Há uns dias atrás manifestei aqui a minha surpresa com uma fotografia recebida por mail. Não sei se foi apenas o Enguia que divulgou o assunto ou se mais alguém o fez.
Acontece que ontem o assunto chegou ao Parlamento.
E isto prova que a blogosfera ajuda (e muito) quem tem que fazer oposição ou quem tem que governar.
Qualquer dia temos que começar a pedir umas ajudas de custo...
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Quando a Enguia se antecipa ao Parlamento
terça-feira, 16 de junho de 2009
O Porto é uma naçãoee...

Pois é abriu ontem, aqui no Porto, o SEALIFE. Uma espécie de Oceanário, à nossa medida. É que nós também temos direito de "atirar migalhas ao peixes."
São estas pequenas coisas que tornam a nossa cidade um local aprazível, digno das cidades cosmopolitas. O Porto é minha cidade de adopção e, cada vez mais, gosto de viver aqui. Ainda não consigo vibrar com as vitórias do Dragão, mas adoro percorrer a Foz, a Baixa e a Ribeira e descobrir, por trás da aparente rudeza, uma cidade de pequenos encantos, acolhedora e verdadeira.
Entretanto, os tripeiros, esperam com ansiedade pela grande noite em que o céu fica coberto de pontos luminosos que dançam entre as estrelas. É o nosso S. Joãoee..! CA...!
E BIBA o PORTO.
Diário da República
Tem sido feito um esforço pelos diversos governos em desmaterializar alguns elementos que sempre nos habituámos a ver em papel.
É o caso do Diário da República, cuja consulta e acesso grátis e universal através da internet são de realçar.
No entanto, alguém se terá esquecido de um pequeno pormenor.
Se, numa edição em papel, podia fazer sentido a disposição tradicional do DR em 2 colunas, agora, na versão electrónica, esse layout não faz qualquer sentido, só contribuindo para dificultar a sua leitura.
É pois necessária a criação de uma comissão de sábios, com o pagamento das respectivas ajudas de custo e demais mordomias, para que estudem de um modo aprofundado o novo layout para o DR do século XXI.
Os leitores agradecem.
É o caso do Diário da República, cuja consulta e acesso grátis e universal através da internet são de realçar.
No entanto, alguém se terá esquecido de um pequeno pormenor.
Se, numa edição em papel, podia fazer sentido a disposição tradicional do DR em 2 colunas, agora, na versão electrónica, esse layout não faz qualquer sentido, só contribuindo para dificultar a sua leitura.
É pois necessária a criação de uma comissão de sábios, com o pagamento das respectivas ajudas de custo e demais mordomias, para que estudem de um modo aprofundado o novo layout para o DR do século XXI.
Os leitores agradecem.
Irão
Os numeros da tragédia

Há alturas da vida em que detesto ter razão, esta é uma delas. Sempre acusei os abortistas victoriosos de pactuarem com o negócio da morte, de contribuirem para o aumento anunciado do flagelo do aborto. Fui na altura chamado radical, comparado aos pro-lifers mais absolutos dos Estados Unidos, os que atacam à bomba clinicas de aborto. Não advogo a violência como forma de terminar outra violência, mas, sim, sou radical na defesa da vida, aqui não há meios termos.
Os numeros divulgados ontem pela Lusa devem cobrir o país de vergonha e de culpa. Não vale assobiar para o lado. 25% de aumento do numero de abortos este ano em Portugal. É verdade, o aborto, depois de livre, não cessa de aumentar. Os abortistas sabiam que assim seria, mas mentiram sem pudor nem moral.
Onde são feitos a maioria destes abortos? Na Clinica dos Arcos. Clinica da morte privada, mega negócio que recebe os abortos enviados pelos hospitais públicos, pagos com o nosso dinheiro. Mais uma vez, infelizmente, tivemos razão quando denunciamos este negócio macabro. Mais uma vez, os abortistas compactuaram, esconderam e mentiram.
Mais 25%. Um aumento trágico que ensombraria a consciência dos defensores do aborto, se a tivessem...
segunda-feira, 15 de junho de 2009
AC, DC e VC
Parece que estamos a entrar numa nova era histórica.
Tivemos AC, estamos em DC e temos VC.
VC é um caso de estudo.
A instituição que dirige (BdP) não utiliza listas telefónicas. Por isso o Banco Insular teve uma delegação em Lisboa, com morada física e número de telefone atribuído, mas o BdP não sabia de nada.
Hoje tivemos outra saída de antologia.
A recusa em divulgar a ligação de um nome a um cargo, alegando sigilo profissional, quando essa informação está disponível na internet.
Isto para não falar da forma despropositada e mal-educada com que trata quem o interpela, principalmente quando se tratam dos deputados da nação, eleitos, ao contrário de VC que foi nomeado.
Será que não há alguém que diga a este senhor que a sua permanência como governador do BdP já ultrapassou o prazo de validade?
Tivemos AC, estamos em DC e temos VC.
VC é um caso de estudo.
A instituição que dirige (BdP) não utiliza listas telefónicas. Por isso o Banco Insular teve uma delegação em Lisboa, com morada física e número de telefone atribuído, mas o BdP não sabia de nada.
Hoje tivemos outra saída de antologia.
A recusa em divulgar a ligação de um nome a um cargo, alegando sigilo profissional, quando essa informação está disponível na internet.
Isto para não falar da forma despropositada e mal-educada com que trata quem o interpela, principalmente quando se tratam dos deputados da nação, eleitos, ao contrário de VC que foi nomeado.
Será que não há alguém que diga a este senhor que a sua permanência como governador do BdP já ultrapassou o prazo de validade?
domingo, 14 de junho de 2009
Será possível?
Recebi esta imagem via mail, indicando que se trata do posto da GNR de Armação de Pera.A ser verdade e não se tratando de nenhuma fotomontagem, ficamos a saber que uma empresa de segurança privada é a responsável pela vigilância das instalações de uma força policial.
Isto faz algum sentido?
Será que não teria sido possível o MAI comprar e instalar câmaras de video e fazer a vigilância dentro do posto?
Se alguém souber o porquê deste sem nexo, agradeço que elucide.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
OBSCENIDADES!
D. Dolores "Ronalda" bem pode ostentar o sorrizinho maroto.
Eu continuo a achar uma verdadeira obscenidade, nos tempos que correm ou em quaisquer outros!
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Mais de 7 meses para ganhar coragem ....

Teixeira dos Santos demorou mais de 7 meses a perder o medo de vir dizer que o Governo não garante o dinheiro dos clientes do BPP.
"No nosso entendimento estes produtos financeiros de retorno absoluto não são depósitos. Resultam de contratos de gestão de património celebrados entre os clientes e o banco", afirmou Teixeira dos Santos na conferência de imprensa do conselho de ministos.
"Se a garantia foi dada pelo banco essa é uma resposta do banco e os clientes devem reclamar e exigir no banco e não aos contribuintes", disse.
"Não ignoro que há um conjunto de clientes que se sentirá enganado e vê em risco o seu interesse patrimonial", contudo, "não compete ao Estado cobrir eventuais perdas que resultem destas aplicações", acrescentou.
E eram precisos mais de 7 meses para isto?
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Zero Zero
É a nova imagem de marca da era queiroziana, futebolisticamente falando.
DIA DE PORTUGAL

Como Ulisses te busco e desespero
Como Ulisses te busco e desespero
como Ulisses confio e desconfio
e como para o mar se vai um rio
para ti vou. Só não me canta Homero.
Mas como Ulisses passo mil perigos
escuto a sereia e a custo me sustenho
e embora tenha tudo nada tenho
que em te não tendo tudo são castigos.
Só não me canta Homero. Mas como U-
lisses vou com meu canto como um barco
ouvindo o teu chamar -- Pátria Sereia
Penélope que não te rendes -- tu
que esperas a tecer um tempo ideia
que de novo o teu povo empunhe o arco
como Ulisses por ti nesta Odisseia.
Manuel Alegre
Waiting for the sun
Estou de partida, como milhares de tugas, cheio de esperança. Nada melhor para ilustrar o sentimento presente do que esta recordação dos Doors... C u next sunday!
Sinais da crise

Foto retirada daqui http://carscoop.blogspot.com/2009/06/aston-martin-rapide-production-model.html
É um sinal que vivemos em crise quando as empresas se preparam rapidamente para o pós-crise.
Como acontece com a Aston Martin e o seu novo carro, Rapide, dirigido às famílias apressadas.
terça-feira, 9 de junho de 2009
De Felipão a Felipinho
Do Brasil, campeão do Mundo a Portugal, vice-campeão europeu.
De Portugal ao Chelsea, colosso anglo-russo do futebol europeu.
E, segundo esta notícia d'A Bola, após Londres segue-se o Uzbequistão!
Com o devido respeito ao Cascalheira de Baixo Futebol Clube, qualquer dia o Felipinho está-lhes a bater à porta a pedir para treinar a sua equipa de amadores...
De Portugal ao Chelsea, colosso anglo-russo do futebol europeu.
E, segundo esta notícia d'A Bola, após Londres segue-se o Uzbequistão!
Com o devido respeito ao Cascalheira de Baixo Futebol Clube, qualquer dia o Felipinho está-lhes a bater à porta a pedir para treinar a sua equipa de amadores...
Credibilidade .... do Estado Português
«A imagem mediática que hoje passa em torno da situação do BPP tem implicações e consequências que vão muito para além das meras causas da situação de aparente insolvência do banco. Sobretudo, porque o que começa a passar para a opinião internacional tem muito mais a ver com a forma como o Estado Português lida com uma crise bancária do que com os problemas do banco em causa.
Entendo que o Estado lidou bem como problema da falha de pagamentos do BPP. Não o deixou cair em falha perante os credores internacionais, evitando-se assim um problema de credibilidade do nosso sistema bancário. Não o nacionalizou, e bem, porque a falência desta instituição não acarreta risco sistémico. A situação que agora se vive em tomo dos clientes do banco é, contudo, algo difícil de entender. Após a Intervenção do Estado esperar-se-ia que os depósitos fossem honrados, dentro do mecanismo do Fundo de Garantia de Depósitos. Também se esperava que o Estado não garantisse aplicações em fundos de investimento mobiliário ou em veículos extrapatrimoniais. Os contribuintes não têm de garantir tais produtos aos clientes do BPP, assim como não os garantem a mais ninguém. A questão complexa neste caso é a dos produtos com capital garantido. Aos clientes, supostamente sofisticados, competia, aquando da subscrição destes produtos questionar-se sobre se o banco teria capitais próprios suficientes para garantir os reembolsos. Às autoridades, neste caso, incumbe determinar se tal garantia de reembolso é, ou não, equiparável a um depósito (algo que pessoalmente me repugna). Se o for, aplique-se a garantia nos termos previstos. Se o não for, tal reembolso deve concorrer á massa falida com os restantes créditos com igual nível de subordinação. No limite, que seja criado um fundo especial com o património remanescente, sem que o capital fique assegurado.
O que considero inaceitável é a exigência de que a ganância estúpida de uns seja recompensada com o dinheiro dos outros, contribuintes, que foram mais cuidadosos na gestão dos respectivos riscos.
A imagem do ministro das Finanças enfrentando os clientes do banco passou uma imagem mista: se por um lado mostrou coragem, por outro, foi desastrosa ao dizer-lhes que peçam responsabilidades à administração anterior. Isto, porque há muito que passámos essa fase, sendo um dado adquirido que essa administração terá de ser responsabilizada pelos seus actos. Agora, o que se exigia às autoridades portuguesas era firmeza e determinação. Muito tempo passou desde que a instituição foi intervencionada sem que uma solução definitiva tenha sido adoptada.
A imagem do ministro das Finanças enfrentando os clientes do banco passou uma imagem mista: se por um lado mostrou coragem, por outro, foi desastrosa ao dizer-lhes que peçam responsabilidades à administração anterior. Isto, porque há muito que passámos essa fase, sendo um dado adquirido que essa administração terá de ser responsabilizada pelos seus actos. Agora, o que se exigia às autoridades portuguesas era firmeza e determinação. Muito tempo passou desde que a instituição foi intervencionada sem que uma solução definitiva tenha sido adoptada.
O Estado passa uma imagem de desarticulação e de incapacidade de assumir uma posição. Às praças financeiras internacionais a mensagem que chega é a de um Estado incapaz de gerir uma pequena crise bancária, o que põe em causa a credibilidade do sistema financeiro português..»
in Diário Económico 09/06/2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Breves sobre as eleições europeias

José Sócrates perdeu estrondosamente - ainda bem - não só porque escolheu um péssimo candidato, mas sobretudo porque os eleitores decidiram gritar o rei Sócrates vai nu - leia-se, castigar as políticas do seu Governo.
O PSD obteve uma merecida vitória que o reconduz a alternativa de Governo. Ontem Manuela Ferreira Leite colheu os frutos da sua determinação, da sua vontade férrea, e da sua resiliência. Colheu ainda o louvor de uma aposta acertada em Paulo Rangel. (Sim, sim, digam o que disserem, o gordinho tem muito jeito, e conquista a simpatia geral).
O CDS-PP sobreviveu - gloriosamente - á morte anunciada em coro pelas sondagens. Incrível a tentativa de assassinato estatistico deste partido, infundindo antecipadamente nos eleitores a convicção do seu aniquilamento! Depois de ontem, não restam dúvidas de que estas empresas de sondagens deviam ser penalizadas com multas pecuniárias pesadas na proporção directa do desvio verificado. Para aprenderem!!
Preocupante: o peso da extrema esquerda - BE mais PCP perfazem 20% do eleitorado.
O melhor de tudo: Sócrates pode perder as legislativas.
Fim de ciclo
Ao contrário do que possam pensar ao ler o título deste post, não vou escrever sobre o adeus a mais um treinador no Benfica. Já são tantos que marcham antes do fim do contrato que não é por terem dado um kick no quique que vou gastar mais palavras com o tema.
Hoje, quem se despede do blog é o tá porreiro pá!
Em primeiro lugar em respeito ao autor da frase que inspirou este pseudónimo. Desde ontem à noite que as coisas não estão porreiras ali para os lados do Largo do Rato em Lisboa.
Em segundo lugar, porque entendo que após dezassete meses de um segredo mal guardado, não fará sentido continuar com ele.
Quando me convidaram para colaborar no Enguia Fresca, entendi que devia usar um pseudónimo. Nunca o usei com o intuito de fugir às minhas responsabilidades caso algo que escrevesse pudesse ser ofensivo ou polémico. Aliás, se algum dos meus escritos foi incómodo ou ofensivo para alguém, peço desculpa, nunca foi essa a minha intenção.
Hoje, parece-me que não se justifica continuar assim.
A minha veia de escritor não é minimamente capaz de sustentar várias personalidades.
Naturalmente que vou continuar a colaborar no Enguia Fresca como o fiz até aqui, manifestando a minha concordância ou a minha discordância sobre aquilo que entender, quando entender e procurando dar a minha visão do que se vai passando à minha volta. Seja política, seja desporto, seja qualquer outro assunto sobre o qual me apeteça passar uns minutos à volta do teclado a bater um texto.
Aproveito para relembrar o que escrevi no meu primeiro post:
“Direi aquilo que me vai na alma sem preocupações de agradar a quem quer seja, mas com a convicção de que irei desagradar a alguns. E falarei de Aveiro, de enguias e de outras espécies escorregadias, do Beira-Mar e do Galitos, da música e dos restaurantes que me vão agradando, e daquilo que também me desagrada. E fico à espera das críticas e da polémica, pois isso é o combustível de qualquer blog.”
O estilo, naturalmente, continuará a ser o mesmo. A periodicidade também.
Jorge Greno
Hoje, quem se despede do blog é o tá porreiro pá!
Em primeiro lugar em respeito ao autor da frase que inspirou este pseudónimo. Desde ontem à noite que as coisas não estão porreiras ali para os lados do Largo do Rato em Lisboa.
Em segundo lugar, porque entendo que após dezassete meses de um segredo mal guardado, não fará sentido continuar com ele.
Quando me convidaram para colaborar no Enguia Fresca, entendi que devia usar um pseudónimo. Nunca o usei com o intuito de fugir às minhas responsabilidades caso algo que escrevesse pudesse ser ofensivo ou polémico. Aliás, se algum dos meus escritos foi incómodo ou ofensivo para alguém, peço desculpa, nunca foi essa a minha intenção.
Hoje, parece-me que não se justifica continuar assim.
A minha veia de escritor não é minimamente capaz de sustentar várias personalidades.
Naturalmente que vou continuar a colaborar no Enguia Fresca como o fiz até aqui, manifestando a minha concordância ou a minha discordância sobre aquilo que entender, quando entender e procurando dar a minha visão do que se vai passando à minha volta. Seja política, seja desporto, seja qualquer outro assunto sobre o qual me apeteça passar uns minutos à volta do teclado a bater um texto.
Aproveito para relembrar o que escrevi no meu primeiro post:
“Direi aquilo que me vai na alma sem preocupações de agradar a quem quer seja, mas com a convicção de que irei desagradar a alguns. E falarei de Aveiro, de enguias e de outras espécies escorregadias, do Beira-Mar e do Galitos, da música e dos restaurantes que me vão agradando, e daquilo que também me desagrada. E fico à espera das críticas e da polémica, pois isso é o combustível de qualquer blog.”
O estilo, naturalmente, continuará a ser o mesmo. A periodicidade também.
Jorge Greno
domingo, 7 de junho de 2009
Not so late in the evening sunday bluzzzz....
Em noite de grandes surpresas, aqui ficam uns inesperados blues. O berimbau a substituir a guitarra e Dinho Nascimento a fazer corar qualquer bluesman da America mais a norte...
Noite Europeia VI
Sócrates, Zapatero e Brown perderam pesadamente as eleições europeias. Os partidos de centro-direita no poder na Europa, com Merkel e Sarkozy à cabeça, aguentaram as maiorias que detinham, apesar da crise em curso. Hoje vivemos uma mudança inquívoca de ciclo, uma derrota estrondosa do socialismo e da esquerda na Europa.
Noite Europeia V
Enquanto Ferreira Leite discursa de rosto esfíngico, na sala os jotinhas não cessam de gritar: "Ninguem pára o Rangel, ninguem pára o Rangel, OH, OH OH"
Noite Europeia IV
Desnecessário e a dar tiques do "pior psd" o facto de Ferreira Leite entrar em directo em pleno discurso de Paulo Portas. Tem pouca espessura o papel de seriedade que vai represenatando...
Noite Europeia III
Reflexão: e se PSD e CDS juntos tiverem mais votos do que o PS coligado com outra força de esquerda?
Noite Europeia II

Sócrates igual a si próprio. A culpa foi de Vital e da crise. O governo só será julgado em outubro. Está porreiro pá!
Noite europeia I

As primeiras palavras da noite vão para o CDS e para Nuno Melo e Diogo Feyo. Parabéns a ambos. O resultado do CDS, against all odds, é uma prova de vida e de resistência a que não é alheio Paulo Portas. Vencendo sondagens tenebrosas, opinion makers funestos, imprensa agreste, o CDS mostrou a sua mais valia como partido sério no panorama político actual e útil ao futuro de Portugal.
Vale a pena ir buscar Mark Twain: "Os que anunciaram a minha morte, manifestamente, precipitaram-se!"
sábado, 6 de junho de 2009
Dia de Reflexão
Passar publicidade de cheques-dentista em dia de reflexão não é uma forma encapotada de fazer campanha eleitoral?
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Sites


Apesar da internet já não ser uma coisa nova, há empresas e entidades para quem a actualização dos seus sites, ou de alguns dos conteúdos neles incluídos, é tratada de uma forma displicente.
Deixo aqui dois (maus) exemplos, recolhidos há poucos minutos.
No site da Câmara de Aveiro, ao consultar a informação meteorológica, somos brindados com dados do dia 1 de Junho às 7h50m. São "apenas" 63 horas de atraso para uma informação que supostamente devia estar disponível na hora.
Mas ao saltar para o site do Porto de Aveiro na sua área de webcams, somos "esmagados" pela imagem disponível do Terminal Norte.
Datada de 16 de Abril de 2008, é um grande exemplo daquilo que não deve ser feito.
Será que não há quem verifique estas situações? Ou, se há, a quem interessa não fazer as actualizações?
Ficam as interrogações e a expectativa de rápidas correcções.
AC/DC
Mais uma brigada do reumático em Portugal, demostrando que deve haver por aí muitos e bons medicamentos para o reumático e as artroses.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Nem em Português, nem em Inglês Técnico
Pensei que o PSD ou o Diário IOL se tinham enganado.
Mas afinal é mesmo verdade.
Para o Partido Socialista Europeu, Português é uma língua desconhecida. Pudera, com um Secretário-Geral do PS Português tão bem falante em Inglês técnico e em Espanhol da raia, não há qualquer necessidade de traduzir o manifesto em Português.
É a falta de respeito que têm por nós.
Só há uma resposta a dar-lhes e é no Domingo. Não votem neles.
Mas afinal é mesmo verdade.
Para o Partido Socialista Europeu, Português é uma língua desconhecida. Pudera, com um Secretário-Geral do PS Português tão bem falante em Inglês técnico e em Espanhol da raia, não há qualquer necessidade de traduzir o manifesto em Português.
É a falta de respeito que têm por nós.
Só há uma resposta a dar-lhes e é no Domingo. Não votem neles.
Voo 447

A tragédia do voo da Air France deixou-nos a todos consternados. Para além da tragédia, há para lamentar o canibalismo jornalistico que a mesma gerou. Na falta do objecto da tragédia, a repetição ad nauseum de factos laterais é de um mau gosto macabro. A exploração da dor, a especulação, a gestão dos sentimentos, revelam o pior que o jornalismo tem para oferecer. Isto não é informar, é entretenimento sado-masoquista.
Ok, tuesday nite soundzzzz!
Muito bom mesmo este novo Shimmer and shine de Ben Harper. Ninguem se poderá queixar de falta de boa música este verão. Esta é perfeita para dias de praia condimentados. Enjoy!
Ciclistas e bicicletas
Tenho acompanhado com algum interesse algumas opiniões colocadas online no blog dos Amigos d'Avenida quanto à qualidade e quantidade das vias cicláveis em Aveiro.
Desde já manifesto o meu desconhecimento prático sobre a questão visto que, pela comodidade e com prejuízo para a saúde, costumo andar de carro na cidade.
Mas não deixo de contribuir com a minha opinião para a discussão. E contribuo com exemplos daquilo que vou vendo um pouco pelas cidades que conheço.
Parece-me que querer reduzir a zona central da cidade à Avenida, como local para poder pedalar é demasiado redutor. Porque será que para vir do Rossio à Estação, de bicicleta, é necessário subir toda a Avenida? Porque não vir pelo Canal de S.Roque (o piso é bom) e depois seguir pela Avenida da Força Aérea e Rua de Viseu até à Estação? É apenas um exemplo, mas certamente que se encontram mais.
Visito com alguma regularidade Bolonha. Na zona central da cidade, convivem "pacificamente" centenas de bicicletas, motas, automóveis e autocarros. Não há pistas cicláveis nem os passeios, pela sua configuração, permitem que se ande de bicicleta. O piso das ruas é, em grande parte, em paralelo. Não é por causa disso que as bicicletas não circulam.
Um exemplo diametralmente oposto é o de Londres. Onde se faz um grande esforço para substituir parte do transporte poluente pela circulação em bicicletas e cujo exemplo vem do próprio Presidente da Câmara.
Mas, apesar das ruas bem asfaltadas e do pouco trânsito, há sempre a possibilidade de acontecer um acidente estúpido. Basta ver estas imagens.
Face a estes exemplos, parece-me que o radicalismo que às vezes se empresta a algumas afirmações deve ser substituído pela mentalização das boas práticas de circulação, quer por parte dos automobilistas, mas também pelos ciclistas e pelos peões. Há espaço para todos e a mudança de mentalidades demora muitos anos.
Devemos trabalhar todos para partilhar o espaço que é de todos. E, aos poucos, certamente que cada vez mais serão os que vão optar pelos meios de transporte não poluentes. E eu talvez também alinhe nessa pedalada.
Desde já manifesto o meu desconhecimento prático sobre a questão visto que, pela comodidade e com prejuízo para a saúde, costumo andar de carro na cidade.
Mas não deixo de contribuir com a minha opinião para a discussão. E contribuo com exemplos daquilo que vou vendo um pouco pelas cidades que conheço.
Parece-me que querer reduzir a zona central da cidade à Avenida, como local para poder pedalar é demasiado redutor. Porque será que para vir do Rossio à Estação, de bicicleta, é necessário subir toda a Avenida? Porque não vir pelo Canal de S.Roque (o piso é bom) e depois seguir pela Avenida da Força Aérea e Rua de Viseu até à Estação? É apenas um exemplo, mas certamente que se encontram mais.
Visito com alguma regularidade Bolonha. Na zona central da cidade, convivem "pacificamente" centenas de bicicletas, motas, automóveis e autocarros. Não há pistas cicláveis nem os passeios, pela sua configuração, permitem que se ande de bicicleta. O piso das ruas é, em grande parte, em paralelo. Não é por causa disso que as bicicletas não circulam.
Um exemplo diametralmente oposto é o de Londres. Onde se faz um grande esforço para substituir parte do transporte poluente pela circulação em bicicletas e cujo exemplo vem do próprio Presidente da Câmara.
Mas, apesar das ruas bem asfaltadas e do pouco trânsito, há sempre a possibilidade de acontecer um acidente estúpido. Basta ver estas imagens.
Face a estes exemplos, parece-me que o radicalismo que às vezes se empresta a algumas afirmações deve ser substituído pela mentalização das boas práticas de circulação, quer por parte dos automobilistas, mas também pelos ciclistas e pelos peões. Há espaço para todos e a mudança de mentalidades demora muitos anos.
Devemos trabalhar todos para partilhar o espaço que é de todos. E, aos poucos, certamente que cada vez mais serão os que vão optar pelos meios de transporte não poluentes. E eu talvez também alinhe nessa pedalada.
Revelation
We make ourselves a place apart
Behind light words that tease and flout,
But oh, the agitated hear
Till someone really find us out.
'Tis pity if the case require
(Or so we say) that in the end
We speak the literal to inspire
The understanding of a friend.
But so with all, from babes that play
At hid-and-seek to God afar,
So all who hide too well away
Must speak and tell us where they are.
Robert Frost
Behind light words that tease and flout,
But oh, the agitated hear
Till someone really find us out.
'Tis pity if the case require
(Or so we say) that in the end
We speak the literal to inspire
The understanding of a friend.
But so with all, from babes that play
At hid-and-seek to God afar,
So all who hide too well away
Must speak and tell us where they are.
Robert Frost
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Telhados de vidro...
Já passaram alguns dias desde o início desta toada agressiva da linha vermelha do PS. A dupla Vital e Ana Gomes, cada qual o mais simpático, desdobram-se em acusações e insinuações sobre o PSD e o BPN.
Não tenho que defender o PSD, e acho que tudo neste caso deverá ser explicado até ao fim e em pormenor.
O que me incomoda aqui são outras coisas; é o afastamento que esta dupla provoca entre o cidadão comum e a política, ao amplificar este clima de suspeição, ao contribuir para aumentar a já anunciada elevada abstenção. O que me irrita aqui, é a sobranceria, a arrogância, a lata inoxidável com que falam na superioridade da ética e moral socialista e republicana. O que deixa perplexo nestes dois, é que, estando o PS enredado e enlodado no caso Freeport, ainda tenha tal reserva de pedras para atirar aos telhados vizinhos...
Bem faz o CDS em manter-se longe deste lodo, falando para os portugueses sobre o que pode mudar para melhor nas suas vidas.
Etiquetas:
Ana Gomes,
BPN,
Europeias,
Freeport,
Vital Moreira
Novidades boas
Sons novos, pop a condizer com o verão, os suecos a surpreenderem pela positiva. O video a mostrar porque é matou a radiostar. A seguir, estes Mando Diao.
Pobres de nós, contribuintes !!
O «.. pobre dr. Vítor Constâncio e demais administradores do Banco de Portugal, (..) queixam(-se) de que já não são aumentados desde 2005. Tão precária deve ser a situação de todos eles que os seus salários (ao contrário do que sucede, por exemplo, na Reserva Federal americana) nem são tornados públicos para lhes evitar a vergonha.
(...), segundo a sua declaração de rendimentos de 2006, sabe-se que o dr. Vítor Constâncio ganha pouco mais de 23 mil euros por mês (o presidente da Reserva Federal ganha 15 mil).
É certo que o dr. Vitor Constâncio tem direito a carro de alta cilindrada e motorista pagos pelos contribuintes, taxas de juro bonificadas e reforma ao fim de 5 anos, mas que é isso para um licenciado pelo ISCEF e ex-secretário-geral do PS?
Por isso, mais louvável ainda é o desprendimento e apego à causa pública com que o dr. Vítor Constâncio e seus pares dolorosamente aceitaram prescindir este ano do aumento de 5% (mais 14 mil euros anuais) que chegou a ser anunciado.
Deus lhes pague.»
in Jornal de Negócios
sábado, 30 de maio de 2009
Se este país não existisse...
...alguém tinha de o inventar.
A história é esta.
Na Escola Secundária José Estevão foi definido, no início do ano lectivo, que as aulas para quem não tem exames, iriam terminar a 9 de Junho, 3ª feira. Pode parecer estranho que as aulas terminem numa 3ª feira, mas, devido ao capricho do calendário que este ano tem dois feriados em dias consecutivos, acaba por fazer sentido essa opção.
Acontece que esta semana os alunos foram informados de uma alteração. As aulas já não terminam no dia 9, mas sim no dia 15, no final da manhã.
Consegue-se assim prolongar o período escolar em mais 6 dias de calendário a que corresponde 1 dia e meio (útil).
Se alguém tinha marcado férias aproveitando os feriados, não interessa. Se alguém tinha disposto da sua vida de acordo com um calendário atempadamente publicado, também não.
Importante mesmo é haver mais 1 dia e meio de aulas. Que nada vai adiantar. Testes não se farão certamente e matária também não será leccionada. Aliás, quer-me parecer que no dia 12 de Junho, a escola funcionará em serviços mínimos, pois muita gente irá faltar.
Gostava sinceramente de conhecer a cabeça pensante que esteve por trás desta decisão e quais os fundamentos para a mesma.
Era só para ver se eu conseguia acompanhar o raciocínio desta gente que nos "educa" os filhos.
Mas acho que não vou conseguir, sinto-me demasiado básico para um exercício desse calibre.
A história é esta.
Na Escola Secundária José Estevão foi definido, no início do ano lectivo, que as aulas para quem não tem exames, iriam terminar a 9 de Junho, 3ª feira. Pode parecer estranho que as aulas terminem numa 3ª feira, mas, devido ao capricho do calendário que este ano tem dois feriados em dias consecutivos, acaba por fazer sentido essa opção.
Acontece que esta semana os alunos foram informados de uma alteração. As aulas já não terminam no dia 9, mas sim no dia 15, no final da manhã.
Consegue-se assim prolongar o período escolar em mais 6 dias de calendário a que corresponde 1 dia e meio (útil).
Se alguém tinha marcado férias aproveitando os feriados, não interessa. Se alguém tinha disposto da sua vida de acordo com um calendário atempadamente publicado, também não.
Importante mesmo é haver mais 1 dia e meio de aulas. Que nada vai adiantar. Testes não se farão certamente e matária também não será leccionada. Aliás, quer-me parecer que no dia 12 de Junho, a escola funcionará em serviços mínimos, pois muita gente irá faltar.
Gostava sinceramente de conhecer a cabeça pensante que esteve por trás desta decisão e quais os fundamentos para a mesma.
Era só para ver se eu conseguia acompanhar o raciocínio desta gente que nos "educa" os filhos.
Mas acho que não vou conseguir, sinto-me demasiado básico para um exercício desse calibre.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
PRIBERAM.PT
Apetece-me apenas descarregar qualquer coisita, a propósito de tudo e talvez de coisa nenhuma; sei que o melhor seria não o fazer, mas como não sou de deixar que outros o façam por mim, não sendo, no entanto, totalmento tolinho, resolvi recorrer ao dito e famoso Priberam, procurando apenas as palavras correctas para definir e expressar um sentimento, de hoje e de já algum tempo.
Intriga
s. f.
1. Manejo que se trama com astúcia e cautela; maquinação; insídia, traição, cilada; mexerico.
2. Enredo (de obra literária). - Não aplicável, pelo menos directamente!
Intrigar - Conjugar
v. intr.
1. Tecer intrigas.
v. tr.
2. Indispor.
3. Inimizar (por meio de enredos).
4. Excitar a curiosidade de.
Mentiroso (ô)
adj. s. m.
adj. s. m.
1. Que ou aquele que mente, que engana.
2. Falso.
3. Aparente.
Escroque
s. m.
Gal. Pessoa que usa de manobras fraudulentas.
Invertebrado
adj.
adj.
1. Que não tem vértebras ou esqueleto interior.
invertebrados
s. m. pl.2. Denominação comum aos protozoários, celenterados, vermes, equinodermos, artrópodes e moluscos.
(neste último caso, gosto bastante do termo "vermes"...)
Intriga
s. f.
1. Manejo que se trama com astúcia e cautela; maquinação; insídia, traição, cilada; mexerico.
2. Enredo (de obra literária). - Não aplicável, pelo menos directamente!
Intrigar - Conjugar
v. intr.
1. Tecer intrigas.
v. tr.
2. Indispor.
3. Inimizar (por meio de enredos).
4. Excitar a curiosidade de.
Mentiroso (ô)
adj. s. m.
adj. s. m.
1. Que ou aquele que mente, que engana.
2. Falso.
3. Aparente.
Escroque
s. m.
Gal. Pessoa que usa de manobras fraudulentas.
Invertebrado
adj.
adj.
1. Que não tem vértebras ou esqueleto interior.
invertebrados
s. m. pl.2. Denominação comum aos protozoários, celenterados, vermes, equinodermos, artrópodes e moluscos.
(neste último caso, gosto bastante do termo "vermes"...)
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Ah, pois é!

Que Sócrates não se veste em Saville Row, qualquer cavalheiro sabe. Mas, não é menos verdade que o monocromático engenheiro é um falso discreto, sendo notória a conta a pagar pelo look Clooney.
Sempre o imaginei, a avaliar pelo corte pouco ajustado e menos elegante, cliente fiel de uma qualquer italianada arrivista á venda nas melhores ruas de qualquer capital.
Qual o meu espanto, o homem da cova da beira leva o look Clooney tão a peito que vai a Rodeo Drive comprar os trapinhos á loja das estrelas e dos novos-ricos do mundo!
É a crise...
Tax Free

Não queria acreditar, mas é mesmo verdade! Vital Moreira avançou com a ideia peregrina de um imposto europeu.
Compreendo o raciocínio; vindo de quem veio, faz todo o sentido. O sonho da re-criação de super-estados, pesados, hiper-burocráticos, controladores e reguladores faz parte do ADN do candidato socialista e da linha de pensamento que representa. Nem lhe passa pela cabeça o drama que seria acrescentar á vida de cada europeu mais um imposto. Não consegue admitir que o reforço político da União Europeia não precisa de mais "estado europeu", mas de maior concurso de vontades e de melhor articulação das sinergias existentes.
Os jacobinos já têm um poder exagerado e perigoso na UE, o incremento de uma super-estrutura tentacular por eles controlada seria certamente o fim anunciado da Europa.
Resta-nos protestar e votar "tax free"!
Menina da Ria
Goste-se ou não da música, não seria interessante que alguém (C.I.R.A., C.M.Aveiro, Turismo do Centro) contactasse Caetano Veloso para vir a Aveiro gravar o video clip desta música e que a mesma pudesse ser usada para promoção da Ria e de Aveiro?
Era capaz de ficar mais barato do que algumas promoções que por aí se fazem.
Era capaz de ficar mais barato do que algumas promoções que por aí se fazem.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Concerto de Trombone
A audição de Oliveira e Costa ontem, no Parlamento, pode ser equiparada a este concerto de trombone...
Esperamos ansiosamente pelos restantes instrumentos para completar a banda.
Esperamos ansiosamente pelos restantes instrumentos para completar a banda.
Fado reinventado
ou a prova de que uma grande música é sempre uma grande música, por mais voltas que lhe possam dar. Comprei e gostei.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
Late in the evening Sunday Bluzzz
Senhoras e Senhores, hoje com Sugar Blue a brilhar em Hoochie Coochie Man. Noite de clássicos, portanto...

A eurodeputada socialista Ana Gomes fez hoje um ataque cerrado a Pedro Santana Lopes, acusando-o de "parolice", "provincianismo abjecto" e despesismo por tentar contratar o arquitecto Frank Gery para remodelar o Parque Mayer em Lisboa.
É um ponto de vista respeitável, chamar Frank Gery para remodelar o Parque Mayer é uma coisa do tipo chamar Pitanguy para remodelar Ana Gomes. Too much!
sábado, 23 de maio de 2009
Uma praia

Mais um fim de semana em que o verão teima em não chegar. Coisas da crise, este sol laboral e este cinzento nos sábados que o sr. belmiro quer usurpar...
Foge-me o pensamento, ao som da Ana Carolina, para uma praia. A minha praia, a nossa praia. Chama-se Valdevaqueros e ainda lá está, magestosa, selvagem, em permanente e intenso romance com o levante, o primo dos ventos do deserto, forte e inclemente.
Fomos pela primeira vez, a medo, uns três dias em junho, fresco, invejamos os hóspedes do Hurricane e decidimos que o Alameda, bem mais barato, seria a nossa casa. Comemos kebabs e pitas do Aziz, aqueciamos com o chá de menta do café Central e decidimos voltar em Agosto.
Poucas terras me agarraram como Tarifa, magias do vento, sedução das gentes, das cores, dos cheiros, da liberdade.
Voltamos em Agosto com a Kika e com o Paulo e a Paula. Como prometido, instalamo-nos no Alameda. O António, amigo de abraço, de joder e coño na ponta da afiada lingua andaluz, deu-nos um quarto com terraço de onde se mirava hacia el estrecho. Do outro lado, as montanhas de África provocavam as maiores divagações entre cervejas de final de tarde. No meio, os barcos que cruzavam o estreito carregados de histórias à nossa escolha.
Nos anos seguintes continuamos a voltar ao Alameda, com os pais, com irmãos, primos, consolidando a "casa".
O ritual matinal, depois das tostadas e jugo na esplanada, passava pela compra das sandes na panaderia francesa e dali seguiamos para Valdevaqueros.
Os dias de praia passavam-se entre mergulhos, escaladas da duna grande e banhos de lama na fonte "medicinal" que nos melhorava a pele, transformando-nos em guerreiros de terracota. As conversas fluiam a condizer, ao longe, contrastando com a nossa areia branca, impunha-se o Maghreb sobre o mar azul.
Já conheciamos os que regressavam, como nós, uns de Madrid, outros de Roma, outros de...
Aquele pedaço era mesmo nosso e era tão bom.
Ainda hoje não realizei completamente porque o troquei pela Quinta do Lago, uma amante loira, jactante e muito cara.
Vou fantasiando que lá regressarei um dia, depois dos sessenta, sem gravatas nem apertos, de chanatas e djelabas, para ficar, bebericando chá de menta sem recusar um kif de quando em vez. Quem sabe?
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Moral de pacotilha
A má moeda...

"Numa altura em que há falta de emprego, as pessoas ainda têm uma série de exigências estranhas. Quando há tanta gente a querer qualquer emprego, as pessoas não querem trabalhar ao sábado, não aceitam o princípio de número de horas anual e depois não há como decidir este tipo de questões em Portugal", afirmou Belmiro de Azevedo.
Sobre os sacrifícios que os empresários devem estar preparados para fazer, nem uma palavra.
O sr. é perito neste tipo de atitudes e afirmações prepotentes. Afirmações que são, também, para dentro da sua Sonae. O uso dos meios que o poder lhe confere para ameaçar, intimidar, julgar; tudo no momento de maior fragilidade da parte mais fraca, dizem da qualidade do caracter do sujeito.
Registo com agrado as palavras de dura critica do porta-voz da CEP e Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, pondo a Igreja, mais uma vez, do lado certo.
Quanto ao sr. Belmiro, pura falta de princípios.
Sobre os sacrifícios que os empresários devem estar preparados para fazer, nem uma palavra.
O sr. é perito neste tipo de atitudes e afirmações prepotentes. Afirmações que são, também, para dentro da sua Sonae. O uso dos meios que o poder lhe confere para ameaçar, intimidar, julgar; tudo no momento de maior fragilidade da parte mais fraca, dizem da qualidade do caracter do sujeito.
Registo com agrado as palavras de dura critica do porta-voz da CEP e Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, pondo a Igreja, mais uma vez, do lado certo.
Quanto ao sr. Belmiro, pura falta de princípios.
João Bénard da Costa

Partiu João Bénard da Costa. 74 anos de uma vida riquíssima porque dedicada à arte e aos outros. O cinema esteve sempre na minha vida e Bénard da Costa tem certamente responsabilidade nisso. Devo-lhe em grande parte o aprofundamento e refinamento desta paixão. Lembro-o no canal 2, lembro-o nos tempos em que o Indy era a "biblia" semanal. A sua escrita, o seu discurso eram eloquentes e sedutores, contagiantes.
Incitava a Buñuel e devorei-os todos, deu-me a descobrir Lang e Sternberg, ensinou-me a gostar de Godard, de Truffaut e de Pialat.
Foi um homem de cultura imensa e transversal, teve a imensa generosidade de a partilhar connosco.
Muito obrigado!
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Férias prolongadas...
imagem retirada daqui http://noreset.wordpress.com/2008/03/28/industria-dos-games-tirou-ferias-essa-semana/... é o que parece ter acontecido a alguns bloggers da nossa praça...
Será que perderam o verbo?
Eu também não me importava de já estar na fase das chanatas e do calção.

Serão sinais da crise?...económica?... ou crise dos quarenta? Será que a crise atingiu as produtoras discográficas? Não editam mais músicas novas, mas reciclam as antigas? A verdade é que, ultimamente, sempre que faço "zapping" no rádio só ouço músicas dos anos 80. O que virá seguir? As roupas estilo "Fame" ou o cabelo à "Kajagoogoo"!
Por mim dispenso. Se querem entrar na máquina do tempo levem-me para os anos 50. Isso sim, era estilo.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Pergunta com lógica
Ao ler que Dias Ferreira continua mais inclinado para avançar com a sua candidatura a presidente do SCP, apetece-me perguntar se essa inclinação é fruto da pancada que levou?
O esquema de burla em pirâmide de João Rendeiro
João Rendeiro mantinha um esquema de burla em pirâmide no BPP, em termos comparáveis ao do caso Madoff.
Por mais que João Rendeiro venha negar, é cada vez mais claro o contorno da burla perpetrada pelo banqueiro:
A maioria dos produtos de retorno absoluto dos clientes do Banco Privado Português (BPP) apresenta vencimentos de curto prazo - mais de 90% acaba no final deste ano - mas os activos subjacentes que os compõem têm prazos de vencimento muito mais longos, que vão de 10 anos a 20 anos.
Este diferencial impunha um esquema que dependia da entrada de novos capitais para financiar as responsabilidades assumidas no curto prazo perante os clientes. Quando a instituição deixou de receber novos capitais e sofreu uma intensificação dos resgates em meados do ano passado - o diferencial tornou-se incomportável para as reservas do BPP.
Uma estratégia fraudulenta e ruinosa, portanto.
Por que esperam as autoridade judiciárias para actuar ?
Não se entende esta demora e este silêncio do Ministério Público face a tudo que se vem sabendo ultimamente.
Até o Primeiro Ministro José Sócrates já veio invocar publicamente a sua indignação pelo tipo de gestão feita por João Rendeiro.
E João Rendeiro, estará quietinho á espera que o vão buscar e ao seu património ?
Mais um episódio da ineficiência da Justiça em Portugal.....
Por mais que João Rendeiro venha negar, é cada vez mais claro o contorno da burla perpetrada pelo banqueiro:
A maioria dos produtos de retorno absoluto dos clientes do Banco Privado Português (BPP) apresenta vencimentos de curto prazo - mais de 90% acaba no final deste ano - mas os activos subjacentes que os compõem têm prazos de vencimento muito mais longos, que vão de 10 anos a 20 anos.
Este diferencial impunha um esquema que dependia da entrada de novos capitais para financiar as responsabilidades assumidas no curto prazo perante os clientes. Quando a instituição deixou de receber novos capitais e sofreu uma intensificação dos resgates em meados do ano passado - o diferencial tornou-se incomportável para as reservas do BPP.
Uma estratégia fraudulenta e ruinosa, portanto.
Por que esperam as autoridade judiciárias para actuar ?
Não se entende esta demora e este silêncio do Ministério Público face a tudo que se vem sabendo ultimamente.
Até o Primeiro Ministro José Sócrates já veio invocar publicamente a sua indignação pelo tipo de gestão feita por João Rendeiro.
E João Rendeiro, estará quietinho á espera que o vão buscar e ao seu património ?
Mais um episódio da ineficiência da Justiça em Portugal.....
terça-feira, 19 de maio de 2009
Nights in dark satin

Estive mesmo para não ir. Entre o trabalho e outros compromissos, o tempo escasseava e só a compreensão e simpatia de um amigo me libertaram sem maiores pesos de consciência. Dois bilhetes no bolso, lá fomos, eu e a P., em cima da hora e sem jantar. Ainda bem!
Anthony deu um dos melhores concertos a que assisti. O génio transgender arrebatou o Coliseu que, rebentava pelas costuras, esgotado dias antes. Provocador, estabeleceu uma linha de diálogo directo com a assistência que passou pela politica, religião e, inevitávelmente, o sexo. A conversa era próxima, fluida e naturalmente inteligente. Algum desencanto com Obama, o ambiente, as novas fronteiras, num discurso fluido a lembrar uma aula participada da USC ou da UCLA.
A música é a que conhecemos, mas ao vivo a voz de Anthony supera as expectativas mais entusiastas. Temas como Fell in love with a dead boy, Hope there's someone, Epilepsy is dancing, foram magistrais e arrepiantes.
Os The Johnsons estão lá para Anthony brilhar, contudo, a perfeição na execução, o rigor estético, a elegância dos violinos, do violoncelo, da guitarra; a contenção da bateria; a harmonia dos metais... UAU!
O público, esmagadoramente conhecedor, esteve mais pendente para o cosmopolitismo hetero do que para a receada parada gay.
Foi assim, Anthony perturbante e transgressor, homem a caminho de mulher, corpo gigante e desajeitado, gesto desencontrado, cérebro brilhante e voz sublime. Incomoda? Certamente! Baralha? Sem dúvida! So did Oscar Wilde... So did Mr. Wilde...
TVI
Por mera casualidade, vi esta manhã a previsão meteorológica da TVI.
Fiquei a saber que, para a TVI, Portugal Continental tem 21 locais cuja informação sobre o tempo é importante.
17 deles são capitais de distrito. Dos restantes 4, temos as Penhas Douradas, o que poderá fazer algum sentido por se tratar do observatório mais alto de Portugal, Sines, Cabo Carvoeiro e Sagres.
Como devem ter reparado, falta 1 capital de distrito. Qual?
Aveiro.
É assim que somos tratados por esta malta da província lisboeta.
Fiquei a saber que, para a TVI, Portugal Continental tem 21 locais cuja informação sobre o tempo é importante.
17 deles são capitais de distrito. Dos restantes 4, temos as Penhas Douradas, o que poderá fazer algum sentido por se tratar do observatório mais alto de Portugal, Sines, Cabo Carvoeiro e Sagres.
Como devem ter reparado, falta 1 capital de distrito. Qual?
Aveiro.
É assim que somos tratados por esta malta da província lisboeta.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Certeiro e Certíssimo
«Há no comportamento das elites políticas sinais de que estão convencidas que tudo lhes é permitido e que, apesar de um protesto aqui e de um comentário ali, farão tudo o que querem, como querem e porque querem.
E há, no país, uma erosão permanente dos níveis de exigência, da confiança nas instituições e daquilo que esperamos delas, levando-nos a um nível de indiferença a partir do qual já nada nos indigna.»
in
Editorial, Público, 18/05/2009
Late in the evening sunday soundzzzzz
No words required...
Vital dixit
Vital Moreira acusou hoje os outros partidos de terem listas fantasmas em que só se conhece o cabeça de lista. Vital assume a veracidade e consequencia da sua lista.
Assumimos nós que, Elisa Ferreira e Ana Gomes estão mesmo a caminho da Europa. Pena é, tão despudorado desprezo das ditas, e do PS, pelo Porto e por Sintra!
Só se for lá na loja

António Arnault veio na semana passada dizer que os magistrados que denunciaram as pressões de Lopes da Mota, não passam de delatores!
Pelo mesmo raciocínio, quem recorre á APAV é um bando sem vergonha de delatores. A violência doméstica é criticável, não pela violência em si, mas por convidar a vitima á "delação"!
É o grau zero da pouca vergonha!
Alguem devia explicar a Arnault o que é o mundo real. Concepções tão distorcidas, só se for lá na loja!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
i não gostei
Após alguns meses de expectativa, lá tivemos por fim acesso ao novo diário i.
Comprei-o nos 3 primeiros dias de existência e desisti ao 4º.
Este, para mim, é o primeiro erro: não publicar o jornal ao domingo.
Então não há notícias no sábado? Vão publicá-las na 2ª feira quando toda a gente já as leu na véspera?
O segundo erro é ser um jornal de Lisboa para Lisboa. Nós, os parolos da província, não precisamos de saber o que por aqui se vai passando. Lisboa é o umbigo do poder e os jornalistas (de lá) parecem ser uns restos de cordão umbilical que não são capazes de ver para além do umbigo.
Não gostei, mas admito que também é necessário apostar na diferença, da sequência e da distribuição dos temas e das notícias, especialmente do destaque excessivo dado aos comentadores. Para mim, um jornal é um veículo para comunicar notícias e não para comunicar comentários.
Mas, como nem tudo é negativo, gostei da dimensão do i, bastante prático para ler na mesa do café e gostei também das páginas agrafadas. Quando chegar a altura de ir para a praia, é, nestas praias de nortada, uma opção de leitura a considerar.
Comprei-o nos 3 primeiros dias de existência e desisti ao 4º.
Este, para mim, é o primeiro erro: não publicar o jornal ao domingo.
Então não há notícias no sábado? Vão publicá-las na 2ª feira quando toda a gente já as leu na véspera?
O segundo erro é ser um jornal de Lisboa para Lisboa. Nós, os parolos da província, não precisamos de saber o que por aqui se vai passando. Lisboa é o umbigo do poder e os jornalistas (de lá) parecem ser uns restos de cordão umbilical que não são capazes de ver para além do umbigo.
Não gostei, mas admito que também é necessário apostar na diferença, da sequência e da distribuição dos temas e das notícias, especialmente do destaque excessivo dado aos comentadores. Para mim, um jornal é um veículo para comunicar notícias e não para comunicar comentários.
Mas, como nem tudo é negativo, gostei da dimensão do i, bastante prático para ler na mesa do café e gostei também das páginas agrafadas. Quando chegar a altura de ir para a praia, é, nestas praias de nortada, uma opção de leitura a considerar.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Bento XVI

O bando do costume andava indignado por S.S. Bento XVI não ter tirado os sapatos aquando da visita a uma mesquita. Os mesmos que passam a vida a zurzir na Igreja Católica, se recusam ao respeito minimo e atiram pedradas ao primeiro impulso; são os mesmos que se ofendem profundamente e com grande sensibilidade a qualquer putativa falta de consideração ao islão. Pregam liberdades que gostam de ver aplicadas, mas sempre com grande selectividade.
Foi nesta gentinha que pensei hoje quando Bento XVI deu aquela que, porventura, foi a maior ajuda política e diplomática ao povo palestiniano.
Bento XVI é um papa polémico, mas polémico por dizer em cada momento aquilo que acha que deve ser dito. Não é o papa do politicamente correcto, da palavra fácil, da cedência nos princípios. O que aconteceu hoje foi prova disso mesmo. Foi a intransigência perante a agressão, a submissão e a humilhação. Coisa rara, esta coragem, a frontalidade e o desafio. Coisa nunca vista em chefes de estado.
Como diria o Pe. António Vaz Pinto: "Já agora, valia a pena pensar nisto..."
Verdade e consequência?
Para começar o dia, pudemos ouvir o bastonário dos advogados dizer que o processo a Lopes da Mota indiciava um país sinistro que sanciona as conversas privadas entre amigos que, abusivamente, segundo o bastonário, são maléfica e especulativamente classificadas como pressões! Só á bastonada!
De resto, é o costume: os responsáveis políticos remetem-se ao silêncio. Um silêncio de chumbo, insuportável.
Depois de conhecidos os factos, o único meio de evitar a demissão de Sócrates é a demissão de Alberto Costa bem explicada. Alberto Costa terá de explicar que agiu só, à revelia de Sócrates, que errou na forma, que não queria dizer o que disse, mas que assume as consequências do ocorrido. O povo não acreditará em nada, mas é a única saída possível; a única que cumpre limites minimos para evitar consequências máximas.
O caso não é só político, a lei classifica como crime grave a pressão sobre magistrados. A pressão nunca surge do nada. Ninguém acredita num acto solitário de Lopes da Mota.
Consequências?
terça-feira, 12 de maio de 2009
Previsões previsíveis
Lopes da Mota, o pressuroso funcionário, vai ver ser-lhe instaurado um processo disciplinar pela Procuradoria Geral da Republica.
Para tal acontecer, as pressões denunciadas por João Palma devem ter sido de calibre 45.
Confirma-se a alto nível o que todos suspeitavam, houve pressão directa sobre os magistrados para Sócrates ser subtraido ao caso Freeport.
Agora, alguem duvida que Lopes da Mota é apenas um mensageiro?
Quem o mandou?
Quem mandou quem o mandou?
Provavelmente, ninguém! Ainda se há-de concluir que Lopes da Mota agiu só, com a melhor das intenções, eventualmente, com excesso de zelo.
Quando o mar bate na rocha...
domingo, 10 de maio de 2009
Fantástica
They said a Blackman will be President of America only when pigs can fly.
Barack Obama has been in power 100 days and bang! Pigs flu.
Barack Obama has been in power 100 days and bang! Pigs flu.
sábado, 9 de maio de 2009
Atrasado

Escrevi aqui há algum tempo sobre o meu regozijo por, finalmente e por unânimidade, o Parlamento ter acordado banir os termos autista e autismo do léxico político pejorativo. Foi um passo que só pecou por tardio. Qual o meu espanto, este compromisso de bom senso só abranje S. Bento.
Para os lados de Belém, ainda ontem Cavaco enchia a boca para criticar o autismo democrático. Cavaco que, apesar de ter sido eleito com os votos de metade da metade dos portugueses, é presidente de todos os portugueses, autistas incluidos. É caso para dizer que Cavaco é um atrasado, pelo menos em relação a S. Bento...
Lamentável.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Quase, quase...
É já no dia 18 que Anthony and The Johnsons vão regressar ao Porto. Já só há bilhetes para a geral, mas acredito que a arte e inspiração de Anthony serão mais do que suficientes para justificar algum desconforto...
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Think Pink?

Soube hoje que o deputado-malcriado, José Eduardo Martins de sua graça e nossa desgraça, apareceu no parlamento de fatinho cor-de-rosa. Desde já, pedimos, a quem a consiga, uma fotografia da criatura. Imaginar aquela carinha a encimar um belo dum fato rosa, é o delírio de qualquer apreciador de... gente com o seu tipo de educação, vocabulário e exótica pronúncia!
Politicamente, haverá ilações a tirar desta abordagem rosa???
O CDS e a Europa III
Como ponto prévio, quero deixar claro que esta minha análise em nada se relaciona com sondagens que para aí andam, tão catastrofistas quanto ridículas.
Quererá isto dizer que acho que tudo vai bem? Não.
A estratégia de Paulo Portas foi inteligente. Propor um "trio de luxo" capaz de angariar votos em diferentes grupos sociais, aumenta o espectro de penetração no eleitorado e potencia o numero de votos na lista.
É claro que Nuno Melo fala muitíssimo bem para uma franja larga de eleitorado, mas apela pouco ao segmento mais conservador e democrata-cristão do partido. Para este eleitorado, Diogo Feyo é a pessoa em quem vão votar. Diria que Melo é o PP e Feyo o CDS.
Temos ainda a Teresa Caeiro que comunica bem com algum eleitorado urbano e é factor de identificação para um determinado grupo social, eminentemente feminino ou ligado á moda e ás artes.
Em tese, o CDS deveria estar a "pescar" em três mares distintos. Ainda não está. É urgente que comece, que aposte claramente neste trio de luxo, que assuma esta estratégia de diversificação sem tibiezas.
O tempo escasseia, mas ainda é suficiente para um resultado surpreendente.
Estar ligado

Tentar sobreviver sem televisão, iPods, telemóveis, BlackBerrys e computadores, durante sete dias, foi uma tarefa agonizante e desafiante para um grupo de alunos duma escola de L.A. Com esta experiência a professora tentou ensinar aos seus alunos sobre o que é “estar ligado”, a importância da introspecção e pediu-lhes que, usando caneta e papel, escrevessem o que sentiram.
Apesar de muitos, quase terem dado em doidos, a experiência foi muito positiva. Vale a pena ler o que alguns alunos descobriram:
Daniel Romero read a book for the first time this year. Lopez actually communicated with an uncle during a rare conversation about swine flu, politics and history. Jenny Corona connected with her autistic brother, and, to her utter amazement, read an entire Harry Potter book in four days.Without her headphones blocking out the real world, Flor Salvador heard strange chirping sounds."I didn't know we had birds! “But others said that without constant stimulation, they felt as though they were more in touch with themselves and the world around them.
Apesar de muitos, quase terem dado em doidos, a experiência foi muito positiva. Vale a pena ler o que alguns alunos descobriram:
Daniel Romero read a book for the first time this year. Lopez actually communicated with an uncle during a rare conversation about swine flu, politics and history. Jenny Corona connected with her autistic brother, and, to her utter amazement, read an entire Harry Potter book in four days.Without her headphones blocking out the real world, Flor Salvador heard strange chirping sounds."I didn't know we had birds! “But others said that without constant stimulation, they felt as though they were more in touch with themselves and the world around them.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Silêncio
terça-feira, 5 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Retratos de uma viagem à capital e redondezas

O Condutor 3 em 1
Apesar de não dar para ver os detalhes todos, o condutor deste carro, além da função básica que desempenhava - -conduzir - aproveitou o dia espectacular para se bronzear e a fila da A5 para ler o jornal. Provavelmente, mas sem confirmação, ainda ouvia um som e micava a vizinha do carro do lado.

Legalize it
Com um nome destes, o que será que se vende neste centro comercial?
Futebol
Quem não viu e tiver possibilidade de ver alguma repetição do Real Madrid - Barcelona, mesmo já sabendo o resultado, não desperdice a oportunidade.
Mas que grande banho de bola que os merengues levaram.
E vai mais um jogo com 8 golos.
Mas que grande banho de bola que os merengues levaram.
E vai mais um jogo com 8 golos.
Folhetim (dos combustíveis) à portuguesa - último episódio
Quando passarem na A1, sentido Coimbra-Aveiro, reparem bem onde é que o painel informativo foi colocado... atrás da copa de uma árvore.
Será que nesse local é permitido parar para verificar os preços?
Será que nesse local é permitido parar para verificar os preços?
domingo, 3 de maio de 2009
Tempo

De todos os bens postos à nossa disposição desde a criação, o tempo é seguramente o mais valioso e, simultâneamente, o mais desvalorizado. Em tese, todos sabemos disto. Na prática, damo-nos frequentemente ao disparate de perder tempo.
Adiamos o telefonema ao amigo distante, esquecemos os livros que queremos ler, ignoramos os filmes que seriam os da nossa vida, inventamos pretextos tontos para deixarmos de estar com os que mais queremos.
Amanhã, para a semana, no próximo ano irei certamente. Agora, hoje, este mês, neste ano há impedimentos com o grau de importância do comodismo, da tarefa mecânica, do não me apetece muito. Esquecemos que a vida passa e o tempo foge. Parece que não entendemos que, mais importante que um novo canudo ou a miragem de uma promoção, é tirarmos tempo para ver crescer os nossos filhos e crescermos com eles, é aproveitarmos a vida que ainda podemos partilhar com os nossos pais, é o valor incalculável duma boa conversa e duma gargalhada franca com um amigo.
Não esqueçamos que o tempo está aí, mas não é nosso; podemos usá-lo agora, ou nunca. É irrepetível; do que dele fizermos, se escreverá um dia a nossa história.
Tenho dado por mim a acordar agora mais cedo, cumpro o ritual de ver o mar ao início da minha manhã, lembro-me de algumas palavras sábias, frequentemente do bom amigo Frei Bernardo, e parto para agarrar o dia. O dia que tem o mesmo tempo para todos, ricos e pobres, saudáveis e doentes. Poderia lá eu desperdiçar esta oportunidade?
sábado, 2 de maio de 2009
Here comes the sun
Uma boa música para uma tarde como a de hoje. E agora, para a Praia da Luz que se faz tarde!
May Britt

Poucas coisas me têm estimulado a escrita nos últimos dias. Ontem, em final de noite e de hopeless zapping, parei num biopic do Rat pack. Peça interessante, com Ray Liotta e Don Cheadle a destacarem-se nos papeis de Sinatra e Davis Jr..
A história de Sinatra e do Rat Pack é uma das mais estimulantes do século XX, um grupo de homens com génio e poder que decidiram viver a vida a 200% sempre, ou quase sempre, á margem, em desafio claro das regras e preconceitos.
Mas, não é de Sinatra que hoje quero falar. Foi a figura de May Britt que me inspirou nesta história; a mulher que se apaixonou por Sammy Davis Jr..
Britt, sueca, loira e belíssima, viera para Holywood com um contrato com a 20th Century Fox, contracenara com Brando e Falk e a tudo renunciou por renunciar ao preconceito racial e casar com Sammy Davis Jr..
O filme mostra-nos Sammy numa cena tocante, a lembrar-nos alguns episódios da nossa vida; perante um pelotão de cretinos ignorantes, a sonhar cantar o I've got you under my skin e a correr os racistas cobardes a tiros de revolver de prata.
Tenho a maior admiração por quem luta contra o preconceito, por quem compreende a verdadeira essência da humanidade. Sammy Davis foi um verdadeiro ground breaker com a ajuda de Sinatra e de Martin, mas a pressão maior esteve sobre May Britt.
É devido a gente desta qualidade que o mundo pode agradecer Obama e um pouco mais de justiça.
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