or believe do be beautiful."


- William Morris

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Bolsa de Valores

Sempre que se passa algo com um clube de futebol (contratação de novos treinadores por confirmar), a Bolsa suspende de imediato a cotação das acções desse clube no mercado.
Mas, recentemente, passaram-se vários dias a especular se o vice-presidente de um banco cotado em bolsa iria ou não demitir-se e, posteriormente, se o pedido de suspensão de funções que entretanto pediu, seria ou não aceite pelo banco.
Aqui a Bolsa não fez nada.
Pelos vez, para a Bolsa, deve ser mais normal um responsável de uma das principais empresas nacionais andar, presumivelmente, metido em alhadas, do que um clube mudar de treinador.
Eles lá saberão!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

SILÊNCIOS CÚMPLICES ... DE TODOS

Transcrevo o artigo corajoso e muito certeiro de Mário Crespo.

Os intocáveis

00h30m

O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.

Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.

O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (...)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.

Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.

MÁRIO CRESPO


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Velha História

Hoje em entrevista com Mário Crespo, sobre um ano de governação de Obama, Jaime Nogueira Pinto recomendou a leitura da 1ª Carta de Inglaterra de Eça de Queiroz sobre o Afeganistão. Vale a Pena!... Como ele próprio diz no início da sua carta:
«A história é uma velhota que se repete sem cessar.»

http://figaro.fis.uc.pt/queiros/obras/Londres/Cartas_Inglaterra20070619.html

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Umas férias diferentes

Um programa imperdível para quem anda a sentir falta de espaço...

A company behind plans to open the first hotel in space says it is on target to accept its first paying guests in 2012 despite critics questioning the investment and time frame for the multi-billion dollar project.
The Barcelona-based architects of The Galactic Suite Space Resort say it will cost 3 million euro (£2.6 million) for a three-night stay at the hotel, with this price including an eight-week training course on a tropical island.
During their stay, guests would see the sun rise 15 times a day and travel around the world every 80 minutes. They would wear velcro suits so they can crawl around their pod rooms by sticking themselves to the walls like Spiderman.
Galactic Suite Ltd's CEO Xavier Claramunt, a former aerospace engineer, said the project will put his company (www.galacticsuite.com) at the forefront of an infant industry with a huge future ahead of it, and forecast space travel will become common in the future.
"It's very normal to think that your children, possibly within 15 years, could spend a weekend in space," he told Reuters Television.
A nascent space tourism industry is beginning to take shape with construction underway in New Mexico of Spaceport America, the world's first facility built specifically for space-bound commercial customers and fee-paying passengers.
British tycoon Richard Branson's space tours firm, Virgin Galactic, will use the facility to propel tourists into suborbital space at a cost of $200,000 (£123,000) a ride.
Galactic Suite Ltd, set up in 2007, hopes to start its project with a single pod in orbit 450 km (280 miles) above the earth, traveling at 30,000 km per hour, with the capacity to hold four guests and two astronaut-pilots.
It will take a day and a half to reach the pod - which Claramunt compared to a mountain retreat, with no staff to greet the traveler.
"When the passengers arrive in the rocket, they will join it for 3 days, rocket and capsule. With this we create in the tourist a confidence that he hasn't been abandoned. After 3 days the passenger returns to the transport rocket and returns to earth," he said.
More than 200 people have expressed an interest in traveling to the space hotel and at least 43 people have already reserved.
The numbers are similar for Virgin Galactic with 300 people already paid or signed up for the trip but unlike Branson, Galactic Suite say they will use Russian rockets to transport their guests into space from a spaceport to be built on an island in the Caribbean.
But critics have questioned the project, saying the time frame is unreasonable and also where the money is coming from to finance the project.
Claramunt said an anonymous billionaire space enthusiast has granted $3 billion (£1.8 billion) to finance the project.

domingo, 1 de novembro de 2009

Preguiça Ocidental...

 
Being Lazy for doing too much
 
"There are different species of laziness: Eastern and Western.
The Eastern style is like the one practised in India. It consists of hanging out all day in the sun, doing nothing, avoiding any kind of work or useful activity, drinking cups of tea, listening to Hindi film music blaring on the radio, and gossiping with friends.
Western laziness is quite different. It consists of cramming our lives with compulsive activity, so there is no time at all to confront the real issues. This form of laziness lies in our failure to choose worthwhile applications for our energy."

– Sogyal Rinpiche

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O fim da crise

Em Agosto, entusiasmado pelos dados do INE que indicavam um crescimento do PIB, e também entusiasmado pela pré-campanha eleitoral que então se vivia, José Sócrates proclamava alto e bom som que para Portugal aqueles dados significavam "o princípio do fim da crise".
Hoje o INE publica dados da produção industrial referente a Setembro, ou seja, imediatamente após o princípio do fim da crise.
Surpresa, face às afirmações de Sócrates, o resultado é negativo. E com um quebra de 2% relativamente a Agosto. E o 3º trimestre tem uma quebra de 1.8% relativamente ao 2º.
Vamos aguardar os comentários do Primeiro-Ministro que terá certamente, face a estes dados, algo para explicar aos Portugueses.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Vacina (III)

Dizia hoje o deputado João Semedo (BE), médico de profissão, que os 14 deputados do BE, num total de 16, que decidiram ser vacinados deram mostras do seu grande sentido de responsabilidade ao terem tomado tal decisão, pois o País não pode parar por causa de uma (eventual) pandemia e os deputados são fundamentais para que o País não pare.
Será que o senhor deputado não sabe que todos os não eleitos são suplentes dos que foram eleitos?
Longe de mim desejar que uma pandemia se abata sobre o grupo parlamentar do BE - uma afonia, de vez em quando já era suficiente para não se ouvirem os disparates que de lá saem - mas, com o número de deputados eleitos e a sua dispersão distrital, teria de ser mesmo uma calamidade a atingir aquele partido para que perdesse completamente a sua representatividade parlamentar.

Vacina (II)

A não ser por uma razão de manifesta incapacidade produtiva, da qual ainda não ouvi falar, será que alguém me consegue explicar qual o motivo pelo qual o Estado proibiu a venda da vacina contra a gripe H1 N1 nas farmácias, ao contrário do que acontece com a vacina da gripe sazonal?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Em Português (não) nos entendemos

Ouvi esta tarde na Antena 1 uma notícia em que a jornalista dizia:
"Foi adiada a aprovação do Tratado de Lisboa porque o Tribunal Constitucional Checo ainda não procedeu à sua rectificação."
Duas notas sobre esta frase.
A jornalista em questão ignora olimpicamente que o Tribunal Constitucional de um país não pode fazer rectificações ao Tratado de Lisboa.
A jornalista desconhece a diferença entre rectificação e ratificação.
Vindo de uma estação de rádio que até utiliza um manual que ensina aos seus jornalistas a forma de pronunciar algumas palavras também não está mal. Talvez não seja pior, além deste manual, oferecerem também um dicionário de sinónimos e umas revistas com problemas de palavras cruzadas para eles aprenderem alguma coisa.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Warren Buffett


Mais uma vez, Warre Buffett surpreende. O segundo homem mais rico do mundo destaca-se pela sua irreverência e pelo seu modo de estar na vida. Nada em Buffett, ou quase nada, se liga aos estéreotipos do dinheiro e do poder. Ainda bem que existem homens assim! A entrevista pode e deve ser lida aqui.

sábado, 24 de outubro de 2009

Vacina

Ficámos a saber que a vacina para a gripe H1N1 a ser usada em Portugal se chama Pandemrix.
Com um nome assim, até parece algo saído do caldeirão do Panoramix.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Espanha e Portugal

A propósito da candidatura conjunta ao Mundial de 2018, tem-se falado sobre o que une portugueses e espanhóis.
Mas há certamente muito mais diferenças do que semelhanças.
Uma das diferenças passa pela exaltação dos símbolos de cultura populares que os espanhóis sempre fizeram e que os portugueses só agora e timidamente, começam a fazer com o fado.
Recebi via mail o link para este concerto sinfónico com castanholas:



Isto para não falar no universalmente conhecido Concerto de Aranjuez.



Será que há algo do género com guitarra portuguesa ou cavaquinho?
Ou, como tive oportunidade de assistir numa discoteca em Madrid em que, após algumas músicas da moda, aparecia em palco um grupo de bailarinos de "Sevilhanas", dançavam 2 ou 3 músicas e toda a malta da discoteca acompanhava. Imaginam um vira ou um corridinho numa discoteca in em Portugal?

Serviço Público exemplar

A RTP transmitiu esta noite o jogo do FC Porto na Liga dos Campeões. Bem, pois trata-se do campeão português de futebol a jogar na principal taça europeia.
Ao longo do jogo ouvi, por mais de uma vez, o comentador a dizer que o jogo estava também a ser transmitido em alta definição no canal 12 da Zon.
Não sendo cliente da Zon mas sim de um concorrente, pago a mesma taxa audiovisual que os clientes da Zon.
Se a RTP presta um serviço público, haverá alguma razão que explique qual o motivo pelo qual apenas um operador de televisão por cabo tem acesso à programação em alta definição? E sendo a RTP tão cuidadosa, e bem, quanto a referências publicitárias, não será publicidade encapotada o comentador de serviço se referir à Zon por várias vezes?
Vou enviar esta mensagem ao provedor da RTP, pode ser que ele tenha alguma explicação para o caso.
Se houver, colocá-la-ei aqui.

Separadas á nascença?




Para reflectir...

Publicado hoje no DN:
Não há memória de tal acontecer, desde que há Presidentes da República eleitos (1976) e desde que há sondagens. A popularidade do actual inquilino do Palácio de Belém é negativa. Pelo menos acreditando numa sondagem da Aximage ontem publicada no Jornal de Negócios. Diz aquele estudo de opinião, efectuado na semana passada (entre 12 e 16 de Outubro), através de 600 entrevistas efectivas, que, numa avaliação de 0 a 20, o Presidente da República recebeu 9,6 (nota negativa, portanto). Pior do que Paulo Portas (12,3), Sócrates (12,1), Jerónimo de Sousa (11,5) e Louçã (11,4) e apenas melhor do que Manuela Ferreira Leite (6,0). A sondagem diz que ainda 42,4% dos inquiridos acham que o PR tem actual "mal". E 15,9% "assim-assim". 35,5% consideram que tem actuado "bem". Ninguém se lembra de quando um PR foi impopular.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Saramogo


A partir de Penafiel, onde decorreu domingo o lançamento mundial do seu livro, o Nobel da Literatura de 1998 referiu-se à Bíblia como "um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana". O Corão "é a mesma coisa", segundo o escritor: "Imaginar que Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redactores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos."
O demagogo Saramago, ou Saramogo, emerge periodicamente de Lanzarote para vociferar a sua existência para, sem olhar a meios, evitar o expectável olvido dos mediocres.
Misturadas com as relevantes notícias dos grandes da nossa cultura, como Paula Rego ou Eduardo Lourenço, surgem a espaços as lamentáveis atoardas de Saramogo.
As ofensas rasteiras a todos os crentes não são sequer novas ou originais, são um sinal da confragedora pobreza de ideias originais para este tipo de golpe publicitário barato. Antes foi o ataque a Portugal com a defesa da sua anexação por Espanha, e antes deste muitos outros disparates e ofensas que alguns tendem a aceitar ou desculpar à sombra de um Nobel imerecido.
Com alguns livros formalmente bem elaborados, o censor do PREC alcandorou-se á categoria de intocável, ao olimpo dos grandes criadores a quem tudo se permite.
Não é assim. Saramogo é mais uma anedota de mau gosto, uma voz ranhosante, um provocador barato, um homem que luta por uma, tão desfocada quanto inflacionada, ideia de si próprio. De quando em quando, tem de gritar alarvidades para se fazer lembrar, para iludir a sua irrelevância.

Pénible...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Gravata

Ao ver esta galeria (foto retirada da Visão) de notáveis líderes chineses, resta-me a esperança de ver, daqui por uns longos anos, a malta do Bloco a usar gravata.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Palavras

Desafiado por um comentário ao meu anterior post, gostava de partilhar com que por aqui vai passando a minha opinião sobre as recentes afirmações de Ulisses Manuel, Presidente da concelhia do PSD e, a partir de amanhã, Deputado no Parlamento Português.
Obviamente que as palavras usadas, ou pelo menos as que foram transcritas pela imprensa, merecem repúdio. Não me parece que seja uma forma correcta de tratamento a quem quer que seja.
Mas também não podemos olhar apenas para o que foi dito pelo Ulisses Manuel.
Quem lê o Margem Esquerda vê por lá muitas vezes comentários de leitores que são insultuosos para aqueles a quem se dirigem, comentários esses que, na maior parte dos casos, são escritos sob a capa do anonimato.
Lê-se no Margem Esquerda, na zona dos comentários o seguinte (sublinhado meu):
"O Margem Esquerda não é responsável pelos comentários exibidos e a sua publicação não significa que concordemos com as opiniões emitidas. Removeremos, a pedido, qualquer comentário anónimo que seja considerado insultuoso desde que tal nos seja solicitado. Os comentários cujos autores estão devidamente identificados não serão censurados. Mas se está a pensar em difamar anonimamente pessoas ou grupos e assim prejudicar a utilização deste espaço (que se pretende polémico mas leal) ... não se dê ao trabalho. Se desejar que os seus comentários não passem pelo "crivo da censura" e, ao mesmo tempo, manter o anonimato junto dos outros leitores, deve criar um pseudónimo e identificar-se para raulventuramartins@gmail.com. A sua identidade não será divulgada. Raul Martins"
Ora se Raul Martins escreve isto e depois publica os comentários, não só não está a ser coerente com aquilo que afirma como, provavelmente e também de acordo com espírito do seu texto, conhecerá os autores dos comentários publicados sobre a capa do anonimato.
Ou seja, como diz o povo, com uma atitude destas, pôs-se a jeito para ouvir o que ouviu.
Em resumo, ambos estão mal na sua forma de actuar.
E nenhum deles prestigia os respectivos partidos nem Aveiro, pois ambos são presidentes das respectivas concelhias e deviam ter um comportamento mais elevado, de acordo com os cargos que ocupam.
Para mim, nada disto é política. Em política temos muitas vezes opiniões diferentes, podemos discutir sobre elas, mas devemos respeitar os nossos opositores. E nem Ulisses Manuel nem Raul Martins o fizeram.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Seu Jorge

É com algum atraso, mas com absoluta justiça, que aqui deixo umas linhas sobre o concerto do Seu Jorge no Coliseu do Porto.
Seu Jorge é um ser fascinante; eclético, mas coerente; inteligente, mas humilde; brilhante, mas próximo.
Foram 3 horas, sim 3 horas, de concerto. Uma hora de funk/rock/samba moderno contagiante, uma hora de "voz e violão" arrepiante e uma hora de samba puro de abanar o Coliseu!
A sala esgotada respondeu ao rubro. Foi uma noite memorável!

Esteve a chover muito

Esteve a chover muito. Mas foi no início da semana passada. E foi longe de Aveiro.
É o que se depreende do tempo que o caudal de cheia demorou a chegar cá.
Por isso é que a Margem Esquerda deixou de dar notícias.
Desde Domingo.
Vamos esperar que as águas baixem para saber o que se terá passado daquele lado.